sábado, 11 de outubro de 2008

NÃO ACREDITO EM TERAPIA


É muito estranho ouvir essa afirmação.Às vezes parece que estamos falando em fantasmas, que algumas pessoas vêem e outras não, então algumas têm que acreditar sem ver. Intriga-me esse comentário; o que ele realmente quer dizer. Será que as pessoas acham estranho melhorar de um sintoma, às vezes físico, só conversando? É como se dissessem; eu converso todo tempo e não me curo porque conversar por 50 minutos com “um estranho” me curaria, eu preciso é de remédio! Não de blá blá blá!

Conversa que cura... Será? Talvez porque o mecanismo não seja entendido. Por quê conversar cura? E por quê essa conversa específica, não qualquer uma? Fala-se muito em psicoterapia, diz-se que ela é feita através de conversa e que funciona, mas acho que poucos falam como funciona; o que é que faz uma pessoa melhorar apenas expressando idéias e sentimentos. Todos sabem o alívio de um desabafo, mas a continuidade da conversa até uma reformulação mental e comportamental é um mistério, algumas pessoas acreditam outros não. Fica parecendo truque de mágica ou um milagre. Como as santas de gesso que choram, uns botam fé outros dizem que é embromação. Por quê será que essa forma de ajuda ficou no campo dos milagres? O que aconteceu? Por quê até hoje há pessoas que dizem: eu não acredito em terapia! E pior, experimentam o processo para provar que não funciona. É como fantasma você tem que crer para ver.

Vamos voltar uma pouco no tempo, no final do séc. XIX com o famoso Freud, na época não tão famoso assim, tentando compreender os fenômenos de histeria de seu tempo (mulheres com cegueira sem nenhuma causa orgânica, por exemplo) descobriu que ao conversar com pacientes essas apresentavam melhoras e ao longo do tempo foi formalizando uma técnica que batizou de psicanálise, claro que não tão rápido assim, nem tão simplesmente, estou resumindo muito. Interessa-me este momento porque é a oficialização de um método. O método da conversa, mas não de uma simples conversa, e sim de uma conversa estruturada, com hora e dia marcados, um tempo determinado 50 min.e apoiada num conjunto de conhecimentos pelo menos da parte de uma das pessoas.

Veja a diferença: uma das pessoas deve ter estudado para conversar de uma determinada maneira, essa pessoa está baseada em um conjunto de teorias conhecido por abordagem, que o faz entender o que o outro está dizendo de uma forma especial. Daí a gente vê que não é uma conversa comum. Outra coisa, esse “estranho” é imparcial ele não vai tomar a defesa de ninguém, como um amigo ou parente faria, porque não conhece ninguém ele não pende para um lado o que é muito comum, ele vê com mais clareza, por causa do distanciamento afetivo do problema do outro. Entende porque precisa ser um “estranho”? Um “conhecido” normalmente cobra uma atitude, julga, condena, comanda, interfere, quer que você decida como ele decidiria; o “estranho” não, ele vai refletir, ponderar, sugerir sem cobrar, ampliar, acolher, contrapor e deixar para você decidir fazendo-o entender que a vida é sua é você quem escolhe e lida depois com as conseqüências do que escolheu, ele não vai ficar “de mau” se você não escolher o que ele achava que deveria escolher. Ele vai ficar feliz por você ter feito uma escolha a partir de seu próprio juízo e clareza. Agora você entende porque um estranho é melhor do que um conhecido para uma entrevista de ajuda? Não estou dizendo que um amigo jamais terá condições disso, não! Apenas que é raro uma pessoa comum ter todo esse respaldo, por isso criamos a categoria dos terapeutas, veja que estou falando de te-ra-peu-tas não psicólogos, os psicólogos também fazem isso, mas não são só eles que fazem. Hoje existem mais de 500 formas de psicoterapia, do xamanismo à psicanálise, formas para todo tipo de pessoa; no meu entender, não tem uma certa e uma errada, tem a que mais me adequo. Pode ser com uma pessoa formada em psicologia ou não a psicologia não garante 100% dos seus profissionais, nem pode, ética é algo que se vê no comportamento das pessoas, é sua conduta diante o cliente e é este que deve ficar atento ao comportamento de seu terapeuta, se combina com seus valores e princípios ou não. Se você acha melhor um psicólogo então ta, mas não acredito que pessoas formadas em outras técnicas não sejam responsáveis em seus métodos tanto quanto os psicólogos. Na maioria das vezes essas pessoas estudam muito sobre seus métodos e os utilizam em si, sendo pessoas honestas e dignas.

Uma outra coisa que se diz é que esses outros métodos não são comprovados cientificamente. Essa é uma linha tênue e confusa porque os que dizem não, na maioria não usam esse método, e os que dizem sim na maioria usam. São feitas pesquisas, mas elas nunca satisfazem quem não acredita.

Parece que agora tudo tem que ter o selo de qualidade da ciência para ser válido. Acho que fica a critério de cada um, se você só acredita no que a ciência diz então está bom.Se para um outro não é tão relevante então está bom. Afinal quem vai sofrer as conseqüências somos nós, que escolhemos; se eu não sei discernir o que é melhor para mim e delego esse conhecimento à ciência, só fazendo e aceitando o que ela recomenda então está bem. Eu não confio nem na ciência que ora diz uma coisa ora diz o contrário, eu confio mais na minha experiência, é ele que me diz o que é bom e ruim para mim; para o outro eu não sei.

Bom isso tudo foi para ventilar a hipótese que um estranho com conhecimento sobre o funcionamento humano às vezes é melhor que um amigo ou parente para nos ajudar a refletir e entendermos melhor como funciona a “mágica” da mudança interior pela conversa.

Já sabemos que não é uma conversa qualquer, ela é bem estruturada, com hora e dia marcados, uma teoria que a embasa e um tema que é o seu problema. Essa é outra diferença, você está no palco, vai ser ouvido sem interrupção, os holofotes estão virados para você a outra pessoa não vai dizer: Há sim,... Mas eu... Que é o que acontece, o outro aproveita sua brecha para contar seus próprios problemas e você fica a ver navios. Aí você me diz: é bom assim eu saio do meu problema para o dos outros e vejo como a vida é boa etc, etc sim como paliativo é ótimo, mas se a questão não é vista esmiuçada e se aprende algo dela; ela volta, às vezes até pior. Portanto desviar de si nem sempre é a melhor saída, e se você se utiliza desse expediente toda vez pode crer que vai acabar mal.

Outro ingrediente da mágica: a repetição. Com o terapeuta você pode repetir a mesma estória mil vezes, e cada vez ver algo diferente reflete num ponto novo vê sob uma nova perspectiva a mesma situação e vai ampliando seu auto- conhecimento. O terapeuta, na maioria das vezes, não se aborrece (terapeuta é gente também falha) acompanha-o dando nova visão apontando o que não vê ou não quer ver.
Com o avanço da neurociência na década de 1990 descobriu-se que o cérebro é plástico, ou seja, pode mudar sua configuração, as redes neurais estabelecidas que geram comportamentos estereotipados podem ser modificadas através da... Conversa! Pois é você conversa aqui algo diferente e seu cérebro acompanha modificando-se. Isso significa que uma conversa bem feita muda até a sua estrutura física, é real concreta, podemos dizer comprovada através do método científico. Você pode ver o resultado no “mundo concreto” não só no imaginário. Se você pegar uma tomografia vai ver seu cérebro modificado!

Portanto essa conversa tem o poder de reconfigurar sua conduta, sua percepção de vida, seus conceitos e aprimorá-los, mas não sem sua ajuda. O terapeuta não faz nada sozinho, sem sua colaboração nada anda. É um trabalho de equipe no qual a meta é sua melhor qualidade de vida. O profissional que lhe ajuda não é um mágico que tira suas dores emocionais com uma varinha, é uma pessoa com um conhecimento especial para auxilia-lo numa revisão de vida e conseqüente modificação. Ele precisa do seu empenho, sua persistência, sua coragem para os momentos difíceis que acontecem quando vasculhamos nossos confins, nossas profundezas, mas é uma aventura das melhores, tanto quanto fazer uma viagem.
Vimos então que não é mágica, mas é mágico o se descobrir. Você não precisa acreditar para ver, milhares de pessoas experimentaram e se reeducaram, só não se beneficia aqueles que vão para provar que não funciona esses se fecham e nem reconhecem quando se modificam, tão interessados estão em provarem sua teoria. Toda e qualquer pessoa que se deixar tocar muda, se encontra consigo.Para mim pedir ajuda é sinal de inteligência, de praticidade essa pessoa quer perder o menor tempo possível para usufruir algo. Aquelas que ficam tentando sozinhas, em sua maioria são orgulhosas, tolas, perdem muito tempo sofrendo sem necessidade. Um terapeuta não é melhor do que ninguém não é mais sábio nem perfeito é apenas alguém com um conhecimento específico que atua numa área específica.Você pediria a um cirurgião que construísse uma casa? Isso é tarefa de um engenheiro ou mestre de obras, mas não diria que o engenheiro é melhor do que o cirurgião, eles têm apenas conhecimentos diferentes e específicos em diferentes áreas. Você não se torna inferior a um terapeuta por pedir ajuda através de seus conhecimentos do mundo mental, emocional e energético do ser humano. Isso é bobagem. O terapeuta pode ser um parteiro de alma, facilitando o nascimento de quem realmente você é.
Acho que agora sabemos um pouco mais como a mágica funciona, mas não toda ela porque o universo não abre tudo nunca sempre deixa uma dúvida, um mistério, só dá o suficiente para avançarmos com confiança numa vida mais satisfatória, plena na experiência grandiosa de se sentir vivo (a).

Namasté!

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22 comentários:

  1. Interessante seu post. Sou graduado em Psicologia, atuo na área e considero importante o conhecimento técnico, seja em que área for, juntamente com experiência e orientação específica para lidar com pessoas. Efetivamente não é qualquer pessoa que poderá orientar alguém. Mesmo psicólogos cometem erros de orientação, aconselhamento e diagnóstico. Nenhum diploma garante qualidade em nenhuma área. Porém, é importante destacar que o estudo do comportamento humano realizado durante 5 anos do curso de psicologia dá algum conhecimento a mais do que alguém que segue somente sua intuição.

    Tenho um blog sobre psicologia e comportamento. Quando puder dê uma olhada - http://saladeterapia.blogspot.com/

    Abraço e sucesso.

    Rogerio Martins -
    http://palestranterogeriomartins.blogspot.com/

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  2. já fiz terapia com psicólogas 3 ou 4 vezes em minha vida... A última delas adorei, mas agora diz que não pode me atender mais porque é amiga da tia do meu marido. Entendo isso, questões de ética e tal.
    Mas não quero mais ir a um psicólogo que fique só me ouvindo, quero alguém que me explique as coisas, que interaja... que tipo de profissional você me aconselharia?
    Beijos

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  3. Mulher de 40:

    Vc deve procura profissionais das abordagens fenomenológia-existencial (Abordagem Centrada na pessoa, Gestalt, bioenergética,biosíntese) ou alguém como eu; um terapeuta holístico que trabalhe com terapia floral por exemplo. Tirada a capa do "psicólogo" fica mais fácil interagir com a pessoa.
    Boa sorte!
    Bjão!

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  4. Mas tem um probleminha. A neuroimagem também levanta questões que incomodam a psicologia. Em grande parte das pesquisas, há um paradoxo aterrador: não importa se o paciente passou por uma tratamento inspirado em Freud ou uma prática mais nova. No fim, o efeito de todas é muito parecido. Ou seja: em eficácia, abordagens distintas não fazem diferença nenhuma entre si. Inconformados com isso, pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, tentaram recentemente pôr fim ao mistério. Durante 3 anos, eles estudaram 5 500 pacientes que passaram por 3 tipos de terapia: cognitivo-comportamental, psicodinâmica e centrada na pessoa. Conclusão publicada em 2007: equivalência de novo.
    O fato de terapias diferentes funcionarem igualmente cria uma hipótese: talvez a psicoterapia não funcione pelo motivo que os terapeutas apontam, mas por razões não tão confortáveis à psicologia. Dylan Evans, pesquisador da Universidade de Cork, na Irlanda, especializado em psicologia evolutiva, defende uma dessas razões incômodas: “Se as diferentes técnicas não têm qualquer impacto na recuperação, então é plausível que os benefícios se devam à única coisa que todas as abordagens têm em comum. A crença do paciente de que está recebendo ajuda médica de boa-fé”. Ou seja: efeito placebo – o mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou passarem por um benzimento.

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  5. Assim se desenrola um novelo de pontos fracos dos tratamentos psicológicos. Apesar de as pesquisas neurológicas provarem os efeitos da terapia, não há provas de que isso acontece pelos motivos que os terapeutas apontam. “Na área da saúde mental, é difícil até saber qual é o distúrbio que a pessoa apresenta”, diz Sabbatini. Distúrbios mentais não são como dores de cabeça – não há certeza do que o paciente tem e nem se o tratamento vai ser eficaz como um analgésico. A falta de fundamentação faz das terapias um serviço estranho: elas oferecem um tratamento sem saber se ele vai dar certo. Por causa disso, “a psiquiatria é uma das últimas áreas da medicina que ainda não conseguiu o status de ciência”, diz Sabbatini.

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  6. É o que os especialistas chamam de fase empírica não científica: quando se descobriu, pela prática, que uma erva ou uma atitude ajudam a prevenir ou curar uma doença, mas sem ninguém saber exatamente por quê. Por exemplo: no século 18, o médico italiano Giovanni Lancisi acreditava que a malária era contraída ao se respirar o ar fétido de pântanos – daí o nome da doença, que vem de “maus ares”. De fato, deixar de circular em pântanos evita malária, mas não por causa dos maus ares, e sim porque o lugar é cheio de mosquitos – estes, sim, a verdadeira origem da doença. As psicoterapias podem estar nesse nível. Baseiam-se numa crença forte e têm alguma eficiência, mas ninguém sabe exatamente como a melhora acontece. E mais: pode haver uma causa e um tratamento mais acertados, porém não descobertos.
    Um exemplo é a genética. Por muito tempo, acreditou-se que a esquizofrenia era um mal psicológico que deveria ser tratado no divã. Quando vieram à tona suas raízes genéticas e químicas, a psicoterapia para tratar esquizofrenia virou coisa do passado. Do mesmo modo, cada vez mais pesquisas ligam os genes à predisposição ao comportamento depressivo. E uma pesquisa de biólogos evolutivos dos EUA acaba de mostrar que a hiperatividade tem laços genéticos. Psicólogos costumam explicar esse distúrbio como uma estratégia de filhos para chamar a atenção dos pais. Já os biólogos americanos descobriram que há uma razão evolutiva para a hiperatividade existir. Quando o ser humano vivia em grupos nômades, não conseguir parar quieto era uma vantagem competitiva para caçadores e pastores. Hoje, porém, a vida sedentária fez desse traço um problema. Pesquisas como essa mostram que, no futuro, os cientistas podem descobrir que tratar depressão ou hiperatividade no divã é tão equivocado quanto achar que os ares do lodaçal causam malária.

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    1. Cada um com seu cada qual...

      E qualquer coisa que a gente quiser provar, terá dados pra ser provado "cientificamente" se quisermos ver por aí.

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  7. Não entendo como alguém pode acreditar em psicoterapia. Fiz essa charlatanice durante 34 anos e o único resultado foi piorar. Além, é claro, de pagar uma fortuna aos espertalhões que me atenderam. Em meus 57 anos de vida nunca ouvi falar de uma única pessoa, uma que fosse, que tivesse se curado de alguma coisa com psicoterapia. E não foi por não ter procurado.

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    1. Oi anônimo!

      Olha, acho que vc até tentou duro, né? rsrs 34 anos... Bom, se é por falta de exemplo vou lhe dar o meu. Tive mais sorte que vc. E em seis meses de psicoterapia já estava curada de meu desejo de morrer. E por causa do processo hoje tenho uma vida muito satisfatória, agradeço à minha terapeuta toda vez que a encontro. Ela me salvou de várias maneiras. Espero que fique bem um dia! Abraços!!!

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    2. Gostaria muito de acreditar.

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  8. Na verdade, não acredito numa única palavra que você disse. Não leve a mal.

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    1. Anônimo,

      É uma pena vc achar que eu mentiria falando sobre minha própria experiência...

      E sim, vou levar a mal, me desculpe, não gosto quando me chamam de mentirosa.

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    2. Toda vez que leio sobre uma afirmação que a Terapia funciona, porque sempre esta resposta vem de um profissional e não de um paciente?

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    3. Então não falta mais esta experiência pra vc. Eu fui, como vc diz, paciente, e me tornei profissional da área, justamente por ter funcionando muito comigo. Também recebo, de meus pacientes, a resposta positiva. Agora quando a gente quer estar contra uma coisa fica-se seletivo na obtenção se resposta. Parece ser este o seu caso.

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  9. Já tentei muito essa coisa e como no caso do outro anônimo, só perdi tempo (e o tempo é um sério agravante na depressão). Acredito que terapia ajude em casos de traumas psicológicos REAIS. Mas a grande maioria que sofre de depressão e ansiedade, a psicoterapia não funciona, por justamente ter algo errado fisicamente. Espero estar vivo pra me beneficiar com o avanço da medicina. Não sou triste e nem uma pessoa negativa. Mas os sintomas de insônia/dores/ansiedade me enlouquecem a ponto de me tornar inútil de todas as formas. Um dia vai acabar a minha fonte de renda e aí vou me ferrar definitivamente!

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    1. O tratamento de depressão deve ser feito em conjunto com medicamentos. A grande maioria dos portadores só procuram ajuda quando estão gravemente enfermos e com difícil redução de sintomas, além disso muitos param de tomar a medicação em algum ponto do tratamento fazendo com que a doença tenha idas e vindas.

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    2. O tratamento de depressão deve ser feito em conjunto com medicamentos. A grande maioria dos portadores só procuram ajuda quando estão gravemente enfermos e com difícil redução de sintomas, além disso muitos param de tomar a medicação em algum ponto do tratamento fazendo com que a doença tenha idas e vindas.

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  10. Não existe comprovação científica dos resultados de trabalhos de psicólogos ... Daí, como acreditar, se custos são altos e resultados não são garantidos? Vamos para a parte que funciona: médicos trabalham com enfermeiros num hospital. E, a parte que não funciona: psiquiátricos trabalham sozinhos e psicólogos idem.

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    1. Sendo a Psicologia uma ciência, seria impossível não ter estudos que a comprovassem, o que me diz que vc está desinformado, usando um discurso antigo e preconceituoso. Sobre custos altos, hoje em dia é possível ter atendimento até sem custos em universidades, quanto à garantia, nem tratamentos médicos dão, eles apenas tem probabilidades altas e isso a Psicologia fornece também. É possível, trabalhar em equipe com o psiquiatra, eu trabalho, mas nem sempre é imprescindível para a evolução da pessoa. O psiquiatra cuida das dosagens e tipo de medicamento, enquanto o psicoterapeuta da organização mental necessária à evolução.

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  11. Eu gostaria de saber para que serve a transferência na psicoterapia para o cliente, se esta transferência só o faz se sentir mais frustrado? aonde tem a melhora nisso?

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  12. Li os comentários sobre as dúvidas com relação ao tratamento pela palavra. Comecei terapia por volta dos 18 anos. Tinha vontade de morrer e não estava nem um pouco satisfeita com minha vida. Imediatamente, sem que eu percebesse, passei a ter mais energia, dormir menos (minha fuga era dormir muito). O autoconhecimento me ajudou demais. Foram poucos meses de terapia que me fizeram muito bem. Depois fiz 8 anos com uma profissional recém-formada e com um preço bem justo. Foi o melhor investimento que fiz em minha vida. Sim, no meu caso, valeu cada centavo e cada minuto investidos em mim.

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.