quarta-feira, 29 de julho de 2009

NOSSO PODER


Jesus disse que não cai uma folha de árvore sem o consentimento de Deus (veja citação) . Penso, então, que as tragédias acontecem com o consentimento deste. Porquê então só damos crédito a deus quando conseguimos nos livrar de algo ruim? A força criadora permite tudo, os milagres e os desastres, ela dá espaço para acontecer. Somos nós, no final das contas, que criamos, deus só permite.

Pensando nisso, eu obtive a sensação de poder, não um poder sobre o outro, ou sobre a natureza, mas um poder sobre mim e sobre como devo levar a minha vida. Acho que está na hora de nós virarmos adultos e pararmos de desejar um salvador, um pai ou uma mãe que nos ampare o tempo todo. Se o universo permite tudo, nós podemos, através de nosso próprio esforço, criar algo melhor. Quando pararmos de esperar que a solução venha de alguém fora da gente, começaremos uma verdadeira revolução.

Olhando a evolução da humanidade, podemos concluir que desde os primórdios, as sensações mais presentes no ser humano são de desamparo e desproteção; é como se tivéssemos sido colocados com dois anos de idade num ambiente hostil, e até hoje estamos lá chorando, clamando por papai e mamãe, ao qual demos o nome de Deus. Terminamos sem poder nenhum, esperando eternamente um salvador, alguém que tire essa criança de dois anos de idade desse ambiente hostil.

Pois descobri que o único que pode tirar-nos desse lugar, somos nós mesmos; parando de chorar e compreendendo, que temos um recurso para sair de lá: nossa inteligência espiritual. Desenvolvendo-a podemos transformar o mundo de hostil para amistoso, porque o mundo é o que nós quisermos que ele seja.

Ele agora é assustador, injusto e hostil porque é assim que o vemos e o construímos, mas temos o poder de mudá-lo e o truque está escondido dentro de nós. O primeiro passo é o auto conhecimento, amplo, de todos os aspectos de si, depois a cura da percepção distorcida, neurótica e por fim a derrubada do medo ancestral do abandono; somos senhores cegos de si, com a porta de saída do inferno na frente de nossos olhos, mas nossa arrogância não nos deixa ver.

Lembre-se deus permite tudo, inclusive que vivamos bem, felizes, satisfeitos, solidários. Por que não escolhemos o melhor?

Namasté!


Leia também:
Vamos acreditar
Deus é um alvo grande
O Sonhador

Pobre Coitado

domingo, 26 de julho de 2009

Como se tornar mais confiante e assertivo


Robert Albertini e Michael Emmons
Tradução de Marcos Santarrita
Rio de Janeiro: Sextante, 2008

217 pg.


Comprei o livro pelo título, acho interessante a ideia de ser firme, penso inclusive que hoje em dia essa qualidade é muito necessária nas relações humanas. Ao lê-lo, fiquei com a impressão de que era livro para empresa; explico, me deu a sensação de ser um receituário para uma forma de funcionário padrão eficiente. Então não gostei muito, talvez deva lê-lo mais para frente para saber se não foi apenas um preconceito meu.

O que eu gostei foi de ter o conceito de assertividade. Eles dizem que " o comportamento assertivo promove a igualdade nas relações humanas, permitindo que possamos agir de acordo com nossos interesses, defender nossas posições sem ansiedade, expressar nossos sentimento de maneira honesta e tranquila e exercer nosso direito sem negar os dos outros"

Essa também é a definição de pessoas saudáveis e madura, que não se enxergam nem superiores, nem inferiores à ninguém. Portanto podem ser livres para ser quem são e se sentirem iguais e à vontade para se expressar e respeitar os outro.

Eles dão as dicas para construir esse tipo de comportamento, mas eu prefiro o velho e bom auto conhecimento. No modelo psicoterapêutico, no qual a gente conversa num clima de aceitação e vai aos poucos se conhecendo. De qualquer forma, acho que o livro vale pelos conceitos que traz. Ele ajuda a vermos onde estamos e para onde podemos ir. E se a pessoa quiser fazer os exercícios , melhor. Eu fiquei apenas com os conceitos, pelo menos até minha cisma passar...

Boa leitura!

Outros livros:
Auto estima um bem essencial
Treinando a emoção para ser feliz
Felicidade Autêntica

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O BOM E O RUIM


Gostamos de simplificar as coisas no momento errado. Esse é o caso do bom e do ruim, queremos sempre colocar um de cada lado, como se não andassem juntos, pensamos que o que é bom é só isso e o ruim é puro também, mas se observarmos bem a vida, vemos que eles são casados e vêem em pares. Nada é só bom ou ruim.

Quando fazemos escolhas, por exemplo, tem sempre um lado favorável que é o que nos faz optar por tal coisa, mas se olharmos direito, vem junto o que não é tão favorável assim. O contrário também é verdadeiro. Algo que seja ruim pode trazer junto uma coisa boa.

Se tivermos esse discernimento, o medo de fazer escolhas “erradas” diminui, pois compreendemos que teremos de lidar com ambos aspectos da opção, ou seja, usufruir o bom e aprender com o ruim, saindo com esperteza dos seus desagrados. Se não desenvolvermos essa inteligência, acabamos por desgostar das escolhas e pensamos que só fizemos besteira na vida.

Isso também vale para a personalidade das pessoas, não existe alguém só bondoso, nem alguém só do mau, sempre somos uma mescla dos dois e em alguns momentos mostramos mais um do que o outro é certo que o mau machuca e é bom evitá-lo o máximo que pudermos, mas mesmo quando temos cuidado ele nos visita de vez em quando. Não tendo medo de encarar esse aspecto em si mesmo fica mais fácil conduzi-lo, direcioná-lo sem que sejamos dominados por ele. Ter uma visão ampla das coisas é o melhor remédio para não ser levado por essas mesmas coisas.

Então há certo momento que é melhor não simplificar, somos complexos e ao enxergar isso sem reducionismos medrosos, podemos ter maior controle sobre nossas ações. Escolhemos a ação construtiva na maioria das vezes e só usando a ação destrutiva quando ela for válida para um aprendizado ou mesmo renovação, uma mudança do estabelecido ultrapassado.

Nestes casos, frustração, que é o nome que damos ao mau algumas vezes, se transforma em crescimento, dando base ao ditado popular: “Há males que vem para o bem”.

Namasté!

Leia Também:
Se arrepender do que não fez
Ser gentil ou agradar os outros
Buscar a perfeição
Verdade e Mentira

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Tarô - orígens



Meu amigo,GrandeR@O, que anda desaparecido, postou o seguinte comentário há alguns meses:

GrandeR@O

tarô é legal
mas não sei se já colocou aqui e eu esqueci a origem do tarô da onde ele veio e pq surgiu seria legal vc escrever algo sobre isso.
bjus


Por causa dessa sugestão escrevi esse texto que agora publico:

O tarô é um baralho composto por 78 cartas, chamadas Arcanos ou Mistérios. Os arcanos podem ser encarados como um "texto" de imagens, que representam as experiências típicas encontradas ao longo do caminho da auto compreensão, eles retratam todas as imagens arquetípicas (a mãe, o pai, o herói, o salvador, o velho sábio. etc). Considero-o um instrumento cuja a principal função é auxiliar o ser humano no processo de auto descoberta.

As imagens do tarô são um espelho de nossa realidade interior, seu uso permite ver essa realidade a partir de novas perspectivas, elas não são positivas nem negativas e não estão a favor nem contra ninguém, apenas oferecem pistas que podemos usar ou descartar. O conjunto de cartas pode ser considerado um livro de páginas soltas ao qual podemos constantemente reconfigurar e que contém um antigo sistema de conhecimento.É sem dúvida um instrumento de orientação, um mapa que proporciona nova perceptiva sobre qualquer situação obscura, dando maior clareza e percepções mais profundas.

Sua origens são vagas e obscuras. Sabe-se que começaram a ser vistas no fim do século XIV (1370/1380), na Europa. O primeiro registro é de um monge alemão, alguns dizem suíço...Que escreveu um ensaio, na qual comenta o jogo de cartas por ele conhecido em 1377, mas que não sabia nem onde nem por quem fora criado. O primeiro baralho famoso foi pintado por Gringonneur em 1392 para Carlos VI. Como foi o único baralho conhecido no século XIV, levou alguns estudiosos a pensarem que havia sido o inventor.

Penso que o tarô é fruto de uma época (século XIV e XV) e de um povo (Europeu), que ansiavam por um conhecimento maior de si. Claro que o tarô também foi usado para jogos e diversão, o que não tira em nada sua capacidade de jogar-nos em reflexão.

Então como foi visto, realmente ninguém sabe ao certo como e porque surgiu o tarô, ele é tão misterioso quanto a humanidade, também, como ela, ninguém sabe para que o tarô serve de verdade. Mas podemos usá-lo para diversos fins; jogos, adivinhação e auto conhecimento, são os mais comuns. O que eu sei é que existe uma riqueza em seus uso, ficamos com a mente mais aberta e nos conhecemos melhor, para mim ele atua como um velho amigo sábio, a quem recorro para ampliar meu conhecimento.

Namasté!


"A primeira denominação para o conjunto de cartas do tarô surgiu por volta de 1390 com o nome de LUDUS CARTARUM; em meados de 1400 se chamou NAIBIS. Depois, por volta de 1450 foi denominado de TAROCCO, pelos italianos. Somente a partir de 1590 foi chamado de TAROT, pelos franceses (não pelos egípcios!!). Também, inicialmente carta do tarô era chamada de TRUNFOS (1450) e mais tarde denominou-se ARCANO (1860).

O primeiro tarô com simbologia e/ou referência hebraica (cabala) surgiu em 1889 (Tarô de Oswald Wirth, Londres, Inglaterra); também, o primeiro tarô com iconografia egípcia foi lançado em 1896 (Tarô de Falconnier, Paris, França)."Nei Naiff


Leia também:
Porque ainda temos uma visão medieval do tarô
O que é oráculo
A Força






sábado, 18 de julho de 2009

AMOR EXCLUSIVO


Exclusividade no amor, esse é o critério que ainda usamos para verificar um “amor verdadeiro”. Decidimos que o principal fato no amor romântico é a retirada dos outros da equação, devemos ser únicos, principalmente, sexualmente. Ficamos tão preocupados com essa tal exclusividade que esquecemos de amar...Isso nos perturba tanto que perdemos o melhor do relacionamento.

Vigiamos horários, roupas, celular a procura de provas de uma falha, isso toma conta de nossos pensamentos e ações. Temos que ser os únicos para sentirmos o amor do parceiro/a. Esse tema está na TV, nos livros, nos consultórios psicológicos, nas fofocas, nos escritórios de detetives... Povoando nossas mentes e criando realidades. Já vi pessoas dizerem que quando se envolvem com alguém começam a sofrer intensamente porque é certo que serão “traídas” em algum momento. Então essa certeza cria um pensamento paranóico que os fazem agir como loucos, atrás de provas dessas certezas; claro que esse é um dos maiores graus de perturbação, mas em menor escala todos vivemos assim, “confiando/desconfiando”.

Acredito que ficamos assim, por acreditar que o amor romântico exclui atração e interesse por outras pessoas. Vivemos uma ilusão, que o relacionamento amoroso supre todas as necessidades do casal e se um ou outro, sair dessa simbiose é porque o amor acabou. Eu não sou mais “importante” para o outro! Eu não sou mais única/o! E por aí vai o drama.

As relações, fora da dupla principal, são vista como ameaça ou traição ao amor, humilhação, falta de respeito. O casal se promete estagnação eterna, mas quando não conseguem cumprir o que prometeram, porque é impossível, ficar parado no primeiro estágio do amor para sempre, fazem drama se desesperam se sentem menos importante. Penso que esses sentimentos fazem mais parte da vaidade do que do amor, o amor verdadeiro é um fluxo inteligente e sabe que não há como parar a torrente de evolução. A vaidade é egocentrada e estética não compreende o fluxo, pois é frágil, está voltado para o comportamento do outro, para se dar valor. Neste caso quem me valoriza é o outro e se este não está totalmente encantado por mim eu perco valor. Isso é infantil, “amamos” como bebês que necessitam de alguém totalmente envolvido com eles para sobreviverem.

Podemos crescer, amadurecer e amar sem medo de não ser exclusivo, para daí ter a surpresa que podemos sempre ser escolhidos pelo parceiro/a representar todos os outros homens e mulheres. Não é uma exclusividade estática, mas dinâmica na qual momento a momento o parceiro/a faz uma escolha entre todos os desejos que ele pode ter. E nos escolhe, não porque prometeu, mas porque pode e quer, não porque somos os únicos, mas porque estamos fazendo o melhor encaixe naquele momento. Então tenhamos coragem de amadurecer para experimentar um amor elevado.

Namasté!


Leia também:

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tertúlia Virtual - TEMA LIVRE

"Vamos começar colocando um ponto final"

Música Livre:






Tudo novo de novo Vídeo no Orkut

Imagens Livre:




Texto Livre:


O ar é minha casa
Impossível de capturar
É só pra sentir
É só sensação

O vento é meu movimento
Zunindo, inquieto, rápido

Liberdade é meu nome
Solta, arredia, indefinível

Livre é meu estado de espírito
Voa acima do juízo comum.


FIM

É o fim para um novo começo. Fecha-se assim um ciclo de trocas de sucesso.
Choremos!
Vida longa à Tertúlia em nossas mentes!
E que venha a próxima estação!


"E vamos terminar inventando uma nova canção, nem que seja uma outra versão, pra tentar entender que acabou."

Outras Tertúlias:

Esta postagem faz parte da Tertúlia Virtual, promovida por Jorge Pinheiro (Expresso da Linha) e Eduardo P.L. ( Varal de Idéias), que está fechando um ciclo de um ano com uma grande celebração ao êxito!

Mais participantes do Tertúlia Virtual, aqui






domingo, 12 de julho de 2009

Como a Visão Criadora Funciona? Parte 3



3º - Nós atraímos aquilo em que mais pensamos.

"Em que acreditamos com mais convicção, o que desejamos mais profundamente."




Esse é o final do processo, primeiro vimos que o universo é energia e que nossos pensamentos são também energias que influenciam o todo. Depois que a energia é magnética, que similar a um ímã se atraem vibrações idênticas, neste caso, vibrações iguais e não diferentes. Esse é o mecanismo das coincidências.

Agora, sabemos que a convicção que temos numa determinada ideia ou crença, nos faz vivencia-la. Se acredito profundamente que sou feliz começo a atrair situações que evidenciem isso, e também chamo outros pensamentos e pessoas que experimentam a vida assim. Criando uma rede de pensamentos e pessoas felizes ao nosso redor, manifestando uma vacina astral para o pessimismo e as situações infelizes. E se passarmos por uma das circunstâncias tristes oferecidas pela dimensão terrena, podemos vivenciá-las de uma maneira mais leve e inteligente, encontrando muitas pessoas para nos ajudar a enfrentar a situação.

Talvez vocês não acreditem, mas penso que não custa nada experimentar, piorar sua vida não vai; então qual é o problema de testar? Meu conselho é; não tenha medo de se frustrar, não evite experimentar algo que parece bom só porque pode, não funcionar. Vamos lá! Ousem!

E você? Que tipo de circunstâncias vêm atraindo? Quais os seus pensamentos dominantes?

Namasté!

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

SER NORMAL OU SER FELIZ


Um dia disse a uma amiga: Você precisa escolher, quer ser feliz ou ser normal? Ela me perguntou, o que significa isso? A gente é feliz justamente porque é normal!...
Não é bem assim. Para ser normal; devo estar dentro de parâmetro medianos e iguais, uma pessoa precisa abrir mão de muita coisa, muitos aspectos seus, particulares e importantes, são concessões que chegam a matar a vida dentro dessa pessoa.


Ser normal é ser igual a uma maioria, só que isso não existe, não somos feitos em série, numa fábrica com medidas padronizadas e constantes. Somos tais como obras de arte, únicos, não duplicáveis. Não temos forma. Quando nos colocamos numa, perdemos nossa essência e por conseqüência perdemos nossa alegria de viver. Esse processo é tão sutil que nem percebemos, quando vemos já estamos infelizes, inadequados, insatisfeitos.


Não sabemos bem porquê, mas ficamos apáticos, viciados em impulsionadores de prazeres (bebidas, compras, sexo, trabalho, comida, remédios, drogas). Vivemos uma vida sem sentido, mascarada por compulsões e hábitos considerados normais. Terminamos doentes e morrendo das piores formas, sem nunca saber porque. Colocamos a culpa na vida estressante, na violência, nos alimentos adulterados, na tecnologia, na libertinagem... Mas não vemos a raiz dessas coisas.


Para mim o começo de tudo é uma escolha que fazemos cedo, para viver “em paz”. Escolhemos ser normais ao invés de sermos felizes. Deixamos de ser arte para ser fabricados em série. Não nos interessamos em conhecer quem somos com nossas particularidades, não nos respeitamos.
E agora? Você quer continuar a ser normal ou vai tentar descobri a obra de arte que deus esculpiu?

Namasté.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dia Mundial da Cooperação.





Dando continuidade a proposta de Lília do Arco íris da Vida,sobre dias comemorativos, decidi escrever textos sobre alguns dias que achei especialmente importantes e que tem a ver com a proposta do meu blog.

E o primeiro foi o dia da Cooperação. Hoje.


Venho trabalhando a ideia de cooperação com os pais que tenho contato, digo que, na verdade, eles não querem filhos obedientes e sim filhos colaborativos, cooperativos. Prole obediente é prole morta, soldados não criativos que repetem sem questionar. Não precisamos mais de gente assim no mundo. Semi vivos, zumbis, repetindo roboticamente comportamentos aceitáveis.

Precisamos de gente viva, mas que colaborem para a criação de uma existência rica, justa e amorosa. Então a palavra é cooperação, podemos ensinar a nossas crianças o significado dessa palavra que é participar, contribuir para, ajudar, colaborar para uma vivência harmônica; para que as coisas funcionem melhor para todos, numa existência justa e afinada.

Os pais devem ser o exemplo disso. Será que o marido e a esposa colaboram um com o outro para uma vida boa, amorosa? Como desejar um mundo colaborativo se a mais essencial das células (casal) não age assim? Como exigir isso dos filhos se não damos exemplo.

Desistam de mandar! De querer ter poder! Não é no comando que se encontra harmonia. Ninguém gosta de obedecer. Já colaborar, participar se sentir pertencendo... Todos desejam. Meu apelo é: neste dia e todos os dias lembrem-se de cooperar e agir constantemente assim. Abram mão do poder, não queiram mais ser generais que só sabem guerrear, sejam da paz, colaborem, cooperem, juntem forças num objetivo comum: Viver em paz!

E você o quanto está disposto a colaborar?

Namasté!

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

SE ARREPENDER DO QUE NÃO FEZ...


Escuto muito essa frase, como sinal de sabedoria...Quero refletir sobre ela.
Precisamos ter muito cuidado com frases feitas. Elas são faca de dois gumes. Por um lado é algo fácil de usar e dá um certo ar de inteligência, por outro lado pode encerrar um conhecimento já ultrapassado, pronto para ser renovado.

Pense um pouco; como disse, essa frase pode, inicialmente, gerar uma sensação de sabedoria; se olharmos mais de perto porém, podemos ver outras coisas...

Porque eu devo me arrepender do que eu não fiz?

Gente, eu não fiz muita coisa na vida, se eu fosse me arrepender disso passaria uma vida de tristeza. Mas porque eu não fiz? Vários motivos; falta de coragem, indecisão, não quis, não acreditei que era bom, não gostei da proposta, tive preguiça e mais um montão de razões, sim, mas porque devo me arrepender de não ter feito? Se na hora não deu ou eu não quis fazer, preciso me condenar por isso?

Outra coisa que se diz: Não me arrependo dos meus erros! Faria tudo... igual? Olha! Pois eu não faria tudo igual não, porque aí estaria desperdiçando o conhecimento alcançado através da experiência do erro. Se eu errei foi para aprender, se repito é porque não aprendi. Deus me livre ficar repetindo erro que já passei! Não me condeno pelo erro, mas não quero voltar a ser ignorante de novo. Posso ter orgulho do meu passado sem precisar fazer propaganda valorosa dele. Eu posso dizer: Fiz coisas de ignorante porque na época eu era assim, hoje não faço mais, porém me orgulho da minha história, pois ela me trouxe para onde estou agora, provavelmente mais sábio!

Então pense bem, cuidado com frases prontas, elas, às vezes, aprisionam nossa mente em verdades ultrapassadas ou rígidas demais.

Namasté.


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