quinta-feira, 12 de março de 2009

COMO SE LEVA UMA VIDA PLENA?






Estava me perguntando... O que é, de fato, viver plenamente? Onde está a vida? O que é viver? Comecei me perguntando isso porque quando eu era mais jovem me percebia como uma pessoa que não vivia, pois meu estilo de vida sempre foi parado; gostava de ler, ouvir música, assistir TV, não era do tipo ativa, sempre em movimento então, na adolescência me cobrava por não sai, não me “divertir”.

Sofri um tempo, achando que eu não vivia. Até hoje leio revistas as quais dizem que pessoas que assistem TV não vivem, pois a vida está lá fora, na rua, para você não perdê-la e ficar de expectador. Na própria TV, vemos programas de pessoas, pulando de pára-quedas, escalando montanhas, correndo pra lá e pra cá, e afirmando: Olhe! Isso é viver! Mas se não tivesse gente olhando a TV, elas não estariam fazendo o programa, ou seja, elas estão cuspindo no prato que comem. Dizendo que quem as sustenta está errado, pois é assim que eu me sentia; errada, vivendo a vida errada.

Passei um período tentando fazer igual aos outros, ia para a rua, parar praia, para festas para viver... O resultado é que não me sentia mais feliz, nem na “vida”, nem em casa. Se lia um livro, me sentia mal, pois eu estava na vida errada, parada, se ia para rua eu me sentia mal porquê não era bem o que eu gostava de fazer. Resultado: eu não tinha mais lugar no mundo, não me sentia mais confortável em lugar algum. Tentei fazer o que os outros diziam, me perdi por um longo tempo, fiquei triste, minha existência perdeu o sentido, não sentia mais prazer.

Por um lado me perder foi interessante, pois infelizes, começamos a pensar. E pensei, pensei, observei a mim e aos outros. Comecei a perceber nessa observação que as pessoas eram desiguais, tinham corpos, projetos, interesses, tristezas, alegrias diversos... Então porque não poderia haver também modos de se divertir e experimentar a vida? Pensei mais um pouco... E se minha forma de entretenimento não fosse errada, apenas diferente? Será que não existe vida na minha forma de viver? Olhei para uma árvore; parada, olhei para uma montanha; parada, será que não tinha vida ali? Comecei a me aceitar, parada, lenta, interiorizada. Que alívio!
Não Precisava mais ir a praia, pular de pára-quedas, ficar correndo de lá pra cá, trabalhando 24h por dia, ser útil a todo o momento para ter vida! Podia ser simplesmente eu, com minha forma de existir e a vida estaria correndo dentro de mim.

Descobri que a vida só corre em quem se aceita e faz o que sua natureza manda. Uma pessoa pode pular de pára-quedas e estar morta por dentro se esta não for sua natural diversão e uma pessoa pode estar radiante e parada contemplando tudo, sendo expectadora, mas inteira naquilo. Fazer nada também é estar na vida. Contemplar também é viver. A vida está onde seu coração está, não existe uma regra pronta para isso, um crivo dizendo isso é vida, isso não é.Uma vida plena é uma vida cheia de si mesmo, sem ter conflito interno, sem estar partido. Precisei me partir para descobri isso, precisei estar em conflito para ver o óbvio. Às vezes nos confundimos muito querendo ser outra pessoa, mas a vida só está em quem é si mesmo, e aí ela pode fazer qualquer coisa, de ficar como uma pedra a correr como se fosse o vento; e há felicidade nisso, e há vida nisso. Não é o que você faz que lhe dá vida é como você faz.

Verifique sempre como você está fazendo as coisas. Você está lá? Tem um centro que você reconhece?Ou você quer apenas ser igual aos outros porque acha que esse outro está certo e você errado? Penso que se tem um crivo é esse: é você quem está no comando de sua vida ou a opinião dos outros? Quem está comandando sua vida; quem é o piloto? Uma vida só pode ser plena quando está cheia de si mesmo. A vida está onde você está.

Namasté.( O deus que habita em mim saúda o deus que habita em ti)

18 comentários:

  1. Quando você diz: " ... é você quem está no comando de sua vida ou a opinião dos outros? Quem está comandando sua vida; quem é o piloto?" reparou que o aviãozinho do geomap vem nesta direção.
    Bom texto e boa ilustração.

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  2. Excelente o texto. Tbm passei por isso, mas não da sua forma, afinal, cada um é cada um.
    Mas entendo isso, e também encontrei a felicidade quando assumi as rédeas de minha vida, quando decido os passos que darei, o que quero seguir.

    Que as pessoas pensem, pensem, pensem, e quando cansarem de pensar, pensem no motivo pelo qual cansaram de pensar.

    Somente assim estas regras serão desmoralizadas, e as pessoas não mais precisarão acreditar na TV, nas revistas, na moda.

    []´s

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  3. Para Lúcia - Não havia reparado, mas que coincidência interessante hein?

    Para Carlos L. - Bem vindo ao clube!!!

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  4. Nanda,

    Tento pilotar minha vida, mas acredito que este é um exercício diário, que, como qualquer exercício exige determinação, foco, e persisitência !!!
    Mas... vambora !

    Gostei muito do seu texto da inclusão também, parabéns por sua participação !


    Beijo carinhoso e NAMASTÊ,

    Solange

    http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

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  5. nada melhor do que se aceitar, teve partes do texto q não entendi, pq acho q deu algum bug aqui...
    mas enfim
    muito bom o seu texto

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  6. ADOREI O TEXTO, E COMO QUALQUER MORTAL, TAMBEM JÁ ME SENTI DESTA FORMA E HOJE, COM MUITA TERAPIA E LEITURAS IMPORTAQNTES, PERCEBO, OU SEJA, TENHO CONSCIÊNCIA DESSA FORMA NEURÓTICA E ROBOTIZADA DE LEVARMOS A VIDA. QUE PENA PRA QUEM AINDA ACHA QUE VIVER É ISSO, E EU AINDA ME INCLUO, AS VEZES, NESSE GRUPO... MAS SEI QUE COM ESSA CONSCIENCIA AS COISAS EVOLUIRÃO PRA MELHOR, E A VIDA PASSARÁ A SER O QUE REALMENTE ELA É O EU DIVINO SENDO. O RESTANTE É MERA ILUSÃO DO EGO.
    NAMASTÉ

    12 de Março de 2009 15:53

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  7. Lembrei do meu pai agora. Certa vez, ao ver minha mãe saido para ir igreja ele se depediu e disse:
    "Cada um com sua cachaça. Só que a minha é cachaça."
    É com essa simpicidade e irreverência que eu aprendi o pouco que sei sobre aproveitar a vida.
    Muito bom o texto.
    Namasté!

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  8. Nanda,

    respondendo sua questão quanto ao CABEÇALHOS NOTÁVEIS lá no Varal, o link fornecido é o do blog, cujo cabeçalho esta sendo homenageado como um CABEÇALHO NOTÁVEL. Essa seção tem como objetivo divulgar os blogs que se primam por uma estética limpa, objetiva, criativa e portanto NOTÁVEL.
    Espero ter derimido suas dúvidas!

    volte sempre!

    Bjs

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  9. Vida(...),
    não para de passar.
    enorme loucura,
    festivais sujeitos a serem reais.

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  10. Vida plena nessa altura...so planejando mesmo

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  11. Vida(...),
    não para de passar.
    enorme loucura,
    festivais sujeitos a serem reais.
    um pouco de loucura para vc.

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  12. Oi, Nanda!

    Muito obrigada pela tua visitinha tão querida!

    Gostei muito da tua reflexão! Eu já me fiz este mesmo questionamento há um tempo atrás, e só consegui ser feliz, quando descobri que eu "já era feliz", com a minha vidinha pacata, mas rica de significado!

    Mas olha, antes de chegar nesta conclusão eu sofri demais e me cobrei muito também! Sempre achando que "eu" é que estava fora do lugar!

    A única diferença, é que coloco Deus sempre no comando da minha vida, e eu faço conforme sou orientada.

    Que bom que está dividindo esta tua experiência conosco, linda! Gostei muito!

    beijo carinhoso,

    Namasté

    Neli

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  13. Olá, Nanda

    Gostei de receber seu comentário hoje. Comentários com conteúdo sempre enriquecem a gente.

    Quanto à sua postagem atual, me lembrei de um Natal em que eu tinha uma loja e preparei vários cartõezinhos com uma "palavra especial" para os clientes sortearem e levarem para o ano novo.

    Quando alguém tirava "SOLIDARIEDADE", por ex., ficava encantado, dizia "nossa! era exatamente esta palavra que eu estava precisando!". Assim era também com AMOR, PERDÃO, PACIÊNCIA etc. Mas quando alguém tirava "FIDELIDADE", especialmente se fosse homem, jogava o cartão longe e dizia, "essa não, quero outra".

    Então eu dizia que fidelidade não quer dizer só ser fiel à(ao) parceira(o), mas pode querer dizer também "ser fiel a um sonho", a um projeto, e especialmente "ser fiel a si mesmo".

    Acho que sendo fiéis a nós mesmos, poderemos ter vida plena até sentados num sofá, ou vendo TV.

    Um beijo pra você!

    Talita

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  14. Nanda,

    Sabe, esse texto me levou a pensar muito sobre o assunto e o auto-conhecimento. Realmente podemos ser felizes sem ter que ser igual ao paradigma mundial. Podemos ser nós mesmos.

    Obrigado.

    Hugo

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  15. Você conseguiu descrever inteiramente o que senti quase que por toda minha vida, me considerava um "SER" inferior, precisei viver meio século de muito sofrimento e cobranças para perceber que simplesmente sou o que sou! Posso não ser interessante pra maioria das pessoas pois não convivo com grandes eventos mas por outro lado fiz amizade comigo mesma, e é muiiiiiito bom! Obrigada pelo delicioso texto! Poucas pessoas conseguem passar uma mensagem de forma tão objetiva e agradável! Bjs

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    1. Rose,

      Fico contente que você gostou do texto. É bom quando encontramos pares, né? rsrs

      Xerão!

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  16. Você conseguiu descrever inteiramente o que senti quase que por toda minha vida, me considerava um "SER" inferior, precisei viver meio século de muito sofrimento e cobranças para perceber que simplesmente sou o que sou! Posso não ser interessante pra maioria das pessoas pois não convivo com grandes eventos mas por outro lado fiz amizade comigo mesma, e é muiiiiiito bom! Obrigada pelo delicioso texto! Poucas pessoas conseguem passar uma mensagem de forma tão objetiva e agradável! Bjs

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.