segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Infidelidade


Uma psicóloga francesa Maryse Vaillant lançou um livro “Les hommes, l’mour, la fidelité” falando sobre o assunto fidelidade, o que ele diz mesmo eu não sei, porque não li o livro, mas as matérias da internet estão falando que ela sugere que “as mulheres permitam que seus maridos tenham relacionamentos extraconjugais para manter o casamento feliz”.

Meu amigo @LandNick do Twitter sugeriu que eu escrevesse algo sobre isso, pois ele ficou curioso sobre a opinião das mulheres a respeito do assunto. Algumas coisas apareceram na minha cabeça...

A primeira foi ver o sentido que o dicionário dá a palavra “infidelidade” e achei a seguinte definição no Aurélio: Infiel – que não cumpre aquilo que se obrigou ou se obriga.

Pensei que o primeiro problema está aí, nós nos tornamos infiéis, por nos obrigarmos a fazer algo que não estamos mais dispostos... Combinamos algo, num momento de paixão, quando essa passa queremos continuar com algo obsoleto, sem a ajuda da cegueira da paixão. Sim, o estado apaixonado nos cega e nos foca a uma pessoa só, realmente não queremos mais saber de ninguém, é uma obsessão, mesmo os homens que são mais volúveis, nesse estado mental, não conseguem pensar em outra mulher... Mas isso passa! Com o tempo a paixão cede e voltamos a enxergar. O problema é que não colocamos nada no lugar, queremos continuar com a promessa da exclusividade sem ajuda nenhuma, então começam os problemas...

As mulheres, neste momento, estão muuuuito ocupadas; filhos, cuidar da casa e do marido, ser uma profissional de sucesso, se manter bonita (ginástica, salão de beleza, roupas), estão tão ocupadas que outros homens passam despercebidos (mais ou menos...). Já os maridos não têm lá muita coisa com que se preocupar, trabalhar para sustentar a família e... Olhar mulher com os amigos! Bom aí o negócio complica. A tensão surge e o compromisso de exclusividade balança. A maioria cai em tentação pelo menos uma vez na vida (também escuto homens...). E todos vivemos numa mentira: fidelidade conjugal. Ou seja, a manutenção de um acordo de exclusividade, onde provamos nosso amor. Acho que isso tudo resume muito o sentimento amoroso. Coloca-o na genitália e o confina lá. Se você transar com outro(a) não me ama mais! Será? Será que o amor é só sexo?

O fato é que essa coisa de exclusividade sexual causa muita tensão no casamento(nisso concordo com a doutora) e se for tirada essa preocupação, muita coisa melhora, mas não resolve tudo. Fidelidade pode ser o principal problema, mas não é o único!

E você, mantém seu compromisso?

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18 comentários:

  1. Oi Nanda! Tema interessante nesse post.
    Concordo com td o que vc colocou ai, que com o tempo, a paixao se acaba.
    Mas acho que e responsabilidade dos dois manter esse fogo aceso.

    Desejar outra pessoa pode ser algo normal. Mas dai a estar com outras pessoas é diferente.

    Acho que entra a questao do respeito (com a pessoa que vc esta, com os momentos bons do relacionamento, tds essas coisas) e tb a questao da seguranca (qto mais parceiros uma pessoa tem, mais riscos corre...). Alem de que, pessoalmente, opino que e melhor estar com uma pessoa e desfrutar dos momentos com essa pessoa do que estar com varios e estar sozinho. Isso nao nos leva a lugar nenhum... Mas e opcao de cada um.

    Nao creio que por passar uma noite com uma pessoa diferente o amor de acaba. Mas se vc compartilha vida com outra pessoa, esse tipo de atitude destroi td o que vc construiu. Nunca sabemos como o outro vai encarar...

    O que eu tenho em mente e que ninguem e obrigado a estar com ninguem e que podemos mudar com o tempo. E mais: devemos!
    Entao, partindo desse ponto, sou da teoria de que e melhor deixar claro as coisas a outra pessoa e ser sincera, sendo fiel aos nossos sentimentos.

    As coisas nao tem para que durarem a vida inteira.

    E se respeitamos os nossos sentimentos e o da outra pessoa, o tempo faz o seu trabalho.

    É o que eu penso!

    Boa semana.

    Bssssssssssssssssssss
    FE

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  2. Não é da natureza do ser humano passar uma vida inteira com uma pessoa só. Isso seria um desperdício da nossa imensa capacidade de amar.
    O que está errada é essa maneira arcaica de pensar a fidelidade. Pra alguém ser realmente fiel tem que começar sendo fiel a si mesmo, aos seus desejos, ao seu temperamento, à sua felicidade.

    Luciene Alves

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  4. Olá ,Nanda

    Que tema espinhoso heim menina!
    Todos nós seres humanos temos uma tendência a apreciar o que é novo ,pois da vazão as nossas fantasias e idealizações pois,o que é idealizado não se desgata com a convivência.porém um breve passeio na era primitiva quando a a mulher era vista como deusa ,pois assim como a mae-terra ela procriava e o homem não sabia da sua função produtiva não havia fidelidade, daí surgiu a inveja do útero..Quando o homem deixou de ser nômade e passou a ser sedentário,começou a usar a força criou aldeias, depois cidades o poder passou a ser Patriarcal.As mulheres passaram a ter sua sexualidade rigidamente controlada pelos homens ,pois era única maneira de ter certeza da transmitir a sua descendência.
    Nos primórdios o principio masculino e feminimo governavam o mundo não havia fidelidade.

    A sociedade evolui a mulher de colaboradora passou a ser dependente.. até que ... houve a Revolução sexual nos anos 60. A mulher assumiu seu papel na sociedade outrora predominantemente machista.Creio que até na questão da infedelidade a mulher ,hoje em dia se iguala ao homem ,embora estatisticamente ,até por questões culturais o homem ainda é mais infiel que a mulher.Resumo da òpera rsrs..O Respeito e o diálogo são fundamentais .E vale a pena !!

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  5. Fernanda:

    Oi querida!
    O que vc descreve seria o mundo perfeito... Onde todos soubessem lidar com seus desejos e emoções. Ainda não vivemos neste mundo.
    Não conseguimos nem ser honestos conosco, quanto mais com um parceiro! Não acho isso impossível, só difícil e não real agora, pelo menos para a maioria.
    Acho que podemos mudar conceitos e daí partirmos para outro tipo de relacionamento, isso é uma construção que estou propondo com o texto.
    Bjão!!!
    Ps: brevemente terá 2 textos inspirados em perguntas sua, aguarde!



    Luciene:

    Eu acho que não é da natureza animal, permanecer com um parceiro só, e nós somos parte animal e precisamos conhecer essa parte tão forte na gente para podermos escolher outras atitudes.
    Concordo que precisamos mudar conceitos e maneiras antigas de ver as coisas e principalmente nos conhecermos melhor para podermos ser fiéis a nós mesmos.
    Bjão!



    RÔ:

    O tema é quente, pois mexe com muito de nossos medos, e o pior deles "o abandono".
    Ainda não sabemos como lidar saudavelmente com nossa sexualidade. E também ainda não aprendemos a conviver amando.
    Ainda não nos respeitamos nem nos ouvimos, para podermos estender essas atitudes para o outro.
    A proposta aqui é ir aos poucos desfazendo conceitos antigos, os quais vc citou, e modificarmos gradualmente as amarras para nos relacionarmos sem entrarmos numa guerra.
    Bjão!

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  6. Já tive a oportunidade logo no ínicio domeu casamento de ter um outro relacionamento, mas como passar dos dias fui vendo que isto estava trazendo problemas emocionais até para mim,minha esposa nunca soube deste relacionamento, mas hoje vivo apenas para ela e minhas filhas, pois foramgastos totalmente desnecessários que tive com esse outro relacionamento

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  7. Nanda, realmente, ser monogâmico é uma tarefa árdua, mesmo para quem tem um bom controle sobre sua libido.
    Adorei o tema e sua abordagem foi magnífica! E, vivendo uma vida espiritual pagã como vivo, vi que o comentário da Rô Castro reflete bem o que levou a humanidade a toda essa trapalhada.
    Gostaria de ler mais sobre isso, então, escreva mais querida.
    Beijos de estrelas polígamas.

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  8. A verdade que a sociedade não nos prepara para este tipo de concepção. A familia e a igreja já tem estipulado e sacramentado o que significa o amor e o sexo.
    Fazer fora do casamento sem caracterizar traição é complicado. Porque se faz fora é a falta do complemento no casal. Talvez não seja infidelidade nua e crua, mas é tçao dificil aceitar. O homem trai, mas condena duramente a mulher que tem que ser casta até a morte.

    Há outro lado, eu apanhava de um homem que me xingava de vadia e vagabunda sem eu jamais ter feito nada. Era tudo uma farsa para encobrir o que ele estava de fato fazendo fora do casamento, e no leito conjugal nada queria. Os anos passando, eu bela e só e machucada.

    Acho que se está ruim, partir para outra é um lance mais saudável antes que tudo vire sofrimento.

    Bjs

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  9. Olá Nanda!

    Penso que essa é uma das muitas abordagens do assunto, mas o teu texto é lógico e faz todo o sentido. Penso apenas que as sociedades ainda não estão preparadas para esse tipo de "choque". Uma mudança de atitude quase milenar não é coisa fácil. Mas temos que manter a nossa mente aberta a outros conceitos, mesmo que não sejamos capazes de os por em prática. Questioná-los já é muito bom!

    Ainda mantenho aquele velho conceito de que: quando as coisas não correm bem, o melhor é acabar por ali.

    Excelente crónica.

    Beijos
    Luísa

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  10. Amiga muito bom o tema, mais sou um pouco radical nesta questão, penso ser a traição o maior mal do ser humano, pois seguindo este ato vem outros desencadeando situações muito ruim para a vida, em qualquer que seja a situação sou terminantemente contra a traição.
    Abraços forte

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  11. Sérgio:

    Sim, acabamos descobrindo isso... Acho que um par gera menos desgaste energético, sim. Mas é preciso saber disso, e às vezes só experimentando descobrimos.
    Bjão!



    Tili:

    Ser monogâmico e ser polígamo também! Como disse acima o Sérgio!
    Obrigada!!!
    O comentário da Rô acrescentou nossa história!
    Vou escrever mais sobre isso, aliás já escrevi outros textos com essa temática. Se quiser me ajudar dê sugestões, faça perguntas, para mim fica mais fácil escrever com um impulso!
    Bjão!



    Sissym:

    Não prepara mesmo!Mas podemos questionar as "verdades" impostas e começar a experimentar coisas diferentes!
    Muitas mulheres passam essa história... Ainda vai ser preciso muitos séculos para desfazer as crenças femininas de que elas precisam ter um homem para serem felizes.
    Ser independente de verdade é uma conquista ainda por vir!
    Bjão!



    Luísa:

    Sim, elas não estão, por isso damos o nome de "choque", é preciso um "acorda" para mudança de crenças milenares...
    Manter mente aberta é uma cura a qual nem todos têm acesso ainda!
    Questionar é o começo dessa cura!
    É um bom lema, o difícil é realizar... Afinal nos adaptamos até com o ruim...
    Muito obrigada!
    Bjão!



    Príncipe:

    Também não gosto de mentiras... Mas entendo quando as pessoas as usam...
    Ainda não estamos preparados mentalmente para todo tipo de verdade.
    Bjão!

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  12. Olha Nanda, sou meia suspeita para falar de infidelidade...
    Mas o meu relacionamento é baseado na sinceridade e na verdade... Sem mentira entre nós dois.
    Está dando certo... Em Março faremos um ano...
    Mas sou de opinião que só infidelidade de ambos os parceiros se não houver "verdade", "sinceridade" entre os dois.
    Se ambos agirem corretamente, não haverá infidelidade...
    E nosso maior tempero é o AMOR!

    VC SUMIUI PQ?
    XAUDADES DE VC!!!
    VEM ME VISITAR!!!

    BJÃO

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  13. Mylla:

    Penso parecido com vc!
    Infidelidade para mim é quando mentimos para o outro em algo que afeta-o muito.
    Sumi do Blogger, porque tenho andado muito pelo twitter!!
    rsrsrs
    Fui um dia desses quando coloquei seu link aqui, mas não deixei rastro... Sorry!
    Qualquer dia desses faço um comentário lá, eu gostei muito das coisas que estavam postadas!
    Bjão!

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  14. Ai, Nanda, neste sentido eu ainda sou muito tradicional, vamos dizer assim...

    Eu acho que a definição do dicionário Aurélio já diz tudo: "Infiel – que não cumpre aquilo que se obrigou ou se obriga."

    A partir do momento em que duas pessoas se propuseram a ter um compromisso, elas devem, no mínimo, respeito um ao outro...

    E isso implica, logicamente, em serem fiéis... Eu penso que se a paixão e o amor acabaram, cada um deve seguir o seu caminho e tentar ser feliz novamente...

    Por isso que os casais sempre devem se preocupar em "cuidar" constantemente da relação, fazer coisas diferentes, não cair na rotina... é uma "manutenção" constante, entende?!!

    Infidelidade pra mim, não dá!! rsrs...

    Beijo!!

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  15. Regina:

    Acho que a palavra "ruim" da definição do dicionário é "se obriga" nada que a gente se obrigue a fazer tem vida longa...
    É diferente de querer uma compromisso, e saber que no dia que não quiser mais também isso pode ser mudado.
    Cada um seguir seu caminho é o que todo mundo diz, mas na hora de fazer isso fica complicado, e as pessoas não se deixam ir por causa de muitos conceitos arraigados em nosso inconsciente.
    A manutenção constante deve ser dentro de si respondendo uma pergunta com muita sinceridade, quero continuar o compromisso hoje?
    Meu amor, todos nós mais cedo ou mais tarde mentimos para nosso parceiro, não precisa ser na área sexual, às vezes é apenas em nossos reais desejos, mas não se preocupe essa mentira é apenas um reflexo da mentira que pregamos para nós mesmos.
    Bjão!

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  16. Um tema que dá um belo debate amiga.
    Tem os dois lados da moeda. eu ainda prefiro a fidelidade..acho que depois que se perde a confiança é muito triste reconquistá-la.
    acredito sim que quando acaba, acaba e pronto..mas enquanto pudermos ser fiéis, sempre haverá uma luz..
    Um grande abraço.
    saudades.
    Sandra

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  17. Sandra:

    Acho que em teoria todos preferem a verdade, mas realizá-la, nem sempre é possível. E se começamos a encarar isso, podemos com o tempo exercitar a lealdade com mais facilidade.
    Bjão!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.