sexta-feira, 22 de maio de 2009

BUSCAR A PERFEIÇÃO


Dia desses ouvi a estória de uma mulher que estava triste por não ter as refeições familiares do jeito que ela havia aprendido que é certo. Discutia-se quem tinha razão, ela ou a família resistente? Inicialmente todos se compadeciam da mulher, mas alguns diziam: ela está errada em forçar pessoas a fazerem o que não querem...

Não tem nada de errado em tentar arrumar as coisas como nos parece ideal. Isso é natural. Queremos o que achamos melhor. Então nos esforçamos para que isso aconteça. Uma mulher querer que o jantar de família seja igual ao do comercial de margarina não é errado. Então ela tenta, uma, duas, três vezes e não consegue colaboração... Até a terceira vez ela estava esperançosa, confiante que iria ajeitar tudo, mas da quarta vez em diante, ela começa a sofrer, fica aborrecida, infeliz, insatisfeita, consigo e com a família.

Esse é um sinal de que algo precisa mudar. Não na família, mas nela. Se ela não conseguiu ajeitar tudo; conquistar a colaboração, é porque a maioria da família não faz o tipo família margarina, o melhor é ela constatar isso; por ali ela não vai. Jantar junto talvez não seja a marca dessa família. Então é hora de largar esse sonho ideal e partir para o real, o que mais próximo do ideal pode acontecer?

Se ela observar a família e entender seus participantes, vai ver uma trilha, por onde começar, os próprios familiares vão informar através da ação. Talvez não seja um jantar, mas algo faz essas pessoas ficarem juntas. O que é? Perguntaria a mulher.

Então a partir de novos dados, ela pode montar o ideal dessa família, aquilo que eles podem fazer de melhor, talvez daí dê para tirar satisfação. De outro jeito eu só vejo um caminho: Amargura, para todos!

Namasté!

Leia Também:

15 comentários:

  1. Oi, Nanda...
    A gente, muitas vezes até incoscientemente, se atrela a coisas que nos fazem sofrem!
    Ficamos batendo sempre na mesma tecla até nos darmos conta que um pequeno ajuste, um novo olhar, uma nova direção nos poupa deste sentimento desnecessário.
    Já chegam as dores que vem de fora... as de dentro devemos tentar administrar melhor!

    Lindas palavras!
    Bjs e bom final de semana pra ti1

    ResponderExcluir
  2. OI Nanda,
    Como lhe disse estarei sempre por aqui.. rs.
    Hoje especialmente para agradecer imensamente sua visita e seu comentário em meu blog, percebo que es uma mulher esclarecida e com um coração imenso que Deus a conserve assim!
    Obrigada pelo carinho!

    ResponderExcluir
  3. Nandinha, na verdade o filme foi dirigido por Ivan Reitman (Os Caça-Fantasmas e Um Tira no Jardim de Infância) e escrito por Don Payne, produtor e colaborador de Os Simpsons. É uma comédia romântica que foge do clichê que os filmes do gênero tendem a seguir, chegando quase a satirizá-los. Eu, particularmente, gostei!

    ResponderExcluir
  4. ..a gente fica um segundo no seu blog e ele cai bj

    ResponderExcluir
  5. Nanda é muito bom juntar a família... Mas nem sempre é possível e daí, acaba como o seu post. Um beijo e ainda dá problema por aqui, nem sei se entrará o post, no varal, ele comenta que mtos blogs estão com problemas,,, veja la, bj con

    ResponderExcluir
  6. Nadaaaa! Que eu saiba, só tenho (e mantenho) UM. Aonde viu os outros...?

    ResponderExcluir
  7. Conheces...? http://neozinhoo.blogspot.com/2009/04/o-trem-de-nossas-vidas.html

    ResponderExcluir
  8. Gostei da definição "família margarina" para representar o ideal de perfeição que tentam nos vender, mas que sabemos ser pura ficção.

    Abraços e obrigado pela visita.

    ResponderExcluir
  9. Querida Nanda

    Gostei muito do seu post, especialmente porque ele me diz respeito. Sou a mãe que gosta de juntar a família (já somos 9!) e fazer uma refeição caprichada.

    É um momento que não se impõe. Mas não há filho, genro, namorada de filho ou marido que resista a uma mesa bonita, com flores e em que cada um encontre alguma das suas preferências.

    Tenho genro que não come nenhum tipo de fruta, filha que não come nada que tenha chocolate, filhos que não comem camarão... Mas é sempre possível ter opção pra todos, e todos saem felizes da vida por terem estado juntos.

    Outro dia li um artigo muito próprio, da Rosely Sayão, em que ela dizia que, na falta das antigas reuniões em torno da fogueira pra conversar, a mesa passou a ser o lugar onde são passados os valores de família, as tradições, até o tom de voz adequado para uma conversa grupal. Ou seja, o papel dessas reuniões é quase que vital para a sobrevivência das famílias. My opinion, course!

    Beijo pra você, respondi à sua visitinha no meu próprio blog.

    Talita

    ResponderExcluir
  10. Oi Nanda, este texto nos mostra entre outras coisas, o quanto é difícil aceitar o que ou quem é diferente de nós. É fácil amar quem pensa semelhante a nós, quem tem as mesmas crenças , valores e afinidades... Difícil é conviver com as diferenças e extrair delas algum aprendizado. Bjs e obrigada por seu carinho.

    ResponderExcluir
  11. Amiga Nanda é sempre com grande alegria que retorno para este importante espaço. Honrado e feliz. Quero agradecer sua amizade, atenção e gentileza. Muito obrigado! Parabenizo você pela harmonia e qualidade deste trabalho. Grande tema, ótima escolha, muito bom texto, boa reflexão. Uma preciosidade, gostei. Valeu ter passado aqui. “Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora Coralina. Encontrar-nos-emos sempre por aqui. Aguardo sua visita, passa lá! E volte sempre! Tenha um agradável e feliz fim de semana. Muita paz, brilho, proteção e sucesso. Tudo de bom, prosperidade... Fique com Deus. Forte e caloroso abraço.
    Valdemir Reis

    ResponderExcluir
  12. Amei o texto, não adianta tentar mudar os outros, a mudança tem q vir de dentro de nós ,se não estamos nos adaptando ó melhor é encontrar uma forma de se feliz aceitando da melhor forma!bj

    ResponderExcluir
  13. Cada membro da familia carrega uma história ou melhor, uma bagagem. No caso desta mulher, ela devia querer isto desde quando casou, seria mais fácil do que anos de convívio querer mudar. Não existe receita para a felicidade e esta nao precisa estar escancarada, numa espécie de satisfação social. Entao, aqui em casa, família e comercial de margarina somente fim de semana e olhe lá! Porque respeitamos o espaço do outro, a individualidade e não se impõe comportamento. Bom fim de semana! Beijus

    ResponderExcluir
  14. OI NANDA,
    FICO COM TANTA COMPAIXÃO PELAS PESSOAS QUE PRECISAM DOS OUTROS PARA SE SENTIR FELIZ, PRINCIPALMENTE POR AINDA SENTIR ESSA NECESSIDADE TAMBEM...
    LEGAL QUANDO AGENTE SE RECONHECE COMO ÚNICO SER QUE PODE NOS FAZER FELIZ E PASSA A LIBERTAR AS PESSOAS QUE AMAMOS DESSE FARDO...
    ESTOU BUSCANDO ESSE CAMINHO E CONFESSO QUE É DESAFIADOR PORÉM, CONPENSA TUDO.
    NAMASTÊ

    ResponderExcluir

Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.