domingo, 20 de novembro de 2011

Uma combinação de Diferentes




Lendo o folder de uma exposição de M.C. Escher, me deparei com a seguinte frase:

“O artista sempre nos propõe a mesma questão: Porque o mundo - ao menos o mundo retratado na arte – não pode ser uma combinação de diferentes realidades?”

Para quem não conhece M.C. Escher, sua obra está ligada à ilusão de ótica, a grosso modo. Quando olhamos para suas figuras sempre há algo dentro de algo que parece outra coisa... E também os vários pontos de vista desta mesma coisa.

Sua obra e seu questionamento combinam com a proposta do Múltiplas Realidades, meu blog, pois tenho o desejo de apontar esta multiplicidade de realidades, todas verdadeiras e diferentes. Ao invés de querermos derrotar a visão do outro podíamos combinar as diferentes percepções, como no quadro de Escher e fazer um todo mais completo.

Claro que ele, o mundo,seria incoerente, pois os opostos conviveriam. mas não é assim a vida? Ela não engloba tudo? Mesmo os opostos? Eu ainda não vi ninguém desaparecer espontâneamente só porque é minoria num pensamento. Até hoje eu vi pessoas que pensam diametralmente diferentes terem que conviver, eles fazem guerra, mas não evaporam só porque um lado parece mais verdadeiro do que outro.

A sagrada concepção parece conto da Carochinha? Ainda não vi quem acredite nisso desaparecer só porque os cientistas dizem que isso é impossível. Eles continuam por aí, os cientistas e os crentes. Portanto há uma combinação de várias crenças existindo, a gente só não quer ver, ou melhor, constatar. E o Escher, bem esperto, retratou esta realidade que é apenas mais uma dentre tantas outras.

Eu acho que sou esperta também, pois tenho juntado em mim as várias realidades que capturo. O que às vezes me deixa sem chão... Mas sempre de mente aberta.

Namasté!

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domingo, 13 de novembro de 2011

Em Silêncio






Este texto é para uma pessoa (@lima_meira) que acompanha o blog em silêncio... É uma tentativa, talvez, de destrancá-la. Perguntei a ela porque não comentava aqui, ao que me respondeu:

“Bom, é que às vezes acho minhas observações “depressivas”, infantis ou repetitivas.”


E parece que isto a envergonha, a ponto de não se sentir à vontade de se expressar. Bom, pedi permissão para abrir seus sentimentos aqui, até porque me identifiquei com seu comportamento. Há alguns anos atrás meu apelido era “mudinha”, pois entrava muda e saía calada... E eu tinha o mesmo problema, vergonha de expressar minha opinião!

Eu também tinha uma autocrítica feroz. Eu depreciava tudo que pensava; era pior que os censores da época da ditadura, cortava tudo e no final não sobrava nada a ser dito. Eu poderia dizer que melhor é fica em silêncio do que falar besteira, que o silêncio é ouro e tudo mais. Porém o meu silêncio não era sábio, era medroso, era fruto de crueldade comigo mesma.

Precisei de muitos anos de terapia para poder apreciar aquilo que penso, as minhas opiniões. Levei muito tempo para aprender a me apreciar, me elogiar, gostar de ser quem sou. Já mudei muito minhas opiniões e olhando para trás, vi que já falei muita besteira, mas fazia parte de quem eu era naquele momento, então, tudo bem!

Penso que o primeiro passo para mudar é aceitar minhas ideias como são de início e com o tempo ir melhorando-as se for preciso. Como se fosse um escultor diante da matéria prima.

Conversei muito com meu censor interno e o fiz ver que não dava para ser o gênio que eu não era e que eu não precisava ser genial ou inteligentíssima, para poder me expressar. Eu não precisava impressionar os ouvintes. Não precisava dar um show.

Eu podia ser ignorante e falar “besteira”. Eu me permitir ser burra ou “depressiva”, infantil e repetitiva... Eu me dei permissão para ser menor e gostei disso.

Jogo a idéia para a vida, se ela for boa, fica do jeito que está, se não for, a vida se encarrega de melhorá-la. Não é mais minha função torná-la perfeita, eu posso descansar.

@lima_meira joga as suas idéias, como Rapunzel joga as tranças e deixa ver o que acontece. Se quiser treinar aqui no blog eu vou recebê-la com muito carinho; é um compromisso.

Namasté!

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10 Coisas que Gosto




 A Tônia , amiga do dihitt, me indicou para uma brincadeira. Listar dez coisas que eu gosto. Depois o Mauro, também do dihitt, lembrou-se de mim na mesma brincadeira, então vou responder para os dois, num post só. Vamos à lista:


1. Adoro ler, principalmente livros que joguem meu astral para cima e encham minha vida de beleza.

2. Amo ouvir música, melodias que me façam dançar, principalmente, mas gosto também de baladas, música clássica, ópera; tenho uma discoteca bem farta.

3. Sou apaixonada por filmes, minha preferência é comédia, pois adoro rir, mas assisto à bons dramas e filmes de arte também, aprendo muito com eles, principalmente culturas diferentes, pois gosto de assistir ao cinema indiano, árabe, turco, japonês...

4. Gosto muito de estar em minha casa que é rodeada de árvores, cheia de pássaros e cheiro de fruta.

5. Aprecio bastante assistir novelas, elas dão o mote para debates interesantes com minha família na cozinha.

6. E por falar em cozinha, sou alucinada por brigadeiro, ainda bem que não tenho tendência para engordar, o bolo de chocolate com brigadeiro de minha mãe é insuperável!

7. Gosto muito das pessoas de minha família e aí incluo todos que se aproximaram e ficaram tempo suficiente para formar um vínculo maior. Acho que tenho sorte com pessoas.

8. aprecio demais o silêncio ou os barulhos da vida, quando eu calo e o mundo entra em mim pelos ouvidos. Fico em contato com tudo que meu aparelho auditivo possa captar.

9. Gosto da sensação de amor e alegria que, às vezes, me invade em momentos simples, como o contato profundo com alguém (mesmo pela internet), ouvindo um passarinho ou uma música bonita, um dia de sol, esses tipos de coisas.

10. Eu amo saber que cada dia mais aprendo a viver, mesmo tendo medo de vez em quando. A capacidade de absorver conhecimento e experiência do ser humano, me deixa estupefada!



Essas foram as coisa que vieram em minha mente, acho que tem mais ítens, porém os que chegaram prmeiro foram listados.

Namasté!






domingo, 6 de novembro de 2011

Em Sinal de Amor






Dia desses me perguntaram: Como lidar com alguém que sabe tudo e acha que está sempre certo? Bom, a primeira palavra que veio à mente foi: Paciência. Ou... Com paciência.

Quem pensa saber tudo, é alguém inseguro que colocou uma capa arrogante para se proteger. Confrontá-lo só vai fortalecer sua proteção, até porque é isto que ele espera, uma luta; e mais pensa que será derrotado, por isso precisa de tantas certezas.

A imagem de derrota é tudo que ele vê e quer evitar; é sua luta interna. Portanto para se relacionar com alguém assim é preciso paciência e compaixão. Essas duas virtudes mostrarão que ele não precisa ter medo, que ninguém quer feri-lo, derrubá-lo. Talvez o silêncio fosse o melhor remédio, a escuta de suas certezas, para que ele se sinta seguro.

O problema é que não vejo muita gente com este tipo de virtude instalada. Também temos medo de sermos derrotados, também estamos em guerra, também precisamos de alguém paciente e compassivo...

Então temos aqui um paradoxo, um impasse. Quem vai começar a agir diferente? Quem vai dar a outra face? Quem terá a coragem de mudar e ser derrotado?... Infelizmente ainda não sou eu... O meu hábito é confrontar, mas estou em treino, por enquanto, um treino mental de baixar a cabeça, não em sinal de medo, mas em sinal de amor.

Namasté!


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