sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Álcool e a Língua Solta



Eu soube, em Fevereiro, que um estilista famoso foi demitido por soltar o verbo num restaurante. Ele estava bêbado e expressou alguns pensamentos que deviam estar bem soterrados em sua mente. Talvez só os mais íntimos soubessem. (ver matéria)

Disse ele que foi mal tratado primeiro, parece que tem o costume de se vestir como "mendigo" e as pessoas que ele atacou, foram rudes por pensarem se tratar de um sem teto. Depois outras pessoas o filmaram, novamente bêbado, desejando que o grupo todo morresse numa câmara de gás.

Ele me pareceu farto, cansado e arrogante, como boa parte da população da terra. O problema foi que ele, ao beber, perdeu seu senso e deixou que todos soubessem de sua amargura. Como é uma estrela - não podia deixar por menos - tocou numa ferida ainda aberta, para esta época, falou do anticristo do século XX e o apoiou. Neste momento cavou sua sepultura na alta costura. Pelo menos por agora...

Acho que o repúdio a ele foi mais por conta do cuidado com a  imagem na mídia do que uma real compreensão da insanidade de Hitler. Vivemos todos, ainda, uns nos achando melhores que os outros, e desejando que alguns, principalmente aqueles que nos atrapalham de viver, desapareçam.

Penso que ao invés de só repudiar a atitude de Galliano (o estilista famosos) deveríamos reconhecer nela, de vez em quando, nossa própria arrogância. Usar o episódio para conhecer aspectos hitlerianos em nós. Refletir o quanto, como grupo, ainda acreditamos que existam os melhores e a escória, mas que nos mantemos calados, negando aquele que denunciou nossa vergonha.

John Galliano, abriu a boca porque bebeu, está cansado de parecer, de ter uma imagem. Ele gostaria que todos nós sumíssemos e só os melhores como ele sobrevivessem. Mas quem pode realmente dizer quem são os melhores mesmo? Este episódio poderia ter sido utilizado de forma mais educativa, se nós não tivéssemos com tanta pressa de calar o estilista.

Talvez precisássemos beber, além da conta, e nos deixar filmar para ver o que aconteceria...

Namasté!

Leia também:
Alguém que dá Defeito
Coragem de ser Você

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Manual de mães e pais separados


Marcos Wettheich
Rio de Janeiro: Ediouro, 2006
165p


O engraçado desse livro é que não foi escrito por um psicólogo, nem um advogado. O autor que é um empresário e um “especialista em aprender”, decidiu escrever o livro depois de muito escutar amigos dizendo que sua experiência de separação era um caso raro de sucesso.

Perguntando-se porque tinha sido assim ele percebeu que tinha um relacionamento saudável com a “mãe de seus filhos” e isso fazia tudo ficar mais fácil. E como ele conseguiu isso? Negociando com bom senso.

Ele usou estratégias de negociação aprendidas na vida profissional e isso não quer dizer que usou artimanhas para levar vantagens, pois essa é uma ideia errada de negociação. O objetivo deve ser sempre o bem-estar e felicidade dos filhos. Então ele dá dicas de como tornar o processo pacífico, possibilitando ao casal a visão de caminhos sensatos.Desfazendo mitos, ensinando a tomar decisões, acabando com a culpa e principalmente ensinado a negociar, usando a razão e o desejo de que os filhos fiquem bem. Ele sugere que o livro fique de apoio e desculpa para sugestões e propostas. É como diz o título um guia, uma dica de rota, menos acidentada, para seguir. Um facilitador.

Costumo dizer que não é a separação dos pais que “entorta” a cabeça das crianças, é o comportamento descontrolado e vingativo de “adultos” infantilizados. Quando esses adultos são bem apoiados e recebem doses de bom senso, uma separação se torna apenas mais uma experiência de vida; dolorida, mas com possibilidades de amadurecimento para todos.

Boa leitura!

Leia também:
Apresentando a Namorada
A História de nós Dois

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Amor que renasce




A @NandaSantana7, lindíssima batuqueira, me sugeriu um tema:

“O amor, nasce ou morre com a convivência?”


Relembrando; tudo que é dito aqui é apenas uma das possibilidades, não sou dona da verdade. Mesmo desejando, muito, isso!

Se a gente pensar bem o amor nasce e morre diariamente com convivência ou não. É da natureza do que é vivo, morrer e renascer com outro formato e não devemos esquecer que o amor é um ser vivo, não estático; em movimento eterno. Portanto o amor nasce, morre e renasce independente do que está acontecendo fora dele. Se aproveitamos ou não este movimento é outros quinhentos...

Como, ilusoriamente, acreditamos em um amor linha reta, aquele que não oscila e vive do mesmo jeito, para sempre, cremos que na primeira morte do amor ele se foi para sempre e colocamos a culpa do seu “assassinato” no que primeiro vemos. Neste caso o culpado é sempre “a convivência” não o mordomo.

A difícil arte de conviver com o outro diferente, muito diferente, de nós, leva a culpa pelo nosso desinteresse por aquele que antes despertava nosso fascínio. O afeto se desenvolve na medida em que conhecemos alguém e o imaginamos e fenece quando o vemos de verdade. Para isso só tem duas saídas; ou jamais conhecermos de fato nosso cônjuge ou conhecê-lo, deixar a atração ilusória morrer e nos afeiçoarmos de novo pelo real. Xiiiiii Essa segunda opção é quase impossível, não é? Quem é que gosta do real? Só os mais corajosos e criativos, a maioria corre em busca da próxima ilusão. Por isso temos a fantasia que na convivência deixamos de gostar do parceiro (a).

Acredito que só experimentamos amor mesmo, depois da primeira morte dele, é quando outro afeto renasce em bases mais firmes e verdadeiras. Então para responder à minha a amiga. O amor nasce, morre e renasce dentro da convivência, se a gente deixar, num contínuo infinito.

Namasté!

Leia também:
Paixão: Em busca de Si
Nós não Amamos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Antes de Tudo, Somos Espíritos



Robert Schwartz
Tradução: Martha Malvezzi Leal
São Paulo: Ediouro, 2008



O subtítulo do livro é explicativo do seu tema: “como são planejados os desafios de nossa vida antes do nascimento”. Sim, é isso mesmo, a ideia é que antes de encanarmos nós escolhemos as experiências pelas quais vamos passar na dimensão terrena. Não acredita?!!

O autor não pede que acreditemos, ele sugere que “considere a possibilidade”, “Só precisa se perguntar: E se for verdade?” Gosto disso, é a mudança de perspectiva que interessa. Preocupamo-nos demais com verdades, queremos provar tudo cientificamente, mas o que é a prova científica? A repetição de uma mesma situação um número tal de vezes que nos deixa tranquilos, pois achamos que controlamos este fenômeno. Então... isso leva àquilo... Ah! Agora posso dormir sossegado! Mas nenhuma prova científica tira de nós o fato de que estamos sobre uma bola gigante, em referência a nós mesmos, solta num vácuo (aparente), que nascemos e morremos sem saber por que exatamente...

Então... Será que realmente importa tanto sabermos “a” verdade? Será que existe uma? Ou escolhemos dentre muitas possibilidades aquela que mais nos faz viver melhor? Pode ser a verdade da ciência e pode ser a verdade de que planejamos os acontecimentos de nossa vida antes de nascermos.

Eu gosto da idéia, ela me faz ver meus obstáculos com outros olhos e melhora minha vida. Se eu acho que é verdade?... Não me importa mais; eu não busco mais “a” verdade, eu a vivo.

E essa possibilidade me ajuda a ver melhor os desafios que enfrento com responsabilidade e tirando o melhor daquela situação. Para mim isso é o que vale.

O livro aborda através de histórias verdadeiras, os desafios de doenças físicas, deficiências, dependência de drogas, morte de ente querido e acidentes... A pesquisa é feita através de entrevistas com médiuns canalizadores de consciência elevadas, os amparadores. São eles que contam essas reuniões de planejamentos.

Uma coisa legal que ele reforça é: “Nós escolhemos nossos pais” (e eles nos escolhem). Com isso aquela famosa frase “Eu não pedi para nascer” é totalmente descartada, nós pedimos, às vezes exigimos e através daquela determinada dupla de pais. Não é ótimo saber disso???

Boa leitura!!!


Leia também:
Terapia de Vidas Passadas
Feitiço do Tempo