Para que uma roseira desabroche sua mais linda flor, você precisa conhecer as necessidades específicas daquela roseira. Senão ao invés de desenvolvê-la, você a mata. Afinal de contas ela não é uma jaqueira, muito menos um cacto; e é preciso saber a diferença.
Para lidar com pessoas mais especificamente, pessoas recém chegadas ao planeta (crianças) é essencial saber trabalhar com elas ou estar, pelo menos, disposto a desenvolver essa habilidade de jardineiro. Que é conhecer que raio de planta/criança é essa que está em sua frente. Quem é ela, quais são suas necessidades, o que ela suporta e o que não agüenta. É solar (ativa)? Gosta de muita ou pouca água (afeto)? Gosta de sombra (proteção)?
Parece que não massificar, não generalizar é importante. Individualizar a pessoa e saber quem ela é, potencialidades, necessidades, limites e dificuldades é importante. Saber como ela percebe a si e ao mundo, e a partir daí se relacionar com ela não com quem você acha que ela é. Dando-lhe o que precisa e não o que você acha que deve fazer por tradição, regra psicológica, últimos conceitos científicos, etc.
Acredito que é na relação, no prestar atenção à pessoa e no interesse genuíno por aquele ser diferente de você... Sim! Essa pessoa só pegou células suas para se produzir fisicamente, ela não é um clone melhorado seu! É um ser diferenciado, às vezes, totalmente oposto aos progenitores. E outra coisa: Ela não vai, por que não é sua obrigação, dar continuidade à sua existência, nem fazer o que você deixou de executar em sua trajetória. Esqueça! Ela vai produzir a rosa dela, fique feliz de ter sido o deu adubo. Você não é tão importante assim, seja modesto, desapareça, deixe a rosa brilhar ir para sua perfeição.
Paternidade/Maternidade são apenas funções, elas não são eternas, um dia essa atividade acaba. Faça seu serviço direito e você verá o quanto “desimportante” você é. Mas não tenha medo! A partir daí outra relação nasce, uma amizade, um amor profundo entre seres humanos e então vocês podem caminhar juntos, lado a lado como dois forasteiros numa jornada chamada vida!
Namasté!
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