terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Nunca Fiz Análise...


Li no jornal recentemente que o autor de novelas Aguinaldo Silva, declarou em seu blog: "nunca fiz análise, para não ter que deitar em um sofá e contá-la (minha vida) a um estranho..."
Ele me lembrou do meu texto "Porquê procurar ajuda terapêutica.", essa coisa antiga de não querer contar sua vida para um estranho. O mais interessante neste caso é que ele não contou a um, mas a milhares de estranhos, através do blog. Qual será a diferença?
Precisamos mudar essa ideia, para podermos usufruir do benefício da psicoterapia. Não se conta a vida para "um estranho" e sim para alguém deslocado, distanciado dos laços afetivos egóicos, o que deixa essa pessoa mais lúcida para ajudar quem passa por um problema. O terapeuta não fica "um estranho" para sempre, há uma relação amistosa, principalmente se o terapeuta for de abordagens humanistas ( Centrada na pessoa, Gestalt, Bioenergética,etc). O distanciamento é da neurose de uma relação íntima, na qual existe geralmente, cobrança, julgamento, acusações.
Contar sua vida para alguém treinado em ouvir é benéfico e inteligente, não é preciso ter medo. Preconceito atravanca a mente, precisamos identificá-los e dissolvê-los.
O que você acha? Faça um comentário!


fonte: Caderno C - Jornal do Commercio - 24/12/08

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Louco

Este é o Louco, no baralho de Crowley, eu falei dele no texto Vamos Acreditar, dia 25/12/08. Acho que é essa postura que devemos ter para aprender algo novo. Braços e mente aberta, confiante, indo além do medo(tigre na perna) e de todas as dificuldades. Uma semente (fechada) não desabrocha, ela fica segura mas não se transforma. O Louco nos convida a saltar para o desconhecido, perder um pouco o juízo, talvez até ser infantil, tolo, só assim damos o primeiro passo. Só de falar isso já sinto um frio na barriga...Será que eu faço isso? Bom ultimamente a internet vem testando os meus medos, venho trabalhado com eles para poder aprender a "decifrar a esfinge Web".

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VAMOS ACREDITAR!



Dizem: Duvide de tudo, seja desconfiado.

Um dia pensei nessa afirmação, porque estava tendo uma certa dificuldade de passar para as pessoas idéias um pouco diferentes.Senti uma resistência, que identifiquei como desconfiança, dúvida.

Parece que somos treinados para duvidar; claro que em certos momentos é interessante, mas precisamos aprender também a abrir mão dela. Às vezes só saímos do canto pela fé; essa coisa que não se explica, mas dá ousadia de começar algo novo.
No tarô temos um modelo desse estado, o arcano 0, O Louco, sim, o sem razão, sem juízo. Louco é quem perdeu a razão, se descontrolou, perdeu o raciocínio (comum) e o bom senso. Às vezes é preciso esse estado para fazer uma mudança, e por isso o arcano 0 representa um início, o potencial de algo, o vazio criativo. Aparentemente é bobo, mas na verdade é um visionário, alguém que está vendo longe e arriscando se guiar por novas idéias; ele está aberto, confiante, disposto. Tem a mesma confiança que uma criança tem, sem noção. Não estou dizendo que devemos permanecer nessa postura, mesmo no tarô a carta que se segue é a do Mago que simboliza a volta da razão e direcionamento; mas precisamos de vez em quando nos jogar para realizar mudanças. Não duvide de tudo, algumas coisas se deixe experimentar primeiro de coração aberto, sem pé atrás, confie em você. Confie que você sabe se cuidar, mesmo que caia e se machuque. Diga: eu dou conta! Eu dou conta dos possíveis ferimentos, se houver. A confiança real é uma confiança em si, na sua capacidade de se regenerar, se curar e começar de novo. E vou lhe dizer, nem toda vez que o Louco convida você a se lançar você leva uma queda, às vezes você voa! E alto, cada vez mais alto!

Principalmente se sua vida não está num momento agradável, salte! Este salto primeiro é na mente, saia de um pensamento estreito, restritivo; se depois isso virar uma ação tá bom, porém o mais importante mesmo é saltar no juízo, no raciocínio.

É desse salto que eu falo, você sempre pensou de um jeito e esse jeito hoje não está mais lhe dando resultados positivos, lhe estancou; procure outro ângulo! Outra forma de ver a situação. Se der, vira de cabeça para baixo vai por um outro caminho. Abra a mente! Permita-se pensar diferente. É disso que eu estou falando, nessa hora não duvide, confie em você e salte! Salte para dentro de si mesmo, vasculhe seus arquivos mentais e renove-os, refresque-os. Você vai ver que a vida fica diferente e mais interessante.

Namasté!

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A Dificuldade Inicial


HEXAGRAMA 3: A dificuldade inicial
O começo pode ser difícil, mas depois de superarda a dificuldade inicial as perspectivas são favoráveis. Aceite a ajuda do universo. Não assuma postura agressiva, mas também não desista.

FLORAL: GORSE
Sentimento de confiança e esperança no futuro, otimismo, força de vontade, fé na vida.

AFIRMAÇÕES:
Relaxo e avanço com alegria, facilidade e conforto.
Minha vida é um sucesso.
Agora vou além dos velhos medos e limitações.
Dou-me permissão para relaxar

Ás vezes para a gente se por em movimento leva um tempo e parece muito duro, mas isso é só no começo. Se mantivermos a mente positiva, passaremos dos obstáculos iniciais e teremos nossa recompensa. O floral Gorse pode ajudar, desenvolvendo a fé inabalável na conquista; as afirmações são para você por a mente no estado positivo, escolha uma e repita como se fosse uma oração, sinta-a, deixe seu corpo ter as sensações das palavras, e bom trajeto!

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DEUS É UM ALVO GRANDE


A primeira vez que ouvi essa frase, me deu um grande alívio. Para mim isso significava que eu não podia errar na minha busca; para qualquer lado que eu seguisse encontraria lá aquele algo que eu andava buscando. Podia então relaxar e só aproveitar o caminho, podia até errar o traçado, não importava estaria sempre no rumo. Não precisava me preocupar, criar ansiedade, ficar tensa. Estaria sempre no bom caminho. Isso não quer dizer que não seria cuidadosa, prudente, amorosa. Porque se eu for desleixada, o caminho fica desagradável, eu não perco o alvo, mas o caminho, o trajeto; fica triste, doloroso e isso definitivamente eu não quero.

O que essa afirmação me trouxe foi relaxamento , calma, confiança, apoio. Imagino um grande abraço me esperando ao final, como os pais ficam esperando o cambaleante caminhar de um bebê aprendendo a andar. Às vezes caímos, mas se não desistimos aprendemos. E não estou dizendo que o abraço só vem no fim, não, somos constantemente abraçados, incentivados ao longo do percurso; como se fossemos maratonistas que vai encontrando fãs para apoiar o trajeto.

Deus está realmente em todos os lugares, através do visível; pode ser uma brisa, um animal, um desconhecido, desses que quando a gente está perdido chega e do nada pergunta: posso ajudar? Não espere deus no fim, ele é um alvo imenso, não é uma pessoa, é seis bilhões, não é um objeto é todos os objetos, mão é um animal são todos. Nós estamos tão imersos nele que nem o notamos, é como dizem de uma gota do oceano que não sabe ser o oceano.

Agora me dei conta de algo... Não há alvo, não há trajeto,não há meta; essa é mais uma de nossas ilusões de ótica, de percepção, vemos distância que não existe, como uma miragem, o percurso é deus, é o divino. Esteja no divino quando trabalha e ganha seu dinheiro, quando vai ao shopping e compra, quando faz sexo; sinta que está imersa nesse estado de ser, sim porque deus como eu vejo é um estado de existir em alegria. Fique alegre por existir, por poder experimentar essa aventura interna e externa: a dimensão terrena. Ela não é só bonita para fora, por dentro também é.

Você já pensou na beleza de um pulmão respirando? Como é mágico! E uma sensação interna provocada por um pensamento, saudade, tristeza, alegria... Você já acompanhou um pensamento seu desde o nascimento até as próximas associações? Já descobriu e nomeou um sentimento? Tudo isso é aventura; tudo isso é deus!
Deus é um estado de ser, é um estado de estar no paraíso, e quando estamos neste lugar contagiamos os outros com esse divino, não se ocupe demais em mudar o mundo, não dá tempo! Procure estar o maior tempo possível nesse estado de ânimo e siga o comportamento reto, aquele que a gente sabe lá no fundo que dá mais trabalho, mas é o melhor, e você estará fazendo um processo de transformação poderoso.

Lembre-se, deus é um alvo grande e você está imerso nele, como se estivesse numa banheira de água morninha, você só precisa saber disso, você está lá, mas não sabe, pensa que está fora e deseja ir para dentro quando só precisa sair da ilusão de estar noutro lugar.Deixe-se perceber, faça como um exercício, diga: Eu quero me perceber dentro “da banheira de água morninha, relaxando, sendo cuidada, recebendo calor eu quero perceber onde eu já estou, não preciso me esforçar, não preciso sofrer, só preciso me dar conta, e posso fazer isso de forma leve, prazerosa, tranqüila, porque deus é um alvo tão grande que não há chance de eu perdê-lo, ele sou eu e eu sou ele. Nós somos o divino encarnado, apenas perdemos a consciência disso; e a única coisa que precisamos fazer é relembrar, perceber, se dar conta dessa verdade.


Namasté!

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ALTRUÍSMO E EGOÍSMO


Fala-se muito em altruísmo, e repudia-se o egoísmo como se fosse uma praga. Muito do que acontece hoje de desagradável pensa-se ser culpa dele. Fazemos cara feia para esse sentimento que achamos produzir um comportamento mau, pouco solidário e de destruição. Ninguém quer ser taxado de egoísta, temos medo de sermos considerados assim, pois o egoísta está condenado à solidão e ao repúdio social. É tanto medo que nem paramos realmente para pensar sobre o que é ser egoísta; queremos logo ser altruístas, bonzinhos, amados. Nossa auto propaganda é : Faço tudo pelo outro. E esse outro não reconhece, não retribui; egoísta é sempre o outro, eu não.

Terminamos vivendo uma proibição de pensar em si mesmo, em nossas necessidades. O engraçado é que todos só pensam em si, na realidade, e imaginam que pensam nos outros. Até o mais generoso dos seres humanos quando diz eu faço o bem, emenda logo atrás dessa frase : por que me faz bem; então fazer o bem para o outro, faz primeiro bem para si, se não fosse dessa forma ninguém repetia o ato. Observar suas necessidades não é egoísmo? Então fazer bem para o outro também não é no fundo um ato egoísta?

Não acredito que hoje já somos altruístas de verdade, nem esse que acabei de descrever; aquele que faz o bem para o outro porque faz bem para si. O grupo maior na terra faz de conta que é generoso; por trás disso está o desejo de ser aceito, querido. Nos forçamos a ter atitudes dedicadas aos outros porque esse tipo de comportamento é recompensado com elogios, reconhecimento. Devemos; repare que é um dever, devemos olhar o outro, pois isso faz com que nossa auto imagem diante o grupo fique boa. Nossa educação não faz brotar o altruísmo em nós, não deixa florescer a real solidariedade, fazemos por dever e não por prazer. Acho até que mentimos em nossa solidariedade; muitas vezes queremos dizer não, mas dizemos sim por obrigação.

Nascemos profundamente egoístas, todo bebê só pensa em si, o mundo gira a seu redor tudo é para si, pessoas, objetos, atenção, etc. Eu sou o centro do universo e tudo é para mim e por mim. Esse é nosso estado natural ao nascermos. Acho que no bebê funciona, se não fosse assim não sobreviveríamos. Com o passar do tempo vamos descobrindo que além de nós existe os outros, entendemos aos poucos que vamos ter que dividir tudo com todos, que decepção, tudo não é só para mim! Esse deveria ser um processo natural, devagar poderíamos descobrir a graça de compartilhar e suas vantagens, mas acho que a coisa não se dá bem assim, ficamos com raiva, não queremos dividir então entra a educação, nos obrigando, forçando, castigando quando não queremos fazer.

Para nascer um altruísta precisa-se mergulhar no egoísta, penso que precisamos ser profundamente egoístas, totalmente para depois desembocarmos no outro lado, e ser solidário, não por obrigação, mas porque já havia se dado tanto que transbordava para todos. Ninguém que tenha pouco dentro de si pode dar algo realmente, damos com uma energia de falta, então logo cobramos de volta; pode ser reconhecimento, algo material que esteja nos faltando, amor, consideração, seja lá o que for cobramos. Ficamos parecendo até agência bancária, sim emprestamos, mas depois cobramos com juros altíssimos. E dizemos, é assim mesmo porque amor é troca, talvez devêssemos dizer é barganha, eu lhe dou um pouco você me dá o que me falta.

Por isso não acredito no altruísmo atual, vejo com certa desconfiança a generosidade de hoje, geralmente sou cobrada pelo que recebo, não percebo as pessoas darem sem querer receber nada em troca. Para mim essa é a verdadeira bondade, dou porque tenho muito e você não fica me devendo nada; as pessoas até falam assim, mas na hora de agir... Ainda não somos realmente honestos conosco, principalmente quando se trata de uma avaliação minuciosa do lado negativo de nosso comportamento. É possível que falando de nós mesmos só tenhamos pontos favoráveis, somos honestos, justos, generosos, bonzinhos...

Existe um conto de Oscar Wilde que fala disso: “O amigo fiel”; conta a estória de um homem rico que se dizia amigo de um homem pobre, mas sua amizade e generosidade só se mostravam na hora de tirar do pobre e o rico tinha uma imagem de si do melhor homem do mundo, não via o que fazia de jeito nenhum. Às vezes penso que somos assim, não nos vemos de verdade, estamos lá esfolando o outro e nos considerando generosos por fazer isso, e dizendo que o outro é ingrato de não aceitar nossa bondade.

Somo bicho esquisito, toupeira de nós mesmos não enxergamos de nós um palmo. Temos uma auto imagem distorcida, às vezes só luminosa, às vezes só sombria, e o engraçado é que realmente não somos nem só luminosos nem só sombrios. Agora, uma coisa é certa não somos atualizados, ou seja, não vivemos no presente, respondemos ao hoje com o nosso passado e isso faz com que nossas atitudes sejam ineficientes, ficamos cristalizados repetindo comportamentos que não servem par aquela situação atual, penso que isso é que faz com que nossas ações pareçam erradas, na verdade elas são baseadas em distorções perceptuais.

Como já disse, para nascer um altruísta, precisamos mergulhar nesse “egoísmo”, que é olhar nossas necessidades também, além de olhar ao redor, olhar para si e poder dizer sem medo de ser condenado, não, eu não quero e sim, eu quero isso para mim. Como o todo é um organismo vivo as pessoas que se precisam irão se encontrar e trocar naturalmente suas abundâncias. Ah! Isso está sobrando, tenho demais de tal coisa ou sentimento e aí transborda para um outro que tem muito de outra coisa e corre para distribuir para outro; generosidade seria então receber. As pessoas se encontrariam, não precisaríamos nos preocupar, pois viveríamos num mundo de ricos e não de mendigos ambiciosos guardando para trocar com mais valia. Enquanto formos pobres de coração não haverá real altruísmo; e sim dever com capa mais bonita. Dar sem esperar nada, absolutamente nada, em troca porque se tem o conhecimento que nada nos falta, ainda não existe, mas é possível, se começarmos a ser mais honestos conosco, reconhecendo nossas próprias necessidades e indo primeiro busca-las por um tempo, até sairmos ricos do outro lado.Seria assim: Eu me dei tanto que agora posso transbordar, não porque o outro precisa, mas porque é minha natureza. Seríamos como o sol, a chuva, o aroma das flores, apenas sendo e irradiando, e do nosso ser benefícios viriam sem nenhum esforço, sem nenhum sacrifício, meu estado natural é vibrar generosidade não seria um ato planejado de dever, mas um existir.

Penso que é possível esse grau de altruísmo, mas não antes de conhecermos nosso egoísmo, essas coisas não se aprendem como conhecimento, na escola, elas são vivenciadas e transcendidas na experiência, no treino, no acolhimento dos aspectos mais inferiores, permitindo que eles gradualmente se elevem e se transformem como lagartas se transformam em borboletas.

Minha proposta é vivam com consciência o egoísmo, e ele se transformará em altruísmo; porque essa é a natureza das coisas.

Namasté!

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sábado, 1 de novembro de 2008

O SONHADOR



O sonhador é aquele tipo de pessoa que apenas planeja, não executa e quer ter o resultado daquilo que não fez. E se revolta, por não ter. Colocando-se numa posição de vítima, coitado, azarado.
Sua frase predileta é: “Eu não consigo”.
Ele pensa que nada dá certo para ele. Sonha que se esforça, mas não é bem verdade, o que acontece é que ele deseja, infantilmente, ter resultados máximos com esforço mínimo. É aquela pessoa que faz um dia de dieta e quer perder quilos no outro, que quer ver resultado imediato com seu pequeno esforço, que joga tudo para o alto no primeiro obstáculo, e se vê como uma pessoa fraca e fracassada, achando tudo muito difícil e impossível.

Sim, lá no fundo dessa pessoa tem um aspecto que diz: “É impossível” você nunca terá isso; pode tentar e não vai conseguir, isso não é pra você. Então a pessoa se põe numa luta consigo mesma só que dá mais força ao aspecto negativo, pois nossa educação nos faz acreditar mais na realidade negativa do que na realidade positiva. Pendemos freqüentemente para a catástrofe, apostamos na derrota e assim nos sentimos seguros e no controle. Eu não posso me machucar se já espero o pior, o fracasso; usando essa estratégia pensamos que nos ferimos menos; pode até ser verdade, o problema é que criamos uma barreira para o sucesso, podemos até ter uma certa vitória, mas não completa. Com o mecanismo de segurança metade da realização se esvai. E como nós, na maioria, nos sentimos inferiores, o que acontece é que essa maioria, no resultado final da equação, fracassa totalmente. Uma pequena parcela tem um sucesso “meia bomba” e 0,001% da população mundial existe plenamente, tem sucesso, não só material, mas existencial principalmente.

Na verdade o mundo é dos sonhadores, aqueles que querem, mas não conseguem. Vivem frustrados, amargurados, infelizes. E aí se revoltam. Uns criam depressão, ataques de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, síndrome do pânico e por aí vai. Outros viram bandidos, tirando de quem conseguiu algo, o que eles acham que lhes faltam. Esse bandido pode ser o que assalta na rua, ou aquele cidadão que superfatura um produto ou serviço, que paga mal ao seu funcionário, que embolsa dinheiro que não é seu, que fica tentando levar vantagem rápida em cima do outro( que ele sonha que conseguiu mais, portanto tirou dele).

No fundo o sonhador é preguiçoso, ele quer com o mínimo esforço ter muito, só que nessa dimensão em que vivemos o buraco é mais embaixo, é uma dimensão de tempo e esforço, é preciso persistência paciência e empenho para materializar qualquer coisa, desde reputação a uma casa, por exemplo. Onde não preciso disso é na dimensão astral na qual o pensamento materializa quase instantaneamente. Aqui temos um atraso, pensamos hoje materializamos alguns anos depois.

O sonhador ainda atrasa mais esse processo; pois ele pensa hoje, começa a fazer amanhã e depois de amanhã desfaz tudo, achando que não vai conseguir, então começa tudo de novo e por aí vai, dando dois passos para frente e um para trás. Ele anda, mas parecendo uma lesma, duvidando, retrocedendo, tendo resultados insignificantes. Ele fica muito revoltado, mas não adianta reclamar só ele mesmo pode mudar sua vida. Mas o que é pior, nesse momento ele sonha com um salvador, alguém que vai livra-lo de toda a agonia num estalar de dedos, pode ser alguém, uma situação, ou mesmo deus: o grande salvador! E ele tenta, tenta, espera, espera... e... NADA!

Então ele se revolta por completo e nega a vida dizendo que não há nada no mundo que preste, ninguém que valha a pena, até deus o abandonou ele está só, aniquilado, completamente derrotado.Neste momento o sonhador pode acordar ou cair num sono mais profundo: a morte psíquica.

Se ele acorda, começa a assumir responsabilidade pela própria existência e felicidade. E vai pelo único caminho que pode realmente salvá-lo, o autoconhecimento seja lá por que método for (psicoterapia, religião, mestre espiritual).

Se ele cai num sono mais profundo ele experimenta a única morte possível a morte em vida, aquela que nos tornamos zumbis, semi vivos com um fio de respiração mas sem prazer nenhum, nada é bom, tudo é tédio eterno e até deseja a morte física achando "materialistamente" que tudo acaba aí. Não pensamos: E se a morte física, a decomposição do corpo não for o fim total? Já pensou viver eternamente mudando de corpo e vazio por dentro? Acorde antes morra para idéias ruins isso é solução, deve sim existir uma morte, mas ela não deve ser física, ela deve ser mental, morra para o sonhador, ressuscite para o realizador e depois para o não fazedor, aquele que se liberou, ele não age mais ele é “agido”, o universo faz você só deixa, não há esforço aí, só há prazer e plenitude.

Repense o modelo do sonhador, ele só traz insatisfação, verifique quando você se coloca nessa situação, responsabilizando todos e tudo por aquilo que você não consegue. Na verdade o único responsável é você. Se conseguir o mérito é seu, se não conseguir também é. Assuma responsabilidade e poder em sua vida. Mude seu pensamento, sua crenças, questione o que lhe ensinaram como verdade absoluta. Faça perguntas! Não acredite em tudo que lhe ensinaram como verdades da vida até hoje. Rebele-se e não se revolte. Comece a pensar: E se eu fizer diferente? Quase como se fosse um cientista da vida, um desbravador de idéias.

Pergunte: E se eu assumir a responsabilidade sobre não conseguir o que quero? O que acontece? Talvez seja apenas a estratégia que não serve para você. Ache a sua forma de materializar planos. E não se esqueça na dimensão material devemos contar com o tempo, pensamos hoje, realizamos, às vezes, anos depois, mas quanto mais você domina seus pensamentos mais fica rápido e fácil.

Dominar seus pensamentos é ser senhor de si. É poder escolher aquilo em que sua mente vai se focar é ser o condutor da sua mente e não ser conduzido por ela. Como estamos, nós somos servos da mente, ela pensa nós executamos. O contrário é você está no comando e a mente ser um instrumento poderosíssimo de materialização terrena. Experimente domar a mente, experimente escolher o que pensa e acredita. Você pode! Você não é menor que a mente. É só aparência. Não se iluda mais! Você não é escravo da mente e dos instintos, não acredite mais nisso.

Decida: Eu quero acreditar que eu sou o mestre de minha mente. Eu quero acreditar que posso manifestar, através do pensamento e da persistência qualquer coisa que eu imaginar (boa ou ruim), sou eu que materializo em minha vida. Eu posso!

Esse pode ser um início, um despertar. Não pense que amanhã tudo vai ficar diferente, isso é coisa de sonhador. A semente que se planta hoje, dará frutos com certeza se for cuidada e tiver tempo necessário para se desenvolver.Não plante com fome, esperando se alimentar desse fruto agora saiba esperar e cuidar.

Não se preocupe, sua fome será saciada. Confie. O universo sempre cuida de você, se você não atrapalhar com sua falta de fé. Foi o universo quem criou você ele tem poder para lhe manter, se você fizer sua parte e deixar de ser sonhador.

Namasté!

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

VERDADE E MENTIRA


O que é dizer a verdade? Quem está pronto para ela? Jesus dizia que a verdade nos libertaria. Todos dizem que querem “a verdade”. Qual verdade nós queremos? Você a ouviria? Você já se perguntou qual a sua parcela de responsabilidade na mentira do outro?

Ouço muita reclamação sobre a mentira. Quando falamos dela geralmente apontamos nosso dedo para o outro: é ele que mente, nós somos sempre vítimas da inverdade do outro. Dizemos: Não era mais fácil falar a verdade?! Era? Realmente é tão fácil dizer a verdade?!

Crescemos numa sociedade que discursa sobre a verdade e vive na mentira. Aprendemos desde cedo a mentir, inclusive que mentir é igual a ser gentil, mentimos para não magoar, quem diz a verdade é mal educado, grosso, insensível. Queremos verdade, mas não nos preparamos para ela; associamos ela a dureza, a crueldade, a falta de gentileza, a perdas. Se você disser tal coisa, vai perder (o emprego, o namorado, suas conquistas, etc). Sim associamos a verdade a perda. Mentimos geralmente porque não queremos perder. A verdade faz todos irem embora, faz não gostarem de você.

Essa é uma sociedade muito maluca, falamos, mas não fazemos. Parece até que somos todos políticos, prometemos e não cumprimos, ou marqueteiros, “propagandeamos” e não correspondemos. Enfeitamos e vivemos de aparência.
Será que a verdade é realmente nua e crua? Será que toda verdade é dolorosa como nos fazem crer? Será que realmente a verdade nos faz perder coisas, pessoas, posições? E se ela nos faz perder, será que o que perdemos é realmente importante? Será que vale a pena manter algo pela mentira?

A verdade nos liberta... Mas do que? Onde nós estamos presos? Do que precisamos nos libertar? Que liberdade é essa?
Que verdade é essa que queremos tanto ouvir? Por exemplo, esposas traídas geralmente usam essa frase: Por quê ele não me disse a verdade?!... Qual? A que de vez em quando ele a odeia? E que vez por outra sente atração por outra mulher? Ou que apareceu uma mulher interessante que complementa a relação do casal inicial?
Fico pensando, como essa mulher iria ouvir essas declarações? Certamente acusando-o de ser cruel, de que não a ama mais, ia fazer um drama, talvez até se separar precipitadamente. Será que essa mulher tem base para acolher, dissolver e ampliar essas questões que sim, fazem parte do casamento!? Eu, não acredito. A verdade que as mulheres querem ouvir é: Você é a única, a mais importante pessoa. Sou cego para qualquer mulher que não seja você! Todos sabemos que isso é mentira! O romance não é linear ele parece mais uma onda, que sobe e desce; ora eu gosto muito, ora odeio muito, ora só tenho olhos para você, ora vejo quanta mulher interessante tem no mundo. E isso vale para ambos os sexos.

Parece que a mentira nos dá segurança, vivemos num mundo de fantasias no qual não corremos riscos, isso é casamento, uma ilusão. Veja bem, se unir em dupla não é ilusão, o que é fantasia é você achar que existe segurança nesse acordo, que ele não vai mudar nunca, que não vai oscilar, às vezes chegando quase que uma separação e depois voltando.É uma ilusão você achar que depois de 10, 15, 20 anos nessa dupla não aparece um terceiro, mesmo que seja em sonho. Você esconde isso porque acha que vai magoar o outro se disser: Minha paixão oscila, ela vai do vermelho sangue ao branco cândido e às vezes fico apático desejando coisas e pessoas novas. Aprendemos que dizer isso é desrespeito... Sim, a verdade é desrespeitosa, maltrata, e como somos tão bonzinhos nós mentimos, inclusive para nós mesmos, não sabemos que estamos mentindo e aí somos pegos de surpresa pela mentira do outro, mas o que provavelmente aconteceu primeiro foi você mentir para si.

A mentira do outro é um reflexo da sua própria mentira interior. Pense! Tem alguém que você pegou na mentira? Ela é sua também, você não é vítima, é cúmplice. Ajudou o outro nessa mentira, a diferença é que a dele foi descoberta, a sua ficou na moita. A partir de agora faça o teste; descobriu mentira pergunte a si mesmo: onde também estou mentindo? O que eu não quero, não suporto saber? Em que mundo de fantasia eu me escondo? A verdade vai lhe libertar!

A verdade é evitada por alguns motivos : vergonha, desejo, culpa, medo, são alguns dos principais. Temos vergonha de assumir nossos desejos e medo de nos sentirmos culpados. Somos criados para entender que aquilo que queremos, não podemos e devemos sentir vergonha de querer. Para aprender usamos a culpa, esse sentimento doloroso que imaginamos refrear nossos instintos mais baixos. A verdade é que não refreia, só esconde!

O que nos livra do comportamento destrutivo é a inteligência, não a culpa. A culpa encobre e nós, inconscientemente, repetimos o ato ineficaz, ou seja, não adianta manipular com a verdade instintual para nos fazer parecer civilizados, sim, porque associamos verdade à selvageria, à ignorância; pessoas cultas mentem refinadamente, os broncos e as crianças são verdadeiros. Nas crianças achamos lindo. Oh! A criança é tão verdadeira! Que bom seria que todos fossem assim! Mas na hora de testar, adultos escolhem mentir, deixam a beleza para a criança.

A verdade gera muita confusão. Sim, a verdade bagunça. Há xingamentos, ofensas, choros e ranger de dentes, complica. É mais simples mentir. É mais rápido, mais cuidadoso, mais protetor. Sim, a verdade desprotege, nos sentimos vulneráveis, frágeis. Preferimos ser sensatos. Isso! Ser sensatos. Politicamente corretos. Fazemos apresentações para os outros construírem uma imagem boa de nós, afinal o que vale é a imagem, eu posso ser podre por dentro, mas não posso aparentar, afinal nossas relações são tão superficiais que o mais profundo não é visto. Aprendemos a esconder nosso lado B, nossa sombra.Não quero dizer que só esse lado B é verdadeiro, não! Todos o lados são, tanto a luz quanto a sombra, mas a luz sem a sombra se torna falso, sem força. Nós oscilamos, somos ao mesmo tempo santos e assassinos, somos “e” não “ou”. Não precisamos ter vergonha, medo. Isso foi aprendido, podemos desaprender.

Contam muitas mentiras para nós e elas vêm tão bem embaladas que achamos vitais acreditar. O problema com essas informações é que elas são parciais, mostram só o lado mais agradável, confortável e nos acomodamos aí, presos com uma angústia que não sabemos de onde vem. É um vazio horroroso, que tentamos mais rapidamente preencher com coisas (sexo, compras, comida, diversões, bebidas, etc), precisamos nos anestesiar de alguma forma para não sentir a angústia do vazio, e achamos que isso é parte da condição humana, esse vazio foi cuidadosamente criado, pedaço por pedaço, ao longo de nossa existência. Está tão bem estruturado que acreditamos ser verdadeiro. Não é! É uma ilusão! Um sonho! ACORDE! A verdade o libertará!

Pode ser doloroso, no início, mas depois você se encherá de leveza. Primeiro escute-se, não minta para si. Continue mentindo para os outros se achar mais prudente, mas queira saber toda a verdade sobre você. Dentro só você vê, afinal os outros não têm profundidade suficiente nem para si quanto mais para você. Ninguém vai ver. Diga a si mesmo suas verdades, pergunte, mesmo que você descubra que não queria mais estar no casamento, trabalho, vida... Você não precisa mudar nada no começo. Deixe que seus outros aspectos sejam conhecidos, observe suas nuances, suas complexidades, suas contradições, não tenha medo só você está vendo. Não recomendo fazer essa viagem sozinho, eu não fiz, e conheço gente que começou só e se perdeu. Procure alguém que você simpatiza e que saiba desse tipo de percurso, para lhe ajudar a ir vendo aos poucos, pedaço por pedaço, depois você resolve o que vai fazer; se reutiliza ou joga fora. Torne-se inteiro, sinônimo de verdadeiro, genuíno, fiel. Reconheça o máximo de partes que puder e deixe um espaço para se surpreender consigo. Tem coisas que levam tempo maior. Diga sempre a si mesmo: Eu me aceito, do melhor ao pior, do mais doce ao mais amargo, de A a Z. E a verdade vai podendo se mostrar.

A verdade é o silêncio, se experimenta não se fala, é única, pois é a experiência de ser inteiro, não tem nada a ver com conceitos, teorias. A verdade é o universo para dentro e para fora. Não tem linguagem, é um desabrochar, é existir. O rio desembocando no mar e desaparecendo em algo maior, que é parte de algo maior. Infinito. A verdade lhe libertará!

Namasté!

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

SOMOS MAL EDUCADOS EMOCIONALMENTE

Descobri que muito de nosso sofrimento tem a ver com nossa falta de educação emocional. Lendo livros sobre educação infantil, percebi que se uma criança tem referenciais adultos, ou seja, pessoas centradas, com capacidade emocional de solucionar as situações que aparecem na vida, com inteligência suficiente para não responder automática e repetidamente as solicitações do dia a dia; ela cresce com essas mesmas características, pois elas são apreendidas, mesmo que o temperamento seja explosivo, nervoso.

Vi na minha experiência que gestantes conscientes de seus altos e baixos emocionais, tendo diálogo mental com seus bebês, explicando como se sentia deram à luz crianças colaboradoras, tiveram uma comunicação melhor com elas, resultando em mães mais competentes para descobrir e sanar as necessidades dos filhos. Apareceram crianças ativas, mais colaboradoras não obedientes simplesmente, mas solidárias com a comunidade que viviam. As gestantes que acompanhei não eram 100% calmas ou maduras, mas reconheciam suas falhas e ficavam bem com elas, se aprimorando sem uma carga extra de culpa. Elas estavam podendo ver seus comportamentos disfuncionais, não precisavam mentir pra si que eram perfeitas. A diferença era uma maior consciência de si, um auto perdão quando se excediam, ficavam nervosas ou mesmo rejeitavam a gravidez. Elas aprenderam a considerar essas instabilidades como algo natural do aprendizado humano e conversavam sobre isso com seus bebês, vendo-os não só como crianças, mas como espíritos em desenvolvimento, talvez com maior aprimoramento do que elas mesmas. Observei que esse ponto de vista facilita muito a relação adulto-bebê e que também prepara o ambiente para a educação emocional mesmo que essa mãe não seja tão educada ainda.


Essa é uma luz de esperança para minha descoberta do início: a mal educação emocional .Porque inicialmente fiquei sem saber como quebrar o círculo vicioso da falta de educação. Quem começaria? Será que estamos presos eternamente numa ignorância já que os pais não se preocupam de se educar antes de ter um filho? Aliás, os adultos acham normal serem mal educados, inclusive têm até uma desculpa para isso: “Somos humanos...” Portanto podemos cometer barbaridades sem nos ocupar de aprender. É uma desculpa que até dá orgulho, eu me aborreço, pois sou humano! Veja que maravilha! Sentir dor, culpa, medo, ira, inveja, ciúme, etc nos torna humanos! E qualquer coisa diferente disso é para os sobre humanos como Jesus Cristo, por exemplo. Então nós o colocamos num altar e o reverenciamos como um extraterrestre o único na face da terra capaz da façanha de ser inteligente emocionalmente. Sim! Porque a única real diferença entre Jesus e nós é que ele era educado, adulto, maduro, consciente de si, de seus altos e baixos, ele era humano, nós estamos a caminho, saindo do mundo animal para o humano.

Nos comportamos basicamente como animais que pensam, acredito que se outro animal adquirisse um córtex cerebral como o nosso agiria da mesma forma. E isso não tem nada de errado, nós estamos aprendendo a usar capacidades avançadas, realmente não devemos nos envergonhar de termos comportamentos tão aquém de nossa capacidade. Porém não devemos nos desculpar em nossa ignorância e parar, dizendo: Sou humano... Então me comporto assim e tudo bem. É isso que me faz humano. Será que é nossa ignorância emocional que nos faz humanos?

A vida já mandou vários professores, referências da real humanidade, mas a massa os confunde com deuses e os reverenciam ao invés de seguir o exemplo de refinamento emocional. Somos verdes, mas não precisamos ficar assim para sempre. Podemos nos comportar tal e qual Jesus, Buda, Lao Tse, Mahavir, etc. Podemos fazer muito melhor. Basta nos educarmos emocionalmente e teremos um bônus: parar de sofrer desnecessariamente. Sim porque na maioria das vezes sofremos sem necessidade, por um tempo maior do que o natural e com intensidade maior do que o evento gera e isso tudo por ignorância. Vou novamente citar Jesus que em seus últimos momentos nos lembrou disso dizendo: “Perdoa porque eles não sabem o que fazem”, para mim ele apontou nossa falta de conhecimento e como ela estimula a nos comportar desesperada e equivocadamente. Poderíamos nos lembrar sairmos desse lugar, mas não; nos desculpamos. Afinal somos humanos, lembra?

Voltemos ao início. Como somos educados, ou melhor, mal educados não nos tornamos senhores de nós mesmos, não nos dominamos, vivemos à mercê dos humores que ora estão calmos ora estão revoltos e nós vamos atrás deles nos desculpando (somos...). Sem força, escravos de nossas reações emocionais. Já dizia Lao Tse “Inteligente é quem os outros conhece; sapiente é quem conhece a si mesmo. Forte é quem os outros vencem; poderoso é quem domina a si mesmo”.(Tão Te Ching-poema 33). Quem domina a si mesmo... Pensei sobre isso. Sábio e poderoso é quem se conhece e se domina. O que seria isso? Se dominar... A educação moral confundiu se dominar com se reprimir, então desde pequenos nos ensinaram a nos repreender e reprimir por nossas atitudes animais. Nossos pais querem nos transformar em civilizados, pois quando nascemos fazemos tudo como animais. Defecamos, urinamos, rastejamos, engatinhamos, balbuciamos, nos alimentamos, nos enfurecemos, nos tocamos e nos cheiramos como animais. Então precisamos ser civilizados pelos pais e professores. Como? Reprimindo o nosso animal, pois: Ele é feio! Talvez nós nem mais dizemos que ele é feio, mas nos comportamos assim como ele sendo. É desconfortável para os “civilizados” vêem um selvagem; embora escondido façamos tudo. Tudo que uma criança faz na frente de todos os adultos fazem escondidos. É nesse escondido que está o problema escondemos de nós mesmos a força animal reprimida, perdemos a consciência dessa expressão interna, perdemos vida e inteligência com ela, perdemos energia por ter que faze-la ficar escondida, ficamos apáticos, robôs sem vitalidade. Doidos, completamente doentes e nos chamamos normais.

Então a primeira coisa é conhecer-se em toda amplitude, acessar nosso animal enjaulado, saber ou lembrar que ele existe. Pois é ele que se comporta desregradamente e toma nossa consciência a ponto de dizermos: Eu não me reconheci! Não mesmo, essa parte sua é distante, desconhecida, mal amada, nem mesmo você sabe que existe. É sua parte criança que foi rejeitada, amarrada, deformada, que virou monstro e que dá medo na parte civilizada. Separado, dividido, você é doente descontrolado, mal educado infantil em seu comportamento. Sofre, reage automaticamente, não é esperto para conviver consigo, com os outros, com a vida e suas mudanças. Não consegue amar nem se sentir amado, não fica satisfeita consigo, nem com a vida que leva, vira uma máquina produtora de dinheiro e compras; é a isso que sua vida se resume; a fazer dinheiro e compras. Pense!! Não, não estou exagerando. Vá fundo! Tenha coragem! Você verá também. Para não ver nossa miséria emocional criamos outras, miséria social, doenças; perceba como somos doentes vivemos em médicos, laboratórios, tomando remédios, quando a doença maior é na alma!

Podemos nos educar. Inicialmente precisamos tirar nosso animal do armário, ele vai assustar, talvez dê trabalho e até piore no começo, mas depois ele se acalma e você pode adoçá-lo, montar nele, amá-lo; ele será amigo e sua força vai ajuda-lo a ser feliz. E seu conhecimento vai ajuda-lo a ser inteligente, sábio, como diz Lao Tse. Não mais reagirá automaticamente, estereotipadamente, previsivelmente, você poderá surpreender agindo e não re-agindo numa situação. Poderá dar a outra face, ou seja, surpreender fazendo o inesperado o menos óbvio, o humano real. Como por exemplo: Onde todos esperam agressividade responder com doçura; onde todos esperavam calma responder com ação, etc.

Ser educado é ser livre, é ser você mesmo, é ser eficiente na vida, agir avaliando a situação, o local, os outros e você mesmo, é uma combinação e para cada momento há uma combinação diferente, como um caleidoscópio. Sofremos por não sabermos ser móveis, somos rígidos cheios de fantasias estáticas na cabeça e quando a vida muda, não sabemos acompanhar, olhamos para os lados em busca de respostas que só se encontram dentro de cada uma de nós. E ficamos perdidos sendo jogados pra lá e pra cá, pela opinião alheia, pelos comportamentos esperados, pelas críticas etc. No meio do furacão sem saber o que fazer, paralisados, com medo. Sofremos por ignorância de nossas reais capacidades nos sentimos órfãos sem referência, pois nossas referências são todas externas e não servem para nós, repetimos o passado e ficamos infelizes. Nos magoamos porque não nos conhecemos, não nos respeitamos, não nos amamos e esperamos que isso tudo seja dado pelo o outro que espera a mesma coisa de nós. Somos os piores dos mendigos, pois pedimos esmola a outro mendigo. Não trocamos nada, fingimos receber e dar e ficamos vazios, mentindo para nós e para todos que temos uma vida ótima, que somos felizes, mas temos medo de voltar para casa, de ficar sozinho, de morrer. Isso denuncia nossa miséria, pois é aí que saímos da mentira e vemos a realidade: estamos desperdiçando vida! Numa pseudovida arrumada, com casa, carro, plano de saúde, filho, emprego, mas perca uma dessas peças para ver. Tudo vêm a baixo, pois está num equilíbrio frágil em cima de um vazio, para esconde-lo, para a gente não vê que a vida não tem sentido sem alma, sem liberdade de ser.

O mais importante, como dizia Jesus é o reino do céu, e o que é isso? Nós os idealizamos como algo depois da morte física, na maioria das vezes, mas eu não acredito nisso, porque quando ele falou isso no sermão da montanha, ele estava falando da vida terrena e seus desafios e não da vida depois da morte. Para mim o reino do céu é a alma, é ser você mesmo, é se conhecer é trazer o animal maltratado e reprimido para ser integrado e educado realmente e não atormentado e podado. Essa é uma proposta de educação; aceite toda as suas partes integre-as, conheça-as, ame-as, dialogue com elas, ouça o que elas têm para dizer, mesmo que sejam “indecência escabrosa”, libere-as e conduza o comportamento e não a força, o que precisa de direção é a ação, o comportamento, não a energia interior. Conheça-se e será possível se conduzir para o melhor do coletivo, conheça-se e será mais fácil superar problemas, dores. Conheça-se e será real a felicidade, a saúde, o amor, as relações, o trabalho, as conquistas materiais. Primeiro o reino do céu, e o resto vos será dado. Primeiro conheça-se e você dominará o mundo material. Educação emocional significa acima de tudo conhecer cada pedaço de si e aceita-lo sem ter vergonha, é vê-lo com amor e compaixão. Sem precisar se esconder. Podemos escolher melhor como nos comportar em cada situação e de acordo com cada momento, no presente, atualizado, sem responder com o passado. Inteiros, fortes, maduros. Acho até que maturidade significa inteireza. Não é ser eternamente sensato, é ser atual, presente observando o que cada situação pede de você, aceitando quando você não pode fazer nada, confiando que a própria vida se encarrega nesses momentos, é ser leve e despreocupado, pois sabe que aquilo que você não pode fazer será feito por outras forças; que você não está sozinho nunca, que vive em coletividade e cada um tem uma parte a fazer. Você responde e soluciona desafios com calma, serenidade, confiança. Os sentimentos mais desorganizadores (raiva, ciúme, inveja etc) são vistos, acolhidos e dissolvidos antes até de se manifestarem; há uma maior compreensão dos limites e diferenças dos outros, portanto uma maior tolerância, então se torna mais fácil conviver com outros seres humanos. A miséria interna diminui e a externa acompanha. A riqueza é mais bem distribuída, pois eu não preciso mais ser milionário para ser importante eu o sou por mim mesmo. O luxo se torna o mundo interior e o ordinário aparece como luxuoso. O ar começa a ter mais valor de que um diamante, pois sem ele não existimos, a beleza estará ao alcance de qualquer um, pois todos estarão aptos para ver.

Educação emocional, experiencial me parece até uma panacéia, cura de todos os males, é a água que se bebida cessará a sede é o reino do céu; e é possível para todos e nem é tão complicado de alcançar basta persistência, paciência, empenho e todos podem conseguir, treinando um pouco todos os dias. Deveríamos dar um basta a ignorância espiritual e corrermos a buscar o caminho dessa educação. Sofremos sem necessidade, porque somos mal educados, porque não nos conhecemos por inteiro, os nossos pedaços reprimidos são projetados nos outros e nas situações então corremos a ataca-los e criamos o inferno fora de nós quando seria mais fácil transforma-lo dentro de nós. Quando vamos parar de nos escondermos por trás dessa desculpa de humanidade? Porque sou humano posso e devo ser intolerante, rancoroso, invejoso, medroso, crítico, condenador... Agora podemos estar acima de nossas limitações basta pararmos de nos desculpar e olharmos para dentro. Querer conhecer esse ser reprimido, oculto, reprovado que temos; ficarmos amigos dele, lhe dar uma chance de se comunicar, ouvi-lo e aí sim aproveitar sua inteligência para uma vida plena, satisfeita, feliz, realizada, rica, amorosa!

Namasté!

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sábado, 11 de outubro de 2008

Aprendendo

Estive olhando outros blogs e percebi que o meu estava beeeem simples, mas quero continuar assim acredito que vai ser apenas de textos mesmo, como já disse não sou muito fã de computador, acho que tenho preguiça de usar todos os recursos disponíveis.

Mas também gosto de simplicidade, espaço limpo, meio zen. Então me desculpem, mas acho que esse blog não vai ficar muito "chamativo"ou mesmo visualmente interessante.

O que mais me importa é abrir mentes com os textos esses sim devem ser os protagonistas.

Porém já aprendi a mudar as cores e tamanhos das letras...

Quem sabe não vem mais coisas daí?

NÃO ACREDITO EM TERAPIA


É muito estranho ouvir essa afirmação.Às vezes parece que estamos falando em fantasmas, que algumas pessoas vêem e outras não, então algumas têm que acreditar sem ver. Intriga-me esse comentário; o que ele realmente quer dizer. Será que as pessoas acham estranho melhorar de um sintoma, às vezes físico, só conversando? É como se dissessem; eu converso todo tempo e não me curo porque conversar por 50 minutos com “um estranho” me curaria, eu preciso é de remédio! Não de blá blá blá!

Conversa que cura... Será? Talvez porque o mecanismo não seja entendido. Por quê conversar cura? E por quê essa conversa específica, não qualquer uma? Fala-se muito em psicoterapia, diz-se que ela é feita através de conversa e que funciona, mas acho que poucos falam como funciona; o que é que faz uma pessoa melhorar apenas expressando idéias e sentimentos. Todos sabem o alívio de um desabafo, mas a continuidade da conversa até uma reformulação mental e comportamental é um mistério, algumas pessoas acreditam outros não. Fica parecendo truque de mágica ou um milagre. Como as santas de gesso que choram, uns botam fé outros dizem que é embromação. Por quê será que essa forma de ajuda ficou no campo dos milagres? O que aconteceu? Por quê até hoje há pessoas que dizem: eu não acredito em terapia! E pior, experimentam o processo para provar que não funciona. É como fantasma você tem que crer para ver.

Vamos voltar uma pouco no tempo, no final do séc. XIX com o famoso Freud, na época não tão famoso assim, tentando compreender os fenômenos de histeria de seu tempo (mulheres com cegueira sem nenhuma causa orgânica, por exemplo) descobriu que ao conversar com pacientes essas apresentavam melhoras e ao longo do tempo foi formalizando uma técnica que batizou de psicanálise, claro que não tão rápido assim, nem tão simplesmente, estou resumindo muito. Interessa-me este momento porque é a oficialização de um método. O método da conversa, mas não de uma simples conversa, e sim de uma conversa estruturada, com hora e dia marcados, um tempo determinado 50 min.e apoiada num conjunto de conhecimentos pelo menos da parte de uma das pessoas.

Veja a diferença: uma das pessoas deve ter estudado para conversar de uma determinada maneira, essa pessoa está baseada em um conjunto de teorias conhecido por abordagem, que o faz entender o que o outro está dizendo de uma forma especial. Daí a gente vê que não é uma conversa comum. Outra coisa, esse “estranho” é imparcial ele não vai tomar a defesa de ninguém, como um amigo ou parente faria, porque não conhece ninguém ele não pende para um lado o que é muito comum, ele vê com mais clareza, por causa do distanciamento afetivo do problema do outro. Entende porque precisa ser um “estranho”? Um “conhecido” normalmente cobra uma atitude, julga, condena, comanda, interfere, quer que você decida como ele decidiria; o “estranho” não, ele vai refletir, ponderar, sugerir sem cobrar, ampliar, acolher, contrapor e deixar para você decidir fazendo-o entender que a vida é sua é você quem escolhe e lida depois com as conseqüências do que escolheu, ele não vai ficar “de mau” se você não escolher o que ele achava que deveria escolher. Ele vai ficar feliz por você ter feito uma escolha a partir de seu próprio juízo e clareza. Agora você entende porque um estranho é melhor do que um conhecido para uma entrevista de ajuda? Não estou dizendo que um amigo jamais terá condições disso, não! Apenas que é raro uma pessoa comum ter todo esse respaldo, por isso criamos a categoria dos terapeutas, veja que estou falando de te-ra-peu-tas não psicólogos, os psicólogos também fazem isso, mas não são só eles que fazem. Hoje existem mais de 500 formas de psicoterapia, do xamanismo à psicanálise, formas para todo tipo de pessoa; no meu entender, não tem uma certa e uma errada, tem a que mais me adequo. Pode ser com uma pessoa formada em psicologia ou não a psicologia não garante 100% dos seus profissionais, nem pode, ética é algo que se vê no comportamento das pessoas, é sua conduta diante o cliente e é este que deve ficar atento ao comportamento de seu terapeuta, se combina com seus valores e princípios ou não. Se você acha melhor um psicólogo então ta, mas não acredito que pessoas formadas em outras técnicas não sejam responsáveis em seus métodos tanto quanto os psicólogos. Na maioria das vezes essas pessoas estudam muito sobre seus métodos e os utilizam em si, sendo pessoas honestas e dignas.

Uma outra coisa que se diz é que esses outros métodos não são comprovados cientificamente. Essa é uma linha tênue e confusa porque os que dizem não, na maioria não usam esse método, e os que dizem sim na maioria usam. São feitas pesquisas, mas elas nunca satisfazem quem não acredita.

Parece que agora tudo tem que ter o selo de qualidade da ciência para ser válido. Acho que fica a critério de cada um, se você só acredita no que a ciência diz então está bom.Se para um outro não é tão relevante então está bom. Afinal quem vai sofrer as conseqüências somos nós, que escolhemos; se eu não sei discernir o que é melhor para mim e delego esse conhecimento à ciência, só fazendo e aceitando o que ela recomenda então está bem. Eu não confio nem na ciência que ora diz uma coisa ora diz o contrário, eu confio mais na minha experiência, é ele que me diz o que é bom e ruim para mim; para o outro eu não sei.

Bom isso tudo foi para ventilar a hipótese que um estranho com conhecimento sobre o funcionamento humano às vezes é melhor que um amigo ou parente para nos ajudar a refletir e entendermos melhor como funciona a “mágica” da mudança interior pela conversa.

Já sabemos que não é uma conversa qualquer, ela é bem estruturada, com hora e dia marcados, uma teoria que a embasa e um tema que é o seu problema. Essa é outra diferença, você está no palco, vai ser ouvido sem interrupção, os holofotes estão virados para você a outra pessoa não vai dizer: Há sim,... Mas eu... Que é o que acontece, o outro aproveita sua brecha para contar seus próprios problemas e você fica a ver navios. Aí você me diz: é bom assim eu saio do meu problema para o dos outros e vejo como a vida é boa etc, etc sim como paliativo é ótimo, mas se a questão não é vista esmiuçada e se aprende algo dela; ela volta, às vezes até pior. Portanto desviar de si nem sempre é a melhor saída, e se você se utiliza desse expediente toda vez pode crer que vai acabar mal.

Outro ingrediente da mágica: a repetição. Com o terapeuta você pode repetir a mesma estória mil vezes, e cada vez ver algo diferente reflete num ponto novo vê sob uma nova perspectiva a mesma situação e vai ampliando seu auto- conhecimento. O terapeuta, na maioria das vezes, não se aborrece (terapeuta é gente também falha) acompanha-o dando nova visão apontando o que não vê ou não quer ver.
Com o avanço da neurociência na década de 1990 descobriu-se que o cérebro é plástico, ou seja, pode mudar sua configuração, as redes neurais estabelecidas que geram comportamentos estereotipados podem ser modificadas através da... Conversa! Pois é você conversa aqui algo diferente e seu cérebro acompanha modificando-se. Isso significa que uma conversa bem feita muda até a sua estrutura física, é real concreta, podemos dizer comprovada através do método científico. Você pode ver o resultado no “mundo concreto” não só no imaginário. Se você pegar uma tomografia vai ver seu cérebro modificado!

Portanto essa conversa tem o poder de reconfigurar sua conduta, sua percepção de vida, seus conceitos e aprimorá-los, mas não sem sua ajuda. O terapeuta não faz nada sozinho, sem sua colaboração nada anda. É um trabalho de equipe no qual a meta é sua melhor qualidade de vida. O profissional que lhe ajuda não é um mágico que tira suas dores emocionais com uma varinha, é uma pessoa com um conhecimento especial para auxilia-lo numa revisão de vida e conseqüente modificação. Ele precisa do seu empenho, sua persistência, sua coragem para os momentos difíceis que acontecem quando vasculhamos nossos confins, nossas profundezas, mas é uma aventura das melhores, tanto quanto fazer uma viagem.
Vimos então que não é mágica, mas é mágico o se descobrir. Você não precisa acreditar para ver, milhares de pessoas experimentaram e se reeducaram, só não se beneficia aqueles que vão para provar que não funciona esses se fecham e nem reconhecem quando se modificam, tão interessados estão em provarem sua teoria. Toda e qualquer pessoa que se deixar tocar muda, se encontra consigo.Para mim pedir ajuda é sinal de inteligência, de praticidade essa pessoa quer perder o menor tempo possível para usufruir algo. Aquelas que ficam tentando sozinhas, em sua maioria são orgulhosas, tolas, perdem muito tempo sofrendo sem necessidade. Um terapeuta não é melhor do que ninguém não é mais sábio nem perfeito é apenas alguém com um conhecimento específico que atua numa área específica.Você pediria a um cirurgião que construísse uma casa? Isso é tarefa de um engenheiro ou mestre de obras, mas não diria que o engenheiro é melhor do que o cirurgião, eles têm apenas conhecimentos diferentes e específicos em diferentes áreas. Você não se torna inferior a um terapeuta por pedir ajuda através de seus conhecimentos do mundo mental, emocional e energético do ser humano. Isso é bobagem. O terapeuta pode ser um parteiro de alma, facilitando o nascimento de quem realmente você é.
Acho que agora sabemos um pouco mais como a mágica funciona, mas não toda ela porque o universo não abre tudo nunca sempre deixa uma dúvida, um mistério, só dá o suficiente para avançarmos com confiança numa vida mais satisfatória, plena na experiência grandiosa de se sentir vivo (a).

Namasté!

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

PORQUÊ PROCURAR AJUDA TERAPÊUTICA?

Basicamente porque encontramos na vida um desafio maior que nossos recursos de enfrentamento. Pode ser no trabalho, nas relações amorosas, fraternas (amigos, parentes, filhos...) ou com o sentido de nossa própria existência. O fato é: a carga está maior do que nossa capacidade atual de resolver.

Quando demoramos a pedir ajuda, vamos somando; o que era pequeno vai se tornando gigante, saímos de uma pequena preocupação para uma angústia, da angústia para a tristeza e desânimo, do desânimo para uma doença física e o principal, nossa mente entra em caos e não conseguimos mais aproveitar a vida, perdemos o gosto e vivemos por viver continuamos a fazer tudo, mas com falta de alma, de vivacidade, de alegria.

Insistimos por algum tempo ainda que não precisamos de ajuda; “Posso resolver sozinho!” talvez por orgulho, lá no fundo não queremos apresentar fraqueza ou mesmo incompetência para viver, afinal essa deveria ser a mais básica das habilidades e é uma vergonha acharmos que não a temos.

O que não sabemos é que essa habilidade básica não é desenvolvida em nós junto com a educação, sim não somos educados para viver plenamente e dispor de nossa criatividade e superar desafios. A maioria de nós é abafada nisso justamente pela educação. Ao longo de nosso desenvolvimento vamos sendo podados e amarrados, cristalizados em respostas prontas e invariáveis ditas humanas, que atrapalham mais que ajudam. Então começamos a pensar que somos assim que nascemos assim! Rígidos, imutáveis com uma resposta só. Perdemos nossa criatividade e ganhamos uma Personalidade, algo que até nos orgulhamos dizendo; “Eu sou assim!” e esse assim às vezes está nos levando para uma existência infeliz e nós achamos que somos impotentes “isso é mais forte do que eu” “não posso mudar”. E continuamos, às vezes até orgulhosos de nossa cristalização, respondendo sempre igual, normal nos tornando confiáveis. Sem nem desconfiar que podemos mudar.

Viramos um joguete, das circunstâncias com resposta pronta para tudo. Se tiver emprego sou feliz, se não estou amargurado; se encontro um romance estou no céu, se não vivo um inferno; se a vida vai num rumo planejado, me sinto seguro se não entro em desespero; quando tenho saúde me distraio, quando ela falta me revolto. E assim vamos nós como cordeiros seguindo algo aparentemente confortável.
O problema surge quando a vida varia e muda o rumo, nos joga numa experiência não programada ou não desejada. Cadê o recurso para enfrentar?

É nessa hora que precisamos nos reeducar para criatividade, para o pensamento alternativo, para a inteligência de vida que foi relegada na educação formal. E é nesse momento que deveríamos lançar mão de uma terapia, recurso criado justamente pela falta dessa educação em nosso meio. Aprender a pensar diferente do padrão, ver o que ninguém está conseguindo, partir de uma perspectiva inusitada, às vezes básica, simples, óbvia. Não deveríamos sentir vergonha de procurar ajuda e sim orgulho de nossa inteligência, não deveríamos nos sentir fracos e sim espertos por facilitar nossa vida!

Muitos dizem que não acham bom falar de intimidades com estranhos, primeiro, o terapeuta não será um estranho pro resto da vida, depois de alguns encontros as pessoas se conhecem melhor. Segundo, quando você procura um curso o professor inicialmente também é um estranho, mas você confia que ele possa ajudar a aprender mais rápido um assunto, e por isso o procura, na terapia é similar, claro que é mais interativo e por isso mais profundo, mas é você quem escolhe como vai fazer e em que ritmo.Outra coisa que dizemos é ele/ela não vai me entender, isso é pura vaidade você não é mais complexo do que os outros seres humanos todos são "entendíveis" a arrogância não ajuda é ela que nos coloca num lugar infernal.

Outros ainda dizem que uma cervejinha no final de semana resolve tudo. Neste caso a pessoa aumenta o problema e perde realmente de se divertir e até usufruir o sabor da cerveja, pois a usa com um anestésico, a diversão neste caso nos leva a uma tristeza maior do que antes e terminamos aumentando a dose para sentir menos.Perdemos saúde e tempo de vida.

Podemos arranjar muitas desculpas para seguirmos meio infelizes pela vida e ir levando até a morte uma existência mediana, ou podemos nos trabalhar para desenvolver nossas potencialidades e viver genuinamente feliz.
Podemos ser inteligentes e facilitar nossa vida ou vaidosos e dificulta-la. Um processo terapêutico serve para desenvolver potenciais, limpar programações, nos liberar para sermos quem genuinamente somos; nos preparar para superar desafios com criatividade.

Não é nada de mais nem nada de menos é um recurso, uma reeducação emocional, um laboratório no qual testamos novos pensamentos, novas matrizes de comportamento.

Nós podemos nos comportar da forma como quisermos, não somos escravos de padrões, podemos com paciência, perseverança e gentileza nos aprimorar e mudar nosso comportamento.E uma forma de fazer isso é através do processo terapêutico
.

Namasté!

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Não Acredito em terapia
Somos Mal Educados Emocionalmente

Criei Um Blog

Oi gente,

Seguindo a sugestão de uma amiga, criei um blog para publicar textos que venho escrevendo este ano.
Não sou muito antenada em computadores, e tudo é muito novo.
Estou parecendo uma tartaruga de tão lenta, mas é uma aventura descobrir um mundo novo.

Escolhi o nome múltiplas realidades , para mostrar que é essa minha intenção com os textos, criar outras realidades mentais.

Neste momento meu coração bate forte e rápido, como se eu estivesse olhando pela janela do mundo, e vendo 6 bilhões de faces me fitando, espero que seja uma aventura alegre!