quarta-feira, 31 de março de 2010

Arrasa Quarteirão



Estava lendo outro dia uma matéria sobre um “filme de sucesso”, que o descrevia como desbancando os “blockbusters”, ou seja, muita gente assistindo, muito dinheiro entrando... Pensei, será isso sucesso? Será que uma pessoa só se sentirá conquistando algo quando arrebanhar milhões de pessoas? E quando isto não acontece? É fracasso? E as pessoas que vivem apenas para dezenas de outras, são perdedoras?

Vejo que temos gana de milhões, queremos ser populares arrebatar muita gente, ser alvo do olhar de muitos. Medimos nosso êxito pelo número de par de olhos que atraímos para nós. Fico me lembrando das crianças que tudo que fazem pedem o olhar dos pais, é um tal de “pai olha”, “mãe vê” que não acaba mais. Acho que crescemos com essa necessidade do olhar do outro para existir, algo assim: Se olham para mim, logo existo. E mais, sou especial, importante. Fome de atenção? Sentimento de insegurança e inferioridade? O que nos move nessa busca por reconhecimento e aprovação?

Queremos ser vistos, comentados e temos, agora, um meio ótimo para isto, este mesmo que você está agora, a internet. Tudo que faço, digo ou penso, pode ser mostrado, não acho isto ruim. O que me chama atenção é a fome, o desejo desenfreado de ser visto, o que será que nos move? De onde vem isto? Parece que nos sentimos vitoriosos quando temos um milhão de pessoas nos assistindo e nos danamos a fazer “macacadas” para chamar atenção. Continuamos como crianças gritando: Pai! Mãe! Olha eu!

Namasté!

Leia também:
Não sofrer com derrotas
Santo de casa não faz milagre
A magia da fama
Para ser bom não precisamos ser o melhor

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quem quer ser feliz?



Não é estranho que o desejo número um da população não seja sempre realizado? O que acontece? Já se perguntaram? Todo mundo quer ser feliz... Mas pensamos que a felicidade é para poucos e com certeza chega mais fácil para o vizinho do que para nós! Conheço muita gente insatisfeita, pensando que se sua vida fosse mais parecida com a de tal fulano que ele conhece seria melhor... Ou às vezes ouço uma pessoa declarar que é feliz, mas no cotidiano, briga com todos, no trânsito dirige sem gentileza, não tem paciência com os filhos, no trabalho anda desanimado.

Que felicidade é esta? E o que é esta danada? Claro, já tem ciência estudando isto (Felicidade Autêntica) e eu já falei disto aqui. Mas será que já nos ocupamos de verdade em conhecer o que é a nossa felicidade? E quando fazemos isto será que não a jogamos em cima dos outros e dos eventos da vida? Como se eu tivesse tal emprego que seria feliz ou se o fulano/a me desse bola eu ficaria radiante ou se eu pudesse fazer aquela plástica... Tivesse aquela casa... Fosse famosa, etc., etc.

Parece que nossa felicidade está sempre atrelada a algo fora, a uma conquista. Será que é isto mesmo? Ser feliz é ficar tentando alcançar, infinitamente, uma meta? Como o burro atrás da cenoura presa numa vara? Ou ela está sempre mais adiante ou é rápida como um orgasmo, só alguns segundos e já estamos em busca de novo! Alguns até pensam que ela não existe, são apenas raros momentos de descanso da dor da vida, pontuais, perecíveis. E voltamos à vida cinza do dia a dia.

Digo que ser feliz dá trabalho! É preciso esforço mental e percepção diferenciada das coisas, não é perecível e é contínua, não é um descaso, é a regra, é nossa natureza maior, somos feitos de felicidade, mas nos esquecemos disto e nos atormentamos na nossa amnésia. Lembrar quem nós realmente somos é a chave. Pergunte-se: Quem sou eu? Quem eu realmente sou? Até que sua mente se esvazie, então deste vazio você experimentará o júbilo.

Namasté!

Leia também:
Educação espiritual
Como nos educar
A única doença que existe é a infelicidade

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ciúme



Acredito que o ciúme é um sentimento, ou melhor, uma sensação, um impulso que aparece em pessoas imaturas... Vejo que ele existe quando a gente gosta do outro de forma infantil. Uma criança não sabe dividir atenção, porque entende isso como abandono e risco de ser deixado, portanto para uma criança esse comportamento é coerente, pois ela está defendendo sua sobrevivência.

Já no adulto, parece fora de propósito, no meu entender um adulto, no sentido completo da palavra, não deveria ter esse medo. Um adulto já deveria saber que sobrevive sem a companhia do outro, tornando-o, mas seguro de si, apesar do risco do ser amado ir embora. Para mim um ser amadurecido ama de forma libertária entendendo que o outro é livre para escolher como e com quem viver sua vida, não haveria possessividade, desejo de dominar e prender o amado. Se ou quando ele quisesse o parceiro ficaria feliz com sua escolha porque saberia que ele/ela estaria indo para o seu melhor.

Não é que não fosse ficar triste com sua partida e sentindo sua falta, mas a felicidade do outro estaria em primeiro lugar e se este outro não queira mais estar em sua companhia ou queria a companhia de mais alguém, então deveríamos ficar contentes e não enciumados. O ciúme é fruto de um coração imaturo e possessivo, para mim não tem a ver com amor no melhor sentido da palavra, tem a ver com domínio, poder e falta de liberdade. Também não acho que é tempero nenhum, é doidice. Um comportamento baseado em insegurança, medo, sentimento de inferioridade. É tratar o outro como uma coisa, um objeto de uso exclusivo, o outro perde sua vida e sua liberdade de escolha. Isso é feio e inútil, não traz alegria nem segura relacionamento. Deveríamos mudar nosso modo de entender que somos importantes para os outros, o ciúme não é boa referência.

Não deveríamos ter medo de perder o afeto nem a atenção de ninguém, não é isso que realmente nos faz importante, afinal não tem motivo real para sermos importantes, apenas somos. E o amor é como o ar e a brisa, sempre presente e em movimento, não dá para estagná-lo. Então vamos amadurecer e amar realmente como adultos deixemos esse aspecto infantil de lado, abandonemos ele! Vamos amar como pessoas maduras, assim como a fruta no ponto, esse amor terá um sabor muito mais doce!

Namasté!

Leia também:
Como atrair seu parceiro ideal
Lidar com as emoções
Infidelidade
Amor, liberdade e solitude
Amor exclusivo

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Roda da Fortuna



“A Roda da Fortuna aponta para grandes mudanças diante de nós, que somos forçados pelo destino a realizar. Quando aceitamos esse destino, podemos moldá-lo e vivenciá-lo indo ao encontro do lado positivo e favorável da Roda.”

Fonte: Guia Completo do Tarô, Hajo Banzhaf


Floral:   Walnut – Proteção à mudança, adaptação.


Esta carta nos ensina a tirar proveito de mudanças que estão fora de nosso controle, de um simples engarrafamento não esperado, à perda de alguém amado. Ela representa o momento que o vento muda e nos estimula a sermos criativos, no posicionamento das velas; ou ajustando para não perder a rota ou deixando o barco mudar o curso. Gosto de vê-la sempre positiva, como momento de crescimento e compreensão. Constate a mudança e veja o que é melhor fazer dentro dela.

Namasté!


Outros oráculos:
O Hierofante
O que perguntar ao tarô.
A Torre

segunda-feira, 22 de março de 2010

Perdas e ganhos



Vocês já repararam que em toda escolha que fazemos há vantagens e desvantagens? Eu ainda não vi nenhuma opção minha que não fosse assim. Se escolho estudar, por exemplo, eu ganho conhecimento e desenvolvo meu intelecto. E isso é bom, mas no momento que estou fazendo isso, perco de aproveitar um bom dia de sol ou de encontrar amigos, assistir um filme, etc. etc.

Sempre que fazemos uma escolha abrimos mão das mil possibilidades outras que a vida oferece. E o pior, sabemos disso, temos plena consciência dessa impossibilidade de conciliação... Ser humano não é fácil, esse presente que a existência nos deu, a consciência, torna tudo muito complicado. Os animais não têm plena consciência do que estão perdendo, nós temos e isso gera sofrimento, escolhemos algo sempre de olho no que estamos perdendo...

Bom, a minha solução para isso foi: depois que faço uma escolha me foco nas vantagens. Sempre acredito que minha escolha foi a melhor para mim e que suas vantagens são as melhores no momento, quanto às desvantagens... Eu procuro pensar que são tributos, pagamentos por aquilo que eu queria a cada situação, fica mais fácil lidar com perdas e ganhos numa escolha, quando sabemos que fomos nós mesmos que optamos por determinada coisa. Então dá para encarar a sucessão de escolhas que é a vida de uma maneira mais feliz.

Namasté!

Leia também:
A difícil arte de dizer sim e não
A arte de viver
Sofrimento é dor estendida

sexta-feira, 19 de março de 2010

Vaca Profana



Esta música é como a maioria das letras de Caetano, dá a impressão que entramos num mundo onírico de devaneios sem sentido, mas como puro símbolo, podemos interpretá-lo da forma que quisermos. Para mim, existem algumas frases que gosto de repetir com um sentido próprio. São elas:

Primeiro:

“Vaca profana põe teus cornos para fora e acima da manada.”

Quando digo isso, estou me referindo a sair do comum, do comportamento “normal”, igual, esperado. Chamo as pessoas para sua particularidade, seu existir só. Ousar se antenar com outra realidade. Cornos são como antenas que nos ligam ao universo, ao todo. Para fora e acima é ser você é ter coragem de sobressair de ser único.

A outra frase famosa dessa música é:

“De perto ninguém é normal.”

Muita gente usa essa frase no sentido de que na intimidade vemos as imperfeições do outro, suas manias, medos, taras, seus desvios. Sim, na intimidade nos desnudamos da mascara/fantasia de seres absolutos, sem falhas. Mas o que eu mais gosto nessa frase é que ela dá uma volta na história da música, como se fosse um amadurecimento, um crescimento da pessoa, que passa a música toda desejando o mal para quem ele acha que está errado, julgando quem é careta, mas de repente ele se vê fazendo o mesmo, cometendo erros. Ele vê seu lado obscuro e percebe que a vida é branca e preta, meu bem e meu mal.

E de um salto pede igualdade para todos; “leite bom” para os da trilha e para os que se perderam. É uma redenção, uma compaixão, para si mesmo e para os outros. É o fim da arrogância. É o amor!

“Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo leite bom sobre os caretas...”


Para mim é uma música de crescimento pessoal, só alguém que visitou seus lados todos pode chegar ao amor. Então convido todos a terem coragem de colocar seus cornos para fora e acima da manada!

Cantem e dancem!

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso
Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña"
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horiz...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s blues
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo, um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas, estamos aí
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos a...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é "meu bem, meu mal"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us plau"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas...



Ouça também:
Imagine
Gentileza
Não chore Homem

Cadulessa também viu com os mesmo olhos, leia sua interpretação: Vaca Profana

quarta-feira, 17 de março de 2010

Água




Como algo tão abundante e banal se transforma em preciosidade? Nosso desleixo pelo que encontramos em abundância está prestes a ser modificado. Sempre tivemos uma postura de criança mimada a respeito dos elementos que nos compõe, os alimentos, o ar, a água. Até parece que não dependemos deles... Maltratamos, estragamos, não reverenciamos porque eles estão ali ao alcance da mão para quando precisarmos, temos olhos para guardar apenas ouro e diamante, papéis com ideias e objetos de arte. O simples, o que apanhamos fácil não damos a menor importância.

Pois bem, o que não se cuida acaba, deteriora e isso vem ocorrendo com as nossas substâncias de sobrevivência principalmente água e ar. Para nossa sobrevivência precisamos acordar urgentemente e cuidar disso, tratar como ouro e diamante. Não para cobiçar e desejar ter controle sobre, mas para reverenciar e sacralizar a existência. Dependemos disso, mas não vivemos como se soubéssemos disso. Normalmente tratamos escravos com desrespeito e é assim que lidamos com a água, ela é nossa escrava, existe para nos servir, não tem existência própria é inferior, menor, subalterna. É feita para ser usada, abusada, maltratada. Por nós criancinhas exigentes e mimadas, arrogantes e orgulhosas de estar acima de todos e à direita do pai. Quando iremos acordar desse delírio de grandeza?

Namasté!

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Nós já estamos num mundo melhor
Dia mundial da alimentação
Um mundo solidário

segunda-feira, 15 de março de 2010

Nell




Já sei, vão dizer: Filme antiiigo... Mas vocês já devem ter percebido que meu intuito aqui não é mostrar lançamentos, e sim dicas de crescimento pessoal. Então esqueçam que o filme é de 1994! Trouxe-o porquê quando o assisti estava na faculdade de Psicologia e minha supervisora, uma grande mestra a quem eu agradeço ter conhecido, o citou como exemplo da importância da escuta. Como Nell tem um dialeto e uma cultura própria, diferente da dos cientistas que a descobrem, estes acham que ela vive “errado” e que eles precisam “ajudá-la” a viver melhor. Obviamente dentro de seus padrões de qualidade. Então primeiramente eles não a escutam e partem da idéia de que ela precisa ser salva. E começam a estragar com a vida da criatura. Só quando eles realmente a escutam e entendem seu estilo de vida e linguagem é que compreendem que quem realmente estava mal eram eles.

Bom, minha professora nos fez assistir ao filme justamente para não cometermos o mesmo erro, precisaríamos escutar quem é o outro que nos propuséssemos a ajudar como terapeutas, para ajudá-lo a ser quem ele é e não quem gostaríamos que ele fosse. Isso é muito importante, não só para quem trabalha como terapeuta, mas para todos! Respeito é consciência de limites; até onde podemos ir com o outro e quando devemos deixá-lo em paz.

Minha dica é: Assistam e aprendam a ouvir respeitando as diferenças!

Bom filme!

Leiam também:
Simplesmente Alice
A Outra (Bolena girl)
Feitiço do Tempo

sexta-feira, 12 de março de 2010

A difícil arte de dizer sim e não



Venho percebendo que temos uma dificuldade imensa de usar essas duas palavras. O não é impor limites, reconhecer fronteiras, selecionar. O sim é afirmar, abrir-se, tornar-se vulnerável. Cada uma tem seu momento certo e quando estão em equilíbrio podemos dizer que temos uma vida boa. Mas não sabemos quando dizê-las. Confundimos seus momentos e às vezes exageramos na dose de uma delas. Acho que essas palavras são como sal e açúcar em nossa cozinha, essenciais e maravilhosas se sabemos dosar bem. Elas dão gosto à vida. É como cozinhar; é uma arte, usar sim e não também é.

Então como descobrir quando dizer uma e dizer outra? É preciso primeiro se ouvir, profunda e verdadeiramente. Como mentimos muito para nós mesmos, achamos que podemos o que não suportamos de verdade. E às vezes nos limitamos em coisas que poderíamos ir muito mais longe. Neste caso o exercício de se escutar é primordial, conhecer-nos com exatidão. Depois ouvir os outros e o ambiente, pois nossos sins e nãos geralmente estão ligados a eles. Fazendo uma mistura de interesses podemos ajustar melhor o momento e a quantidade de sim e não. O balanço entre as duas faz a vida ficar gostosa!

Tá certo que às vezes uma ou outra pessoa ficará frustrada com nossas respostas, faz parte da experiência de viver; frustrar e ser frustrado, mas quando somos muito honestos conosco, isso passa e logo depois vem a bonança, a paz. Lembre-se viver bem é uma arte, nela você precisa encontrar: criatividade, harmonia, equilíbrio. Aprenda a se ouvir para poder ser mais preciso em suas respostas, são elas que nos fazem aproveitar a existência.

Namasté!

Leia também:
A arte de viver
Respeito X Amizade
Temperar filhos:a educação do cozinhar

quarta-feira, 10 de março de 2010

Como atrair seu parceiro ideal



Linda Georgian
Tradução: Eliane Fraga
Rio de Janeiro: Record, 2001
320p
Copyright 1999


Um livro cujo tema é a lei da atração aplicada ao relacionamento amoroso. A autora se propõe a dar sugestões que facilitam o encontro com uma pessoa especial.

Ela começa explicando que antes de sair à busca, é preciso se preparar, desenvolvendo em si aquilo que procura no outro. Neste ponto fala de auto-estima, confiança, viver em amor e uma coisa que me chamou atenção que é desenvolver as várias áreas da vida como hobby, família, carreira, crescimento pessoal e isolamento; sim, um tempo para estar consigo mesmo. Ela diz: saia do foco amplie o prazer de viver!

Também explica a lei do espelho, que diz: atrairmos semelhante; este é o método de autoconhecimento mais prático que já vi, é batido, mas funciona.

O livro é organizado em partes como preparação e atração, manutenção e liberação. Há dicas boas de todas essas fases e o que me impressionou é que a autora não dá só exemplos que funcionaram como passe de magica, não. Suas histórias são recheadas de autos e baixos e dificuldades, porque quando entramos num relacionamento, levamos toda a nossa bagagem boa e ruim e no processo vamos nos transformando e isso não é fácil, podemos usar o relacionamento para nos aprimorarmos no amor e essa é a proposta principal do livro, usar as técnicas para crescer, amadurecer.

Além disso, o livro tem várias citações muito boas como: “Você é livre para escolher, mas as escolhas que fizer hoje vão determinar o que você terá, fará e será amanhã.” (Zig Ziegler p218)

Boa leitura!

Leia também:
Amor, Liberdade e Solitude
Auto estima um bem essencial
Treinando a emoção para ser feliz

segunda-feira, 8 de março de 2010

Educação Espiritual




Educação. Acredito que tudo pode ser melhorado através dela! Não só cultura, o conhecimento dos feitos humanos, mas principalmente a convivência, a condução de nossas emoções, o refinamento espiritual. Penso que um dos melhores professores que tivemos foi Jesus em seu estado Crístico. Uma mente refinada, como a de um Buda, energética, em paz e agindo em sua palavra. Diziam que ele falava com autoridade, isso só se encontra em quem pratica o que diz.

Bom, a educação é um meio de melhorarmos nossas vidas, quando nos educamos gerimos de maneira mais adequada nossas metas, emoções e realizações. Educados somos mais gentis, mas receptivos. Veja, eu não falo só de educação escolar, mas a que leve à sabedoria. Aquela que no oriente se faz através de um mestre iluminado. O ensino que leva a uma consciência elevada.

Cultura é bom, mas refinamento espiritual é melhor. Podemos buscar esse tipo de ensino, agora, inclusive é urgente, penso que só através dele podemos fazer as mudanças necessárias para a sobrevivência da raça humana. Convido vocês hoje para refletir sobre essa educação, a espiritual. O que você tem feito para aprender a elevar sua mente? Já buscou algum professor? Faça isso hoje!

Namasté!

Leia também:
Controle da emoções
Como nos educar?
Lidar com as emoções

sexta-feira, 5 de março de 2010

Controle das Emoções




Descobri um grupo em São Paulo, Núcleo Ser que faz um trabalho com os mesmos princípios que os meus. Achei legal mais pessoas acreditarem que podem viver uma existência melhor ao se conhecer mais e descobrir potencialidades e limitações. Eu vi em meu próprio percurso que mesmo com o mundo do jeito que está é possível existir de forma alegre e gratificante, mas que a chave para isso é o autoconhecimento. Preparando-se para a realidade do mundo e a sua própria, você pode encontrar formas criativas de solucionar questões cotidianas. Muito do foco do Múltiplas Realidades é ativar a reflexão sobre novas formas de ver o comum, é uma extensão do que eu faço no consultório.

Só tem uma coisa, na propaganda desse serviço, que eu coloco em reticências... Eles dizem que podem fazer isso de forma rápida e propõe trabalho de finais de semana prometendo reflexão profunda. Bom, eu estou nisso há 18 anos, desde 1991, e passei uns bons anos para chegar a ter a recompensa da substituição de pensamento. Reflexão profunda e modificação de mentalidade e comportamento não é coisa que se faça em um final de semana. Quem faz sabe, às vezes as alterações são instigadas nesse período, mas elas só se estabelecem meses ou anos depois. Não se constrói um palácio num estalar de dedos.

Porém o que eu queria compartilhar aqui é que já existem mais pessoas que estão nessa trilha. E isso me deixa feliz, saltitante e sorridente!

E você, o que está fazendo para amadurecer?

Namasté!

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Lidar com emoções
Dominar a mente
O que é raiva

quarta-feira, 3 de março de 2010

Transformação



“O ser humano se transforma e a transformação chega como uma brisa que move as cortinas ao amanhecer, como o perfume suave das flores silvestres escondidas na mata.”

Fonte: Desejo-lhe feliz mudança! Lídia Mª Riba, copiladora.


Interessante essa visão de mudança, ela vem devagar suave e perfumada, pena que quase nunca a vemos assim... Normalmente vivenciamos transformações como transtornos, mesmo quando são felizes. E nos sentimos atrapalhados por elas como se fossem repentinas, inesperadas e terríveis. Vejo que tudo vive se modificando e as grandes mudanças não ocorrem de repente elas entram suavemente aos poucos e porque não as enxergamos logo, às vezes, transformam-se em tempestades.

Lembrem-se as transformações podem ser suaves e perfumadas também!

Namasté!

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Construir na areia
Ideia e esforço
Seja amigo do sexo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Como nos educar?




Educamos nossas crianças com muito medo que elas se tornem mau caráter. Parece que acreditamos que o caminho natural do ser humano é a selvageria. É um conflito, nos colocamos acima dos animais no que se refere ao comportamento, mas lá no fundo é como se acreditássemos que a qualquer momento nossa fúria ancestral virá à tona e só encontrará destruição. Então tratamos de reprimir esse ser interior, nas crianças, com ensinamentos tão rígidos, às vezes, que o resultado é justamente o oposto; esse monstro termina por aparecer.

Sei que há evidências grandes de nosso comportamento destrutivo, mas será mesmo que essa é uma natureza real em essência e a qual devemos comprimir para desaparecer? Ou se apenas aceitássemos que nosso corpo tem aspectos animais e os amássemos, ele não iria naturalmente para seu aspecto mais refinado? Será que realmente a única forma de lidar com o nosso cavalo chucro é batendo nele e o humilhando? Será que a única natureza que temos é a do mau caráter que precisamos através da civilização, abafar? Quem realmente somos nós? Animais civilizáveis, espíritos de luz em corpos animais, seres divinos em um momento de cegueira?

Acredito que precisamos descobrir isso para poder mudar a forma como educamos os recém chegados, sinceramente não acredito que nossa forma de educar está boa, não acho que serve para a maioria. Mas a premissa deve mudar para a transmissão de conhecimento mudar. Precisamos acreditar em nossa essência de luz para simplesmente facilitar o resplandecer desse outro e não abafá-lo.

Namasté!

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Pais brilhantes, professores fascinantes
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