domingo, 26 de setembro de 2010

Escolha de sentimentos (parte 3)



Bom, então você descobriu que seu parceiro/a se encantou por alguém mais e não contou. Você se sente traído/a, feito/a de boba/o. E vai chorar, se sentir inferior, sofrer uma dor aguda de “desimportância” por muitos meses seguidos e talvez nunca mais querer se apaixonar. Vai ficar desconfiada/o de todo mundo que se interessar por você e vai dizer: A vida é assim, as pessoas são desonestas, só eu presto!

Só que no futuro vai esquecer-se de tudo isso e cair de novo nas artimanhas de Cupido, achando que dessa vez vai ser diferente, que esse é seu Príncipe/Princesa, e surpresa!? Leva um novo tropeção. Então fazemos música, poesias, livros e filmes dizendo das agruras do amor e de como somos sábios agora por termos descoberto que ninguém é confiável; ficamos amargos, cínicos e... Morremos.

Triste, não?

Eu digo: Mude a forma de ver! Corte o mal pela raiz. Não espere do outro, faça você mesmo. Diga: Independente do que o outro me diz ou deixe de dizer, aquilo que eu vivo e recebo é verdade, eu vivo no paraíso, pois garanto meus sentimentos, quanto ao outro, recebo o que ele pode me dar e aquilo que ele esconde eu não posso controlar, sei que a parte que me cabe do afeto do outro é verdadeira, o que eu deixo de saber não interfere no que eu já recebi. Sou independente do que eu não tomo conhecimento. E se um dia eu ficar sabendo, do escondido, não desfará nada do que eu já vivi, isso ninguém pode tirar de mim. Alguém só me faz de bobo se eu me sentir assim. Se eu não me sentir bobo, nem traído, ninguém tem o poder de me colocar nesse lugar. Só eu posso me sentir assim, eu posso escolher! E eu não permito que ninguém manipule os meus sentimentos com seu comportamento. Eu me liberto do outro e de seu comportamento.

Agora, se você não quiser ou não acreditar que isso é possível, tudo bem! Bom sofrimento para você!

Namasté!


Leia também:
Lidar com emoções
A arte de viver
Sofrimento é dor estendida

domingo, 19 de setembro de 2010

Escolha de Sentimento (parte 2)




Continuando o texto anterior, deixei algumas perguntas para vocês pensarem a respeito. Baseada na idéia de que podemos escolher como nos sentimos, propus a hipótese de mudarmos nossa programação quanto a como vemos e interpretamos o comportamento mentiroso que alguns entes queridos, de vez em quando reproduzem (incluindo a nós mesmos, viu?)

E se pensássemos assim: Aquilo que eu vivo dia a dia é a minha verdade e está bom, se o outro esconde algo de mim, eu não posso adivinhar, mas isso que eu vivo agora é minha verdade e nenhum comportamento alheio pode me tirar essa verdade?

Não parece melhor? Vamos dizer que você descobriu que além de você seu cônjuge namorava outra pessoa e não lhe contou nada... Será que só por causa disso, tudo o que você viveu se tornou automaticamente mentira? Os seus sentimentos perderam a validade por que o outro mentiu? Você não sentiu o que sentiu porque o outro não foi totalmente sincero?

Eu acho que não! O que você viveu foi real, apenas você não teve acesso a uma parte da vida do cônjuge. Alguns acham que só podem ser verdadeiramente amadas se forem as únicas amadas por aquele outro, mas isso é impossível, não conseguimos amar sempre e unicamente uma pessoa só, amamos variadas pessoas, com expressões diferentes todos os momentos. Amamos pais, mães, amigos, ídolos de TV ou literatura, colegas de trabalho, filhos e às vezes, amantes, sim, é verdade... Mais cedo ou mais tarde no caminho de um longo relacionamento, achamos outra pessoa interessante. E aí? A partir desse momento o que você viveu com o parceiro fixo de alguns anos passou a ser mentira?

Acho esse conceito conto de fadas demais. É uma ilusão que nos apegamos para nos sentirmos especiais. Mas ele provoca mais sofrimento que alegrias.

Pense nisso. No próximo texto eu continuo o assunto!

Namasté!

Leia também: 
Responsabilidade x culpa
Sexo, vida e confusão...
Controle das emoções

sábado, 11 de setembro de 2010

Escolha de Sentimento




Visualizei outra coisa legal! (ver texto do dia 07/09/10). Se nós podemos escolher como vamos nos sentir... Ninguém mais pode nos trair! A menos que você decida que vai experimentar o comportamento do outro como traição. Ninguém pode enganá-lo, porque só você pode viver sua vida e ter seus sentimentos. Se você experimentar algo de certa maneira foi essa a sua verdade, não a do outro.

Vou tentar explicar... Ouço muitas pessoas sofrerem por se sentirem traídas, pode ser o cônjuge que mentiu e teve uma relação extra-conjugal, quando prometeu monogamia; pode ser um filho que usou drogas quando prometeu não fazê-lo, pode ser um amigo que prometeu sempre apoiar e na hora "H" tira o corpo fora. Mas o sentimento de traição, a sensação de ter sido feito de bobo ou de que viveu uma mentira é uma das lamentações mais constantes da experiência humana.

Bom, eu vi que se mudarmos a forma de ver essa situação podemos sofrer menos e superar melhor o evento ou mesmo não nos sentirmos inferiorizados se um ente próximo decidir mentir para gente. E isso é uma coisa que acontece sempre, mais cedo ou mais tarde, alguém será enganado. E nós passamos muito tempo de nossas vidas e gastamos muita energia com medo e tentando criar estratégias que evite o outro de mentir. O que raramente funciona...

Assinamos papéis, fazemos juras, vigiamos, ameaçamos e... Nada funciona! Mas cedo ou mais tarde alguém chega e mente! Pensei... E se mudássemos isso na gente? Se mudássemos a programação dentro de nossa mente? E se não esperássemos controlar o outro e sim nossa própria idéia e reação sobre isso?...

Continua no próximo texto.

Namasté!

Leia também:
Felicidade transferida
Ciúme
Infidelidade

sábado, 4 de setembro de 2010

Fato e Interpretação




Veja que coisa legal eu descobri! Somos nós que julgamos uma situação como boa ou ruim. Na verdade um fato é apenas algo que aconteceu de uma determinada forma, em si, por natureza, não tem significado específico, nós é que aprendemos a julgar, a identificar este fato com um significado que nos faz sofrer ou não.

Um evento é apenas isso, um evento. Nós reagimos a ele como aprendemos e damos a ele as cores que queremos ou nos ensinaram a dar. Se for uma perda aprendemos que é ruim, que faz sofrer, então automaticamente sofremos, achamos natural, como se essa reação jamais pudesse estar sob nosso controle ou escolha. Se for ganho, aprendemos a ficar felizes, sempre jogados de um lado para o outro pelas circunstâncias externas.

Nós temos o poder de escolher, mas não escolhemos, somos levados pelos nossos condicionamentos. E o pior, nem apostamos na hipótese de que podemos escolher, achamos isso um absurdo, porque sempre vimos as coisas acontecerem do jeito anterior (sem escolhas). Então afirmamos que porque nunca vimos acontecer diferente, é fatal as coisas só se manifestarem de um jeito. É o lógico! Eu não posso fazer diferente, as emoções são mais fortes que eu, o controle dos sentimentos é coisa de robô, de gente fria, calculista. Humanos são desvairados, descontrolados, essa inclusive, é nossa essência...

Sabe que mais? Eu não quero acreditar mais nisso! Ainda respondo em muitas ocasiões como uma desvairada, porém estou treinando uma nova maneira de reagir e não acho que vou me transformar num robô não... Vou é assumir o comando do meu mundo interno. Esse eu posso dominar, é o único que, se tentar, posso ficar dona.

Pode até parecer um absurdo delirante, mas até hoje foi esse tipo de pessoa (delirante) que criou toda a tecnologia material que conhecemos. E agora precisamos de uma tecnologia psíquica avançada urgentemente! Então, deliremos!

Namasté!


Leia também:
Coragem de ser você.
Silenciar
Programação da mente feminina

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Amor Próprio




No dia 23 de Agosto eu fiz uma pergunta no Twitter relacionada ao texto que havia publicado no dia anterior (Será que nos amamos?). Perguntei o significado de amor próprio, consideração de si, auto-estima. Obtive algumas respostas muito interessantes e achei que podia fazer uma colagem com os conceitos de todos para formar uma idéia maior. Então vamos lá! (os tuites das pessoas estão abaixo do texto)

Primeiro apresento as pessoas que colaboraram: @livroDPedroII , @AlexMell1, @missionpaz , @MarquesKs , @Giil_xD , @solangemaria1 , @annaruthh , @Rosanacristina , @carla_accioly , @_mulherde40 , @svillatorre , @Herege . Obrigada a todos!!!


O amor próprio é um fluxo de troca, ele acontece por dentro e flui para os outros, é necessário existir movimento; ele também aparece como aceitação e amizade consigo mesmo, não sendo cruel e aceitando suas próprias limitações e diferenças. É um ensinamento antigo, pois foi proferido por Jesus “ama a ti”. De maneira nenhuma isola, pois mesmo sabendo que somos a pessoa mais importante para nós, não construímos muralhas e sim compartilhar com todos, ampliando o sentimento e distribuindo-os com quem cerca a gente.

Este amor nos dá importância, eu respeito a mim e por conseqüência respeito os outros. E nos ajuda a resistir, pois sem ele teríamos dificuldade de sobreviver, lutar por a gente. Ajuda-nos a respeitar o que sentimos e observar nossas virtudes e valores, com isso fica mais fácil nos sentirmos adequados, apropriados para a vida e nos colocamos em alto conceito, sabendo-nos únicos, buscando ser a melhor versão de nós mesmos o que dá segurança de si, nos deixando independentes da opinião dos outros para nos sentirmos bem e termos segurança do que fazemos e mostramos. Então ficamos corajosos e nos apoiamos, pois gostamos de ficar em nossa própria companhia, sem ter medo doa demônios que ainda habitam em nossas trevas. Porque sabemos nos proteger, não deixamos invadir nossos espaços sagrados, nem nos destruir.

Por fim nos valorizamos, damos importância aos nossos sentimentos e problemas e não nos inferiorizamos em comparações. Priorizamos-nos, nos colocamos num grau de importância saudável. E nisso tudo terminamos nos conhecendo melhor, reconhecendo limites e potencialidades de forma justa. Gerando assim uma pessoa mais saudável para a gente e para viver em comunidade. Alguém que ama a si tem o coração generoso e não machuca os outros nem destrói seu ambiente.
Parabéns a todos!!! E agora mãos à obra, vamos realizar esse conceito de amor e gerar uma vida mais rica e satisfatória!!

Namasté! (O deus que habita em mim saúda cada deus que habita em vocês!)

Leia também:
Há saúde na dependência?
Coragem de ser você
Ser normal ou ser feliz?


Abaixo os tuites dos meus amigos:

O amor próprio como um fluxo de troca. RT @livroDPedroII: só me amo quando estou a amar alguém.

Amar a si como aceitação e amizade. RT @AlexMell1: Significa não ser cruel consigo mesmo e aceitar suas limitações e diferenças.

Um ensinamento antigo. RT @missionpaz: "Amai ao próximo como a ti mesmo!"C esses ensinamentos Jesus alertou:ama a ti p poder amar ao outro.

Amor próprio ñ isola. RT @MarquesKs: A pessoa mais importante do mundo é vc S/A. Mas isso não pode te fazer muralha

Amor próprio compartilhado. RT @Giil_xD: quando a pessoa se ama, é q ela pode ampliar este sentimento,distribuindo-o c aquelas q a cercam..

Amar a si como nos dar importância. RT @solangemaria1: auto estima é respeito por mim e pelo próximo! Eu acho que é primordial!!


Amor próprio como capacidade de resistir. RT @annaruthh: Acredito que auto-estima é uma necessidade humana com valor de sobrevivência.

Amor próprio como amizade a si. RT @Rosanacristina: Aceitar minha limitações , defeitos,virtudes, respeitar o que sinto..

Amor próprio como sentimento de adequação. RT @annaruthh: Auto-estima ainda é sentir-nos apropriados para a vida .

Amor próprio como alto conceito sobre si. RT @carla_accioly: Saber-me única,cm identidade firmada,buscar ser a melhor versão d mim mesma,...

Amor próprio como segurança em si. RT @_mulherde40: ñ precisar da opinião dos outros p se sentir bem.Ter segurança do q faz e do q mostra.

Amor próprio como coragem e apoio em si. RT @_mulherde40: gostar de ficar em sua própria companhia,sem ter medo de seus próprios demônios.

Amor próprio como saber se proteger. RT @_mulherde40: ñ deixar q os outros invadam espaços sagrados dentro da gente e destruam-nos.

Amor próprio como auto valorização. RT @_mulherde40: Valorizar os nossos sentimentos,e ñ achar q nossos prob são irrelevantes comparados a.

Amor próprio como se priorizar. RT @svillatorre respondendo a pergunta de manhã,hehe ... significado: 1º eu , resto é conseqüência

Amor próprio como auto conhecimento. RT @Herege Mais q o respeito por nós, passa pelo se conhecer,reconhecer limites e potencialidades