domingo, 19 de setembro de 2010

Escolha de Sentimento (parte 2)




Continuando o texto anterior, deixei algumas perguntas para vocês pensarem a respeito. Baseada na idéia de que podemos escolher como nos sentimos, propus a hipótese de mudarmos nossa programação quanto a como vemos e interpretamos o comportamento mentiroso que alguns entes queridos, de vez em quando reproduzem (incluindo a nós mesmos, viu?)

E se pensássemos assim: Aquilo que eu vivo dia a dia é a minha verdade e está bom, se o outro esconde algo de mim, eu não posso adivinhar, mas isso que eu vivo agora é minha verdade e nenhum comportamento alheio pode me tirar essa verdade?

Não parece melhor? Vamos dizer que você descobriu que além de você seu cônjuge namorava outra pessoa e não lhe contou nada... Será que só por causa disso, tudo o que você viveu se tornou automaticamente mentira? Os seus sentimentos perderam a validade por que o outro mentiu? Você não sentiu o que sentiu porque o outro não foi totalmente sincero?

Eu acho que não! O que você viveu foi real, apenas você não teve acesso a uma parte da vida do cônjuge. Alguns acham que só podem ser verdadeiramente amadas se forem as únicas amadas por aquele outro, mas isso é impossível, não conseguimos amar sempre e unicamente uma pessoa só, amamos variadas pessoas, com expressões diferentes todos os momentos. Amamos pais, mães, amigos, ídolos de TV ou literatura, colegas de trabalho, filhos e às vezes, amantes, sim, é verdade... Mais cedo ou mais tarde no caminho de um longo relacionamento, achamos outra pessoa interessante. E aí? A partir desse momento o que você viveu com o parceiro fixo de alguns anos passou a ser mentira?

Acho esse conceito conto de fadas demais. É uma ilusão que nos apegamos para nos sentirmos especiais. Mas ele provoca mais sofrimento que alegrias.

Pense nisso. No próximo texto eu continuo o assunto!

Namasté!

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12 comentários:

  1. Oi Nanda,
    É a tal da relatividade de realidades, não?
    O que o "observador" percebe e vivencia é a SUA realidade, daí a sua individualidade.
    abraços

    PS: quanto tempo

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  2. Cristiano:

    Isso mesmo! Meu desejo é inspirar as pessoas a verem que podem mudar de perspectiva!
    Que bom nos encontrarmos de novo!
    Bjão!

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  3. O meu ex marido se fazia de coitadinho... etc, assim ele dava um disfarce para o que descobri anos depois: traição. Ser traída é ruim, mas não o pior, o pior é que eu era traída, provavelmente ele tinha raiva de ter que dividir bens ao se separar de mim, então além de me agredir fisicamente, violava todos os meus direitos. Ele colocava a culpa em mim, se passava por vítima. E eu entrava na dele, esquecendo que a vítima era eu. Trair a confiança é lastimável, mas por causa disso colocar a vida do outro em perigo e meter filhos no meio, isso sim que é terrível.

    Bjs

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  4. Sissym:

    Não é nada agradável conviver com alguém emocionalmente doente...
    Mas ainda penso que essas pessoas precisam mais de oração do que de nosso ódio.
    De qualquer forma, não é porque o outro mentiu que aquilo que você viveu interiormente se tornou inválido.
    O que eu digo é: somos livres, internamente, do comportamento do outro e podemos escolher como vamos nos sentir em relação ao comportamento deste.
    Bjão!

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  5. No meu ponto de vista como um jovem cheio de expectativas e esperanças para o futuro, realmente foi um pouco difícil entender o seu modo de pensar, porque na minha mente eu espero um amor pra vida toda e fazer tudo bem bunitinho como manda o figurino, mais olhando pelo seu lado Nanda você fala uma verdade que ninguém quer aceitar pelo fato de estarmos numa cultura que hoje ainda é bem restrita sobre esse assunto. Agora o que fazer? Será que tanto faz seguir esses dois pontos de vista? Um que pode ser menos dolorido (Que é o tema que estamos analisando) Ou aquele que estamos acostumados a ter? que pode ser muito sofrido mais ao mesmo tempo pode ser o melhor de todos. Eu acabo concluindo que tudo isso é uma questão de sorte. Nanda espero que tenha me entendido!

    bye bye...

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  6. Primeiramente, ninguém é de ninguém.
    Segundo, não há uma lei que te obrigue amar uma pessoa para sempre!
    Terceiro, homem não precisa deixar de amar a mulher para traí-la, ele traí mesmo assim...
    Portanto, é bom que a mulher tome consciência disto e deixe de se enganar achando que será a única!
    bjusss

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  7. Oi Nandinha. Achei um tempo e vim verificar como anda esse "fórum".
    Eu acredito que sempre que colocamos a mão em nossa consciência, constatamos que nossa vida não é feita só de verdadesd e que as coisas que fizemos devem ser pesadas antes de apontarmos o dedo indicador para alguém.
    Certa feita, já a longos anos atrás, estava noivo. Eu era perdidamente apaixonado. Mas descobri que meu amor me traia. Fiquei arrasado. Descobri, depois, que essa pessoa com quem ela me traia era alguém com quem ela convivera durante muito tempo. Então, eu era o intruso e não ele. Certa noite convideia a passar a noite comigo. Fizemos amor como nunca haviamos feito enates e no dia seguinte eu disse "agora você pode ficar com o teu amor". Acho que eu a feri muito mais, por que ela pensava que tudo tinha ficado bem e que eu não a abandonaria. Coitada...

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  8. Alex:

    Com o tempo você verá que fazer tudo "bonitinho" é muito relativo e amar para sempre é um exercício de amar um dia por vez.
    Aprecio sua intenção e torço para que realize seu desejo!
    Quanto aos pontos de vistas não só existem dois não, isso é só o começo! rsrsr
    E a escolha é de cada um mesmo, o que eu desejo é avisar que existe opção e você não precisa seguir a manada se não quiser.
    Bjão!



    Brasigrega:

    O sentimento de pertencer é uma sensação de segurança, de que é membro daquele lugar afetivo. Mas na maioria das vezes confundimos isso com posse, propriedade.
    Amar para sempre é, como disse acima, amar um dia por vez. E acho que é possível, mas muito trabalhoso! rsrsr
    Devemos modificar o critério amoroso, e abandonar a ideia de que só nos sentimos amadas quando somos únicas. Isso não é verdade nem mesmo quando é a gente (mulheres) que está dizendo. rsrsr
    Bjão!



    Marcos:

    Obrigada pela visita!
    Espero que você tenha ficado bem. E perdoado a moça. Nem sempre o que fazemos é por descuido com o outro e sim, por não educarmos nossos impulsos.
    Lembre-se que não há como nos vingar sem que nos sujemos também.
    Bjão!

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  9. Cara Nanda... eu concordo muito com o aspecto de autoajuda do texto e com o incentivo ao pragmatismo necessário nesses momentos em que o "dar a volta por cima" é prioridade absoluta para se recompor. No entanto, eu acho que situações que nos chocam não podem ser ignoradas num segundo momento, pois, é quando se avalia o lado positivo e consciente dessas vivências e se reformula a ordem de valores. Se negligenciarmos essa segunda parte, corremos o risco de banalizar determinados sentimentos. Não entenda de forma alguma como crítica, mas como uma oportunidade de se desenvolver uma discussão sobre o tema. Parabéns pelo texto e pelo tema. Seguindo agora o seu blog a partir de agora. Abraços!

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  10. José Cláudio:

    Obrigada por querer debater o tema!
    Acho muito válido seu complemento e lembrança!
    As palavras às vezes não conseguem ser completas. Por isso leis têm emenda! rsrsr
    Você tem razão e a proposta não é ignorar sentimentos, mas trocá-los por algo que nos faça viver melhor. E não podemos trocar de lugar se não soubermos onde estamos mapeando-o bem.
    O aprendizado só se dá se sairmos do lugar de dor e é isso que quero anunciar: é possível viver melhor com menos dor!
    Obrigada e espero que continue complementando e questionando tudo!
    Bjão!

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  11. Nanda, acho que o problema não é uma mentira ou duas descobertas... o problema maior está em várias mentiras, durante muito tempo e mesmo diante de muitos perdões.
    O amor também cansa de perdoar. Juro pra ti que aprendi isto neste ano. Meu amor cansou de perdoar tantas mentiras e hoje posso dizer que meus sentimentos além de perderem a validade, ficaram com feridas que talvez nunca cicatrizem e tudo por causa da mentira.Eu me culpo por ter sido tão ingênua durante tanto tempo e estou tentando me perdoar por isso. Perdoar os outros é muito fácil pra mim.
    Esquecer as mágoas causadas pela mentira, é impossível pra mim.

    Beijos, querida.

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  12. Du:

    Tratar isso é uma coisa complexa mesmo! Minha sugestão é uma nova abordagem da situação, poder ver as coisas de forma diferente na base, para podermos lidar com isso também de maneira diferente.
    Jesus pede que perdoemos 7 vezes 7 mil vezes, indefinidamente, mas não precisamos ficar na companhia de alguém que tem a mentira como hábito de vida. O perdão é soltar a lembrança dolorida que guardamos dentro da gente.
    A proposta é sair do pensamento comum, sei que é difícil, mas não é impossível!
    Bjão!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.