domingo, 24 de outubro de 2010

Um novo casamento



Hoje temos mais uma colaboradora do Múltiplas, Bia. Que sugeriu o tema sobre:

“O papel do casal nos dias de hoje. Ficou tão estabelecido as funções (homem protege, mulher acolhe) que às vezes as pessoas ficam perdidas.”

E lança duas perguntas:

“A mulher está se tornando cada vez mais independente, mas e no relacionamento, isso também deveria mudar?”
“O homem não teria que dever dar apoio e segurança para a mulher, na relação do casal?”


Bem, sobre a primeira pergunta sobre as mulheres independentes, já falei no texto “Programação da mente feminina”. E sobre se deveria mudar eu falei no texto “Há saúde na dependência?” Segundo esses dois textos, a mulher ainda está no processo de ser independente nos relacionamentos, a programação da fragilidade emocional e de necessidade de ter um homem para se sentir amparada diante a vida ainda está tocando como “hit parade” em nossas mentes. Vejo mulheres completamente autônomas financeiramente e profissionalmente, mas algemadas à casamentos insatisfatórios por medo de ficar sozinhas... Leia-se, sem homem.

Os dois textos respondem se “isso também deveria mudar”, no meu entender é claro que precisa, não dá para ser independente numa área só, é preciso estender isso para vida toda. Onde há dependência há mal estar. Agora, precisamos compreender bem o que é independência e autonomia. Acho que esses conceitos não estão sendo bem entendidos.

Pensamos que uma pessoa independente deve ser abandonada à própria sorte, agimos quase como retaliação. Ah! Não é tão independente? Agora se vire sozinha para tudo! Um ser independente não é um ser isolado, nós humanos trabalhamos em equipe desde que deixamos de ser macacos, foi isso que nos garantiu sobrevivência. Sozinhos morremos.

Um casamento é um trabalho em equipe e numa equipe há e deve haver colaboração, cada um faz uma parte para o todo funcionar melhor. O que começamos a fazer foi “cada um por si e deus por todos”, confundimos independência com abandono, descuido, retaliação. Ficamos nos 8 ou 80, só vivemos juntos se formos dependentes. Ainda não sabemos como duas pessoas independentes afetivamente podem ser companheiros. E é isso que deve mudar.

A pergunta deveria ser: O que é ser independente? E depois... Como sendo independente posso amar e conviver com um cônjuge?

Bom, o texto ficou grande e vou dar continuidade ao tema no próximo, ok?

Namasté!

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8 comentários:

  1. A familia, como ela se apresenta hoje em dia, mudou mesmo. Contudo, nao importa como seja prevalecerá sempre o amor e o respeito, não interessando tanto assim a independencia, pq sem admiração e querer o bem, náo há solidez.

    Bjs

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  2. Sissym:

    Oi linda!
    Acredito que sem a sensação de independência o amor e o respeito não conseguem nascer ou sobreviver. A liberdade de ser é a base para eles.
    Mas repito, a que se entender bem o conceito de independência para poder compreender o que falo.
    Não há amor sem autonomia.
    Bjão!

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  3. "A pergunta deveria ser: O que é ser independente? E depois... Como sendo independente posso amar e conviver com um cônjuge?"
    PARABÉNS NANDA, PERGUNTA ESPETACULAR E COM CERTEZA AGONIANTE PARA ALGUMAS PESSOAS QUE SOBREVIVEM EM CASAMENTOS FALIDOS, SINONIMOS DE STATUS.
    ÓTIMA SEMANA, BJS
    FATIMA

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  4. Maria de Fátima:

    Perguntas são motivadoras de crescimento e todo crescimento, no início, é agoniante...
    Esse é o melhor tipo de agonia que podemos ter! rsrsr
    Obrigada!
    Bjão!

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  5. Nanda,
    Este assunto já foi objeto de estudo de um grupo de amigos aqui em Brasília, "o papel do Feminino e do Masculino no mundo contemporâneo". Líamos livros relacionados ao tema e discutíamos depois. Alguns exemplos de livros: "mulheres que correm com lobos", "personas sexuais", "os mil e um dias", "o cálice e a espada"(este eu recomendo demais, escrito por Riane Eisler).
    O que de pronto concordamos é que, não se pode discutir o tema, sem buscar suas raízes históricas, prescutar o papel do Feminino antes do surgimento do Cristianismo, compreender o movimento feminista e ainda, perceber que o Masculino talvez esteja mais "perdido" que o Feminino.
    Em relação à formação de um casal, eu tento ser suscinto numa palvra: "ALIANÇA" e tudo o que advém da sua interpretação.
    Gosto do termo Autonomia e concordo que dependencia/independencia é um tanto limitante para uma discussão mais ampla e ideal.
    No fundo (aí é uma esperança pessoal) todos estão no mesmo barco e devem se ajudar, do contrário: glub glub glub

    Beijos

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  6. Cristiano:

    Eu acho que história e a psicologia evolucionista, são meios muito bons para a compreensão de nosso comportamento!
    Aliança me lembra prisão... Normalmente a usamos como sinônimo de laço e não de coalizão...
    Acho boa essa história de mesmo barco. Lembra equipe e responsabilidades individuais e coletivas.
    Ainda temos um longo caminho para deixarmos de sermos (homens e mulheres) inimigos e percebermos que estamos do mesmo lado do jogo...
    Bjão!

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  7. Vc pediu pra postar aqui o comentário que eu por email, então aqui está :)
    "Ahhh, eu li! Muito bom mesmo, ainda mais a parte que fala que o casal é que nem uma equipe. A gente sempre confunde, e acha que devemos ter ou uma dependencia ou uma independencia extrema, mas como vc disse outra vez, tem que haver o equilíbrio. "Nem tão no céu, nem tão na Terra", acho que é assim a frase. :)
    Esperando ansiosamente pelo proximo texto :D
    Bejãooo!!!"

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  8. Bia:

    Obrigada querida!
    Equilíbrio é a palavra chave!!!
    Bjão!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.