sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dalits





Quando estava passando a novela “Caminho das Índias” (sou noveleira, desde pequena), fiquei pensando sobre os Dalits, os intocáveis como chamaram os ingleses, e como eles existem em todas as culturas. Já notaram que as pessoas com as tarefas de limpar a sujeira que fazemos, são discriminadas na maioria dos lugares?

Existe até uma tese que os garis e serventes são invisíveis, ninguém olha ou se comunica com eles. Parece que até aí não queremos entra em contato com nosso lado sujo, pouco nobre. “Encasquetamos” que para sermos civilizados não podemos ter sujeira, temos que ser puros.

O que eu achei legal na Índia é que tudo está às claras, as pessoas de casta não suportam os sem castas. Todos sabem e ninguém finge que não tem problemas com isso. Por aqui as coisas ficam meio nubladas, nós fingimos que somos gente boa que tratamos todos iguais. Mentimos até para nós mesmos. Encobrimos nossos sentimentos, então precisa vir um pesquisador com uma tese e apontar: gari é invisível!

Fiquei pensando porque fazemos isso de forma universal. Repudiamos sujeira ou aquilo que denominamos sujeira. E criamos párias, pessoas que vão lidar com isso para as outras. E pior tratamos mal quem fica com essa função. Acho que devia ser o contrário, deveríamos ser agradecido e honrar quem faz esse tipo de função, ela é nobre, é salvadora, mantém o grupo saudável e forte como médicos por exemplo. Já que muito de nossas doenças vêm da sujeira.

Convido a todos a reverenciarem as pessoas que limpam cidades e casas. Elas são muito importantes para o bem estar do todo. Devem ser respeitadas e devemos ser gratas a elas.


Namasté!

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11 comentários:

  1. Olá Nanda, Párias como são melhor conhecidos os sem casta no Mundo Hindu.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_castas_da_%C3%8Dndia

    Realmente no Brasil existe essa tese que vc destaca...

    " Existe até uma tese que os garis e serventes são invisíveis, ninguém olha ou se comunica com eles. Parece que até aí não queremos entra em contato com nosso lado sujo, pouco nobre".

    Poso afirmar que alguns muitos, arrogantes e soberbos, vaidosos e mediocres é que desqualificam o importante trabalho dos garis como vc tb destaca "como sendo imortante pois contribuem para evitr doenças".

    Entãom Veja o ataque que o "imporante" e bestial ãncora da Band, Boris Casoy do alto de sua arrogância fez e disse:

    1º)http://www.youtube.com/watch?v=f_E4j7vi3js

    2º) http://www.youtube.com/watch?v=fOd9UvmsNto



    3) http://www.youtube.com/watch?v=g2km_kQkcMw

    Forte abraço amiga,

    Bom final de semana.

    ALôha,

    Hod.

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  2. Hod:

    Obrigada!!
    O Bóris Casoy se danou mesmo com esse comentário não foi? rsrssr
    é uma pena que ele pense assim, mas achei corajosos ele falar, pior quando a gente afirma não pensar assim e por trás malha o pau... Prefiro lidar com pessoas francas, mesmo quando elas pensam coisas bestiais.
    Bjão!

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  3. Oi Nanda,

    Isso que escreveu é bem verdade aqui no Brasil. Existe um preconceito contra algumas profissões. Quando eu morei nos Estados Unidos decerto vi o preconceito racial, mas lá não existe esse preconceito com relação ao trabalho. Por isso, o serviço de limpeza é um trabalho como outro qualquer. Eu achava curioso, por exemplo, que os garis da rua que eu morava tinham aspecto de roqueiros ou hippies. Cabelo comprido, brincos, tatuagens, lenço estampadinho amarrado na cabeça, pareciam estar indo para um show de rock, pegando carona no caminhão do lixo...rs As universitárias também trabalham como garçonetes nas férias (serviço que muitas vezes inclui a limpeza dos banheiros) ou com limpeza doméstica para ganhar um dinheiro extra, coisa que a gente não vê aqui no Brasil. Se não houvesse tanto preconceito contra determinados serviços haveria menos desemprego.

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  4. Olá,Nanda

    Estava lendo o comentário do Hod e sua resposta Onde vc diz que "Prefiro lidar com pessoas francas, mesmo quando elas pensam coisas bestiais." Concordo com vc mais é triste constatar que ainda existem pessoas com uma mentalidade tão mesquinha como o Sr Boris Casoy,minimizando o valor de uma profissão tão importante como todas as outras. Alías, viva nossos valorosos garis!! Ainda mais em em país onde é lugar comum ,as pessoas jogarem papel no chão como se este fosse uma lixeira..


    beijos no coração!!

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  5. Leila:

    Fiquei feliz em saber que em outros lugares isso já é diferente!!!
    Bjão!


    Rô:

    Estou lendo um livro que diz que antes de nascer nós combinamos ser bestiais para ajudar outras pessoas a evoluírem... Como se fosse uma novela que o ator aceita fazer o papel do vilão. Na verdade não existe essa tal coisa de bestial nas almas.
    Podemos seguir crescendo!!
    Bjão!!!

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  6. Olá Nanda, O Boris literalmente escorregou na banana.
    Ele não percebeu que o calna de audio estava aberto. E a verdadeira face dele apareceu. No que me diz respeito parece que a Consciência Existêncial providenciou para que milhões de pessoas conhecessem a verdadeia face de Boris.

    Beijo pra vc.

    Hod.

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  7. Parabéns pelo blog...
    Enriquecedor...

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  8. Hod:

    Eita! E será que ele aproveitará essa chance para fazer mudanças???
    Bjão!



    Lu:

    Obrigada!!
    E volte sempre!
    Bjão!

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  9. Nanda,

    É uma pena que seja assim, o egoísmo é maior que essa gente que se acha superior e descrimina.

    Um abraço

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  10. Olá Nanda,

    Fiquei feliz em receber seu comentário em meu artigo "Lixeiro é você", no blog "Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente".

    É bom saber que não sou a única a se indignar com o tratamento recebido pelos coletores de lixo em nosso país.

    Muitas vezes, agimos de forma inconsciente, pois nos acostumamos a enxergar apenas o que nos convém. No entanto, é inegável o preconceito, ora velado, ora explícito, sofrido por esses trabalhadores.

    Não posso compactuar com esse tipo de postura. Por isso decidi escrever o artigo. Que bom que gostou.

    Um grande abraço e parabéns pelo seu texto. Demonstra que você é uma pessoa que se sensibiliza com as questões sociais que nos cercam e se mobiliza, a fim de transformar, de alguma forma, essa realidade. É isso que significa ser cidadão.

    Tônia Amanda Paz dos Santos

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  11. Tônia:

    Compreendo que tenhamos preconceitos, mas sempre acho que podemos evoluir, algumas tradições são desumanas e podemos amadurecer no sentido de um tratamento igualitário entre nós.
    Se eu já penso de uma maneira diferente eu compartilho.
    Jogo a semente e confio que ela crescerá.
    Bjs!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.