
Assisti ao programa de TV que falava da vida de Cazuza e uma coisa me chamou a atenção. O Barão Vermelho já era uma banda, relativamente conhecida e com um disco gravado, mas não tocava nas rádios, ou seja, não alcançavam um público maior. Então Ney Matogrosso decide cantar uma música deles e aí... Acontece um estouro de boiada. Pensei... Foi preciso alguém conhecido e respeitado dizer que eles eram bons para que os outros viessem atrás.
Depois lendo o jornal, me deparei com uma entrevista do Agnaldo Silva e descobri que seu blog tem 130 mil acessos diários. Fico pensando... Se ele não fosse um famoso autor de novelas seria a mesma coisa?...
Por que temos uma curiosidade maior para saber o que pensa alguém que apareceu na TV ou que caiu nas graças de alguém famoso? Agnaldo não é só isso, claro. Mas tem muita gente que por alguma circunstância apareceu na TV e então tudo que ela diz passa a ser de interesse e interessante.
Lembro também do Robert Pattison (do filme Crepúsculo), que há mais ou menos um ano atrás, existia do mesmo jeito que hoje, mas não atraía tanta atenção, ele mesmo não entende o fenômeno.
Fiquei imaginando eu mesma... Será que se um dia acontecer algo comigo que me jogue na televisão, o que escrevo se tornará interessante? Digo, para um grupo muito maior de pessoas. O que será que muda? Que percepção se altera? O que aciona a curiosidade das pessoas nesse caso? Por que a exposição midiática gera todo esse “frisson”, essa busca?
Parece que na pessoa em si não muda nada, ela continua a mesma, mas o olhar do outro se torna diferente. Que encantamento, que poção magia é essa? Ainda não tenho uma resposta satisfatória, apenas observo o fato, por enquanto...
Namasté!
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