sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Que nome eu dou?


Terceira pergunta da @auddymy:

“Então eu não amo?! E qual o nome dado ao que sinto?”

Quando respondi o comentário eu disse que poderia dar o nome que achasse melhor, o nome em si não importa o que me ocupa é a consciência do que sentimos, o nome é para facilitar a explicação.

O importante é saber que não aproveitamos bem a fonte amorosa que passa por nós. O principal é saber que podemos aumentar a qualidade da expressão afetiva, se tomarmos conhecimento de que mutilamos o comportamento amoroso e damos a desculpa errada a nossas atitudes destrutivas, chamando tudo de amor.

Se sufocamos um filho com excesso de zelo e nos intrometemos em suas escolhas, chamamos isso amor. Se perseguimos um amante, vigiando todos seus passos, até o outro se sentir um criminoso, dizemos que é porque o amamos. Se nos metemos, invadimos mesmo, a vida de um amigo, é porque nos importamos e... O amamos muito! Tem gente até que matou usando essa desculpa. Fazemos coisas antiéticas e destrutivas, mas quando pintamos esse comportamento com o amor, justificamos e até achamos bonito e necessário em alguns casos.

Batemos, xingamos, suspeitamos, ficamos doentes, deprimimos, ficamos obsessivos, impulsivos e chamamos isso de amor. Eu não acho que amor adoece ninguém, se estamos nos comportando assim tem mais a ver com nossa baixa auto-estima, insegurança e traumas do que com o fluxo energético amoroso. E penso que precisamos saber diferenciar isso, para podermos usufruir melhor deste próprio fluxo, que eleva e amansa nosso comportamento, ele é como um libertador, uma chave, que nos solta da prisão da ilusão egóica. Vivemos dentro de uma percepção distorcida, alucinando e o amor abre nossos olhos, nos faz enxergar o real. Acho que era isso que Jesus fazia quando curava os cegos, tirava eles da ilusão egóica. O amor (fluxo de energia) faz a gente ver sem distorções.

Então amiga o que eu quero dizer é que você pode amar de forma muito mais elevada, mas primeiro tem que saber a diferença entre amor e distorção. O nome não importa é só explicação. O que vale mesmo é a experiência e você vai saber quando sentir diferente.

Namasté!

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