quarta-feira, 30 de junho de 2010

Silenciar






“Aprenda a silenciar.

Deixe que sua mente

ouça e absorva o silêncio.”


Pitágoras

Fonte: Palavras da alma – Suzan Hayward


Ótimo conselho! E altamente curativo! No silêncio é que encontramos deus, nossa face original. Nossa mente é muito barulhenta e nos desvia da experiência primordial de ser, que só é vivenciada em silêncio. As palavras mentais,vocalizadas, atrapalham, confundem, distanciam. O essencial é absorvido em quietude. Não tenha medo da paz, do vazio que a mudez provoca. É dela que se cria tudo que existe!

Aprenda a silenciar, absorva o silêncio!

Om Shanti!

Outras sabedorias:
Apontar o dedo para nós
Ideia e esforço

domingo, 27 de junho de 2010

Programação da mente feminina



Observando a história das mulheres ao longo da civilização humana, percebi que fomos programadas com a idéia que dependemos dos homens para viver. E não estou falando da interdependência natural entre pessoas. Refiro-me a sensação de desamparo de uma mulher sem um homem.

Há algumas décadas atrás uma mulher não podia fazer a compra de uma casa sem a autorização do marido, e não estou falando de acordo nupcial, não. Nos livros de Jane Austen que retrata o século XVIII, sobreviver sem marido era quase impossível para uma mulher, inclusive sua herança era tomada pelo parente masculino mais próximo.

Então pensamos: Ufa! Ainda bem que isso é passado! Hoje as mulheres trabalham, são chefes de família e se viram muito bem sozinhas... Mas eu escuto a intimidade dessas mulheres e elas não estão tão bem assim. A programação está lá. Elas são dependentes da figura masculina a ponto de sofrer quando estão solteiras e sofrer dobrado na não companhia de maridos desatentos. Porém a máxima “antes só do que mal acompanhado” não figura aqui. Inconscientemente elas preferem ficar mal acompanhadas do que concretamente só. Digo concretamente, porque mesmo com maridos elas se sentem sozinhas, desacompanhadas, desvalorizadas, mas não conseguem se desligar daquele parceiro tem medo de ficarem sós, de não serem mais “amadas” por ninguém. E desconfio que tenham medo de se sentirem incompetentes como fêmeas, já que perderam o macho, não “souberam segurá-los” (a ponto de Elizabeth Hurley perder uma campanha publicitária quando Hugh Grant foi pego com Divine Brown)

Estamos presas mentalmente numa programação milenar. E ainda vamos levar alguns séculos para sermos livres de fato. Estamos caminhando, mas precisamos prestar mais atenção em nossas dores e comportamentos. Ainda fingimos que somos donas da situação. Não penso que isso é totalmente verdade, não somos donas de nossas vidas, ainda, mas estamos recuperando, gradualmente, esta posição. E o primeiro passo para um avanço real, acho, é admitir nossa dependência programada dos homens.

Namasté!

Leia também:
A única doença que existe é a infelicidade
O casamento
Maridos gostam da companhia das esposas?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Afirmação para Segurança




“Estou sempre seguro e protegido.”


Fonte: Ame-se e cure sua vida – Louise Hay


Estamos todos amedrontados, sair de casa virou operação de guerra, mas estar em casa também não nos deixa tão aliviados. Parece que não existe lugar seguro... Coloquei essa afirmação porque o único lugar em que podemos garantir segurança é nossa mente. Com essa frase podemos criar uma aura de proteção que nos afasta do perigo. Sempre saio de casa dizendo isso e confio que minha intuição me fará evitar lugares e momentos de maior risco. Vem funcionando bem, mesmo quando fui abordada recentemente tudo saiu de forma tranqüila e apareceu até um herói para me salvar! (Leia essa história aqui)

Om Shanti!

Outras afirmações:
Para o perdão
Para relações saudáveis
Para auto estima

domingo, 20 de junho de 2010

Responsabilidade x Culpa



Tenho debatido muito em consultório que existe diferença entre essas duas palavras. Muitos não acreditam e quando os chamo para se responsabilizarem por suas vidas, o que fazem é sentir um enorme desconforto utilizando a palavra culpa. E para boa parte dos meus alunos esses vocábulos são sinônimos. Na minha perspectiva não são!

Responsabilidade é uma habilidade, uma capacidade de responder e agir diante algo. E culpa é um sentimento depreciativo de si mesmo. Uma crítica acusatória de si e de seu comportamento. A responsabilidade dá liberdade e força para lidar com as circunstâncias porque diz que fomos nós mesmos que as criamos ou ajudamos a criar. A culpa nos tira força e nos joga numa posição de vítima de nós mesmos. Ela pede punição e dor, mas não oferece criatividade para reparar o que por ventura ficou mal arrumado.

Estamos numa era de auto responsabilidade, precisamos entender que somos nós mesmos que criamos os eventos de nossas vidas através de várias escolhas anteriores, em sua maioria, inconscientes. Vamos seguindo como cegos ao longo da vida, inconseqüentes, acreditando que não somos nós que materializamos as circunstâncias vividas. Dessa forma vamos montando ao longo da vida situações que às vezes são bem desagradáveis, daí culpamos Deus, os outros e por fim nós mesmos e ficamos apenas rancorosos e ressentidos sentindo fraqueza, pois culpa suga toda nossa energia. Mas não mudamos nada, pois achamos que não está em nossas mãos fazer mudanças.

A responsabilidade diz que temos poder de criar e "descriar", de modificar ou restaurar. Ela nos dá força e criatividade para escolher novos rumos e lidar com as consequências das escolhas passadas, pois ela vem com consciência dos atos e opções. Dói muito menos e passa mais rápido.

Observe suas escolhas, assuma responsabilidade por elas e pelas conseqüências vindas daí e verá que com o tempo se sentirá mais forte para mudar sua própria vida.

Namasté!

Leia também:
Perdas e ganhos
O poder da mentalização
O bom do esforço

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Rotular




Meu amigo @LandNick, do Twitter, sugeriu um tema: “A busca incessante de classificar pessoas” parece que para ele “não há rótulos para ninguém!” Concordo; não há como rotular, de fato, um ser humano. Mas nós tentamos e por quê tentamos?

Eu tenho uma teoria: Para nos sentirmos seguros!

Classificar, rotular, enfileirar e saber o que esperar nos deixa seguros. Num mundo em que não sabemos por que existimos e que sabemos que um dia deixaremos de existir, sem saber por que nascemos em primeiro lugar, temos que nos apoiar em alguma coisa!

Ter a ilusão de que controlamos o externo a nós é algo que acalma, aquieta a angústia. Eu não sei quem eu realmente sou, de onde vim nem para onde vou, mas sei que Fulaninho é assim assado e que faz parte de tal classe de coisa... Todo roqueiro é maconheiro, gays são afetados, homens são safados, mulheres são traiçoeiras, gente bem vestida é confiável, mães são santas, pais são desligados, louras são burras, gente que usa óculos são inteligentes, etc., etc.

Rótulos nos dão segurança, a gente sabe o que está comprando. Basta você repetir o comportamento talvez duas vezes e você será visto por aquele comportamento para o resto da vida. Rótulos são confiáveis, podemos descansar depois de lê-los. Ah! Agora eu sei o que esperar dali. Se nós ficarmos em aberto, seremos sempre surpreendentes e isso é cansativo, gera tensão em longo prazo. Precisamos de certa rotina, senão damos “tilt”, queimamos o fusível.

Namasté!

Leia também:
Como você está.
O sonhador
Um mundo solidário

domingo, 13 de junho de 2010

Semente




@Kriclau



Essa é simples! Porque para amar temos que nos tornar vulneráveis, frágeis... Flores abertas. E isso é doloroso e assustador! A primeira parte do amor, quando a paixão acaba, é dolorosa porque a cegueira do estado apaixonado é curada e podemos enxergar os outros lados do parceiro. Esses outros lados estão um tanto deformados pelas experiências anteriores de decepção, frustração, abandono... Não é muito bonito de se ver.

É o que eu chamo de teste. Primeiro seduzimos, mostrando só nossos encantos, depois testamos a presa para ver se ela agüenta, se ela vai ficar mesmo, senão como podemos confiar em longo prazo?

Nesse momento fazemos careta ou fugimos para ver o que acontece com o outro, o grande problema dessa tática é que o outro está fazendo o mesmo... Daí a impressão que todo mundo corre do amor, depois de correr para o amor.

E não pense que você não faz isso só porque não deixou de “investir” no relacionamento. Às vezes é um investimento tão pesado que serve para botar o outro para correr!

O amor é para os bravos, os que podem se despedaçar, porque precisamos sair da casca do ego para poder vivenciá-lo. Então não há amor sem morte, a semente tem que explodir para brotar o amor. E isso dá medo.

Só encarando o medo e passando dele chegamos ao amor. Mas acredito que vale a pena! Afinal, ainda estamos tentando, não é?

Namasté!

Chegamos ao final das perguntas inspiradas da @Kiclau espero que tenham gostado!

Leia também:
Sabedoria Coragem Fé
Afirmação para relações saudáveis
Vida Bumerangue

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lógica ou Armadilha?



Terceira pergunta da @Kriclau:

"Será que existe uma lógica no amor?" "Somos nós quem decidimos a hora de amar, ou o amor é realmente um laço, um passo para uma armadilha?"


Nem sempre vemos as ligações de um fato com outro. Aquilo que dizemos não ter lógica significa que não estamos enxergando a relação; que uma coisa levou a outra. E parece algo solto sem uma linha que una tudo como num colar.

Dependendo do ponto de vista podemos ver tudo solto ou tudo ligado. Então de acordo com a perspectiva adotada, podemos ver que decidimos amar ou que caímos numa armadilha.

As duas visões são possíveis, na maioria das vezes, nos sentimos caindo numa cilada... Não assumimos a responsabilidade de nossas decisões e achamos que somos folhas jogadas ao sabor do vento. Na visão metafísica isso não ocorre, diríamos que escolhemos “cair numa armadilha” e que não seria bem um engodo, mas numa motivação para evoluirmos como pessoa para deixar desabrochar nossas mais altas virtudes.

O amor romântico, a meu ver, é o melhor catalisador de amadurecimento. Ele gera tantos sentimentos que é impossível não nos conhecermos melhor, não descobrirmos pontos jamais vistos antes e aprender novos comportamentos.

Eu venho escolhendo a perspectiva metafísica. Não vou dizer que é fácil, mas posso dizer que é recompensador. Portanto venho escolhendo cair numa “armadilha”.

Namasté!

Próximo texto: Porque nos decepcionamos e queremos fugir do amor?

Leia também:
Ciúme
Afirmação para amar
Sofrimento é dor estendida

domingo, 6 de junho de 2010

Felicidade Transferida





Vamos à segunda pergunta de @Kriclau:

“Por que apostamos tanto em alguém e chegamos ao ponto de transferir nossa felicidade para os outros ?”


Acredito que aprendemos que isso é o certo a se fazer. Se repararmos em nós veremos que todos nossos órgãos do sentido estão voltados para fora, é natural que entendamos que o mundo externo é que deve trazer coisas para nós.

Uma vez, tentando explicar a uma pessoa o conceito de auto amor, ela me perguntou: “Mas Nanda, qual é a graça de eu me dar amor? Não é o outro que deve fazer isso para mim?”.

Essa é nossa programação básica, tudo vem de fora, importamos tudo! O que é de dentro da gente não serve. Então quem nos “dá felicidade” é o outro ou as circunstâncias externas. Não concebemos uma felicidade e amor nascidos de nosso interior, da gente para a gente mesmo. Entregamos nosso poder a outras pessoas que não podem fazer nada por nós, eles até que se esforçam, porém mais cedo ou mais tarde, pisam em dezenas de tomates, muitas vezes sem querer, nos machucam, só porque existem e se comportam de uma forma que não nos agrada.

Antes de se encontrar com alguém fora (de si mesmo) encontre-se consigo. Ame-se, saiba se fazer feliz, só aí busque alguém para compartilhar suas riquezas, vá ao outro como imperador/imperatriz, e não como mendigo sentindo falta de tudo, carente, de mãos estendidas, achando que quem tem que preencher esse vazio é outro. E então não precisará transferir sua felicidade para mão de ninguém.

Namasté!

Obs.: Próximo texto “Será que existe lógica no amor?”

Leia também:
Amor obsessivo
Maridos gostam da companhia de esposas?
Amor exclusivo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Verdade e Amor Romântico combinam?






Num dia de inspiração romântica, minha amiga do Twitter @Kriclau encheu sua “time-line” de perguntas interessantes. Pedi para usá-las como inspiração para textos e ela gentilmente, como é seu costume, permitiu.

Primeira pergunta:



Há um tempo escrevi textos sobre a verdade no relacionamento (veja aqui). E minha opinião sobre isso é:

O comportamento no amor romântico é a ação de quem está na relação. Eu me pergunto se estamos prontos para a verdade, e, de que verdade falamos. Vejo muita gente dizer que prefere a sinceridade, mas quando o outro começa a dizê-la ela se ofende, se magoa... Não era essa verdade que queria ouvir.

Normalmente no amor romântico, queremos ouvir a verdade que somos amados incondicionalmente, que só existe a gente na vida do outro, que o sentimento amoroso é constante... Mas nem sempre isso é o que acontece de verdade.

Um relacionamento amoroso romântico pode ter como base a verdade se as pessoas envolvidas nele já a suportam com todos altos e baixos que ela traz. Antes disso eu acho impossível. Então mentimos; a tal mentira branca, social para aplacar o medo, a insegurança. E sabe? Isso não é um fim de mundo! É o que podemos dar e receber por hora. Se aceitarmos nossas limitações talvez fôssemos mais felizes.

A verdade liberta e dá menos trabalho (nosso cérebro trabalha em dobro na mentira). Mas ainda não estamos todos preparados para ela. E isso em si não é bom nem ruim, é um fato. Fiquemos atentos e aprendamos, então, cada vez mais, poderemos ser fortalecidos para vivenciar a verdade. Neste momento, o comportamento do amor romântico será de completa honestidade.

Namasté!

Obs.: No próximo texto, “Por que transferimos nossa felicidade para os outros?”


Leia também:
O casamento
O bom e o ruim
Ser gentil ou agradar os outros?