terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amor Demais Estraga Alguém?






Tem esta frase que de vez em quando ouço:

"Amor demais não estraga... "  Sobre a criação de filhos.


Fiquei pensando... Será que sabemos realmente como amar? Será que não confundimos este sentimento com posse e dependência? Será que um amor saudável pode ser exagerado? E qual é o amor que estraga, sim, porque ele existe. Já foi até cantado por Erasmo Carlos na música "Filho Único" na qual ele fala de uma mãe super-protetora.

Talvez não seja o amor que estraga e sim nosso comportamento neurótico, travestido de amor. Na música, Erasmo canta uma mãe possessiva, que deseja controlar o filho dizendo o que ele pode e não pode fazer, vivendo a vida do filho por medo que ele fracasse ou sofra...

Acho que falei duas palavras bem responsáveis pelo comportamento tresloucado de alguns pais: "medo" e "sofrimento" o medo transforma o sentimento de afeto em algo aprisionador, que sufoca o objeto amado e o transforma em uma coisa que se possui e não mais um ser vivo e livre para fazer escolhas e até sofrer se assim for necessário.

Também tem o amor dependência que torna os pais amantes um capacho e aí vão-se embora todos os limites. Dizem sim a todos os caprichos do outro  transformando o filho em tirano, aquele que nunca descobriu que existe a necesssidade do outro, ele pensa que só a dele é importante e que todo o resto do mundo exite para servi-lo. Não suporta frustração, não se importa com os outros e dependendo do caráter pode até virar criminoso. Isso tudo começando por uma expressão equivocada de amor, afeto. Talvez amor em si não estrague o caráter de um ser humano, mas o comportamento afetivo (neurótico) amororso, faz crescer, em algumas situações, o que temos de pior.

Então eu acho que este tipo de amor estraga sim se for na dosagem errada. Quando erramos na mão e colocamos uma dosagem exagerada desse amor desencaminhamos a evolução saudável de um ser humano e devemos pensar sobre isso. 

Namasté!

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mais Sobre Mudanças






Às vezes herdamos comportamentos agradáveis e desagradáveis, de nossos familiares; pode ser dos nossos pais, mas também de avós ou tios. Os que achamos vantajosos, não precisamos mexer, a não ser para aperfeiçoar. Mas o que dizer dos que dos que nos desagradam?... Como: insegurança ou anulação da própria vida pelo outro... Se já percebemos que isto não está sendo bom para nossa vida, é hora de mãos à obra. Afinal não tem destino que não possamos mudar com coragem, fé , persistência e paciência!

A boa notícia é que podemos mudar, a má é que dá um trabalho danado!! Um hábito é algo que foi estabelecido porque tínhamos um ganho, na maioria das vezes ligado ao prazer e bem estar, duas coisas que ligam nosso sistema automático para repetir indefinidamente, mesmo que hoje não nos sintamos tão bem neste comportamento. Como todo mecanismo automático este também é meio burrinho, não se modifica de acordo com as diferenças do trajeto que percorremos.

Então a primeira coisa é sair do automático, ficar atento. Exige esforço, consciência, é chato, mas ainda não descobri outro caminho. Talvez leve muito tempo para desfazer esta programação, mas também levamos muito tempo a construindo. O truque é ficar atento, refletir como acontece, mapear os passos e ficar amigo deles, para poder influenciar outro comportamento e então é ensaio e erro. Treinamento até conquistarmos outro tipo de atitude.

Não adianta se martirizar, se condenar ou se critica amargamente, o ato não muda por decreto ou força física ou mental. Mudanças duradouras devem ser feitas com paciência e dedicação.

Está achando difícil? Muitos acham, por isso nem começam ou tentam um atalho, como medicamentos, sem necessidade, e até uma cirurgia, se tivesse uma pra esse mal! Atalhos são perigosos já dizia a mãe de Chapeuzinho Vermelho... Mas se quiser tomar um, vá. Na maioria das vezes o que mais nos ensinam são nossas próprias experiências, desde que as estudemos, depois de vivenciadas, claro.

Namasté!!!

Texto baseado num comentário de Bia Lambóglia, leitora do blog.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Guerra e Paz




Às vezes depois de algum tempo no caminho do autoconhecimento e desprendimento do eu, nossas falhas ficam tão sutis que temos a ilusão de terem desaparecido. Então surge alguém e nos mostra, com uma simples frase que estávamos apenas cegos.

Recentemente enxerguei meu pedantismo, arrogância e apego através de um novo amigo que "zombou" de mim, daquilo que eu professava. Coloquei aspas por que foi assim que vi e não posso dizer, com certeza, que foi o que ele fez.

No entanto isso não importa, o certo é que o que eu senti. Passei dois dias remoendo, raiva, indignação, mágoa. Pensei numa boa resposta para ele. Pensei numa resposta superior, numa resposta raivosa, numa resposta direta sobre meus sentimentos e a cada elaboração eu fiquei mais próxima da resposta certa. Aquela que aliviaria meu coração.

Mas eu só soube disso quando a encontrei. Foi uma jornada e tanto! E a encontrei no livro Sidarta de Hermann Hesse. "Mas, por mais que os caminhos se afastem do eu, ao fim sempre o reconduzem até ele." (pág. 24)

Eu pensava estar longe do eu, mas meu amigo refletiu, como um espelho, o que ainda está lá, um eu vaidoso, presente. E o insight veio e a resposta nasceu: Obrigada! E o alívio foi encontrado. A angústia, a raiva, a indignação desapareceram e deram lugar a um sentimento de paz e verdadeira gratidão.

Foi um bom mergulho, saber que habita em mim uma pedante orgulhosa e apegada. Ver é sempre melhor. Era ela quem estava agonizando e eu tenho compaixão por esse aspecto de mim. Eu aceito, acolho e amo.

Para meu amigo só tenho a dizer: Obrigada, obrigada, muito obrigada! Eu agora sinto paz.

Claro, até o próximo embate...

Namasté!

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ao Sucesso



Assistindo a uma palestra, inspiradora, de Steve Jobs, saí coma impressão de que seguir e intuição e o que realmente queremos fazer nos levaria inexoravelmente ao sucesso material... Acho que por que foi assim com Jobs. Ele teve altos e baixos em sua vida e pelo que entendi, aproveitou os baixos para mudanças de rumo importantes que o levaram a patamares maiores em sua trajetória.

Pois bem, estava eu nesta linha de raciocínio quando lembrei de van Gogh... Ele também seguiu delirantemente seus impulsos e não conquistou, enquanto existia num corpo, o mesmo sucesso profissional. Você pode me dizer; são pessoas diferentes, histórias diferentes, mas o conselho estava lá e era o mesmo.

Parece que apenas seguir o impulso de seus desejos não é a saída para a conquista material. O pulo do gato nem Jobs sabia, ele apenas relata o acontecido com ele. Mas essa não é uma linha reta, racional e óbvia. Porque tem pessoas que conseguem vencer o mundo material produzindo muito mais do que precisam para viver bem e outras não?

Bom, de qualquer forma, pobre ou rico, o importante é saber se estamos satisfeitos com nossas vidas. A pergunta é: Gostamos de ser quem somos? Se fosse morrer amanhã, faria o que tenho para fazer hoje? Ou mudaria o rumo? Talvez isso seja mais importante do que ser rico, acredito eu, Jobs e van Gogh eram iguais nisso.

Namasté!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mini Reflexões no Facebook - Dezembro 2012





Dia 02, Domingo
1.
Li uma matéria hj no jornal falando das redes sociais. Afirmando que no Facebook todo mundo é feliz. Avaliação de sociólogo.

Bom, o que eu achei por aqui foi gente normal, que fica alegre, aborrecido, amargurado, satisfeito, cansado, triste, irritado, gentil, descortês, etc. Às vezes encontro, o que eu acho, um exagero de críticas precipitadas ao comportamento alheio. Um julgamento com rápida condenação do réu. Sem uma apuração mais ampla do assunto. Principalmente se o tema é considerado preconceito ou crueldade.A felicidade que vejo aqui é de pessoas que afinal ficam alegres também com sua vida!
Uma coisa que eu acho chata é a mania de pegar o comportamento de um grupo e generalizar ao restante. Esse tal de "todo mundo". Pensei que os estudiosos da matéria que li tomaram este rumo.


2. 

Outra coisa que eu ouço como uma regra, na visão dos especialistas, a exigência de ser feliz, proibição de se estar triste. Em que grupo social isso acontece? Pois o que vejo são pessoas que alteram constantemente seu estado de humor e ânimo. E descrevem isso.

Este congelamento artificial em um estado mental só, acontece apenas nas propagandas, lá os personagens são sempre ricos, felizes, perfeitos e tudo funciona as mil maravilhas. O produto abre direito, o carro nunca quebra, o sanduíche é sempre vistoso, a mulher lindíssima, o homem forte. Felicidade congelada só vemos em propaganda.

Nem na vida de famosos tudo corre as mil maravilhas. Ficamos sabendo de casos extra conjugais, crises financeiras, problemas de saúde, celulite, gordura localizada, rugas.

Onde será que esses estudiosos estão buscando informação para as suas pesquisas e conclusões?


3.
Ficar numa polaridade só pode ser perigoso, se rejeitamos o outro lado da moeda, claro! Mas suspeitar da alegria comum é um tantinho demais.
É claro que na primeira apresentação ninguém repassa as mazelas de sua vida, isso fica para os mais íntimos e de convívio constante. E eu acho que está certo. Mesmo no Facebook, se vc dá espaço para uma conversa mais profunda fica sabendo do lado B do outro.
Vejo a internet e as redes sociais como uma festa e nas festas ninguém fica chorando miséria. Isso se faz quando a festa acaba e vc está em casa, mas mesmo assim ainda escapa uma coisa aqui e ali. Sinceramente não vejo este imperativo de felicidade. Não sinto as pessoas se obrigando a serem felizes, e sim querendo muito isso e sendo mal orientadas pelas propagandas e programas de tv.


Dia 03, Segunda:
O assunto da vez é a posição do Brasil no ranking de qualidade de educação. E os comentários que tenho visto são de indignação e vergonha.

Pensei, um ranking... É uma situação de comparação, comparação com quem? Outros países? Será a educação um maratonista? Bom, na corrida com outros países estamos nesta posição, quase no fim da fila, isso é o que? Fracasso? E em relação a nós mesmos há alguns anos atrás, melhoramos? Por que tanto interesse numa competição mundial? E se ao invés de ficarmos raivosos como se a "culpa" disso fosse alguém outro que não eu e nos perguntássemos o que podemos fazer pra refinar o intelecto de nossos concidadãos? E já nos parabenizamos pelos avanços conseguidos?

Ficar preso em competição não me parece uma coisa boa. Ter vergonha do posicionamento num ranking parece coisa de futebol e não de cultura. A cultura não deveria ser competitiva. Deveríamos querer ser mais inteligentes por que é bom e não pra passar numa lista. Afinal, uma lista terá sempre as posições mais distantes do primeiro lugar e só por que não é a gente que está lá fica bom?! Abaixo os rankings! rsrs Abaixo as listas! rsrs Elas é que estão erradas, pois inferiorizam os que não estão nos primeiros lugares.


Dia 04, Terça:
1.
Observando-me num estado de frustração:

Aprendi que não gosto de ser contrariada em minhas vontades, tenho pouco jogo de cintura nestas situações. Perco meu equilíbrio interior e alegria quando recebo um não e não consigo acessar a criatividade para mudar o rumo das coisas. Perco energia e tempo. A raiva, em mim, provoca desorientação e falta de criatividade. Instala desgosto e falta de energia.
Descobri que um bom remédio é respiração consciente e a mudança no foco do pensamento. Se estou sendo impedida de fazer uma determinada coisa eu posso criar outra meta.
Vi que preciso ser mais ágil nisso, ainda levo muito tempo no exercício. rsrs


2.  

Temos tendência a ter opiniões projetivas... Se observássemos mais o que dizemos sobre os outros descobriríamos muito sobre a gente.

Dia 07, Sexta:
Dois lados de uma mesma moeda, uma realça a outra, sem uma boa vida nada de uma boa morte.

Dia 10, Segunda:
Paixão pra mim é algo ligado à natureza reprodutiva. Pra reproduzir, não precisamos conhecer bem rsrs Mas algo acontece quando conhecemos bem uma pessoa e ainda assim queremos nos acompanhar dela. Os humanos transcendem à natureza reprodutiva em alguns casos.

Pensando no que disse a Regina Navarro,


Dia 11, Terça:
1.
Educar um ser humano no século XXI é um desafio, pois as regras que antes eram claras, agora são cheias de tons. O que tenho dito a quem acompanho é: estude, leia, escute opiniões, junte tudo e no final ouça sua intuição, o que tem mais probabilidade de funcionar é aquilo que sentimos ser bom para o filho. Todos vão cometer erros e guardada as devidas proporções, eles, os erros, não irão prejudicar a formação de caráter da criança. Cada família uma cultura, nem totalmente certa, nem totalmente errada. O que mais um ser humano precisa é se sentir amado, desejado e importante para os pais, isso constrói uma autoconfiança que dá coragem pra superar obstáculos naturais da vida. Ser rico, famoso, poderoso, genial, não necessariamente é o que faz uma pessoa ser feliz. Sentir-se livre pra expressar-se como sente seu ser é melhor.

2.
...é o que Freud diz. rsrs Este danado de inconsciente, já diz no nome, se esconde da gente, mas envia recado pros outros!

3.
tenho convicção que crença e natureza são conceitos completamente distintos. Mas se confundem em nosso comportamento. A crença é uma ideia implantada, algo artificial que se faz parecer natural. Ela pode servir por um tempo, mas deve ser revista periodicamente. Senão se torna prisão. A natureza é algo que tem a qualidade do essencial, aquilo que é inato, não aprendido, que trazemos no âmago, em algumas situações pode atrapalhar também e deve ser elaborada, como a introspecção de alguém impedindo o se relacionar, por exemplo. Novamente é o apego que pode transformar duas forças colaborativas em empecilho.

Dia 12, Quarta:
Confundimos força moral com destempero. Achamos que uma pessoa bélica é alguém valorosa, pois sabe se defender. Claro que de vez em quando é preciso um posicionamento firme, mas isso pode ser feito em serenidade. Podemos aprender o poder manso e sábio do estado de equilíbrio. E então descobriremos a real força que existe dentro de todos nós.
O destempero é apenas um disfarce do medo. A violência é o sentimento de insegurança e falta de confiança, mascarados.
Podemos ser pacíficos e saber informar os limites sem precisar morder ninguém.


Dia 13, Quinta:
1.
O comportamento violento tem por base o medo. Ao nos depararmos com alguém expressando hostilidade é preciso entender a fragilidade em que este ser se encontra, muitas vezes de maneira inconsciente.
Acredito que a melhor forma de resposta à esse comportamento é o amparo, se este não estiver pondo em risco nossa integridade física.
Quem ataca está com medo, se dissolvermos o medo, acabamos o ataque.


2. 
...e a beleza começa a aparecer em outros formatos de corpo! Será que vamos achar todos bonitos, magros, gordos, pequenos, grandes?... E toda a variedade humana?

Dia 14, Sexta:
Parece-me que a violência se torna mais clara quando as forças que estão em confronto são desiguais. A violência se instala quando há um mais forte dominando um mais fraco, isso no universo humano, pois temos condições de criar maneiras diferente de agir.

No mundo animal, o mais robusto se impõe sem nenhuma condição de injustiça.


Dia 17, Segunda:
 "A Última Música"

Um filme, lacrimoso, mas interessante para dar dicas de como os pais podem lidar com filhos revoltados, mas de boa índole. O livro dá mais detalhes sobre este assunto, pode ser melhor do que ler livros de psicologia... rsrs Contudo o filme dá o tom e pode ser uma maneira interessante de aprender novas condutas eficientes para casos de adolescentes em tempo de rebeldia. 




Namasté!