segunda-feira, 23 de março de 2015

Autonomia



Segundo Susan Page (terapeuta de casais, americana), no casamento acontece, repetidamente, um processo de negociação, no qual se decide quando satisfazer suas próprias necessidades às custas das necessidades do cônjuge e quando satisfazer as necessidades do cônjuge às custas de suas próprias necessidades.

Quando ouço esposas é comum perceber essa queixa. As mulheres foram ensinadas a serem abnegadas no casamento e exageram na dose, se doando mais do que podem e recebendo quase nada dos companheiros, já que a maioria dos homens foram ensinados a serem egocentrados (que me desculpem os homens, mas é verdade!).

Parece que as mulheres precisam aprender a cuidar de suas próprias necessidades, fazendo o que é certo para si e, sem sacrifícios exagerados, doar-se ao parceiro na medida que podem. Acho que assim é mais possível as esposas não se sentirem tão enganadas e dando mais do que recebem de seus maridos.

O truque é sempre ser mais adulto do que infantil nas respostas aos problemas e criar uma autonomia afetiva.

Namasté!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Casamento e Diplomacia





Algumas vezes um casamento se torna disfuncional. Para uma união dessas, nem sempre se sentir atraído e ter afeto pelo outro bastam. Muitas vezes é preciso ter recursos internos que beiram as técnicas de administração e o trabalho em equipe.

Acho que quando uma casamento reúne mais falhas diplomáticas que acordos diplomáticos ele começa a ser uma situação caótica e que gera desconforto e infelicidade nas partes envolvidas. Nestes casos alguns sentem que não estão sendo agraciados em seus desejos. Claro que muitos desses desejos são baseados em fantasias e ilusões e idealizações que não podem ser realizados pelo outros.

Penso que quando o calo começa a apertar devemos, nos primeiros sinais, reavaliar nossas ideias sobre casamento, papel do parceiro, o próprio papel. Investigar se não precisa atualizar os conceitos, flexibilizando-os ou mesmo excluindo-os.

Costumo dizer que o primeiro passo, pra mim, é realmente conhecer o parceiro, sem ilusões, sem "mas ele/ela deveria ser, fazer assim ou assado." Ver a verdade do outro, qualidades e limitações, aquilo é a essência, ou seja, aquilo que não muda e o que pode ser adaptado.

Sinto que o maior erro no casamento é desejar que o outro seja o que ele não pode ser: Um reflexo exato de nossos desejos.

Namastê!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vaidosa, eu?



Eu nem gosto de generalizações, mas vou fazer uma aqui. Todo mundo que ser importante, quer ser valorizado. E por isso fazemos coisas inimagináveis ou escondemos informações. Acho que é por isso que temos segredos. Os segredos são a tentativa de esconder os fatos que nos desvalorizam. E quando descobrimos que não somos essa coisa toda que imaginávamos, caímos em desespero.

Penso que é por isso que ser "feito de bobo" nos leva a um mal estar tão grande. Quando descobrimos que alguém escondeu algo de nossa astúcia e perspicácia, nos sentimos bestas, ou seja, pessoa de pouca inteligência, o que nos desvaloriza em altíssimo grau. Afinal quem quer ser parvo, ignorante?

Temos uma empáfia natural, que quando questionada ou quebrada nos derruba a ponto de deprimirmos. Acho que por isso as "traições" doem tanto, além de percerbermos que não somos o único objeto de atração e afeição do outro, ainda fomos pouco inteligentes de não ter notado o fato. Tiro duplo em nossa autoimagem, dói descobrir, ao mesmo tempo, que não somos tão imprescindíveis assim e nem tão espertos como pensávamos...

Vaidade é uma cadela, como dizem os americanos, nos derruba sem nem nos darmos conta que a tínhamos! Quanto mais vaidosos somos mais deprimidos ficamos ao sermos enganados. E claro, a parte vaidosa em nós não concorda com isso e se esconde com máscaras de sentimentos nobres, como confiança (eu confiei, nele/nela) ou justiça (eu fui desrespeitado).

Mas é tudo um disfarce, no fundo o que está pegando mesmo é nosso ego vaidoso, querendo ser o que o calendário não marca, com diz minha mãe.

Namasté!