sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Podemos Mudar







Nosso comportamento é moldado por no mínimo duas coisas. O temperamento que nascemos e as experiências que passamos, principalmente durante nossa infância, que é o período no qual nosso cérebro se ajusta até um amadurecimento completo.

Quando a psicanálise colocou a culpa de todas as desordens mentais no papai e mamãe, ela não estava exagerando ou sendo cruel. O papai e a mamãe podem ajudar muito ou atrapalhar muito o desenvolvimento de uma pessoa. Claro que não são só eles que fazem isso, toda pessoa significativa, tem esse poder.

A questão é que normalmente elegemos alguns para serem mais importantes e lá estão, de novo, papai e mamãe. Eu não sou psicanalista e nem limito tanto as coisas. Mas confio que essa dupla ainda é indispensável para o desenvolvimento sadio ou não de um ser humano.

Nosso temperamento pode ser basicamente tímido ou ousado e variações desses dois aspectos. Um par de pais que saibam agir pode aliviar a timidez ajudando um ser introspectivo a observar a vida de forma mais ousada e segurar a onda de um ousado para que ele não se sinta o todo-poderoso, achando que pode fazer o que bem entender em seu benefício apenas.

Eu li que temperamento não é destino, então é possível nos primeiros anos dar equilíbrio a quem nasceu carente disso.

Agora, o bom, é que se os pais não conseguem fazer isso, a sociedade criou os pais substitutos para pessoas já adultas que são os psicoterapeutas, aqueles que estudam e podem fazer um processo de reeducação emocional. Quase como uma alfabetização para adultos. Nosso cérebro é mudável em qualquer época da vida. Podemos, com empenho e disciplina, transformarmos comportamentos desagradáveis e destrutivos em algo melhor. Acredite! Já é provado cientificamente.

Namasté!


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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Universo Suspenso





Hoje vi uma chuva de folhas.
Não estamos no outono...
Mas elas caiam abundantemente.
Lindas...
Essa imagem me transportou para um tempo
Onde só havia árvores.
Fui para um universo suspenso, alto.
Eu estava acima
Só eu e as copas.
Senti saudade
Amei as árvores
E suas folhas caídas.

Nanda Botelho
02/10/09


Como você pode ver pela data já estávamos  na primavera... rsrs E estamos de novo, quase um ano que escrevi isto... O tempo voa! rsrs 

O universo suspenso para mim, era a época dos macacos. Quando fui macaco eu adorava as alturas e tinha uma relação de amor com as árvores. Esta memória ficou, amo as árvores até hoje.

Namasté!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oração





Eu costumava dizer: A vida é bonita... Mas pensando bem, tudo o que eu realmente posso dizer é que a minha vida é bonita. Eu não posso falar sobre a vida dos outros. Eu tenho uma vida boa. Pais que se interessaram verdadeiramente pelo meu bem estar. Irmãs que são pessoas da melhor qualidade. Saúde estável, boa alimentação, acesso a conhecimento.

Amigos confiáveis, parceiro companheiro, de verdade; enteados que foram com minha cara (eu me sinto amada por eles), uma profissão que eu gosto, uma casa que nunca alagou...

Jamais sofri violência que me traumatizasse, nunca fui enganada, a maioria das pessoas são amistosas comigo. Ouço, vejo, ando, tenho boas mãos que me facilitam viver. Sou razoalvemente inteligente. Tenho parentes que enxergam bem limites. Praticamente não sou incomodada por ninguém.

Tenho clientes legais, honestos, simples, gentis, que confiam em mim. Consigo praticamente tudo que desejo. Estou envelhecendo bem. Tenho criatividade, consigo produzir beleza (em minhas fotos), consigo redigir textos interessantes. Sei apreciar beleza e deixo que ela me invada, desde a observação de uma pequena borboleta num dia de sol, até uma obra de arte mais elaborada.

Gosto da vida que tenho e aprendi a rezar em agradecimento. Sinto a presença divina em cada vez mais dias. Estou aprendendo a morrer. Tive ajuda todas as vezes que precisei e sempre encontrei uma mão amiga para me tirar de atoleiros.

Eu posso dizer, eu tenho uma vida boa, mas sei que nem todo mundo tem. E para aqueles que não puderam experimentar isso, envio agora: amor, compaixão, bem aventurança, bons votos.

Namasté!


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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Espíritos Entre Nós


James Van Praagh
Tradução: Ana Ban
Rio de Janeiro: Sextante, 2009
202p



Desde que me entendo por gente ouço que não podemos saber como é morrer porque ninguém volta para contar. Isso não é mais possível de se dizer, os espíritos voltam e contam tudo a vários médiuns, incluindo James que escreveu esse livro.

E James nos conta tudo! Já no primeiro capítulo ele afirma “a morte não existe, ela está ligada apenas ao fim do corpo. Desde os dois anos tenho me comunicado com os “mortos”. Espíritos caminham entre nós.” E somos nós também, já que estamos apenas momentaneamente vestidos com corpos humanos.

Ele ensina: “independente da forma da morte, ninguém sente dor ao morrer, ninguém fica sozinho (tem sempre conhecidos que recebem a gente), a luz branca é o portal do mundo espiritual, vamos para uma dimensão atemporal, etérea e transparente.”

Encaro Van Praagh, como os navegadores do século XVI que se aventuravam por terras desconhecidas e voltavam para contar as coisas incríveis que viam por lá. No começo só alguns podiam fazer a viagem e ver com os próprios olhos, depois todos ficamos com provas da existência do mundo além mar.

Hoje só algumas pessoas têm acesso consciente, enquanto estão encarnados, ao mundo espiritual, acredito que brevemente todos poderão ter acesso a ele. Enquanto isso não acontece ficamos com os relatos de viagem de quem visita essa dimensão e volta para contar.

Devo confessar que já tive algumas das experiências que ele conta no livro e me comunico através de sonho com meus avós paternos, eles sempre me visitam e a sensação é como descreve James, é diferente de sonho normal.

Recomendo o livro como um manual sobre a vida de quem está desencarnado e para conhecer melhor o processo de morrer, que como eu digo, é um nascer invertido. Estudo o processo de morrer porque quero uma morte boa, assim como se deseja um bom parto.

Boa leitura!


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A mudança dos incomodados





“Os incomodados que se mudem”. Gosto deste ditado popular... Para mim resume o meu trabalho. A transformação dos que estão incomodados com algo. E a alteração deve ser em si mesmo. Acho sábia esta decisão.

Modificar as pessoas ou ambiente requer muita habilidade social, capacidade de liderança e influência sobre as pessoas. Conclusão? É difícil! Só poucas pessoas conseguem. Então a alternativa é “se” mudar ou mudar a si mesmo, internamente; pensamentos, crenças, sentimentos.

Às vezes é preciso fazer uma substituição de local, sair de uma casa, bairro ou mesmo país. Porém este é o último caso. Primeiro vem a transformação interna. É nela que aposto. Conseguir modificar a forma como se interpreta num fato. Porque acho que é aí que mora o problema, como a gente lê uma situação; dependendo de nossa simbologia podemos fazer de algo simples um desastre e vice-versa.

Acho muito poderosa nossa percepção, é ela que nos direciona para sermos alegres ou tristes e quanto a gente gasta nosso tempo nesses estados de espíritos. Sempre recomendo, se está incomodado, mude-se! Procure conhecer como está agora e como quer ficar e escolha uma estratégia e caminho para chegar lá. É de nossa responsabilidade ficar bem ou mal.

Jogamos a responsabilidade em alguém, mas no fundo o maior poder está em nós mesmos. O comportamento do vizinho lhe incomoda? Mude-se, não de vizinhança, mas de pensamento, tente procurar uma forma de ver este comportamento em outro ângulo, altere sua vibração e se ainda precisar falar com o vizinho, tenho certeza que irá usar o tom certo para que ele colabore com seu bem estar.

Ser assertivo não é ser briguento, reclamão e crítico; é saber se posicionar na vida para se defender e lutar pelo que você entende como direito seu. Mas ser firme não leva a gente a ser agressivo, violento, desrespeitador do outro. É apenas um posicionamento e é preciso muita inteligência para argumenta com aquilo que você quer que mude fora de você.

Arrebatar um colaborador não é brincadeira, mas se você se mudar antes, tenho certeza que consegue chegar no ponto certo de influenciar indivíduos. Pense nisso e aprenda a mudar-se antes de tentar mudar o mundo.

Namasté!

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Master Saleem





Música Indiana, liiiiiida!!! Não sei sobre o que eles estão cantando...Mas achei tudo tão bonito.
Saleem é um cantor indiano, canta nos filmes de Bollywood. Tenho gostado muito da música indiana. Para saber mais sobre o cantor é só clicar no seu nome abaixo:

Mestre Saleem

Letra da música clique aqui

Para baixar o disco com esta música clique aqui

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ansiedade, ajuda ou atrapalha?




Sugestão de Maria de Fátima, colaboradora assídua do Múltiplas:

“Se puder fala algo sobre como a ansiedade interfere na vida profissional, pessoal e com destaque para o setor amoroso.”


Acostumamos achar que ansiedade é ruim porque a associamos com a ansiedade doença. Então imaginamos que ela só atrapalha. Claro que se estiver num nível alto ela interfere de maneira negativa. Mas bem ajustada ela pode ser benéfica.

A ansiedade é uma espécie de tensão que nos deixa ativos, atentos, espertos. Ora, acho que isso é bom, para todas as áreas de nossa vida. O problema é quando ela cresce em intensidade e toma muito tempo em nossa vida. Aí ela vira um medo crônico, um pessimismo, uma aposta que a vida só vai tomar o rumo que não desejamos.

Na área profissional, ficamos o tempo todo nos achando a pior pessoa do mundo, se não temos trabalho, pensamos que não vamos conseguir um, se já estamos trabalhando imaginamos que vamos ser demitidos, que o colega vai nos prejudicar, que vamos errar em tudo que fazemos.

No dia a dia, achamos que não teremos amizades sinceras, que os filhos não vão se virar bem na vida, que não tem nada que você possa fazer para melhorar sua situação geral. Estão todos contra você e não há escapatória, a vida só pode ser ruim, trágica e solitária. Além das fobias, ataques de pânico e o TOC (transtorno Obsessivo Compulsivo) que nos acometem.

Na vida amorosa você é consumido pelo ciúme, que para mim, é a expressão mais forte do medo de perder o ser amado, baseado numa idéia de inferioridade, (já falei disso aqui) eu não sou suficientemente bom para manter meu parceiro interessado. Nem preciso dizer que isso é danoso. Corrói tudo de bom que o relacionamento e a vida têm.

Alguém ansioso patologicamente, vive preocupado, arquitetando os mais drásticos desfechos. E isso pode levar tanto tempo da vida de alguém que nem mais podemos chamar isso de vida!

Para curar ansiedade, eu aposto, na respiração consciente. Isso se o caso já não é tão grave que só com medicamentos ela regulariza. A respiração informa para seu corpo como ele deve se sentir, se é uma respiração calma, profunda, o corpo entende que ele não precisa se armar para defesa e o grau de tensão diminui. Acho melhor que o tão oferecido copo d’água. Exercício de respiração funciona! Experiente e então a ansiedade ficará num nível saudável, aquele que não atrapalha sua vida.

Namasté!

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Velhice




Amargura travestida de experiência
Tristeza disfarçada em serenidade
Sarcasmo fantasiado de inteligência
Um retrato de nossa velhice.

Nanda Botelho



Às vezes o que chamamos sabedoria é só um amontoado de decepções colhidas ao longo da vida. O quadro de Gauguin me lembra isso, parece que ele olha para o futuro negro que o aguarda, reconhecendo que a frente não terá muita coisa boa. Vejo em muitos este olhar voltado para trás, alguns que se deixam envelhecer olham o passado com este sentimento.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Jovem de Hoje não é individualista!


 



A afirmação acima tem apoio científico, viu? E eu adorei! Foi feita uma pesquisa aqui no Brasil chamada “Sonho Brasileiro” no qual foi desfeito uma idéia que se formou na mente da mídia, principalmente, e que todos saímos repetindo, que os jovens de hoje estão só pensando neles, são violentos, mal educados, mimados, ignorantes até.

Esta pesquisa descobriu que o jovem quer transformar o mundo sem perder sua independência financeira. Segundo a pesquisa 8% dos jovens são transformadores, 77% acredita que seu bem estar depende do bem estar da sociedade onde vivem, 74% estão preocupados em fazer algo pelo coletivo, 78% acreditam que o Brasil está mudando para melhor.

Pessoas reais que estão vivendo de maneira mais consciente, voltada para si e para coletividade, gente otimista que se sente capaz de mudar aquilo que não acha legal. Você pode me dizer que em pesquisa as pessoas mentem para parecer melhor do que são... Mas mesmo se isso for verdade, o ideal do ser bom é algo ótimo, pior seria se o norte fosse a individualidade feroz, competição, apatia e desesperança.

Essa é, para mim, uma boa notícia! Fiquei feliz de saber dos “jovens ponte” aqueles que conectam pessoas, classes sociais e interesses comuns. Gosto dessa realidade, pode não ser toda a verdade, vivemos num mundo de opostos, dual; onde há esperança, há também desesperança, mas acredito que no balanço final a luz brilhe um pouquinho mais!

Namasté!

Conheça a pesquisa clicando aqui.


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