segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Mulher Sábia





"Toda mulher sábia edifica sua casa; mas a tola a derruba com suas próprias mãos"

Provérbios 14:1


Não pessoas, não me tornei evangélica... Mas quando farejo sabedoria eu ataco. E tem muita sabedoria nesta frase. As feministas talvez não concordem comigo. Contudo gostaria que me lessem primeiro. Porque concordo com esta frase? Porque reconheço sabedoria nela? Ela é antiga, do velho testamento, atribuída à Salomão. Porém penso que continua atual. Uma mulher com sua habilidade emocional, pode harmonizar os membros de sua família se usar sua inteligência e maturidade. É um trabalho a mais, sim, mas que pode render ótimos frutos.

Acredito que se a mulher for esperta pode "manejar" bem seu consorte pra que tenha um colaborador em sua "equipe" que é como eu tenho chamado família de uns tempos pra cá. Um grupo de pessoas que varia de duas a mais, com um mesmo objetivo, serem felizes. E porque não o são em muito dos casos? Porque ainda ouço muitas mulheres reclamando de seus maridos, dizendo que eles não são parceiros, não colaboram, ficam isolados afetivamente, não se comprometem de verdade, são egoístas (esta é a que mais escuto), e até atrapalham no final?

Acho a educação masculina, falha. O homens não são criados para se comprometerem com uma mulher, eles até querem, mas estão tão perdidos que fazem tudo errado, e terminam se frustrando e tendo um pouco de aversão à parceira e ao compromisso com mulheres em geral. Pra amizade tudo bem, mas casar? Não obrigado. Uma mulher pode mudar isso? Eu acredito que sim, com jeitinho, persistência, carinho e atitudes educacionais. Estas últimas são mais importantes. Educar os homens para um compromisso é tarefa da mulher sábia como diz Salomão, que edifica o lar. Mas será que ela pode fazer isso sozinha? Pode partir dela, sim. Com ajuda de fora, fica mais fácil, mas a mulher tem mais condições que o homem, na maioria dos casos.

Usando inteligência e estratégia, como faz a polícia, aprende com os dados e elabora um plano e executa, revendo erros e acertos. Aí me dizem, mas Nanda e o amor? Isso que você sugere parece tão mecânico... Sim, é prático, como o cotidiano o é. Na minha opinião fazer duas pessoas diferentes funcionarem juntas tem mais a ver com cérebro azeitado que com coração amanteigado. Embora se você utiliza o plano com amor ele funcionará com muito mais precisão. Minha proposta é: junte os dois, mas deixe o cérebro guiar. O coração vem pra acetinar os erros, depois e na comemoração, nas vitórias, assim como para aplainar os dizeres difíceis. E os perdões tão necessários com uma convivência longa.

Acho a bíblia um livro de sabedoria, que dá muitas dicas pra o dia a dia. Já que é o livro sagrado dos ocidentais, bem que podíamos usá-lo a nosso favor!

Traga a frase diariamente em sua mente e veja que tipo de pensamentos e ações vem depois disso. Treine agir de maneira mais estudada, com base nesta sabedoria simples de Salomão. Dê uma chance e veja o que acontece!

Namasté!
Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.

Provérbios 14:1
Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.

Provérbios 14:1
Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.

Provérbios 14:1

terça-feira, 25 de março de 2014

Casamento e Gaiola






Estava no estacionamento de uma loja de produtos de animais, quando vi um pássaro numa gaiola, acho que era uma calopsita, lindinha. Ela estava num espaço que pareceu pequeno. E fiquei pensando se ela estava gostando de viver daquele jeito.

Logo listei as vantagens; proteção, alimento certo e, se o dono fosse bom, muito carinho. Ele seria amado, mas será que valia o aprisionamento? Será que toda essa segurança era um valor razoável pela sua liberdade de ir e vir, de voar bem alto, de estar com outros de sua espécie, de fazer escolhas? Bom, não acho que animais fazem escolhas, pois seguem um padrão da natureza, com exceção é claro dos animais de Hollywood, mas sei lá!

Bom, aí transferi isto para um casamento. É bem parecido, você troca a liberdade de ir e vir e de escolher onde, quando e com quem quer estar, de acordo apenas com seu desejo, por uma sensação de segurança, de alimento afetivo certo, sem ter dúvidas se terá este alimento. É garantido. Ganha também proteção, pois o arranjo dá um certo sentimento de que não precisamos mais nos esforçar para receber atenção, carinho, companhia.

Mas do mesmo jeito que o pássaro, perdemos algumas coisas em troca deste sentimento. O pássaro, se tiver de asa perfeita e forte, pode, num descuido do dono, fugir. E o cônjuge também, então tratamos de cortar as asas da criatura, porque ninguém escolhe conforto pra sempre e tem uma hora que todos voam. Os humanos tem um recurso a mais que os animais. Eles sabem dissimular, fingir e para não perderem todas as vantagens, vivem duas vidas, na maioria dos casos. Eu também estou incluindo aí a imaginação, nem sempre realizamos, mas fatalmente fantasiamos.

Nenhum ser humano consegue ficar enjaulado por muito tempo, sem tentar um jeito de escapar. Talvez precisemos de maturidade para encarar este fato e incluir no casamento momentos de voo livre. Penso que assim é possível ter o melhor dos dois mundos sem precisar fingir.

Que tal soltar o pássaro de vez em quando e confiar no afeto construído como porto seguro para onde ele volta, claro isso valendo para qualquer dos participantes da brincadeira.

Namastê!
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amor Demais Estraga Alguém?






Tem esta frase que de vez em quando ouço:

"Amor demais não estraga... "  Sobre a criação de filhos.


Fiquei pensando... Será que sabemos realmente como amar? Será que não confundimos este sentimento com posse e dependência? Será que um amor saudável pode ser exagerado? E qual é o amor que estraga, sim, porque ele existe. Já foi até cantado por Erasmo Carlos na música "Filho Único" na qual ele fala de uma mãe super-protetora.

Talvez não seja o amor que estraga e sim nosso comportamento neurótico, travestido de amor. Na música, Erasmo canta uma mãe possessiva, que deseja controlar o filho dizendo o que ele pode e não pode fazer, vivendo a vida do filho por medo que ele fracasse ou sofra...

Acho que falei duas palavras bem responsáveis pelo comportamento tresloucado de alguns pais: "medo" e "sofrimento" o medo transforma o sentimento de afeto em algo aprisionador, que sufoca o objeto amado e o transforma em uma coisa que se possui e não mais um ser vivo e livre para fazer escolhas e até sofrer se assim for necessário.

Também tem o amor dependência que torna os pais amantes um capacho e aí vão-se embora todos os limites. Dizem sim a todos os caprichos do outro  transformando o filho em tirano, aquele que nunca descobriu que existe a necesssidade do outro, ele pensa que só a dele é importante e que todo o resto do mundo exite para servi-lo. Não suporta frustração, não se importa com os outros e dependendo do caráter pode até virar criminoso. Isso tudo começando por uma expressão equivocada de amor, afeto. Talvez amor em si não estrague o caráter de um ser humano, mas o comportamento afetivo (neurótico) amororso, faz crescer, em algumas situações, o que temos de pior.

Então eu acho que este tipo de amor estraga sim se for na dosagem errada. Quando erramos na mão e colocamos uma dosagem exagerada desse amor desencaminhamos a evolução saudável de um ser humano e devemos pensar sobre isso. 

Namasté!

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