quinta-feira, 9 de abril de 2015

Todos, a mesma coisa.




Dia desses num debate acalorado sobre política, que eu estava observando no Facebook, o moderador ao perceber que o assunto estava saindo do foco e entrando numa seara pessoal, disse: "Política é foda!"

Fiquei pensando... O que o assunto "política" desperta em nós? Será que é a política a responsável pelo desespero das pessoas? Afinal é só um assunto como outro qualquer. Contudo, parece que desperta algo mais nas pessoas. E o que será que desperta? Penso que algo primitivo, instintual. Talvez territorial. Algo de que nós mesmos não estamos cientes e ao sermos acordados pelo assunto, respondemos automaticamente, como se o complexo fosse involuntário. Respondemos com raiva e agressão, nos destemperamos, ofendemos e perdemos a razão, nos dois sentidos, o pensamento racional e a resposta emocional. Ficamos loucos com uma percepção própria e alienados do contexto. E o que é pior, os problemas concretos qua nos levam a discutir, continuam sem solução.

Fiquemos atentos ao complexo e tentemos ir além dele. Que nos lembremos, política é apenas um assunto e todos queremos a mesma coisa, apenas pensamos em meios diferentes para alcançá-la, de vez em quando. E o que queremos todos? Acredito que é bem estar e paz.

Namasté!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Autonomia



Segundo Susan Page (terapeuta de casais, americana), no casamento acontece, repetidamente, um processo de negociação, no qual se decide quando satisfazer suas próprias necessidades às custas das necessidades do cônjuge e quando satisfazer as necessidades do cônjuge às custas de suas próprias necessidades.

Quando ouço esposas é comum perceber essa queixa. As mulheres foram ensinadas a serem abnegadas no casamento e exageram na dose, se doando mais do que podem e recebendo quase nada dos companheiros, já que a maioria dos homens foram ensinados a serem egocentrados (que me desculpem os homens, mas é verdade!).

Parece que as mulheres precisam aprender a cuidar de suas próprias necessidades, fazendo o que é certo para si e, sem sacrifícios exagerados, doar-se ao parceiro na medida que podem. Acho que assim é mais possível as esposas não se sentirem tão enganadas e dando mais do que recebem de seus maridos.

O truque é sempre ser mais adulto do que infantil nas respostas aos problemas e criar uma autonomia afetiva.

Namasté!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Casamento e Diplomacia





Algumas vezes um casamento se torna disfuncional. Para uma união dessas, nem sempre se sentir atraído e ter afeto pelo outro bastam. Muitas vezes é preciso ter recursos internos que beiram as técnicas de administração e o trabalho em equipe.

Acho que quando uma casamento reúne mais falhas diplomáticas que acordos diplomáticos ele começa a ser uma situação caótica e que gera desconforto e infelicidade nas partes envolvidas. Nestes casos alguns sentem que não estão sendo agraciados em seus desejos. Claro que muitos desses desejos são baseados em fantasias e ilusões e idealizações que não podem ser realizados pelo outros.

Penso que quando o calo começa a apertar devemos, nos primeiros sinais, reavaliar nossas ideias sobre casamento, papel do parceiro, o próprio papel. Investigar se não precisa atualizar os conceitos, flexibilizando-os ou mesmo excluindo-os.

Costumo dizer que o primeiro passo, pra mim, é realmente conhecer o parceiro, sem ilusões, sem "mas ele/ela deveria ser, fazer assim ou assado." Ver a verdade do outro, qualidades e limitações, aquilo é a essência, ou seja, aquilo que não muda e o que pode ser adaptado.

Sinto que o maior erro no casamento é desejar que o outro seja o que ele não pode ser: Um reflexo exato de nossos desejos.

Namastê!