Postagens

Na Raiva dizemos a verdade?

Imagem
Estava pensando sobre isso... Sempre me disseram que na raiva é que sabemos realmente o que o outro pensa da gente ou o que pensamos do outro. Será isso verdade? Quando estamos aborrecidos com alguém, uma coisa é certa, desejamos que o outro fique triste, queremos magoar, porque este é o impulso da raiva. Então, se conheço o outro, sei o que pode deixá-lo ofendido e escolho dizer exatamente isso, para que ele fique muito desconfortável, bem próximo ao que estou sentindo. Nem sempre o que digo é a verdade absoluta dos fatos, mas serve para ferir e eu uso. Quando a raiva passa, minha necessidade de machucar o outro passa, então eu me arrependo. Mas aí o estrago está feito, essas sujeiras jogadas em cima de alguém levam muito tempo para serem limpas. Não acredito na honestidade da raiva. Acho que seríamos mais sinceros se declarássemos: Estou com muita raiva de você agora, por causa disso e daquilo. Seu comportamento me aborreceu e gostaria que não se repetisse. Isso é honesti...

O Primeiro Ferimento

Imagem
Tenho a teoria da dor amorosa inaugural. É quando no início de nossa vida amorosa nos sentimos traídos ou mal cuidados. Geralmente nos apaixonamos por volta dos 14 /15 anos e neste estágio não somos muito cuidadosos com os sentimentos dos outros, nem conseguimos segurar muito nossos impulsos. O resultado é que terminamos magoando e sendo magoados numa idade que  tudo é muito intenso e eternizado. Carregamos essa ferida mal cicatrizada por décadas e vamos para outras relações amorosas com muito medo e desconfiados. Temos a nítida impressão que vai acontecer tudo de novo. Que vamos sentir dor. Então nos protegemos, fugindo de namoros ou mesmo nos envolvendo, porém com várias defesas, que nos distanciam de nossos sentimentos Às vezes ficamos agressivos e desleixados com o amor romântico. E vamos deixando rastros de desencontros vida a fora. Temos dificuldade em acreditar no melhor porque as experiências, nossas e a dos outros, nos dizem que isso não dá certo, que todos ficam...

Roma e a Violência

Imagem
Tenho ouvido muito falar sobre a violência que estaria a níveis altíssimos nos últimos tempos... Que o mundo está perdido, que é o fim do mundo. Que as pessoas estão perdendo a sensibilidade, etc, etc. Então assisti um seriado chamado Roma , onde crianças são mortas a troco de banana, homens negociam sua vida como se estivesses fazendo compras. E uma forma de resolver problemas, muito comum, era eliminando definitivamente quem os causava. Além de intrigas, roubo, estupros, tortura e por aí vai. Penso que nossa violência não é um mal da atualidade, é apenas uma das forma de nos comportarmos. Infelizmente é dolorosa e trágica, mas não é novidade. Talvez estejamos achando novo, porque passamos quase um século e meio sem apresentarmos tanto este comportamento. As regras morais colocadas no final do século XIX eram realmente repressoras da violência. A partir da década de 60 no século XX voltamos a nos liberar para soltar os impulsos violentos e voltamos a ver nosso comportamento ...

Cura pela Psicoterapia pode Reorganizar Circuitos Neurais

Imagem
Os cientistas estão comprovando o que quem faz terapia já sabia há muito tempo! Estudos mostram que as conexões cerebrais se modificam num processo terapêutico. "Duas pesquisas, da Universidade de Amsterdã e da Universidade de São Paulo (USP), mostram que a psicanálise e a psicoterapia causam alterações em áreas neurais relacionadas à tomada de decisões e ao controle das emoções." "As imagens revelaram que o grupo que fez o tratamento apresentou maior atividade no córtex pré-frontal. Além disso, os pacientes mostraram- se menos aflitos ao falar sobre suas recordações e relataram menor frequência de pesadelos e pensamentos recorrentes." Para saber mais clique no link abaixo. Cura pela Palara Psicoterapia pode Reorganizar Circuitos Neurais, aponta estudo - Neuropsicologia - Psicologado Notícias - Notícias sobre Psicologia : – Enviado usando a Barra de Ferramentas Google

Diário de uma vida simples

Imagem
Assiti na sexta feira dia 24 de Fevereiro um programa com Danuza Leão . E achei interessante a sugestão que ela deu, escrever diariamente sobre o que fazemos de nossa vida, coisas simples, como o preço da água de coco, a caminhada que fizemos, os amigos que encontramos, os pensamentos que tivemos, nossos questionamentos, nossa opinião sobre as notícias do dia e por aí vai. Segundo ela no futuro alguém pode achar isso um tesouro. Sem dúvida, antropólogos podem usar para compreender como vivíamos nesta época. Acho que isto está sendo feito em blogs como este. Eu não relato muito o que vivo... Coloco aqui mais o que penso de determinado assuntos, mas achei interessante ser cronista de minha própria vida. Ela não me parece muito interessante (minha vida), mas alguém no futuro pode usar minhas palavras para entender melhor o caminho que a humanidade tomou. Pode ser de ajuda aos cientistas do futuro. Ah! E ela disse também para não nos preocuparmos com a forma da escrita, não preci...

Questionamento sobre Infidelidade

Imagem
Acho a palavra infidelidade (para descrever o comportamento extra conjugal de um consorte) esquisita. Para mim melhor é deslealdade, que é a falta de sinceridade, franqueza, honestidade ou mais simplesmente: mentira. Já que a maioria não conta, antes de se envolver com um terceiro, para o parceiro/a. E tem outra coisa... Porque a infidelidade ou traição só é considerada se for sexual? Pelo menos é o que se fala. “Mas querido/a não aconteceu nada...” Nada aí é o ato sexual, viu? Penso que talvez seja assim por ser a única coisa que podemos restringir e exigir exclusividade do outro. Já pensou se isso valesse para o sorriso, abraço, beijo (na bochecha)? O sexo se tornou um marco do nível de intimidade e exclusividade entre o casal. É algo que podemos medir e limitar e sonhamos que controlamos. O delírio pior é que pensamos controlar os impulsos sexuais do outro, não se controla nem os próprios! Mas se almeja controlar o alheio... Depois d...

O Trovão no Piquenique

Imagem
Woody Allen, com seu humor de sempre, fez duas declarações, sobre a morte, que achei interessante: “A morte é como o som de um trovão distante num dia de piquenique” ( Edith Wharton ) “A morte está sempre lá mesmo quando você está muito feliz.” Fonte Isto é 22/07/11 Acredito que a maior parte de nós sente da mesma forma o que chamamos de morte. Uma interrupção, um fim, uma ameaça a nossa alegria. Aprendemos, com nosso instinto, que devemos evitar, a todo custo, morrer. Mas sabemos, por nosso intelecto, que isso é impossível. Penso que este é o grande dilema humano, o causador de todos os outros desconfortos e comportamentos estranhos. Está pensando que estou exagerando? Bem, pode ser... Mas isto é só uma hipótese mesmo, não é? Então eu posso brincar com a idéia mesmo que ela esteja superlativa. Que outra causa melhor podemos encontrar para o desejo humanos de marcar a história, seja por fatos heróicos ou monumentos extr...