quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Ciência não exclui Deus




Li uma entrevista com um biólogo americano, Francis Collins, diretor do projeto Genoma, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano, em 2001. Ele lançou em 2007 um livro: The Language of God (A linguagem de Deus). E afirma que a ciência e religião são complementares. Tem o meu total apoio! Esses dois viés humanos não precisam ser excludentes, acho que já somos inteligentes, o suficiente, para enxergar isso!


Precisamos de ciência, como precisamos de nossa divindade, a ciência é a forma mais adequada de conhecer o mundo material e lidar com as condições de vida na terra, mas não somos só isso; corpos sedentos e famintos se reproduzindo, é evidente que tem mais coisa.


Achei esse cientista muito corajoso, sábio e humilde, pois o mal maior na terra é a soberba, a arrogância que nos empurra para achar que sabemos tudo. A vida tem uma parte misteriosa e para essa parte o melhor é a religiosidade.


Outra coisa interessante é quando ele fala que o problema não está nas religiões (instituições) em si, mas em como algumas pessoas interpretam seus princípios, egoisticamente para justificar ações tresloucadas... Gostei também quando ele diz “Se todos brincássemos de Deus como Deus gostaria, com esperança e amor” não teríamos problemas, mas “temos a propensão ao egoísmo e aos julgamentos equivocados”.


Só uma coisa achei estranha, ele disse que nunca ouviu Deus falar...Acho que ele não tem um ouvido muito bom, pois Deus vem falando com ele há décadas! Dá para saber, por causa da forma como ele explica as coisas, seu discurso é todinho impregnado do divino!


E você, acha que Deus e ciência são excludentes?


domingo, 27 de setembro de 2009

UM MUNDO SOLIDÁRIO


Como ser solidário num mundo onde se diz que eu tenho que derrubar o outro para sobreviver?

Isso é um contra-senso! Primeiro ensinam a competir, derrubar, vencer. Depois pedem solidariedade. Como posso fazer isso com meu inimigo? Sim, acredito que lá no fundo a maioria das pessoas se vê como inimigas potenciais. Um provável concorrente na luta pela sobrevivência. Essa idéia está por baixo, escondida até de nós mesmos, mas justamente por estar escondida ela ainda é mais poderosa. É ela que faz dos ambientes de trabalho, na maioria das vezes, um inferno dantesco. É ela que faz marido e esposa se atracarem em uma guerra silenciosa e rancorosa pelo poder. É ela que ajuda irmãos a disputarem ferrenhamente.


Não prestamos atenção nisso, vestimos uma capa de bons cidadãos e seguimos, somos um bando de “sepulcros caiados”! Fazemos gestos grandiosos de ajuda humanitária, mas no dia a dia infernizamos e criamos mais discórdia. Damos uma de heróis em campanhas de ajudas aos necessitados, mas no miúdo, acabamos com a auto confiança de filhos, amigos, parentes...E mais! Temos dentro de nós um crítico, pior do que de cinema, que nos derruba a qualquer tentativa de sermos nós mesmos. Vivemos com raiva; pior, rancor, ressentimento, que é uma raiva enrustida e engordurada, antiga, medonha, invisível. Mas fingimos que não, não, nós somos bons cristãos! Somos bons! Mas dentro tem um vírus, implantado ainda em nossa infância: Você tem que vencer o outro para sobreviver. Ficamos confusos, existem duas mensagens, vencer e ajudar, derrubar e levantar e um é mais aceitável socialmente que a outra, porém um é mais real do que a outra.

E agora? O que é que para fazer? A decisão inconsciente mais comum é: Sem mesmo eu saber, derrubo e venço e acredito que tenho gestos de amizade, bons! Aí eu agrado a todas as exigências! Mas de vez em quando o recalcado vem à tona, e eu sou cruel disfarçadamente, quando fofoco maldosamente de alguém, quando detono com a aparência, inteligência ou a maneira de ser do outro, quando desfaço da conquista do famoso e às vezes até do amigo íntimo, quando perco a paciência com meu filho, marido, esposa ou companheiro de fila. Quando roubo no supermercado, do troco à bala que como sem pagar. Quando bebo e dirijo e não respeito regras nem leis de convivência nenhuma. E isso a maioria faz, mas não admite, claro! Nem para si mesmos ou, pior, tem uma justificativa para o ato, acima de qualquer suspeita. Não prestamos atenção aos detalhes, mas deus e o diabo moram lá.

Para vivermos num mundo solidário, precisamos ver as pessoas como amigas e não potenciais inimigos, temos que ter coragem de subverter, de criar um coração puro e “dar a outra face”. Essa é uma “porta estreita”, apertada e perigosa, por isso foi dito “muitos serão chamados, poucos os escolhidos”. Vamos aumentar esse número! Vamos ser um pouco tolos!

Namasté!


Leia Também:
Uma carta para mim
Como fracassar na vida e ser feliz
Para ser bom não precisamos ser o melhor

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Gentileza


Devemos exercitar a gentileza, que é o puro ato, refinado, de um coração amoroso. E se o coração ainda não estiver tocando nessa vibração, o ato gentil acorda essa nota. Acho que gentileza gera gentileza e venho há dois anos exercitando esse ato, ele é gostoso, e gera sentimentos bons. É uma delícia! Claro que não é sempre que consigo, mas se escorrego, sou gentil comigo mesma e me digo: Tudo bem, amor! Tente de novo!

Vamos lá! Deixem o coração se elevar, deixem-o ir para seu mais natural refinamento puro; vejam seus próprios diamantes! Permitam que seus corações se elevem, nessa mais alta vibração e deixem seus atos serem executados através dela.

Amem sem esperar nada em troca e sejam gentis pelo próprio prazer de ser. Experimentem agir dessa forma e percebam o retorno maravilhosos de se estar me paz!

Namasté!


Veja também:
Simplesmente Alice
Não chore Homem
Tudo novo de novo


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dia Internacional da Paz

Série dias comemorativos

O que é paz? Será que realmente sabemos? Será uma simples ausência de conflito? Será um estado mental de inteligência superior?Ou comportamentos gentis? Tudo isso junto? Todo mundo parece desejá-la, mas nem todos estão dispostos a exercitar... É difícil ser pacífico, não revidar quando instigado. Não é fácil agir com criatividade nas horas que somos desafiados à briga. É preciso muita sabedoria e treino para conduzir suas emoções para uma ação construtiva, quando alguém ou algo está nos cutucando...

Será que ser pacífico é não se defender de agressões? Será que dar a outra face é literalmente apanhar até morrer e não revidar? Sabe que às vezes penso que sim?! Uma vez vi uma cena num filme, A Missão , com Robert De Niro, um padre interpretado por Jeremy Irons, diz num momento de rebelião que se pegasse numa arma para se defender ele estaria agindo contra tudo que acreditava e pregava. Então foi em procissão na direção de seus atiradores e morreu.

Qual será a medida da paz? O que estamos realmente dispostos a fazer por ela? Falar é muito bonito e fácil, é politicamente correto desejar a paz num discurso. Mas quando você age nesse espírito? Já é capaz de dar uma volta na sua raiva? Hoje é dia de pensar e agir em paz!

E você como vai passar esse dia?

Namasté! Chanti chanti chanti (Paz paz paz)


Leia também:
Selo de qualidade
Dia Mundial da Cooperação
Dias Comemorativos

sábado, 19 de setembro de 2009

Uma Carta para Mim




Querida criança,

Sei que portar 16 anos não é fácil, temos mais dúvidas que certezas e as certezas que temos são de pouca ajuda para nos dar segurança. Sei que você tem medos e esperanças. Tem planos, desejos e projetos. E uma sensação de insegurança...Será que vai conseguir? Pois bem! Quero lhe dizer; fique tranqüila, tudo que irá fazer está ótimo! Mesmo as quedas e tentativas de atalhos frustradas.

Venho para lhe agradecer a coragem de permanecer viva, no meio de tanto temor. Seu trabalho foi ótimo! Hoje gosto de quem sou e estou feliz, não precisa mudar nada, siga sempre sua intuição, você irá para o lugar certo, conhecendo as pessoas mais acertadas para lhe orientar, pode confiar! Você é um sucesso, trilhou bem o caminho fez escolhas boas, conseguiu superar bloqueios. Eu estou orgulhosa e agradecida. Fique bem, fique em paz!

Com amor, Nanda!



Esta postagem faz parte da blogagem coletiva proposta por Elaine Gaspareto
do blog Um Pouco de Mim

"Todo mundo, em algum momento da vida desejou poder fazer escolhas diferentes. Olhe para trás, e imagine-se voltando no tempo. Com o conhecimento que você tem hoje, e sobretudo, com a compreensão que a gente costuma ter daquilo que já não tem volta, o que você diria a si mesma/o? Que conselhos daria? Que avisos faria? O que diria para você? Imagine-se voltando no tempo, reencontrando a pessoa que você era no começo da adolescência...por alguns poucos minutos...entregando uma carta...onde você diz tudo o que gostaria de ter sabido de antemão...
Imaginou?
Então mãos à obra! Pois este é o tema de uma Blogagem Coletiva para a qual eu estou te convidando!

Em comemoração ao primeiro aniversário do Um pouco de mim estou promovendo uma blogagem coletiva com o tema: "Uma carta para mim"."



Para ver mais participantes clique Aqui


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SELO DE QUALIDADE


Uma recente mania do ocidental é criar selos de qualidade avalizados pela ciência. Só devemos comprar, usar, comer, vestir...Algo que tenha a marca: “Comprovado cientificamente!”. É um tal de ter propaganda com pessoas de jaleco dizendo: Tal creme dental é recomendado pelos dentistas ou a água tal (e o jaleco lá) é garantida pelo instituto fulaninho...

Fico pensando...O que isso quer dizer? Estamos nos garantindo contra o que? Por baixo desse excesso de zelo, encontramos uma paranóia de que vamos ser atacados, prejudicados, adoecidos por mentes criminosas que a todo o momento criam um meio de levar vantagem, prejudicando alguém. A mensagem que ouvimos constantemente é: Tenha medo, muito medo!!! Seja desconfiado, não acredite em ninguém, a não ser no selo de qualidade, no carimbo do Conselho Regional de tal profissão. Será que esses papeizinhos realmente nos protegem?

Novamente aposto na intuição, acredito que o melhor meio de “não cair em armadilha” é sentir, intuir, qual caminho, qual produto é melhor para você. O selo, as pessoas mal intencionadas, podem falsificar; sua intuição não. E não estou falando de mania de perseguição. Desconfiar de todos. Essa intuição deve estar calcada em uma mente tranqüila, em paz, confiante. Então ela poderá discernir melhor o que é saudável ou não.

Não sou contra selos e carimbos, só acho que estamos dando poder demais a eles. E desenvolvendo pouco nossa capacidade de escolher o melhor. Também acho que colocar selos, não protege totalmente e ainda nos deixa preguiçosos; alguém verifica para mim e eu só vou atrás.

E outra coisa; essa mania denuncia um estado mental coletivo horroroso, de pouca harmonia com um grupo de pessoas querendo prejudicar outras. Quem não quer prejudicar, ao invés de ajudar os que não estão numa mente equilibrada, só fazem ter medo e se defender. Não digo, não se defenda, mas faça algo, além disso! Questione-se. Porque existe esse grupo de criminosos e qual a sua contribuição para que eles existam? Orem pelos menos evoluídos, por aqueles que ainda acham que felicidade é passar a perna nos outros. Afinal de contas foi isso que Jesus ensinou; não são as ovelhas do rebanho que precisam de ajuda, mas aquelas que se desviaram.

Namasté!


Leia também:
Para ser bom não precisamos ser "o" melhor
Nosso Poder
Os cientistas são os sacerdotes do nosso tempo

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Simplesmente Alice


Direção:
Woody Allen
Ano:
1990
País:
Estados Unidos
Gênero:
Romance, Drama, Fantasia, Comédia
Duração:
100 min. / cor
Título Original:
Alice


Woody Allen é um dos diretores de cinema que mais gosto, tenho todos os seus filmes e esse é um de meus preferidos! Ele fala da busca de nossa essência, do que é realmente importante para nós.

Alice é uma mulher rica, que tem um marido bonito e de sucesso, filhos saudáveis e belos, uma vida aparentemente perfeita, com todos os luxos da modernidade, mas algo a incomoda...Ela vive com dores no corpo e pensa constantemente que está doente. Em sua busca de cura, encontra um chinês com um tratamento nada ortodoxo. Nesse processo, vai se descobrindo, lembrando de quem realmente é, renascendo, até ter coragem de mudar toda sua vida, trocando todo o luxo por aquilo que para ela é sua verdadeira vida.

Para mim esse filme fala de busca espiritual, de se perder de si mesmo e se reencontrar. Além de ter um toque de comicidade que o faz leve e divertido de se ver.

Bom filme!



Leia também:
Ansiedade Estresse Depressão

A outra
Feitiço do Tempo

domingo, 13 de setembro de 2009

ANSIEDADE ESTRESSE DEPRESSÃO


Já notaram que ultimamente ninguém mais fica com medo, cansado e triste? Ninguém se preocupa, fica tenso ou se aborrece? Todo mundo está ansioso, estressado ou deprimido... Nós precisamos ser específicos quanto aos nossos sentimento e sensações. Nos conhecemos mal e usamos chavões psicológicos para nos descrever. Venho ultimamente, no consultório, debatendo esse fenômeno. 

Quando alguém diz sou ansioso eu vou tentar saber exatamente o que significa isso, porque na maioria das vezes a própria pessoa não sabe. Ora! Ansioso é ansioso! É algo que incomoda! Principalmente aos outros que vivem dizendo isso sobre mim!!

Ansiedade é medo, um medo irracional, criado em sua imaginação, como, por exemplo, achar que não vai conseguir pagar as contas, mesmo com um salário de tamanho suficiente para isso. Na minha opinião, a ansiedade prolongada gera o tal do Estresse, que é uma fadiga mental e física, cansaço por excesso de preocupação e medo do futuro, de um futuro negro, diga-se de passagem, criado em seu rico mundo imaginário. E o estresse prolongado, nos deixa tristes, sem energia, apáticos, desanimados. O que com o tempo e com a falta de cuidados, pode se transformar em doença: A depressão. Que pode ser a mãe de outros transtornos com: Transtorno bipolar, síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo compulsivo. E em casos mais graves até esquizofrenia, pois acredito que uma pessoa que chegou aí já passou por todas os outros mal estares.

Portanto acredito que precisamos aprender a dar nomes certos aos nossos sentimentos, pois só através do auto conhecimento podemos nos proteger de doenças emocionais e ter um maior controle sobre nossa reação ao que acontece na vida. Sabendo tratar melhor com nossos desafios do dia a dia.

Minha sugestão: Identifique, especifique, dê o nome certo à sensação, conheça-se, deixe a preguiça de lado, é mais fácil dizer eu estou ansioso do que investigar que tipo de sentimento está tendo. Mas nem sempre o caminho mais curto é o melhor.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Porque Lilás?




Escolhi a cor do template, quando mudei, para também auxiliar no processo de transformação. Essa cor é relacionada ao sétimo chacra o da coroa, Sahasrara, que fica no topo do crânio. Neste chacra o prana move-se para cima e atinge o ponto mais elevado, a mente se estabelece no puro vácuo, neste ponto os sentimentos, emoções e desejos, atividades da mente, são dissolvidos. Atinge-se a união, realiza-se a divindade dentro de si. Este é meu objetivo pessoal e ao fazer o blog quis compartilhá-los com os outros.

Penso que a cor pode evocar esse movimento em cada pessoa que lê os textos, aqui publicado, atuando na vibração da cor, então o blog trabalharia de forma consciente através da leitura dos textos e inconscientemente na vibração do Lilás.

Esta é uma cor de transmutação, de contato com o divino interno e é esta minha meta.

Fonte: Chakras – centros energéticos de transformação, Harish Johari

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PARA SER BOM NÃO PRECISAMOS SER “O” MELHOR

Temos uma tendência à competição, para nos sentirmos bem temos que ultrapassar alguém em competência. Isso cria um mundo de inimigos, no qual o outro é sempre o meu oponente. 

Inconscientemente olhamos todos com suspeita e despeito, pois basta alguém se destacar para eu me sentir inferior, então no meu mal estar eu começo a desfazer do sucesso do outro, colocando sempre um defeito naquilo que ele faz.
O que acho mais engraçado é que ninguém nota isso. Tratamos esse assunto como um comportamento natural do ser humano. Todos nos indignamos quando alguém mais tresloucado mata ou engana uma pessoa, mas não estamos dispostos a investigar profundamente a crença que faz alguém ter uma atitude como essa.Como podemos viver num mundo solidário, cercados de inimigos? De pessoas que podem nos inferiorizar a qualquer momento? 

Desde a infância somos bombardeados com a idéia de ser “o melhor”, o melhor em comparação com o outro. Nossa cultura é a cultura do “Highlander”: Só pode haver um! No pódio só há um primeiro lugar e só esse é festejado, o segundo parece até que não venceu nada!
Com tanta competição, só podemos nos tornar agressivos, maldosos, querendo sempre superar o outro e desse caldeirão sai também os que levam isso ao pé da letra, e tratam de agir criminosamente, tanto declaradamente, quanto à surdina num movimento de boataria e calúnia para destruir o outro.

É possível ver isso claramente em empresas privadas na qual alguns funcionários ficam de olho no outro para saber a hora de puxar o tapete e se “defender”. Criando um ambiente paranóico e tenso de trabalhar. Nessa panela de pressão saem os seres que querem acabar com tudo e todos e matam, machucam, aterrorizam. Mas nós não queremos sair desse modelo, achamos que não tem saída! Que é bom viver em competição, que dá gosto à vida, fazemos propaganda daquilo que nos mata.

Não é possível viver num mundo solidário quando o outro é seu potencial inimigo, que pode a qualquer momento, tomar o que é seu. Vivemos numa paranóia criada desde a infância e achamos tudo normal! Queremos que tudo fique bem, mas não queremos mudar nada!

Para ser bom em algo não precisamos ser melhores do que ninguém, só precisamos ser a gente e gostar disso. O outro não é seu inimigo, ninguém pode lhe tirar de você mesmo, o resto realmente pode ser levado, mas você próprio, não, o seu melhor, não!

Por favor, soltem essa idéia de competição o mais rápido possível, larguem o que não nos faz feliz! Sejam, simplesmente. E o resto vos será dado!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Cartilha da Nova Mãe


José Ângelo Gaiarsa
São Paulo: Agora, 2003
89p


Primeira vez que leio Gaiarsa, embora já o tinha conhecido e gostado de suas idéias. Neste livro ele propõe uma educação para a mãe, por entender que esta tem uma influência enorme na formação do cidadão. “A mãe é o primeiro e mais importante dos cargos públicos”, cabendo a ela a função de gerar e modelar o comportamento de seus filhos, para fazer deles cidadãos “normais”, aceitáveis para a sociedade na qual vivem.

Ele acredita então, que “só as mães podem salvar o mundo”, se formos capazes de criar uma nova espécie de educação. E é disso que fala o livro, dessa nova educação, primeiro para as mães, depois elas passariam para seus filhos.

Eu achei legal e combina com a proposta que fiz no post Pais Recorrem a Justiça para Educar, uma escola para pais com novos conceitos mais libertários, talvez para sairmos dessa normalidade doentia que vem provocando tantos desacertos sociais.

Uma educação para desenvolver a inteligência espiritual, a capacidade de enxergar de um ponto de vista mais elevado. Nos últimos capítulos do livro ele dá sugestões práticas de como fazer isso, como por exemplo: Desenvolver a respiração no bebê, isso é básico, mas ninguém presta atenção! Desenvolver os movimentos, a sensualidade, a comunicação não-verbal e conhecer melhor os jogos de poder entre mãe e filho.

Bom, eu gostei e adotaria o livro na minha escola de pais, se um dia eu tiver uma. Enquanto isso não acontece, sugiro às mães que leiam, estudem e apliquem primeiro em si mesmas, depois nos rebentos e vamos testar essa hipótese, para ver se é válida mesmo!

Boa leitura!!!


Outros Livros:
Felicidade Autentica
Treinando a Emoção para Ser Feliz
A Auto estima um Bem Essencial

sábado, 5 de setembro de 2009

Como Fracassar na Vida e ser Feliz


Gosto de livros de auto ajuda, entrevistas com pessoas que superam dificuldades, programas que apresentam a vida de sucesso de alguns cidadãos. Mas de tanto ver um só lado da moeda, comecei a me incomodar. Além do mais, estava começando a ficar triste em pensar que mesmo usando algumas técnicas descritas por essas pessoas ainda não tinha fama e riqueza, e comecei a me sentir uma derrotada. Olhava para vida daquelas pessoas e elas diziam: Veja minha casa em Malibu (EUA), meu iate, fui nos programas de TV mais badalados, dei entrevistas para revistas conceituadas...Isso é sucesso!!

Bom, eu não tenho nada disso, para dizer sobre mim, mas me sinto um sucesso agora. Hoje eu estou muito bem com minhas “pequenas” realizações, não tenho casa em Malibu e Jô Soares nem sabe de minha existência, mas estou feliz comigo, com minha postura diante da vida, com minha inteligência, que nada tem de brilhante, mas me serve para levar uma vida boa.

Os critérios de sucesso para mim mudaram, não é mais fama e riqueza, é: Bem estar e alegria na maior parte do tempo, porque eu me entristeço de vez em quando, mas fico bem com minha tristeza. Então pensei, posso escrever um texto de auto ajuda dizendo como fracassar e ainda ser feliz, veja bem, fracassar nos termos descritos no início do texto.

Descobri que não precisamos alcançar fama e riqueza para ter sucesso, não preciso estar nas capas de revistas nem nos programas de TV, não preciso ter dinheiro “saindo pelo ladrão”, para me sentir uma pessoa de sucesso, ou mesmo feliz. Acho até que não é todo mundo que vai ter uma mansão e fama. Essa visão de felicidade Big Brother, eu descartei, ou melhor, estou descartando de minha mente. Sou um sucesso porque existo, porque estou atuando no meu melhor e mais profundo ser, porque sou quem sou e gosto disso. Descobri que podemos ”fracassar” e ser feliz!

Namasté!


Leia Também:
Como se Leva uma Vida Plena
Desejo
Buscar a perfeição
Agora Qualquer um Pode Escrever um Livro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma Experiência em Minha Vida...


Aconteceu recentemente, dia 31 de Agosto, depois de mais de quinze anos, andando pelas ruas a salvo, fui abordada por um assaltante, minha ultima experiência com isso foi digna de filme de ação, me estapeei com o rapaz, fomos ao chão numa luta inglória e por final saí correndo atrás dele e de minha bolsa, com muita raiva; ele a soltou e não me levou nada. Na época lembro que fiquei com ódio, queria saber bater para poder tê-lo esfolado vivo! Cheguei a entrar numa aula de Tae Kwon Do, eu queria que da próxima vez eu pudesse abater o agressor.

Quinze anos depois, largada as aulas de Tae Kwon Do, fui novamente abordada, o rapaz, dessa vez, usava uma faca de mesa, e dizia, o tempo todo que ia furar meu coração, queria meu celular, e eu aparentando muita calma, disse que não ia dar, toquei o centro de seu peito e senti seu coração, disparado, ele estava tão nervoso quanto eu... Disse que se acalmasse, que eu não achava que ele ia fazer uma besteira, mas que não ia dar meu celular. Ele falou que tinha dívidas, provavelmente com traficantes, então perguntei quanto ele precisava, e ele disse: cinqüenta reais. Como ia pagar uma conta eu tinha esse dinheiro na bolsa e falei que daria se ele se afastasse de mim, e ele o fez. Quando ia dar o dinheiro apareceu outro rapaz e interrompeu o assalto. Era um anjo salvador...Ralhou com o assaltante, que fingiu estar pedindo dinheiro emprestado, ele foi embora e o rapaz que me salvou chamou a polícia, mas nessa altura da história ele já havia sumido!

Bom, dessa vez eu não senti raiva, nem tive vontade de bater, meus sentimentos não estão claros... Acho que fiquei em choque, com medo e triste... Ainda estou me recuperando do susto... E tenho receio que ele volte para se vingar do assalto frustrado, mas rezo por ele, para que fique em paz e encontre outro caminho na vida. Eu não dei nada a ele, mas hoje acho que gostaria de já estar desprendida o suficiente para ter deixado ele levar o que precisava.

Ele não era um rapaz ruim, era um rapaz perdido, que não conhecia seu próprio potencial. Eu espero que não nos encontremos de novo! Neste momento, acho que vou treinar o desapego. A meu respeito penso que gostaria de estar livre do material. Descobri que melhorei, avancei, mas ainda falta...Quem sabe daqui a quinze anos eu não dou, em amor, aquilo que o rapaz precisava?

Namasté!
Este texto faz parte da blogagem coletiva proposta por Mylla do blog Vidas Linha

Outras Blogagens:
Inclusão Social

Dormir Aqui e Acordar em Outro Lugar

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vou de Coletivo – Dormir Aqui e Acordar em Outro Lugar


Em meu trabalho ouço muitas vezes esse desejo, eu mesma já o tive. Dormir e acordar noutra situação com todas as questões problemáticas resolvidas. Às vezes isso quer dizer que pensamos não ter condições de lidar com a questão. Temos medo, estamos cansados, não queremos encarar o monstro do mal estar. Outras vezes é preguiça mesmo, não queremos ter esse trabalho... E desejamos que tudo se passe num toque de mágica sem nosso envolvimento. Passei muito tempo encarando isso só pelo aspecto negativo: O de fuga. Hoje vejo esse desejo de maneira mais branda. Temos mesmo o direito de fugir de vez em quando para o mundo dos sonhos... Mas não podemos ficar lá para sempre!


Porém recentemente descobri que podemos lançar um problema para o sonho e deixá-lo resolver, e nessa técnica o próprio sonho se torna um treino com resposta para a questão e terminamos realmente acordando em outro lugar. Portanto o que antes era um devaneio maluco de fuga tornou-se uma possibilidade de enfrentamento criativo dos desafios da vida. O que não souber resolver jogue para os sonhos... Durma e amanheça realmente em outro lugar mental!


Namasté!


Esta postagem faz parte do Vou de coletivo
Blogagem coletiva proposta por Murilo Hidelbrand

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Outras Blogagens:
Uma Carta de Amor
Por que Tenho um Blog
Desafio Lúdico
Prazer

Esta postagem foi divulgada no site: Comunidade Mokafoo uma gentileza do Leandro, obrigada!