domingo, 29 de novembro de 2009

A magia da fama



Assisti ao programa de TV que falava da vida de Cazuza e uma coisa me chamou a atenção. O Barão Vermelho já era uma banda, relativamente conhecida e com um disco gravado, mas não tocava nas rádios, ou seja, não alcançavam um público maior. Então Ney Matogrosso decide cantar uma música deles e aí... Acontece um estouro de boiada. Pensei... Foi preciso alguém conhecido e respeitado dizer que eles eram bons para que os outros viessem atrás.

Depois lendo o jornal, me deparei com uma entrevista do Agnaldo Silva e descobri que seu blog tem 130 mil acessos diários. Fico pensando... Se ele não fosse um famoso autor de novelas seria a mesma coisa?...

Por que temos uma curiosidade maior para saber o que pensa alguém que apareceu na TV ou que caiu nas graças de alguém famoso? Agnaldo não é só isso, claro. Mas tem muita gente que por alguma circunstância apareceu na TV e então tudo que ela diz passa a ser de interesse e interessante.

Lembro também do Robert Pattison (do filme Crepúsculo), que há mais ou menos um ano atrás, existia do mesmo jeito que hoje, mas não atraía tanta atenção, ele mesmo não entende o fenômeno.

Fiquei imaginando eu mesma... Será que se um dia acontecer algo comigo que me jogue na televisão, o que escrevo se tornará interessante? Digo, para um grupo muito maior de pessoas. O que será que muda? Que percepção se altera? O que aciona a curiosidade das pessoas nesse caso? Por que a exposição midiática gera todo esse “frisson”, essa busca?

Parece que na pessoa em si não muda nada, ela continua a mesma, mas o olhar do outro se torna diferente. Que encantamento, que poção magia é essa? Ainda não tenho uma resposta satisfatória, apenas observo o fato, por enquanto...

Namasté!


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Se arrepender do que não fez

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dia Internacional do Homem (19/11)




Série Dias Comemorativos


Esse é um dia para lembrar às mães dos homens, que eles precisam ser educados para se cuidarem sozinhos, para desenvolverem sensibilidade, para poderem sentirem- se frágeis de vez em quando, para aprenderem a comprar roupas e irem ao médico sem precisar que uma mulher faça isso. Para expressarem seu afeto por uma mulher ou filhos.


Acredito que a educação, desabrocha vários potenciais do homem, aqueles que foram reprimidos. Gostaria de vê-los sendo tratados desde pequenos com todas as facetas que possuem, não só a força física e capacidade de comando. Mas a doçura, a fragilidade...


Ainda não presenciei nada mais bonito na humanidade que um homem amoroso, dedicado, devotado. Quando eles fazem isso se tornam iluminados e iluminam. Não me canso de apreciar cenas como essa.

Um homem fazendo um gesto de carinho numa mulher ou criança ou num outro homem. É um dos espetáculos mais bonitos que já vi. E gostaria de ver mais, gostaria que as mães ensinassem seus filhos a serem gentis, a dominar a testosterona e usarem-na só em momentos específicos, como na defesa de seu lar, ou de suas necessidades, ou mesmo em um ringue de luta... Apreciaria ver mais homens livres para amar, para se cuidar, para existir de forma plena.


E você como vem educando seu filho?


Namasté!

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dia Internacional para a Tolerância. (16/11)



Série Dias Comemorativos


Acho que essa atitude é uma das principais da nossa era. Tolerância – a tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem. A capacidade de ser indulgente para com o outro, de consentir que este outro seja. É, para mim, a prova maior de maturidade. Quando deixamos de ser centrados em nós para sabermos que existe, de verdade, o outro e que este difere da gente; têm outras necessidades, interesses, maneiras de se guiar na vida, preferências.


É quando nós realmente nos interessamos por quem é o outro e não mais desejamos ser modelo para ninguém. Antes disso, temos a prepotência de achar que sabemos o que é melhor, e o que todo mundo deve seguir. Concluímos que nossa forma de existir é a melhor, e saímos numa cruzada de conversão, queremos seguidores, queremos “salvar” a vida de quem nem está pedindo para ser salvo!


Tolerar é esperar alguém realmente pedir ajuda. É compreender que existem muitas formas de ser feliz. É se abster de interferir, e só fazer isso quando efetivamente for chamado. É ouvir com sensibilidade o outro e suas necessidades é respeitar a vida. Podemos exercitar isso, podemos nos refrear em nossa arrogância, podemos abrir mão da idéia de que sabemos tudo. Podemos tolerar!


E você, como exercita a tolerância?


Namasté!

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sábado, 21 de novembro de 2009

Crepúsculo



Stephenie Meyer
Tradução Ryta Magalhães Vinagre
2ª Edição
Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008



Escolhi falar desse livro aqui porque percebi que a autora optou por falar de personagens que mesmo sendo “monstros” cheios de impulsos assassinos, escolheram um caminho de amor, respeito, devoção e bondade. Impressionei-me com a família Cullen, exemplo de generosidade e dedicação. O chefe dessa família Carlisle Cullen é só determinação e benevolência. 

Fiquei pensando em nós... Também somos cheios de impulsos aparentemente incontroláveis, mas se realmente quisermos podemos descobrir que “a mente domina a matéria” como disse Edward Cullen, o vampiro Romeu. Precisamos lembrar que o exercício, a prática e a persistência terminam nos dando a recompensa de nos dominarmos.


E é a isso que toda religião convida, à transcendência de nossos impulsos mais primários. Neste livro e em toda a série, encontrei esse teor, essa fragrância, permeando toda a história de amor romântico entre Edward e Bella. Amizade profunda, auto domínio, sacrifícios feitos por amor. E uma relação de vínculo amoroso dos mais puros, claro que a autora colocou isso nos personagens míticos, talvez um lapso, uma descrença que isso possa acontecer em seres humanos... Mas se pensarmos bem, precisamos mesmo morrer para renascer em outra esfera emocional e é isso que acontece com os personagens, eles morrem como humanos e nascem em outra dimensão. Até Jesus fala disso, quando fala em ressuscitar.


Bom, fiquei com uma sensação muito boa com a atmosfera amorosa do livro, casais envolvidos profundamente e devotados, família unida e amor saindo por todos os lados, mesmo de criaturas monstruosas. Isso me pareceu promissor para nós humanos, acho que também podemos fazer isso, transcender nosso monstro e irradiar amor!


Boa leitura!

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Temperança




Arcano 14

Significado da palavra – Qualidade ou virtude de quem modera as paixões e apetites, sobriedade, comedimento, economia, parcimônia.


Palavras Chave – Moderação, Paciência, Auto controle, Conciliação, Harmonia, Confiança, Benevolência, Ajuste, Unir, Mistura perfeita, Consolidação, Habilidade de misturar.


Aspectos negativos a prestar atenção – Falta de agressividade, evitar conflitos, ser dominado por outro, estar passivo demais, paciência que passou do limite num grupo ou dupla, ser subjugado, não ter voz ativa, estar sempre obedecendo, ser bonzinho demais, ser tão moderado que se aventura pouco.




Neste momento preste atenção em que situação você precisa de parcimônia, conciliação, paciência. E em que situação está entregando sua força a terceiros.




Floral:
Impatiens – Paciência, calma.
Vervain – Relaxa, dá flexibilidade.

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O Sol 
O tarô- Origens 
O Imperador 



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O blog Mulher de 40 e o Casamento




Fiz um comentário no Blog Mulher de 40 sobre casamento, e gostei, então resolvi publicá-lo. Se quiserem ler o texto original clique em "Casamento é uma merda"


O comentário:
Vc sabe que mesmo o casamento estando uma bosta (parafraseando João Bosco em "A nível de") as pessoas se recusam a admitir isso?


Só fazem isso em consultório, porque sabem que dali não sai.


Vc realmente ouviu alguém na rua dizer isso,de verdade, sem estar exagerando ou brincando?


Bom, casamento é convivência com um ser humano diferente e de quem esperamos muito e isso é uma combinação explosiva!


Além disso tem a dormência que aparece com o repetir, "todo dia ela faz tudo sempre igual" (Chico Buarque).


Para vencer tudo isso é preciso muita criatividade e sabedoria.


Vivo há 13 anos com um cara bem legal, mas não casei em sentido nenhum, eu digo que ele é meu colega de quarto, somos amigos/irmãos que transam...


Vem funcionando, mas não sei até quando, pois é outra coisa que não está garantido.


Escrevi uns textos falando disso:O casamento e Maridos gostam da companhia de esposas 


Observe os comentários.


O que acho bom dessa época em que vivemos é que podemos escolher como vamos nos unir a alguém; na mesma casa ou não, assinando papel ou não, tendo filhos ou não... A combinação é o casal que faz, ou até mais de dois, três quem sabe ou mais...


Estamos aprendendo a ser livres!


Bjão!


Obs, desculpe o texto enorme adoro o tema, vou colocar esse comentário no Múltiplas com link para esse texto seu viu?

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia Mundial da ciência pela paz e pelo desenvolvimento. (10/11)




Série Dias Comemorativos


Ciência – paz – desenvolvimento. Será possível essas três palavras estarem juntas? Será que a ciência pode, por si, garantir a paz? Vejo-a como um meio de se obter conhecimento, que funciona bem. O método vem nos ajudando a viver confortavelmente, por mais tempo e até mais bonitos! Também nos ajudou a ter noção de nossa história, nosso desenvolvimento, e até nossa mente... Acho que ela é realmente o produto de um cérebro avançado. Porém progredimos muito de um lado e nos atrasamos do outro.



Falo do desenvolvimento espiritual, que deve acompanhar todo crescimento científico. Sem esse contraponto nós usamos os conhecimentos de forma “egoística”, sim, centrados apenas em necessidades de poder. Acho que é aí que pecamos, continuamos como animais, macacos, que se comportam com territorialismo, necessidade de apenas um no comando, domínio dos mais fracos, subjugo do feminino, etc. Se vocês estudarem a vida social dos gorilas, por exemplo, verão muitos de nossos comportamentos por lá.


Macaco manipulando ciência é perigoso, na maioria das vezes não traz paz. Precisamos virar humanos de verdade, seres criativos, livres dos instintos animais para podermos usar com sabedoria o conhecimento trazido pelo estudo e pesquisa científica.

E você, o quanto percebe o macaco que há em si?


Namasté!

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu apóio a educação financeira infantil




Fui convidada por Cybele Meyer do Falando Sobre... a participar da blogagem coletiva “Eu apóio a educação financeira infantil”, como sou muito lenta, perdi o prazo que era até dia 3 de Novembro. Mesmo assim decidi publicar o texto que escrevi, pois o tema é bom.


Fiz um comentário no Fio de Ariadne sobre isso:


Também penso que nossa forma de usar o dinheiro é proporcional as nossas emoções e "fomes". Aprendemos que compensa nosso vazio o uso desvairado do dinheiro e luxo material que ele proporciona. Isso nos dá a sensação de importância e segurança coisas que tanto almejamos.
Mas cria um outro buraco o de si mesmo e essa é a pior sensação que alguém pode ter. Falta de si mesmo!



E trouxe esse ponto de vista. Criança aprende com as ações dos adultos que estão perto e são significativos, portanto se os adultos dão tanta importância a bens materiais e dinheiro os pequenos irão trilhar o mesmo caminho. Quando penso em educar crianças sempre penso em reeducar pais, não há uma maneira de ensinar algo só através da fala, e constantemente dizemos uma coisa e fazemos outra. Pais e mães ensinam que o dinheiro não é tudo pelo discurso, mas na hora de provar isso...


Acho que precisamos reformular nossa idéia de felicidade e segurança. Ainda focamos muito no conforto material, não que isso não seja importante ou bom, mas como disse antes usamos o dinheiro com recheio para um vazio e um sentimento de inferioridade antigos. Colocamos isso em primeiro lugar, pensamos que o melhor que temos para dar aos nossos filhos são objetos; nos perdemos aí e desejamos que eles aprendessem algo diferente disso, fica muito difícil.


Outro fator que penso confundir nossa relação saudável com dinheiro é a dubiedade quanto a ele. Ao mesmo tempo em que todo mundo corre atrás, também o rejeita, achando-o sujo e que não devemos nos importar com ele. Até nos ofendemos quando pensam que estamos interessados nele. Fingimos que não o desejamos muito, ele é um tabu, o assunto não é falado abertamente. Ansiamos por ele e ao mesmo tempo disfarçamos. Fica confuso e o conflito se torna invisível, sem percepção somos joguetes dessa força. E de novo sem consciência não há como educar as futuras gerações a lidar com dinheiro de forma saudável.


Para mim não basta ensinar regras e condutas desejáveis; é preciso atuar com sinceridade dessa forma. E isso só pode acontecer quando internalizarmos outras atitudes e pensamentos sobre nós mesmos. Porque o uso do dinheiro é apenas um reflexo de quem nós somos.


Namasté!

Leia também:
Educar um filho exige muita consciência de si

sábado, 7 de novembro de 2009

COMO VOCÊ ESTÁ?




Ultimamente venho percebendo que as pessoas empobrecem a maneira de descrever seus sentimentos. Elas encontram palavras gerais e de mídia para dizer o que sentem. Ou respondem com um lacônico “Estou bem/ Estou mal”. Há uma falta de precisão em dizer como estamos nos sentido (assunto tratado aqui no texto: Ansiedade estresse
depressão). O que aconteceu com estou triste, desapontado, frustrado, com raiva, cansado, tenso, com medo, preocupado? Não há uma exatidão no descrever-se. E quando a gente pergunta o que significa estou mal a resposta é: Não sei! Mal oras! Deprimido, você não sabe?... E eu digo: E você. Sabe?

Observo uma falta de interesse em conhecer a si mesmo. Às pessoas que eu atendo procuro ensinar. Vamos então aprender a dizer com mais clareza o que isso quer dizer. Por exemplo, é verdade que a depressão vem se tornando uma doença comum, muita gente a desenvolve, mas depressão não é um sentimento, é uma doença e nem sempre que estamos profundamente tristes, decepcionados, frustrados, desanimados nós estamos “deprimidos”. Outro exemplo: o “ansioso” pode querer dizer “com pressa” para muita gente, desejoso de que algo aconteça rápido, ou significar medo, preocupação, insegurança com algo.

Estressado?! Pode estar indicando um cansaço extremo, tensão, estado de sobrecarga ou mesmo inabilidade para resolver algo que virou a expressão “tal coisa é um estresse” ou “não se estresse com isso!” Significando não se preocupe ou não fique tenso com algo. Ao usar essas palavras com freqüência, nós nos distanciamos do que realmente está acontecendo conosco, pegamos um atalho e deixamos de ver os detalhes importantes, inclusive, para desfazer o estado mental predominante. Daí também buscamos um atalho para resolver ansiedade depressão e estresse: Remédios, que podem até ajudar, mas não solucionam o problema e criam uma cortina de fumaça que nos deixa cegos em relação a nossa forma de reagir às solicitações da vida.

Na verdade não acho que a gente está tão doente assim. O que temos mesmo é falta de conhecimento de nosso mundo emocional. Acredito que se começarmos a ser mais precisos na descrição desse mundo interno, poderemos conduzir melhor nossas reações e estados emocionais e mentais.

Da próxima vez que alguém perguntar como você está gaste um pouco mais de tempo para responder, procure ser mais detalhista e específico na descrição, vai ver que com o tempo isso lhe dará bons resultados.

Namasté!


Leia Também:
Inveja - O que é.
Ansiedade Depressão Estresse
Ser normal ou ser feliz

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Afirmação para Auto aprovação






“Eu me amo e me aprovo”






Declaração para quem tem uma voz interior muito crítica que constantemente se desaprova e desvaloriza tudo que faz. Essa é uma afirmação que devíamos repetir milhares de vezes por dia! Mas lembre-se; o mais importante é sentir o significado das palavras!

Namasté!


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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mulheres descartáveis




Escrevi esse comentário para uma matéria da Época, na qual o autor afirma que as mulheres, hoje, estão mais infelizes do que há 40 anos atrás. Para entender melhor o comentário sugiro que leiam a matéria clicando aqui. E se puderem me dêem sua opinião, principalmente as mulheres.

O comentário:
Tenho visto tudo isso que vc aponta, mas também tenho visto outras coisas.

Homens brigando para ficarem com os filhos no divórcio, se reunindo pelo direito de serem sensíveis, podendo expressar melhor seu afeto por filhos e esposas...

Vejo mulheres pouco maduras para escolher um companheiro, ainda não sabendo usar sua liberdade a seu favor, vivendo uma falsa modernidade e sendo atacadas por conceitos antigos do homem salvador, o príncipe.

Ainda precisamos amadurecer muito para vivermos na companhia um do outro sem nos ferir tanto.

Mas acho que a infelicidade das mulheres tem a ver com sua própria confusão de papéis, valores e expectativas.

Não sei se lealdade verdadeira um dia existiu, tínhamos medo do inferno, portanto ficávamos pianinho... Agora estamos desvairados, é certo, mas com mais chances de criar uma real lealdade, aquela por escolha e não dever.

Trabalho ouvindo mulheres há 10 anos, acho que o que se precisa é consciência de si, regatar a auto-estima e ver um homem apenas como isso: um homem, criado para ser um eterno filho, um menino, manufaturado por mães (mulheres) para continuarem assim infantis, egocêntricos, auto centrados.

Quando nós mulheres tomarmos nossa própria vida nas mãos, sem esperar um salvador masculino, poderemos nos relacionar de igual para igual, então escolheremos um pescador (ler o texto da Época)melhor, ou nenhum se não tiver. Sem drama, entenderemos que podemos também ser felizes em nossa solitude. E encontraremos outras pessoas para compartilhar nossas tarefas.


E você tem andado infeliz com a modernidade?

Namasté!


Leia Também:
Maridos gostam da companhia de esposas?

Outro texto muito interessante sobre o assunto: O Mito da Mulher Triste