sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lidar com emoções



Continuando o texto anterior, "Dominar a Mente".


A segunda pergunta de Fernanda Medeiros:
Porque é tão difícil lidar com nossas emoções?



Simplesmente porque não fomos treinados para isso. Aprendemos que essas sensações são mais forte que a gente e que é certo que seremos levados por elas como, uma onda gigante. Não há saída.

Temos que pensar que por muito tempo tivemos um cérebro imaturo, lidando com impulsos animais de sobrevivência, fortíssimos. O que chamamos emoções são reações, cerebrais e corporais de defesa e sobrevivência. Manter-nos vivos num ambiente cheio de perigos à nossa vida, não era fácil, tínhamos que ter mecanismos violentos de alerta e defesa.

Penso que com milênios, tendo essas reações sem usar tanto o tal do córtex pré-frontal, ficamos com uma sensação inconsciente de impotência diante das emoções. Daí a dificuldade em acreditar ser possível dominar e controlar emoções.

Vendo assim, eu não acho que é difícil lidar com ela e sim que acreditamos nessa dificuldade e a reforçamos. No dia que decidirmos que pode ser fácil e altamente produtivo, elaborar emoções não vai ser tão complicado. Venho fazendo isso ao longo de dezoito anos, hoje consigo direcioná-las para onde eu quero, claro que ainda não faço isso perfeitamente, meu cérebro também foi treinado para não acreditar na facilidade, mas mesmo assim eu já consigo conduzir sentimentos o que me ajuda muito a viver melhor.

Então minha sugestão é: Comece dizendo; eu posso lidar com minhas emoções! A natureza me deu condições disso (córtex pré-frontal) é só uma questão de treino. E você verá que com o tempo isso vai ficando fácil e delicioso. Ah! E você não ficará fria e distante, não! Pelo contrário, dará espaço para um tipo de afeto muito mais refinado e recompensador!

Namasté!

Leia também:
A única doença que existe é a infelicidade
Inveja - Como deve agir alguém que é alvo dela?
O poder da mentalização

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dominar a mente




A Fernanda Medeiros do blog How to live your life leitora assídua do Múltiplas, fez perguntas no texto Independência (no processo terapêutico) que podiam gerar outros textos, então aproveitei!


Pergunta nº 1:
Porque as pessoas não aprendem a dominar a mente delas mesmas e usarem a seu favor?


Para mim essa resposta é simples. A maioria nem acredita ser isso possível! Nossos impulsos emocionais nos parecem tão fortes que a sensação que dá é que nunca poderemos controlá-los. Passamos tanto tempo sob o domínio deles que agora está difícil acreditar que a mente domina o corpo. Temos até uma frase para quando esse fenômeno acontece: “Somos Humanos...” Quando agimos por impulso sem a razão, nos justificamos dizendo que ser impulsivo é ser humano. Ainda não conhecemos o nosso “Córtex pré-frontal” (porção mais anterior do cérebro que impede ações inadequadas, capaz de bloquear comportamentos impetuosos e que só amadurece após a adolescência). Ele é o responsável, no corpo, pelo controle dos impulsos. Então, não o usamos. Nem imaginamos que podemos fazer diferente.

Outra coisa que atrapalha é o fato de esse controle levar tempo para se estabelecer. É necessário paciência e persistência para desenvolver autocontrole, que na maioria das vezes é entendida e experimentada como repressão de si mesmo. As pessoas tendem a achar que elas são seus impulsos, suas vontades e controlar isso seria uma repressão a si.

Outro fator que observo é o medo de se tornar frio, distante afetivamente. Pensamos que ao usarmos a razão junto com a emoção essa ficará perdida. Compreendemos que o humano precisa ser descontrolado para sentir, não concebemos alguém caloroso e racional ao mesmo tempo. Isso assusta e nos faz afastarmos da possibilidade de exercitar o autocontrole. Preferimos ficar como carros desgovernados, batendo em tudo do que perder nossa “humanidade”. Um equívoco que para mim nos faz realmente perder a humanidade, que é a capacidade de ir além dos impulsos animais.

Namasté!

Leia também:
A arte de viver
Sofrimento é dor estendida
Qual deve ser o objetivo da educação familiar

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Afirmação para Relações Saudáveis





“Só atraio relacionamento saudáveis. Sempre me tratam bem.”


Programe-se para amar e ser amado com saúde! Você merece ser bem tratado! Muita gente não acredita nisso, aprendemos cedo que amor dói. Mas podemos mudar essa crença, se tivermos bastante coragem de subverter o que os antepassados nos disseram e começarmos a nos educar para amar de forma adulta. A frase é só um começo, uma forma de ampliar mentalmente as possibilidades. Experimente não custa nada!

Namasté!

Veja também:
Convivência pacífica
Trânsito
Amor

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Arte de viver



Degustar a vida é uma arte, apenas sobreviver é para os animais, nós ganhamos a experiência de saber que estamos vivos, precisamos dar graças e aproveitar, saborear viver, fazer da vida uma obra e arte. Será que o pássaro consegue apreciar o seu ato de voar? Nós conseguimos isso! Conseguimos prezar os atos que nosso corpo consegue realizar (cheirar, ver, ouvir, saborear...). Acredito que isso é algo especial a que devemos dar valor, e nos sensibilizar para realmente estimar esse tipo de experiência. Estar vivo, para nós, é se encher de sensações, as quais temos consciência.

Um dia admirando um pássaro voar, e tendo um pouco de inveja, pensei nisso, será que ele sente e sabe a maravilha que é realizar esse movimento? Ou apenas é um ato de sobrevivência? Ele tem asas e sai automaticamente de um ponto a outro porque precisa se alimentar... Se o pássaro consegue ou não fazer isso, eu deixo para a ciência responder, porque a pergunta fundamental é: E eu? Estou valorizando aquilo que eu tenho? Minhas potencialidades, capacidades, forma de existir... Eu tenho noção daquilo que faço? Eu consigo sentir a emoção de estar vivo e realizando atos simples como respirar, caminhar, ver, sentir perfume, dançar, falar? Será que eu estou vivendo ou sobrevivendo? Eu estou “voando” ou presa no chão?

Meu amigo pássaro me ajudou a lembrar de minhas próprias habilidades e de como eu posso me divertir apenas sendo eu e por isso eu o agradeço! O mestre pássaro me deu uma lição de reconhecimento da vida que existe em mim. Saí do encontro mais viva. Menos invejosa. Mais agradecida.

Namasté!

Leia também:
A única doença que existe é a infelicidade
O bom do esforço
Nós já estamos num mundo melhor

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Hierofante (Arcano cinco)



“Indica que o indivíduo está começando a buscar algumas respostas de ordem filosófica. Pode ser o estudo aprofundado de alguma filosofia, sistema religioso, crença ou mesmo um comprometimento com relação ao sentido da vida. Pode surgir na figura de uma psicoterapeuta, um padre, ou mentor espiritual a quem nos dirigimos em busca de auxílio e consolação.

“É o ponto, no trajeto, onde você encontra uma parte de si que pode começar a formular e expressar uma filosofia própria, sua visão espiritual, que o guiará pela vida.”

Fonte: O tarô mitológico – Juliet Sharman-Burke e Liz Greene



Floral:
Chestnut Bud – Flor do aprendizado, da desatenção para a experiência.
Wild Oat – flor da vocação, da busca para o encontro.


Este é um momento bom para aplicar conhecimentos de ordem filosófica e espiritual no cotidiano; se você já os tem. E se ainda não tem é uma boa hora para começar a estudar sobre. Encarar os desafios da vida com conhecimento torna-os mais fáceis. Se puder busque uma pessoa sábia que você reconheça sensatez e sabedoria. O hierofante é uma carta de princípios e valores, as quais você deve, neste momento, priorizar. Seja lá o que estiver acontecendo com você agora é tempo de compreensão profunda, conhecimento e aplicação de uma visão estudada sobre a vida. O que está acontecendo é uma lição que deve ser compreendida e superada talvez com a ajuda de um “professor”.

Os florais podem ajudar nesse aprendizado eficiente e a encontrar um sentido maior para as experiências.

Namasté!

Leia também:
A Tempreança
O Sol
O Imperador

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O que perguntar ao tarô?


Trabalho com o tarô partindo do que quero aconteça. Por exemplo, quando vamos perguntar às cartas algo, já temos em mente um desfecho desejado, mesmo que este seja uma decisão a tomar. Então parto do princípio que tudo que quero posso realizar, sobrando ao tarô dar dicas sobre minhas potencialidade e limitações e a ação mais correta para aquele projeto, neste momento. Então a pergunta fica assim: Como estou, o que eu preciso fazer e o que não é útil fazer agora para chegar num determinado lugar (decisão,namoro, trabalho próspero, relação harmoniosa com a família,etc.)

Desse modo jogamos a força de volta para nós e criamos autonomia. Não precisamos descobrir o que vai acontecer, porque já sabemos! O que vai acontecer é chegar a nosso “destino”, só falta saber o melhor caminho, agora.

Outra coisa é focar em cada área e a cada momento, pois cada estágio do caminho uma estratégia pode ser mais adequada que outra. Portanto ao avançarmos podemos ir fazendo consultas para uma re-avaliação de nossas forças e ações.

Acho que o uso do tarô dessa forma é mais útil, pois nos leva a autoconfiança sadia e a sensação de capacidade de realizar nossos projetos sem precisar descobrir o futuro. De quebra você ainda leva mais auto conhecimento. No final de uma jornada você sai sabendo melhor o que é bom e o que não é para você!

Namasté!

Leia também:
O Tarô - orígens
Porque ainda temos uma visão medieval do tarô?
O poder da mentalização

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A chave para viver a lei da atração


Jack Canfield e D.D.Watkins
Tradução Sonia Pinheiro
Rio de Janeiro: Objetiva, 2008
208 p.



Mais um livro da série do segredo. Os autores explicam de forma simples as regras do jogo da lei da atração. Para quem nunca leu nada sobre isso é bom, para quem já leu é apenas repetição dos outros títulos, na teoria. Mas nos exercícios eles propõem, no final do volume, um caderno de anotações, interessante, porque pode ser um guia de investigação de si mesmo. Por exemplo, eles começam pedindo que façamos uma lista dos momentos em que nos sentimos completamente vivos e alegres. E fazem perguntas que forçam a nos conhecer melhor, como se estivéssemos com um terapeuta, Para quem tem medo de terapia pode ser um bom começo de autoconhecimento.

Outra coisa legal é aprender a fazer pedidos de forma positiva através da lista “o que eu não quero/o que eu quero”. Em várias áreas da vida como relacionamentos – saúde – lazer... Às vezes só focamos nossa atenção no que não queremos e esquecemos de dar atenção ao que realmente queremos, o livro nos lembra que é preciso ter uma meta positiva.

Uma dica legal é dada sobre como tratar com pessoas negativas em nossa vida. Dica importante já que às vezes somos rodeados de atitudes pessimistas.

Bom, achei o livro legal, fácil de ler e reforça o aprendizado sobre a lei espiritual da atração.

Boa leitura!

Leia também:
Pais brilhantes professores fascinantes
Preguiça de crescer
Livre-se do medo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sofrimento é dor estendida



Ao longo do meu trabalho e do meu próprio processo terapêutico, percebi que nosso sofrimento é uma atuação de nossa ignorância espiritual e emocional. Então cheguei à conclusão que por causa disso estendemos uma dor pontual por muito tempo causando o que chamamos de sofrimento.

A dor que é algo agudo e momentâneo, um aviso corporal de que algo não está indo bem e precisamos fazer alguma coisa, faz parte da existência, acho até que não podemos fugir dela... Mas o sofrimento é quando por ignorância, nos apegamos à dor, fazemos dele nossa companheira e “amiga” não a deixamos ir embora.

Eu vi isso em mim. Muitas vezes com uma simples mudança de percepção sobre um determinado assunto, eu curava a dor em minutos, e em outros temas os quais eu não sabia mudar o ponto de vista, por causa dos conceitos pré-estabelecidos e cristalizados em minha mente eu ficava dias sofrendo, amargando numa sensação de desconforto.

Podemos nos livrar do sofrimento se formos criativos, inventivos. Mas na maioria das vezes nós “amarramos bode” e não abrimos um milímetro de nossas certezas pré moldadas: “Ah! Isso é assim!”, “Aquilo tem que ser daquele jeito.”, ”Não é possível passar por isso de forma diferente.” E por aí vai.

Aprendi que não precisamos sofrer, ou seja, não precisamos passar longas épocas com dores, se acionamos nossa inteligência (espiritual, como eu chamo), que é uma capacidade de enxergar as coisas de um ponto de vista mais alto, como se estivéssemos numa montanha, olhando para uma cidade. Neste lugar podemos enxergar melhor a situação e encontrar saídas muito mais rapidamente.

Quem quiser que não acredite em mim, mas descobri que sofrer é desnecessário!

Namasté!

Leia também:
A única doença que existe é a infelicidade
Não sofrer com derrota
Afirmação para auto estima

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Infidelidade


Uma psicóloga francesa Maryse Vaillant lançou um livro “Les hommes, l’mour, la fidelité” falando sobre o assunto fidelidade, o que ele diz mesmo eu não sei, porque não li o livro, mas as matérias da internet estão falando que ela sugere que “as mulheres permitam que seus maridos tenham relacionamentos extraconjugais para manter o casamento feliz”.

Meu amigo @LandNick do Twitter sugeriu que eu escrevesse algo sobre isso, pois ele ficou curioso sobre a opinião das mulheres a respeito do assunto. Algumas coisas apareceram na minha cabeça...

A primeira foi ver o sentido que o dicionário dá a palavra “infidelidade” e achei a seguinte definição no Aurélio: Infiel – que não cumpre aquilo que se obrigou ou se obriga.

Pensei que o primeiro problema está aí, nós nos tornamos infiéis, por nos obrigarmos a fazer algo que não estamos mais dispostos... Combinamos algo, num momento de paixão, quando essa passa queremos continuar com algo obsoleto, sem a ajuda da cegueira da paixão. Sim, o estado apaixonado nos cega e nos foca a uma pessoa só, realmente não queremos mais saber de ninguém, é uma obsessão, mesmo os homens que são mais volúveis, nesse estado mental, não conseguem pensar em outra mulher... Mas isso passa! Com o tempo a paixão cede e voltamos a enxergar. O problema é que não colocamos nada no lugar, queremos continuar com a promessa da exclusividade sem ajuda nenhuma, então começam os problemas...

As mulheres, neste momento, estão muuuuito ocupadas; filhos, cuidar da casa e do marido, ser uma profissional de sucesso, se manter bonita (ginástica, salão de beleza, roupas), estão tão ocupadas que outros homens passam despercebidos (mais ou menos...). Já os maridos não têm lá muita coisa com que se preocupar, trabalhar para sustentar a família e... Olhar mulher com os amigos! Bom aí o negócio complica. A tensão surge e o compromisso de exclusividade balança. A maioria cai em tentação pelo menos uma vez na vida (também escuto homens...). E todos vivemos numa mentira: fidelidade conjugal. Ou seja, a manutenção de um acordo de exclusividade, onde provamos nosso amor. Acho que isso tudo resume muito o sentimento amoroso. Coloca-o na genitália e o confina lá. Se você transar com outro(a) não me ama mais! Será? Será que o amor é só sexo?

O fato é que essa coisa de exclusividade sexual causa muita tensão no casamento(nisso concordo com a doutora) e se for tirada essa preocupação, muita coisa melhora, mas não resolve tudo. Fidelidade pode ser o principal problema, mas não é o único!

E você, mantém seu compromisso?

Leia também:
O casamento
Maridos gostam da companhia de esposas?
Amor exclusivo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A única doença que existe é a infelicidade.



Vendo as pessoas sofrerem observei que a raiz de qualquer mal estar psíquico é a infelicidade. Se você for ao fundo de qualquer depressão, síndrome do pânico, fobias, transtornos obsessivos compulsivo, vai encontra um ser profundamente mal realizado. Isso mesmo! Alguém que não se plantou plenamente em si, alguém insatisfeito consigo e com suas realizações, alguém de mal com a vida, seja porque se acha um fracassado, seja porque aconteceu algo que contraria seus desejos.

Ainda acreditamos que nossa felicidade depende do que acontece ou deixa de acontecer conosco. Então como folhas secas rodopiamos ao sabor do vento, circunstanciais. Se o vento é favorável, vai para onde achamos que deve ir, ficamos contentes; se o vento se dirige para um lugar indesejado, ficamos aborrecidos. E se ficamos assim por longa data, sendo contrariados, terminamos doentes, criam em nossa mente e cérebro, desarranjos hormonais e de fluxo de pensamento, suficientes para nos tornar pessoas desanimadas, cheias de manias ou com medo de tudo.

A única cura que conheço é a felicidade e para mim ela só chega quando se desatrela o estado de humor do que acontece na vida, e veja bem, eu não estou falando de alegria e tristeza que são apenas estados emocionais superficiais, estou falando de conhecimento e realização. Uma pessoa feliz pode ficar triste com um fato, mas não deixa de ser feliz por causa disso. Ela é auto-realizada, plantada em si mesma, observando um fato triste da vida, ela chora, lamenta, vivencia o infortúnio e sai dessa situação, inteira, recuperada e com aprendizados a sedimentar. Sua capacidade de ver a vida positivamente não se abala, ela confia que mesmo sem entender muita coisa na vida, esta é uma experiência primorosa.

Uma pessoa auto-realizada está curada, está saudável, ela não cai e fica derrubada, se lamentando eternamente até ficar doente fisicamente. Uma pessoa feliz até quando fica doente ou seu corpo deteriora, vê a beleza da existência e da finitude. A única cura que conheço foi a que Buda (Sidarta Gautama) descobriu. A auto realização.

Namasté!

Leia também:
Não sofrer com derrota
Nós já estamos num mundo melhor
Como fracassar na vida e ser feliz

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Educar é contar história



Li esse artigo da Veja passando no blog de Mylla Ideias de Milene. E gostei, também acredito nisso e venho descobrindo isso desde minha infância, pois tudo que minha mãe me ensinava era contando histórias, tanto as já existentes quanto as da vida dela, essas me deram muito suporte para atravessar a adolescência. Na vida adulta precisei de ajuda terapêutica, a minha primeira psicóloga, a que me tirou da lama existencial, contava histórias dela e até hoje lembro e uso em minha vida.

Quando foi minha vez de trabalhar as dores alheias enveredei pelo mesmo caminho, eu conto histórias, as que eu ouvi de clientes, as minhas, as que eu li. Eu comecei a chamar meu trabalho de psico-educação. Considero-me uma facilitadora da reeducação emocional; já que só trabalho com adultos, educados de forma ineficiente nessa área.

Li também um livro do Augusto Cury que fala disso. ele tem toda uma teoria sobre contar histórias. Então o recado aqui é esse para pais e professores, contem histórias!

“Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar.”

E você tem contado suas histórias?

Leia também:
Aguar filhos: A educação do jardinar
Qual deve ser o objetivo da educação familiar
Temperar filhos: A educação do cozinhar