segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Questionamento sobre Infidelidade





Acho a palavra infidelidade (para descrever o comportamento extra conjugal de um consorte) esquisita. Para mim melhor é deslealdade, que é a falta de sinceridade, franqueza, honestidade ou mais simplesmente: mentira. Já que a maioria não conta, antes de se envolver com um terceiro, para o parceiro/a.

E tem outra coisa... Porque a infidelidade ou traição só é considerada se for sexual? Pelo menos é o que se fala. “Mas querido/a não aconteceu nada...” Nada aí é o ato sexual, viu? Penso que talvez seja assim por ser a única coisa que podemos restringir e exigir exclusividade do outro. Já pensou se isso valesse para o sorriso, abraço, beijo (na bochecha)?

O sexo se tornou um marco do nível de intimidade e exclusividade entre o casal. É algo que podemos medir e limitar e sonhamos que controlamos. O delírio pior é que pensamos controlar os impulsos sexuais do outro, não se controla nem os próprios! Mas se almeja controlar o alheio... Depois dizem que somos sãos!

Isso tudo, se pararmos para pensar, é muito estranho. Essa perturbação em que os seres humanos vivem, tomando conta dos órgãos sexuais uns dos outros. E sofrendo por saber, lá no fundo, que não conseguem.

Fecho com as palavras de De Rose no livro Alternativas de Relacionamento Afetivo:

“O que não é fiel é o comportamento. Fidelidade é quando há uma cópia exata de algo. Se você faz um tipo de discurso, para ser fiel, deve se comportar como discursa. Então se você fala uma coisa e faz outra está sendo infiel, não exato”

Que tal fazer o que fala? Ou falar o que realmente faz?

Namasté!


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domingo, 4 de dezembro de 2011

O Trovão no Piquenique





Woody Allen, com seu humor de sempre, fez duas declarações, sobre a morte, que achei interessante:

“A morte é como o som de um trovão distante num dia de piquenique” (Edith Wharton)

“A morte está sempre lá mesmo quando você está muito feliz.”


Fonte Isto é 22/07/11


Acredito que a maior parte de nós sente da mesma forma o que chamamos de morte. Uma interrupção, um fim, uma ameaça a nossa alegria. Aprendemos, com nosso instinto, que devemos evitar, a todo custo, morrer. Mas sabemos, por nosso intelecto, que isso é impossível. Penso que este é o grande dilema humano, o causador de todos os outros desconfortos e comportamentos estranhos.

Está pensando que estou exagerando? Bem, pode ser... Mas isto é só uma hipótese mesmo, não é? Então eu posso brincar com a idéia mesmo que ela esteja superlativa. Que outra causa melhor podemos encontrar para o desejo humanos de marcar a história, seja por fatos heróicos ou monumentos extraordinários?

E a ânsia de ter poder e comandar todo o resto do mundo, como nos desenho animados, que o plano é sempre dominar o planeta? Será que não é para aplacar o mal estar provocado pelo conhecimento de que, querendo ou não, vamos desaparecer?

Tomo como exemplo uma pessoa como eu, uma quase ninguém com poucos conhecidos, sem filhos, nem muitos parentes, alguém que não ultrapassou muito o seu bairro (não estou contando a internet). Quantos anos você dá para, depois de minha morte, eu estar completamente esquecida? Eu aposto em uns 5 anos, no máximo, estourando. Aqui na internet, eu nem precisei morrer, foi só desaparecer um pouco e a vida tomou outro rumo, claro que com algumas exceções.

Eu estarei completamente esquecida, provavelmente cinco anos depois de minha morte. E isso para um ego é assustador. É o trovão dizendo que vai acabar com o piquenique. Para aplacar esta sensação tenho treinado desaparecer, sugestão de meu mestre Osho. Imagine que você não está mais presente, diz ele, e que as pessoas estão fazendo tudo que precisam sem você. Tudo continua, além de você. Por um lado dá uma paz, mas como ainda não estou totalmente liberta, também sinto a angústia da desimportância. É o trovão me lembrando do inevitável.

Namasté!

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Um texto interessante do Osho:
E se alguém te matar, Osho?


domingo, 20 de novembro de 2011

Uma combinação de Diferentes




Lendo o folder de uma exposição de M.C. Escher, me deparei com a seguinte frase:

“O artista sempre nos propõe a mesma questão: Porque o mundo - ao menos o mundo retratado na arte – não pode ser uma combinação de diferentes realidades?”

Para quem não conhece M.C. Escher, sua obra está ligada à ilusão de ótica, a grosso modo. Quando olhamos para suas figuras sempre há algo dentro de algo que parece outra coisa... E também os vários pontos de vista desta mesma coisa.

Sua obra e seu questionamento combinam com a proposta do Múltiplas Realidades, meu blog, pois tenho o desejo de apontar esta multiplicidade de realidades, todas verdadeiras e diferentes. Ao invés de querermos derrotar a visão do outro podíamos combinar as diferentes percepções, como no quadro de Escher e fazer um todo mais completo.

Claro que ele, o mundo,seria incoerente, pois os opostos conviveriam. mas não é assim a vida? Ela não engloba tudo? Mesmo os opostos? Eu ainda não vi ninguém desaparecer espontâneamente só porque é minoria num pensamento. Até hoje eu vi pessoas que pensam diametralmente diferentes terem que conviver, eles fazem guerra, mas não evaporam só porque um lado parece mais verdadeiro do que outro.

A sagrada concepção parece conto da Carochinha? Ainda não vi quem acredite nisso desaparecer só porque os cientistas dizem que isso é impossível. Eles continuam por aí, os cientistas e os crentes. Portanto há uma combinação de várias crenças existindo, a gente só não quer ver, ou melhor, constatar. E o Escher, bem esperto, retratou esta realidade que é apenas mais uma dentre tantas outras.

Eu acho que sou esperta também, pois tenho juntado em mim as várias realidades que capturo. O que às vezes me deixa sem chão... Mas sempre de mente aberta.

Namasté!

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domingo, 13 de novembro de 2011

Em Silêncio






Este texto é para uma pessoa (@lima_meira) que acompanha o blog em silêncio... É uma tentativa, talvez, de destrancá-la. Perguntei a ela porque não comentava aqui, ao que me respondeu:

“Bom, é que às vezes acho minhas observações “depressivas”, infantis ou repetitivas.”


E parece que isto a envergonha, a ponto de não se sentir à vontade de se expressar. Bom, pedi permissão para abrir seus sentimentos aqui, até porque me identifiquei com seu comportamento. Há alguns anos atrás meu apelido era “mudinha”, pois entrava muda e saía calada... E eu tinha o mesmo problema, vergonha de expressar minha opinião!

Eu também tinha uma autocrítica feroz. Eu depreciava tudo que pensava; era pior que os censores da época da ditadura, cortava tudo e no final não sobrava nada a ser dito. Eu poderia dizer que melhor é fica em silêncio do que falar besteira, que o silêncio é ouro e tudo mais. Porém o meu silêncio não era sábio, era medroso, era fruto de crueldade comigo mesma.

Precisei de muitos anos de terapia para poder apreciar aquilo que penso, as minhas opiniões. Levei muito tempo para aprender a me apreciar, me elogiar, gostar de ser quem sou. Já mudei muito minhas opiniões e olhando para trás, vi que já falei muita besteira, mas fazia parte de quem eu era naquele momento, então, tudo bem!

Penso que o primeiro passo para mudar é aceitar minhas ideias como são de início e com o tempo ir melhorando-as se for preciso. Como se fosse um escultor diante da matéria prima.

Conversei muito com meu censor interno e o fiz ver que não dava para ser o gênio que eu não era e que eu não precisava ser genial ou inteligentíssima, para poder me expressar. Eu não precisava impressionar os ouvintes. Não precisava dar um show.

Eu podia ser ignorante e falar “besteira”. Eu me permitir ser burra ou “depressiva”, infantil e repetitiva... Eu me dei permissão para ser menor e gostei disso.

Jogo a idéia para a vida, se ela for boa, fica do jeito que está, se não for, a vida se encarrega de melhorá-la. Não é mais minha função torná-la perfeita, eu posso descansar.

@lima_meira joga as suas idéias, como Rapunzel joga as tranças e deixa ver o que acontece. Se quiser treinar aqui no blog eu vou recebê-la com muito carinho; é um compromisso.

Namasté!

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10 Coisas que Gosto




 A Tônia , amiga do dihitt, me indicou para uma brincadeira. Listar dez coisas que eu gosto. Depois o Mauro, também do dihitt, lembrou-se de mim na mesma brincadeira, então vou responder para os dois, num post só. Vamos à lista:


1. Adoro ler, principalmente livros que joguem meu astral para cima e encham minha vida de beleza.

2. Amo ouvir música, melodias que me façam dançar, principalmente, mas gosto também de baladas, música clássica, ópera; tenho uma discoteca bem farta.

3. Sou apaixonada por filmes, minha preferência é comédia, pois adoro rir, mas assisto à bons dramas e filmes de arte também, aprendo muito com eles, principalmente culturas diferentes, pois gosto de assistir ao cinema indiano, árabe, turco, japonês...

4. Gosto muito de estar em minha casa que é rodeada de árvores, cheia de pássaros e cheiro de fruta.

5. Aprecio bastante assistir novelas, elas dão o mote para debates interesantes com minha família na cozinha.

6. E por falar em cozinha, sou alucinada por brigadeiro, ainda bem que não tenho tendência para engordar, o bolo de chocolate com brigadeiro de minha mãe é insuperável!

7. Gosto muito das pessoas de minha família e aí incluo todos que se aproximaram e ficaram tempo suficiente para formar um vínculo maior. Acho que tenho sorte com pessoas.

8. aprecio demais o silêncio ou os barulhos da vida, quando eu calo e o mundo entra em mim pelos ouvidos. Fico em contato com tudo que meu aparelho auditivo possa captar.

9. Gosto da sensação de amor e alegria que, às vezes, me invade em momentos simples, como o contato profundo com alguém (mesmo pela internet), ouvindo um passarinho ou uma música bonita, um dia de sol, esses tipos de coisas.

10. Eu amo saber que cada dia mais aprendo a viver, mesmo tendo medo de vez em quando. A capacidade de absorver conhecimento e experiência do ser humano, me deixa estupefada!



Essas foram as coisa que vieram em minha mente, acho que tem mais ítens, porém os que chegaram prmeiro foram listados.

Namasté!






domingo, 6 de novembro de 2011

Em Sinal de Amor






Dia desses me perguntaram: Como lidar com alguém que sabe tudo e acha que está sempre certo? Bom, a primeira palavra que veio à mente foi: Paciência. Ou... Com paciência.

Quem pensa saber tudo, é alguém inseguro que colocou uma capa arrogante para se proteger. Confrontá-lo só vai fortalecer sua proteção, até porque é isto que ele espera, uma luta; e mais pensa que será derrotado, por isso precisa de tantas certezas.

A imagem de derrota é tudo que ele vê e quer evitar; é sua luta interna. Portanto para se relacionar com alguém assim é preciso paciência e compaixão. Essas duas virtudes mostrarão que ele não precisa ter medo, que ninguém quer feri-lo, derrubá-lo. Talvez o silêncio fosse o melhor remédio, a escuta de suas certezas, para que ele se sinta seguro.

O problema é que não vejo muita gente com este tipo de virtude instalada. Também temos medo de sermos derrotados, também estamos em guerra, também precisamos de alguém paciente e compassivo...

Então temos aqui um paradoxo, um impasse. Quem vai começar a agir diferente? Quem vai dar a outra face? Quem terá a coragem de mudar e ser derrotado?... Infelizmente ainda não sou eu... O meu hábito é confrontar, mas estou em treino, por enquanto, um treino mental de baixar a cabeça, não em sinal de medo, mas em sinal de amor.

Namasté!


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domingo, 30 de outubro de 2011

Crianças Índigo



A Carla Martins sugeriu um tema, pelo Facebook:

“Crianças Índigo, o que tu achas do assunto?”


Pelo que eu li, acho uma boa notícia, como uma boa nova mesmo. Explico: Há um sistema criado por Ann Tappe, uma parapsicóloga americana, que em 1982, classificou os humanos de acordo com a cor de sua aura espiritual. Cada pessoa teria uma cor em função de sua personalidade e interesses. Sei pouco sobre isso, mas acredito que as cores estavam relacionadas com os chackras (rodas energéticas que existem ao longo do corpo, são 7 as principais) A de cor índigo está relacionada ao sexto chackra, localizado entre as sobrancelhas e que domina as percepções elevadas e os poderes psíquicos, que reflete uma espiritualidade mais desenvolvida.

A partir da década de 1980, começou-se a notar o nascimento de pessoas diferentes, crianças com habilidades especiais tais como, serem socialmente refinadas, maior sensibilidade, desenvolvimento profundo de questões ético-morais e personalidades peculiares. Possuem maior intuição, espontaneidade, imaginação, dons paranormais, boa parte sendo diagnosticada como portadoras de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

A essas crianças foram dadas o nome de Crianças Índigo, pois teriam a aura dessa cor. Seriam uma nova geração de pessoas mais elevadas espiritualmente, nascendo com capacidade de fazer transformações significativas na vida dos outros seres humanos. Parece que aqui no Brasil, este tema ficou em evidência depois de uma palestra de Divaldo Franco (renomado espírita brasileiro).

Penso que a boa notícia sobre este assunto, que não é científico, é que há um sinal de evolução em nossa trajetória. Estas crianças, algumas delas hoje já adultas, precisam ser bem desenvolvidas para poderem inspirar todos nós a uma vida mais harmoniosa e feliz. E nós já estamos produzindo-as! Esta é uma boa nova!


Namasté!

Ver palestra de Divaldo Franco aqui
Fonte Wikipédia – Crianças Índigo


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando o Cotovelo Dói




Valéria do blog Amores do Velho Chico me pediu para listar músicas que embalam essa dor tão comum que é a dor da rejeição amorosa. Devo confessar que não é prática minha, nem ter dor de cotovelo, nem usar música para curti-la. Nos poucos momentos que aconteceu isso eu preferi o silêncio e o som de meus próprio soluços.

Bom, mas gosto de música e puxando da memória algumas vieram. Músicas que falam desse momento da vida. Aí estão elas:

Obs.: Todas as letras falam da experiência de ser abandonado/a ou maltratato/a  afetivamente. Para conferir é só clicar em "Letra" e poderá ler o que se canta.

Obs. 2: Adele e Amy capitalizaram sua dor, escreveram músicas que as levaram ao topo das paradas musicais e as deixaram milionárias! Prá você ver que podemos ganhar até com a dor!


1- Garçom - Reginaldo Rossi ( Letra e   Vídeo )





2- Detalhes - Roberto Carlos  ( LetraVídeo  )




3- Adele - Rolling In The Deep Vídeo e Letra com tradução




4- Amy Winehouse -  Back to Black   ( Vídeo e Letra com tradução )




5 -  Nara Leão - Com açúcar e com afeto ( Vídeo e Letra )




6 -  Bill Withers - Ain't no Sunshine ( Vídeo e Letra traduzida )




7- Nana Caymmi - Não se esqueça de mim (Vídeo e Letra )




Sei que tem muito mais, contudo preferi ficar com as que apareceram espontâneamente na minha lembrança.

Divirtam-se... Ou não...

domingo, 23 de outubro de 2011

Dia Precioso




“Hoje é outro dia preciosos sobre a terra, vamos vivê-lo com alegria.”
Louise Hay


Pensei em como fazer isso, dizer esta frase e sair para um dia num país em guerra, por exemplo. Deve ser difícil ou mesmo impossível. Mas então veio uma hipótese, será que uma pessoa com uma mentalidade dessa viveria muito tempo num país assim?

Existem pessoas que estão vibrando em guerra mesmo sem ter consciência disso e elas se juntam em lugares para realizarem suas crenças. Se, por acaso, alguém mudar de mentalidade, muda também de país, a guerra não acaba, mas a pessoa é tirada da situação.

Tem uma idéia que diz que cada um vive o que acredita profunda e constantemente, mesmo as coisas desagradáveis, elas não sabem que crêem nisso, na maioria das vezes, mas a sua própria realidade conta, através das vivências, no que ela anda focando sua atenção.

Sabemos pouco sobre o que nos governa, na maioria das vezes seguimos cegos e surdos as nossas forças internas. Confiamos muito no nosso consciente, só que ele é realmente a ponta (inha) do iceberg. Dizemos: Eu só quero o bom, só desejo o bem, mas tenho experiências horríveis com pessoas e situações traumáticas. Por quê?

Acredito que não olhamos fundo nossa mente, ficamos na superfície e não conhecemos crença e vivências enterradas no fundo de nossa psique. Para mim são elas que nos jogam nas experiências boas e ruins. A questão é que não assumimos responsabilidade, gostamos de parecer vítimas do destino, algo como sorte ou azar. É claro que não controlamos tudo... Mas também não somos folhas ao vento. Eu penso que dançamos com o universo damos um passo e ele responde, ele dá um passo e nós respondemos, se nos harmonizamos essa dança fica gostosa mesmo quando é mais agitada, se não nos harmonizamos, atropelamos os acontecimentos e somos atropelados por ele.

Temos que sentir o ritmo da vida e nos encaixar nele, então mesmo quando vier turbulência passaremos por ela com serenidade e poderemos realizar a frase que citei no começo. Viveremos com alegria um dia precioso! Seja ele em que lugar for.

Namasté!


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domingo, 16 de outubro de 2011

Risco




O que é se arriscar?... Penso que deve ter algo ligado à dor... O risco maior que temos é nos machucar e nos machucar implica dor, seja ela dor física ou dor emocional. E o risco maior, para os ligados ao corpo, é a morte; a morte do corpo ou a morte psíquica ou ainda apenas a sensação de morte; quando estamos apaixonados e o objeto da paixão se vai para longe é esta a sensação que temos, a que morreremos ou que foi tirado um pedaço e o vazio cria uma dor que sufoca.

Então eu acho que quanto mais uma situação é passível de provocar alguma dor, mas achamos arriscado. O interessante é que não dá para viver plenamente sem sentir, pelo menos uma vez, dor... Quando falamos da vida esquecemos este detalhe, só dizemos que é bonito, é um presente, uma dádiva divina, que é algo que temos de mais precioso. E isso é verdade, mas dentro disso tem a dor.

Uma parte da vida é se relacionar com a dor e quanto mais negarmos isso mais sentimos dor, e pior, reincidimos nas mesmas situações dolorosas, repetimos, repetimos, repetimos sem quase aprender nada com ela, a não ser ficar ressentida e sem fé. Aborrecemo-nos mesmo! Começamos a duvidar da alegria e por aí vai.

Precisamos enfrentar a dor, ser amiga dela, ela é professora e, por incrível que pareça, quer nosso bem. É ela que nos dá limites e nos mostra os caminhos melhores. Não precisamos temê-la, mas respeitá-la, ouvi-la, aprender com seus ensinamentos.

Então a vida e o risco nem parecem mais algo a evitar, podemos, de vez em quando, mergulhar nele, pois sabemos que sairemos do outro lado mais fortalecidos e sábios.

Namasté!


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sem endereço



O amor não tem endereço
nem de chegada, nem de partida
É como o ar
não tem moradia, é de todos
e de ninguém.

Nanda Botelho.



Achei que Salvador Dalí e liberdade combinavam, para mim ele foi bem corajoso de ser louco, e só os "loucos" podem amar realmente. Precisa-se estar livre de amarras e conceitos para poder saborear este sentimento.

sábado, 8 de outubro de 2011

A Delicadeza da Mente Humana




A mente humana é muito delicada. Qualquer coisa a marca. Uma criança é alguém que precisamos proteger. Pois seu cérebro em formação pode ser marcado de maneira definitiva por um simples comportamento descuidado. E daí para formar um adulto abaixo de seu potencial é facinho.

Abandono e mau trato são os mais óbvios comportamentos que causam um desencaminhamento de virtudes. Mas esses não são tão perigosos, pois são visíveis. Pior mesmo é o desinteresse ou falta de sintonia parental. Um pai ou mãe mais ocupado consigo mesmo do que com as necessidades do filho.

E isso inclui aqueles pais amantíssimos que trabalham tanto para “dar tudo ao filho” que ficam tão esgotado energeticamente que nem olham para o tal filho. Só querem saber de dormir, relaxar, se isolar numa TV ou jornal. A paciência falta, o desejo de sumir é recorrente e ele é permeado por uma sensação de injustiça eterna, já que o filho não reconhece o sacrifício que ele faz.

O filho reclama, se rebela, se afasta e o pai não entende. Nossa mente é alimentada, principalmente, pela sensação de que somos imprescindíveis para quem elegemos como figuras significativas. E na maioria das vezes só reconhecemos isso quando as pessoas nos olham com empatia, paciência, carinho e firmeza. Não adianta estudar na escola mais cara, ter toda a tecnologia possível, vestir-se com grifes famosas, viajar, ter uma casa de matar de inveja. É preciso sentir o afeto vindo do calor de um olhar.

Nossa mente é frágil, precisa de proteção, de dedicação. Conforto material é bom, mas não é tão importante quanto paciência e firmeza parental, na educação de uma pessoa.

É a falta disso que gera, acredito eu, a maioria dos comportamentos tresloucados dos seres humanos, com a exceção aí dos que já nascem desconectados afetivamente (psicopatas).

Namasté.


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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carma e Reencarnação



Elizabeth Clare Prophet e Patrícia R. Spadero
Tradução: Maria Odila Pereira Miguel
Rio de Janeiro: Nova Era, 2008
206p



A autora é uma americana que desde a década de 1960 trabalha com temas ligados à espiritualidade. E traz uma perspectiva que acho interessante para lidarmos melhor com as bênçãos e desafios do caminho da vida. A idéia de carma. Que “nos diz simplesmente que tudo o que acontece conosco no presente é resultado daquilo que nós mesmos desencadeamos no passado – seja há dez minutos ou há dez encarnações”, “nos indica, basicamente, que tudo o que fazemos voltará para a soleira de nossa porta, algum dia em algum lugar.”

Isso é uma coisa que parece muito lógica, aquilo que plantamos colhemos. Esse conhecimento exige que prestemos mais atenção ao que estamos fazendo momento a momento. Nos chama para responsabilidade daquilo que acontece em nossas vidas e nos dá amparo para enfrentar os desafios que, às vezes, nos tiram as forças. Acho inteligente aprender esse conceito para forjarmos uma vida mais gratificante.

A autora, às vezes, cai num exagero, que beira a condenação religiosa, mas nada que atrapalhe muito a leitura do todo. É preciso ter cuidado para não confundir carma com castigo ou punição. Ele é apenas um resultado e tem muito a ver com nossa intenção consciente e conhecimento espiritual, quanto mais sabemos, mais responsáveis somos.

De qualquer forma o livro abre a mente e ensina como superar as dificuldades e aproveitar as bênçãos que recebemos ao longo da existência. Dá muita ênfase à prece, à mentalização elevada e positiva, como meio de purificar resultados negativos. E, o mais importante, como aprender a desenvolver virtudes a partir das dificuldades e dores.

Boa leitura!

Leia também: Antes de tudo somos Espíritos



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Podemos Mudar







Nosso comportamento é moldado por no mínimo duas coisas. O temperamento que nascemos e as experiências que passamos, principalmente durante nossa infância, que é o período no qual nosso cérebro se ajusta até um amadurecimento completo.

Quando a psicanálise colocou a culpa de todas as desordens mentais no papai e mamãe, ela não estava exagerando ou sendo cruel. O papai e a mamãe podem ajudar muito ou atrapalhar muito o desenvolvimento de uma pessoa. Claro que não são só eles que fazem isso, toda pessoa significativa, tem esse poder.

A questão é que normalmente elegemos alguns para serem mais importantes e lá estão, de novo, papai e mamãe. Eu não sou psicanalista e nem limito tanto as coisas. Mas confio que essa dupla ainda é indispensável para o desenvolvimento sadio ou não de um ser humano.

Nosso temperamento pode ser basicamente tímido ou ousado e variações desses dois aspectos. Um par de pais que saibam agir pode aliviar a timidez ajudando um ser introspectivo a observar a vida de forma mais ousada e segurar a onda de um ousado para que ele não se sinta o todo-poderoso, achando que pode fazer o que bem entender em seu benefício apenas.

Eu li que temperamento não é destino, então é possível nos primeiros anos dar equilíbrio a quem nasceu carente disso.

Agora, o bom, é que se os pais não conseguem fazer isso, a sociedade criou os pais substitutos para pessoas já adultas que são os psicoterapeutas, aqueles que estudam e podem fazer um processo de reeducação emocional. Quase como uma alfabetização para adultos. Nosso cérebro é mudável em qualquer época da vida. Podemos, com empenho e disciplina, transformarmos comportamentos desagradáveis e destrutivos em algo melhor. Acredite! Já é provado cientificamente.

Namasté!


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