sexta-feira, 9 de abril de 2010

Apenas tarefas



Um dia desses estava pensando em como a gente diferencia as pessoas pelo trabalho que elas executam. Refleti porque não chamamos em médico de empregado ou criado, afinal de contas ela está trabalhando para nós é nosso empregado, no momento que contratamos seus serviços, mas não nos referimos a eles dessa forma. Nem a ele, nem a engenheiros, professores, psicólogos, advogados, administradores...

Reservamos essa nominação para aqueles que consideramos inferiores, àqueles que trabalham com o pesado, a sujeira ou que por terem estudado pouco ficaram com as tarefas braçais. Chamamos assim principalmente as pessoas que trabalham nos servindo em casa, a arrumadeira/o, o cozinheiro/a, o porteiro/a, a/o babá... Às vezes nos sentimos magnânimos, então os chamamos “da família” com restrições, é claro.

Porque será que respeitamos tão pouco aqueles que por uma razão ou outra, decidiram ou não servir a humanidade com trabalhos mais simples, porém de vital importância para a ordem mundial? Sim, porque se um presidente não come, nem tem uma casa arrumada ou mesmo vive no lixo, ele não fará seu trabalho bem feito. Se uma médica não tem o suporte de alguém para cuidar de seus filhos, talvez não possa operar com tranqüilidade.

Todo trabalho é honroso e todo ele é necessário para a ordem e harmonia do todo. Poderíamos começar aprender a admirar esse tipo de trabalhador e não achar que eles estão naquela situação por serem inferiores, menores, menos inteligentes, mais preguiçosos. Poderíamos começar a olhá-los com respeito e gratidão entendendo que fazemos parte de uma grande equipe e que todos somos importantes e necessários para que a terra flua com perfeição.

Afinal é apenas uma tarefa e isso não deveria dizer sobre o valor da pessoa; ser presidente de um país e ser um gari são duas tarefas, que por hora devem ser executadas por alguém, ambas são importante, se pensarmos bem, a humanidade precisa, ainda, das duas para viver bem. Então porque olhamos uma com respeito e admiração, mesmo quando esse um não é tão honesto e ao outro com vergonha mesmo que este outro seja uma pessoa com princípios bons?

Namasté!

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8 comentários:

  1. Ola!
    Como é bom rever os amigos e matar a saudade..
    Não há nada que pague este momento..
    Agradeço carinhosamente o seu carinho em me visitar. Hoje vou conseguir postar e visitar os meus amigos. Estou com muita saudades.
    Só terei os finais de semana para fazer isso. Mas prometo sempre estar por aqui..Peço desculpa pela minha ausencia. Mas, mas muitas vezes precisamos nos afastar em função do trabalho. Falta o tempo. ele voa..Não espera. Mas, você que mora no meu coração, será sempre lembrado...
    Amo vc. Amo a sua companhia.
    Meus blogs amam a sua presença. Fico muito feliz por que vem.. Deixá sempre comigo, o seu amor e carinho Planta flores e semeia carinho.
    Muito obrigada. VERDADEIROS AMIGOS..CONQUISTAMOS..AMAMOS..LEMBRAMOS E SENTIMOS SAUDADES!!!
    Carinhosamente,
    Sandra

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  2. Esse é um ótimo texto Nanda.

    Creio que boa parte disso tudo é a velha questão da educação e respeito.

    Desde criança meus pais nos ensinou a tratar a todos com respeito.

    Todos nós temos o hábito de tratar respeitosamente, quem quer que seja, de Senhor e de Senhora.

    Lido com pessoas e não com ocupantes de cargos e/ou posições sócio-econômicas.

    Mas vejo que está aumentando o número de pessoas que tem mudado esse comportamento.

    Um abraço.

    Drauzio Milagres

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  3. Porque estamos em um mundo que todos querem ser o Cacique da tribo. Portanto, é muito cacique pra pouco índio.
    E outra coisa. Vai chamar por aí um médico de serviçal. ahahah. Ele exige que seja chamado de DOUTOR.
    abçs

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  4. SAndra:

    Obrigada por me visitar sempre, estou tentando arrumar um momento para visitar eu velhos amigos blogueiros!
    Bjão!


    Drauzio:

    Acho que tem muito de educação sim. E também de conceitos pré-estabelecidos de hierarquia.
    Obrigada!!!
    Bjão!



    Mr.Jones:

    Nosso ego é muito vaidoso! rsrsr
    Mas deveríamos nos sentir todos serviçais uns dos outros!
    Bjão!

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  5. Muito boa sua abordagem, Nanda. Eu vejo as coisas como vc. Também acho que o trabalho , todo ele , é digno e importante para a sociedade.

    Estou aqui hoje para convidar para um novo evento no blog. Desta vez sobre Lewis Carrol e sua Alice.

    Abraço

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  6. Oi Nanda! Isso é algo que realmente tem a ver na nossa cultura.

    Qdo vc viaja e ve outras coisas, vc abre um pouco a mente, já que em outros países, tds os tipos de trabalhos sao mais valorizados e há pouca distancia das pessoas que trabalham recolhendo lixo ou administrativos. A diferenca está no esforco físico, mas ambos trabalhos sao valorizados. É só questao de preferencia.

    Isso que comentei acima, tb acomoda a populacao com relacao aos estudos, ja que preferem comecar a trabalhar cedo e ter suas coisas do que seguir os estudos para ter um emprego que necessita menos esforco físico. Se ambos trabalhos sao bem remunerados, entao, podemos dizer que as pessoas que tem formacao profissional sao as que realmente fazem pq gostam.

    E opino que quem há duas maneiras de ser feliz: fazer o que gosta ou gostar do que faz! Creio realmente nessa frase que li há alguns anos.

    Bssssssssssssssssssss
    FE

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  7. olá, Nanda

    Que texto maravilhoso! Acredito que a falta de respeito faz que com que alguns destratem os outros por se julgarem superiores, Nanda para mim o que conta é a conduta humana, é o respeito ao próximo o resto são apenas designações de profissões e todas têm seus méritos.

    Infelizmente, na nossa sociedade existem pessoas com a mentalidade de castas indianos!

    abraços apertados e beijos no coração!

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  8. Vanessa:

    Obrigada!!!!
    Que bom! Espero inspirar outros a verem assim!
    Obrigada pelo convite!
    Bjão!



    FErnanda:

    Que bom que em outros lugares isso já é uma realidade!
    É exatamente isso que penso, trabalho é apenas uma tarefa, e deveríamos poder escolher sem nos sentir diminuídos!
    Bjão!



    Rô:

    Obrigada!!!!
    É verdade! Mas acabo de saber por Fernanda Medeiros que na Europa não é assim, já existe uma certa igualdade entre as profissões e isso é bom!
    Bjão!

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Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.