sábado, 30 de janeiro de 2010

O bom do esforço




Nada aqui na terra se consegue sem esforço e empenho, mas esse esforço pode ser gostoso, algo que não queremos deixa de fazer. Por muito tempo achei que trabalhar era algo ruim, cansativo, uma coisa que deveríamos tentar deixar de fazer. Hoje vejo que esse é um conceito tolo. Tudo que a gente faz depois que nasce é esforço e trabalho: Respirar, andar, comer, se divertir, namorar, dormir... Em nenhum momento da existência você deixa de trabalhar, mas alguns esforços você acha bom e outros você teima em achar ruim.


Então comecei a pensar numa coisa que gosto muito de fazer, desde pequena: Dançar, quando faço isso me divirto e não me parece desprazeroso, mas é um esforço, um trabalho (fisicamente falando), logo, porque não posso fazer todas as tarefas dessa forma? Porque não posso imaginar que qualquer coisa que faço pode me gerar prazer? Porque não posso transformar tuda minha lida em atos despreocupados e até inconscientes como respirar? Sim, porque até para respirar nós estamos nos empenhando, mas não sentimos... Eu não canso de respirar, enxergar, ouvir, porém todos esses atos são serviços de sobrevivência.


Decidi que posso estender para todos os atos da vida o prazer, inclusive aquele que me gera recursos para sobreviver. Aquilo que a gente chama trabalho e quer se livrar. Quando eu estendo essa sensação de ato prazeroso para tudo que faço, minha vida fica mais fácil e alegre. Meu convite é; amplie o conceito de deleite, não o restrinja apenas ao que você faz no final de semana. Perceba que tudo que você faz é esforço, mas que pode ser gostoso e algo que não queremos deixa de fazer, basta você decidir que será assim. Nós podemos escolher como vamos viver nossa vida, não acredite em nada que atrapalha você de ser feliz. Você é dono de sua alegria e pode escolher viver bem ou viver mal.


Eu escolhi transformar toda minha labuta em dança. E estou no exercício, não quer dizer que de vez em quando eu não me esqueça e caia no antigo conceito, mas eu procuro lembrar constantemente que sou eu que estou no comando da minha experiência e aquilo que eu escolher sentir é o que vale para mim. Experimente!


Namasté!

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não sofrer com derrota




Um amigo do twitter me fez uma pergunta: “Quero aprender a não sofrer por derrota, como faço?” Achei que o tema era extenso demais para ser tratado em 140 caracteres. Então disse a ele que escreveria um texto sobre isso. Não que eu tenha a palavra final sobre o assunto... Mas tenho algumas ideias sobre isso.


Primeiro de tudo, o que me vem à cabeça é:


- Não se apegue ao resultado!!!!


Acho que o que provoca sofrimento numa “derrota” é você entender um determinado resultado como fracasso. E porque você o visualiza assim? Porque determinou previamente o que seria sucesso, e só aquele desfecho poderia ser bom! Se você não esperar um determinado arranjo o que vier pode ser passível de se lidar positivamente. Logo, quando você não se apega a um fim específico, fixo, pode aliviar muito o sofrimento. Portanto fique aberto! Todas as possibilidades podem se realizar.


Outra coisa é a frustração. Aquela sensação de perda, de não ter conseguido algo que desejava. Penso que esse é um sentimento natural e não precisa ser “sofrimento” que é uma dor estendida (tenho uma teoria sobre isso que posso comentar depois). Podemos diminuí-lo sabendo que existe e é natural, dura o tempo de uma topada, lembra como topada dói? No início é aguda e a gente até pensa que vai perder os sentidos, depois, de minutos, vai passando até você poder andar novamente. Claro que algumas topadas são mais sérias que outras, mas todas são curáveis! Lembrar disso pode ajudar a você passar mais rápido pelo sentimento de frustração.


Acho que esse dois pontos são importantes para começar, mas esse aprendizado leva tempo e precisa de esforço. É necessário elaborar bem os sentimentos, com essa nova compreensão, toda vez que entramos numa situação de fracasso. Mas entendê-lo de forma diferenciada, apenas como um resultado possível dentre tantos, ajuda a diminuir seu tamanho e força, fazendo a gente ficar maior que a situação.


Namasté!

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Independência (no processo terapêutico)



Continuando com o texto anterior O Behaviorismo, abordaremos hoje a segunda pergunta de Denise:

“Há pacientes que precisam de uma orientação mais direta, pois se encontram muito perdidos e deprimidos, não?”


Aí ela toca num ponto crucial da abordagem, que é a orientação da pessoa, isso foi justamente o que Rogers percebeu não funcionar. Quando ele começou sua carreira seguia o modelo médico, ou seja, o “paciente” vinha com um problema e era tratado como um “incompetente” para resolvê-lo, então o psiquiatra (médico) dava orientações, quase como um protocolo médico; diagnóstico, prognóstico e tratamento.


Rogers percebeu que esse formato para psicologia não era bom. Ele acreditava que o próprio paciente é que deveria saber sobre seu rumo, a única coisa que o psicólogo poderia fazer era criar um “clima” receptivo e acolhedor, no qual aquele estado de desacordo emocional (estar perdido e deprimido) diminuísse a ponto do cliente (antigo paciente) se re-orientasse de sua própria forma.


Ele acreditava que o ser humano tinha essa capacidade de atualização de si e de ir para o seu melhor por conta própria, desde que fossem tratados com consideração positiva e empatia, dois conceitos que ele criou para definir o clima de mudança interior. Neste momento ele retira o poder da mão do especialista e o devolve à pessoa, ou no máximo eles partilham poder. É uma verdadeira democracia psicológica.


Essa é uma das coisas que mais gosto na proposta de Rogers: Num trabalho terapêutico existem duas pessoas, e não um especialista e um paciente, buscando trazer o estado de organização psíquica para um delas, mas são as duas que estão fazendo isso. O cliente (paciente) é ativo em seu processo, ele toma as rédeas e a responsabilidade por sua vida.


Espero que tenha ficado mais claro, esse assunto é extenso e muito legal, e não sei se é possível explicá-lo em poucas palavras.


Agradeço à Denise por sua curiosidade que tornou possível nascer esses dois textos.


Namasté!



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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Behaviorismo





A Denise do Egito do blog Papo Calcinha fez umas perguntas sobre o texto Abordagem Centrada na Pessoa 1ª parte, que davam para um novo texto sobre essa abordagem, então respondendo a ela eu escrevo este texto.


Primeiro ela pergunta sobre Behaviorismo, que eu cito no texto, como algo a que Carl Rogers se opôs.


O Behaviorismo é uma teoria psicológica criada pelo americano John B. Watson, inspirada nos estudos sobre comportamento reflexo feitos por I.Pavlov. Acho que todos conhecem a experiência com os cachorros que salivavam ao acender uma luz, pois esta estava associada à comida. O Behaviorismo salienta a importância dos acontecimentos publicamente observáveis como base da Psicologia científica. A sua meta é a previsão e controle do comportamento. Essa teoria era a dominante entre 1919 e 1930. De certa forma esta teoria foi necessária para tornar a Psicologia uma matéria científica, que você pode medir e prever, mas não explica tudo e nega parte importante do ser humano.


A orientação comportamentalista considera o homem um organismo passivo, governado por estímulos fornecidos pelo ambiente externo. O seu comportamento pode ser manipulado através de controle de estímulos ambientais. Para ela as leis que governam os homens são iguais às leis universais que governam os fenômenos naturais. O método científico é apropriado para o estudo do organismo humano.


Já para Carl Rogers o homem é a fonte de todos os atos. Ele é essencialmente livre para fazer escolhas em cada situação. O ponto focal dessa liberdade é a consciência humana (negada pelo Behaviorismo). O comportamento é então, a expressão observável e a consequência de um ser interno.


Dá para ver aí porque Carl Rogers se opôs ao Behaviorismo, ele não entendia o ser humano como um joguete das circunstâncias externas. Ele acreditava num mundo interior se orientando e desenvolvendo-se para uma organização. Para ele as premissas da abordagem científica natural não são apropriadas à singular matéria psicológica. A ciência do comportamento humano desumaniza-o, a ciência só pode dirigir-se ao que há de trivial no homem, deixando de fora sua complexidade e imprevisibilidade.


Fonte: Skinner x Rogers – Frank Milhollan, Bill E.Fosish
Sistemas e teorias em Psicologia – Melvin H. Marx, William A.Hillix
Dicionário Técnico de Psicologia - Álvaro Cabral, Eva Nick




No próximo texto respondo à segunda pergunta: “O que seria exatamente dar independência ao paciente?”

Namasté!


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Imagine




Essa música (para a letra clique aqui) convida-nos à um exercício mental. Usar nossa imaginação para pavimentarmos um futuro de paz e amizade. Isso combina muito com a proposta que venho fazendo a mim mesma. Estou aprendendo e praticando uma teoria que diz podermos com esse exercício mental criarmos o que colocamos a atenção por mais tempo e intensidade.


Diz a proposta que aquilo que nós enfocamos com nossa mente por mais tempo e que gera emoção maior é mais provável que se materialize. Pensando assim acho que devíamos dar mais atenção ao que pensamos e cantarmos mais essa música. Ela é uma bom plano de futuro, talvez não possa acontecer literalmente, mas pelo menos em nossos conceitos seria legal que não déssemos bola para fronteira, diferenças de cor de pele, credo, orientação sexual e formas de viver diferentes.


Será muito bom quando formos maduros o suficiente para vivermos em harmonia. E isso pode começar agora, num simples gesto de cantar uma música de forma consciente, sabendo e sentindo o que se está cantando. Então... Imagine!


Cante e dance!


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Nós já estamos num mundo melhor




Tem uma música do Jota Quest (Dias Melhores) que eu gosto muito e que fala sobre esperar as coisas melhorarem, numa atitude passiva. É como sempre jogássemos para frente essa expectativa de vivermos de forma superior. Penso que já vivemos nesse mundo avançado, mas como seres humanos criativos que somos podemos fazê-lo ficar mais avançado ainda.


Você acredita que já estamos num mundo melhor? Pois bem, nós hoje vivemos mais, moramos em casas, não temos medo de animais selvagens, curamos a maioria de nossas doenças, nos locomovemos mais rápido e com mais conforto, trabalhamos mais com nossa criatividade. Claro que tem muita gente sem acesso a isso, mas isso se deve a nossa falta de evolução espiritual, que ainda está na idade da pedra. Entendo que primeiro foi preciso nos garantir tecnologicamente para depois começar a desenvolver os outros aspectos humanos, como igualdade, respeito pelas diferenças, capacidade de se sentir irmão, para podermos ser mais justos com a distribuição de renda e tecnologia.


Acredito que enquanto não desenvolvermos nosso auto-conhecimento, emoções descontroladas ainda vão ser o guia dos humanóides, sim, porque acho que ainda não somos humanos realmente, estamos em processo de nos tornar. Ainda agimos muito pela biologia, caça/reprodução, o que nos faz ser territorialistas, ávidos por poder e descontrolados. Penso que se déssemos auto consciência a qualquer animal ele agiria como nós agora.

O processo de humanização é lento e cheio de retrocessos. Mas acredito que com paciência e compreensão dos que já avançaram no caminho; o grupo chegará mais rápido. Não a ponto de eu enxergar, acho que morro antes porque estou falando em séculos, talvez milênios. É notória uma mudança de mentalidade, numa parte da população da terra e esse grupo vai liderar nossa capacidade humana ao seu mais alto desenvolvimento. Tenho certeza disso! Confio no processo da vida! Veja o mundo melhor e assim ele se mostrará para você.


Namasté!

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Torre (Arcano 16)



“Talvez você esteja se sentindo muito abalado neste exato momento, como se a terra tremesse sob seus pés. O seu sentido de segurança está sendo desafiado. Esse terremoto é necessário, se você aceita que ele aconteça, emergirá dos escombros mais forte. Tente assistir à destruição com desprendimento, quase como se isso estivesse acontecendo com outra pessoa.”

Fonte: Tarô Zen de Osho

Quando essa carta aparece, pode estar sugerindo que é hora de lagar certezas e preconceitos. Não é uma experiência fácil, mas pode ser libertadora. O início de uma cura, na qual é preciso extrair o que não serve, para dar lugar à saúde. 

A melhor forma da pessoa passar por isso é compreendendo que tudo vem para o melhor, talvez não imediatamente, pois agora tudo é confusão, mas no futuro, quando a poeira baixar você verá um espaço para o novo, para a cura.




Floral:
Rescue O floral do salvamento!

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A Temperança (Arcano 14) 
O Sol (Arcano 19) 
O Tarô - Orígens 



sábado, 9 de janeiro de 2010

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes



Augusto Jorge Cury
Rio de Janeiro: Sextante, 2003
171 p.


O que gostei mais neste livro foi a idéia de contar histórias para ensinar. Ele aponta que há uma distancia afetiva em pais e filhos porque estes não aprendem a falar de si mesmos e se exporem, vivem juntos, mas são estranhos para si mesmos e um para o outro. Ele acredita, e eu também, que ao contarmos nossas histórias esse abismo diminui. E afirma que “quanto pior for a qualidade da educação (emocional) mais importante será o papel da psiquiatria” no que eu estou de pleno acordo!


Ele estimula o tempo todo as pessoas contarem suas próprias aventuras e desventuras; por que é fundamental para a formação da personalidade dos filhos que os pais se deixem conhecerem. Tenho isso em minha experiência, muito do que me suportou em minha vida forma as histórias contadas por minha mãe e minha avó, sobre suas vidas.


No livro Cury detalha essa teoria, dando exemplos e dicas de como fazer isso. Acho que todo pai e mãe devem ler e se inspirar nesse livro, mesmo que não concordem com tudo que está escrito. Eu recomendo o estudo dessa idéia!


Boa leitura!

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Afirmação de auto estima





“Sinto-me bem ao me olhar no espelho, dizendo: Amo você , amo você de verdade.”




Porque não? Parece estranho nos declarar para nós mesmos num espelho, não é? Mas este é um dos melhores remédios para os males da alma. Ame-se, você merece!!!

Namasté!


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domingo, 3 de janeiro de 2010

O que se perde por parar de fumar




Incríveis dentes e dedos amarelados pela nicotina.
O bafo do fumo e seu perfume espalhado pelos cabelos e roupas.
Um pulmão a lá Marisa Monte: Cor de rosa e carvão.
A maravilhosa secreção formada, que provoca uma tosse, mais marcante que o Réquiem de Mozart.
O pigarro, não podemos esquecê-lo, seu charme, sua elegância!
A inconveniência de se parecer um eterno dia de São João.
Além do próprio ato, que perdeu todo o seu simbolismo e ritual.


Os antigos fumavam pelos deuses ou pelo prazer, havia certa reverência no fumar. Como me disse uma preta-velha, fumava-se para pensar...


Hoje o fumo (ato) é feito automaticamente, sem pensar, é imposto por pessoas que insistem em dizer que fumar é o sucesso, o bem estar, a liberdade, um jeito de ser, claro que é verdade; para os donos das fábricas, claro, essa informação não é fornecida ao consumidor...


Mas pensando bem, o fumante também gera empregos. As fábricas sustentam muitas famílias. Claro que os médicos e laboratórios também levam sua parte. E de certa forma, morrer todo mundo vai, uns mais saudáveis outros menos. Tem muita gente no mundo, alguns têm que ir mais rápido mesmo. Porque não capitalizar isso?


Ser uma chaminé ambulante tem seus charmes; o maior é ser ingênuo o suficiente para achar que fumar é bom e faz bem!...