domingo, 13 de junho de 2010

Semente




@Kriclau



Essa é simples! Porque para amar temos que nos tornar vulneráveis, frágeis... Flores abertas. E isso é doloroso e assustador! A primeira parte do amor, quando a paixão acaba, é dolorosa porque a cegueira do estado apaixonado é curada e podemos enxergar os outros lados do parceiro. Esses outros lados estão um tanto deformados pelas experiências anteriores de decepção, frustração, abandono... Não é muito bonito de se ver.

É o que eu chamo de teste. Primeiro seduzimos, mostrando só nossos encantos, depois testamos a presa para ver se ela agüenta, se ela vai ficar mesmo, senão como podemos confiar em longo prazo?

Nesse momento fazemos careta ou fugimos para ver o que acontece com o outro, o grande problema dessa tática é que o outro está fazendo o mesmo... Daí a impressão que todo mundo corre do amor, depois de correr para o amor.

E não pense que você não faz isso só porque não deixou de “investir” no relacionamento. Às vezes é um investimento tão pesado que serve para botar o outro para correr!

O amor é para os bravos, os que podem se despedaçar, porque precisamos sair da casca do ego para poder vivenciá-lo. Então não há amor sem morte, a semente tem que explodir para brotar o amor. E isso dá medo.

Só encarando o medo e passando dele chegamos ao amor. Mas acredito que vale a pena! Afinal, ainda estamos tentando, não é?

Namasté!

Chegamos ao final das perguntas inspiradas da @Kiclau espero que tenham gostado!

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5 comentários:

  1. Nanda!!!

    Qtas saudades de vc!!!
    A fase da paixão pode ser arrasadora mesmo, e se não somos correspondidas, deixamos de lado...
    E depois notamos qtas besteiras fizemos por aquela paixão...

    Eu e Guilherme estamos bem, ele está morando comigo...
    E estou vivenciando outro tipo de amor, mais maduro...
    Já andei pelas estradas de medo, as vezes dou umas escorregadas, mas sempre volto para o caminho seguro...
    O importante é que nos amamos...

    bjão

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  2. Minha querida amiga, agora à noite falava justamente sobre essas questões com minha irmã e resume-se bem na frase inicial que voce apresentou. Eu não tenho medo de amar nem errar, mas gostaria de nunca mais viver a experiencia terrivel pela qual passei.

    Bjs

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  3. Mylla:

    Fico feliz em saber que seu relacionamento vai crescendo, parabéns!
    O amor é o meio mas é preciso inteligência para manter o relacionamento!
    Bjão!


    Sissym:

    E vc não passará! Confie no seu aprendizado! Ele é que vai lhe dar as dicas de não repetir a experiência.
    Bjão!

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  4. Isso que costumamos chamar de amor é, na minha opinião, apenas mais um artifício que criamos para nos manter entorpecidos. Assim como o divino; o inferno e a salvação, o jogo; a competição e a vitória, o dinheiro, o poder, as conquistas... Precisamos manter nosso cérebro distraído para esquecermos que por mais que agente construa, destrua, limpe, polua; não passamos de primatas. Primatas que querem se sentir especiais com relação ao resto do universo. Amados, temidos, respeitados, desejados...Primatas dotados de um ego incontrolável. O mesmo ego que me impulsionou a comentar, registrar minha realidade.
    Beijo.

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  5. Anderson:

    Concordo, apenas não acho que o ego é incontrolável...Só quando não nos dedicamos a conduzi-lo, a domesticá-lo.

    Isso tem remédio, inventado há mais de 2.500 anos.

    Bjão!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.