quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vaidosa, eu?



Eu nem gosto de generalizações, mas vou fazer uma aqui. Todo mundo que ser importante, quer ser valorizado. E por isso fazemos coisas inimagináveis ou escondemos informações. Acho que é por isso que temos segredos. Os segredos são a tentativa de esconder os fatos que nos desvalorizam. E quando descobrimos que não somos essa coisa toda que imaginávamos, caímos em desespero.

Penso que é por isso que ser "feito de bobo" nos leva a um mal estar tão grande. Quando descobrimos que alguém escondeu algo de nossa astúcia e perspicácia, nos sentimos bestas, ou seja, pessoa de pouca inteligência, o que nos desvaloriza em altíssimo grau. Afinal quem quer ser parvo, ignorante?

Temos uma empáfia natural, que quando questionada ou quebrada nos derruba a ponto de deprimirmos. Acho que por isso as "traições" doem tanto, além de percerbermos que não somos o único objeto de atração e afeição do outro, ainda fomos pouco inteligentes de não ter notado o fato. Tiro duplo em nossa autoimagem, dói descobrir, ao mesmo tempo, que não somos tão imprescindíveis assim e nem tão espertos como pensávamos...

Vaidade é uma cadela, como dizem os americanos, nos derruba sem nem nos darmos conta que a tínhamos! Quanto mais vaidosos somos mais deprimidos ficamos ao sermos enganados. E claro, a parte vaidosa em nós não concorda com isso e se esconde com máscaras de sentimentos nobres, como confiança (eu confiei, nele/nela) ou justiça (eu fui desrespeitado).

Mas é tudo um disfarce, no fundo o que está pegando mesmo é nosso ego vaidoso, querendo ser o que o calendário não marca, com diz minha mãe.

Namasté!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Psicoterapia X Aconselhamento





Passei alguns anos de minha vida profissional sem entender alguns conceitos de Psicologia. Acredito que a causa disso é a linha tênue destes conceitos. O que é algo pode parecer outra coisa e ficar ainda no meio termo, um pouco lá um pouco cá. Sentiu o drama?

Bom, com relação a diferença entre Psicoterapia e Aconselhamento não foi diferente. Elas pareciam a mesma coisa e dizer que um era mais profundo que outro não me ajudava. Até que um dia eu encontrei uma definição própria que me ajudou a entender melhor porque temos dois nomes para coisas parecidas.

Eu vi que um aconselhamento se parece muito com uma conversa entre amigos (só que mais estruturada, com hora pra começar e terminar e assunto específico), pois o conhecimento técnico não é exigido em profundidade. Fica assim: temos um dilema ou problema de difícil solução para a gente e pensando sozinho não conseguimos chegar à uma solução. Então pedimos ajuda a um amigo para aquela situação específica, vamos pensar juntos numa saída possível para aquela questão. Isso pode se resolver numa única conversa ou podemos ter mais de uma até todo o assunto está mais claro e a decisão final mais fácil de ser tomada.

Veja aí que não precisamos nos adentrar em aspectos psíquicos mais profundos, questões da infância, traumas do passado, partes inconscientes, dores antigas. Eu disse  não precisamos, mas se o caminho tomado for este, de uma investigação mais elaborada de aspectos emocionais, passamos à uma psicoterapia. Neste modelo, é preciso que quem está oferecendo ajuda tenha uma base teórica mais refinada, como se fosse um mapa das emoções humanas. Pois parece com entrar numa floresta fechada, com pouca sinalização. Vamos mexer com certas dores, mágoas, emoções pouco cicatrizadas que não dá para fazer em pouco tempo nem sem o devido conhecimento.

Como você vê um pode se transformar no outro. É como nadar num mar, se ficamos na beira onde tomamos pé, não precisamos de tanta técnica para nadar, mas se nos aventurarmos a perder o pé , ir bem fundo, devemos saber nadar ou estar com alguém que sabe para não nos deixar afogar.

Depois que a gente entende é simples. Penso que ninguém precisa ter medo, como em qualquer banho de mar, saímos do processo revigorados.

Namastê!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Árvore do Conhecimento







Embaixo do oitizeiro
Armei uma tenda
Confortável,
Segura,
Solitária.
Para dias de reflexão.
E lá
Confortável,
Segura e
Solitária
Viajo em muitas dimensões.
Encontro-me comigo
E me afasto de mim
Descubro horizontes
Percebo fronteiras,
Perco-me em meu próprio jardim.
Observo e sou observada
Pelos vários eus
Que me acompanham nessa
Jornada.
Confortável, segura e
Solitária.


Quadro de Nino – Série Florestas 2007