sexta-feira, 30 de abril de 2010

Matrix




Tá, de novo um filme antigo, mais ou menos dez anos, mas o que ele conta é importante ficar lembrando sempre. Eu não o vi só como um filme de ficção cheio de efeitos especiais inovadores. Ele é, também, um aglomerado de conhecimentos de busca espiritual, bem no estilo oriental.

Para começar, todos estão dormindo e sendo manipulados por um sistema artificial. Esse é o conceito principal dos mestres indianos. Buda dizia que estamos todos dormindo e precisamos acordar.

No filme tem um mestre (Morfeu) e um discípulo (Nill) e um trajeto em busca de libertação, com muito autoconhecimento. Fazemos uma escolha para acordar (pílulas vermelha/azul) e o mestre, sempre só pode apontar a porta, mas não pode atravessá-la por nós. De vez em quando é doloroso enxergar e tentamos negociar nossa volta ao sonho, como fez um dos personagens. Todos nós somos os “escolhidos” em nossa própria vida; é claro não “salvamos” o mundo literalmente, mas toda vez que um de nós atinge um nível de consciência mais elevado beneficia todo o resto, sim!

O filme é cheio de referências ao processo de crescimento espiritual. E é ótimo para entendermos esse trajeto. Além de ser divertido, claro! Toda a trilogia tem esse tipo de referência, mas o primeiro filme foi o que mais me chamou atenção.

Acreditem que podemos fazer com nossas mentes muito mais do que fazemos, é um desafio que o filme mostra através de alegorias, metáforas. É um bom começo para pensar no que somos capazes.

Bom filme!

Outros filmes:
Feitiço do tempo
As cinco pessoas que você encontra no céu
Simplesmente Alice

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Experimente cair?!



“Just take the fall
You’re one of us
The spotlight is on.”


Tradução livre:

“É só levar uma queda
E você se torna um de nós
As luzes estão sobre você.”



Ouvindo esta música eu pensei... Isso é uma tremenda verdade, parece que ficamos (nós, seres humanos) esperando alguém cair para nos sentirmos parecidos e quando esse alguém cai, as luzes, holofotes, ficam sobre ele algum tempo.

Nós sentimos prazer em vê a queda, a humilhação do outro. Principalmente se o tombo foi alto. Se esse que caiu estava fazendo alguma diferença, tendo fama, ganhando mais dinheiro.

Qualquer tipo de queda vale, desde um simples erro de português, até uma gafe na etiqueta em um encontro social ou uma escorregada preconceituosa, bom, o erro em si talvez não importe. O que interessa é que ele “se tornou um de nós”, míseros seres anônimos, tristes, amargurados...

É só levar um tombo, escorregar, falhar, errar e as luzes se voltam para você. Mesmo quando não somos famosos. Viramos assunto na família, entre os vizinhos, junto aos colegas de trabalho, no Orkut, no Twitter. Quem já não se sentiu assim, sob as luzes fortes da crítica e julgamento severos? Dos olhares maledicentes e famintos? É apenas um fato. Experimente cair e você se tornará um de nós na miséria, então os refletores estarão em você.

Namasté!

Leia também:
Crueldade
A única doença que existe é a infelicidade
Inveja - O que é.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Afirmação para o Perdão





“Eu me concedo o dom de estar livre do passado e me volto com alegria para o presente.”

Fonte: O poder das afirmações positivas, Louise Hay



Achei interessante essa frase para o perdão, pois não fala em desculpar ninguém. E sim em se libertar do passado. No rancor nos aprisionamos numa emoção que ficou num tempo atrás e a carregamos durante o presente. Somos nós mesmos que ficamos pesados, pensando que esse sentimento fará o outro, que nos magoou, vê o que ele fez. Mas a verdade é que isso nem sempre acontece e nós é que adoecemos de ressentimento. Perdoar é se libertar de uma emoção passada que insistimos em carregar. É estar alegremente no presente.

Libertem-se!

Outras afirmações:
Para Relações Saudáveis
De Paz
Para Amizade

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dalits





Quando estava passando a novela “Caminho das Índias” (sou noveleira, desde pequena), fiquei pensando sobre os Dalits, os intocáveis como chamaram os ingleses, e como eles existem em todas as culturas. Já notaram que as pessoas com as tarefas de limpar a sujeira que fazemos, são discriminadas na maioria dos lugares?

Existe até uma tese que os garis e serventes são invisíveis, ninguém olha ou se comunica com eles. Parece que até aí não queremos entra em contato com nosso lado sujo, pouco nobre. “Encasquetamos” que para sermos civilizados não podemos ter sujeira, temos que ser puros.

O que eu achei legal na Índia é que tudo está às claras, as pessoas de casta não suportam os sem castas. Todos sabem e ninguém finge que não tem problemas com isso. Por aqui as coisas ficam meio nubladas, nós fingimos que somos gente boa que tratamos todos iguais. Mentimos até para nós mesmos. Encobrimos nossos sentimentos, então precisa vir um pesquisador com uma tese e apontar: gari é invisível!

Fiquei pensando porque fazemos isso de forma universal. Repudiamos sujeira ou aquilo que denominamos sujeira. E criamos párias, pessoas que vão lidar com isso para as outras. E pior tratamos mal quem fica com essa função. Acho que devia ser o contrário, deveríamos ser agradecido e honrar quem faz esse tipo de função, ela é nobre, é salvadora, mantém o grupo saudável e forte como médicos por exemplo. Já que muito de nossas doenças vêm da sujeira.

Convido a todos a reverenciarem as pessoas que limpam cidades e casas. Elas são muito importantes para o bem estar do todo. Devem ser respeitadas e devemos ser gratas a elas.


Namasté!

Leia também:
O Dia em que a terra parou
Apenas tarefas

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O alimento



Exagrama 27 I


“Alimente o corpo e o espírito com moderação, pela boca entra o alimento e saem as palavras. Nada pode ser excessivo.”

“Dê a si mesmo e aos outros o alimento apropriado.”

“A busca do desejo e do prazer é o alimento que não alimenta. Pode-se jogar fora toda uma vida assim. Ao perceber isso, o homem superior se desapega e retorna ao Sábio.”

“A nutrição de nosso corpo e do nosso espírito é importante e merece nossa atenção.”


Fonte: O I ching fácil, Brian Browne Walker



Floral: Scleranthus – para moderação e equilíbrio
          Vervain – acalma, baixa o tom de exagero, relaxa.



Aqui o I Ching aconselha a nos manter livre do desejo, praticando a meditação e cultivando a calma e a serenidade em tudo que dizemos, pensamos e fazemos. Moderação é a palavra chave para o que sai e entra pela boca. Esse equilíbrio é encontrado através da prática de sintonizar o ouvido com a voz do Sábio (meditar). Preste muita atenção ao que anda pensando, dizendo, comendo. Cuide de si e dos que os rodeiam, seja gentil, suave. Moderado.


Outros oráculos:
A Roda da Fortuna
O Hierofante
A Torre

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que há de errado com a raiva?



Presenciar um ataque de raiva de alguém é muito desagradável. Acho que por isso nos ensinam que ter raiva é errado. Pensando sobre isso cheguei a algumas ideias. Porém antes preciso dizer que: Aprendi na faculdade de psicologia e em anos de terapia que ter raiva não é errado. Mas ainda assim um evento raivoso não é algo que gosto de ter ou assistir.

Bom, minha idéia sobre isso ficou assim: sentir raiva não é errado, é um tipo de emoção apenas. O chato é jogá-la em cima de alguém. Explodir com uma pessoa não é legal, nisso nossos pais estavam certos. É preciso aprender a não despejar esse sentimento nos outros.

Mas aí a Psicologia diz que ficamos doentes se guardarmos... Isso ta parecendo lixo radioativo, ninguém sabe o que fazer com ele... Bom, não se guarda nem se lança em ninguém... E agora?


Pensei em algumas coisas, primeiro saber que está com raiva, isso é primordial, reconhecer. Isso nos dá segundos de lucidez no meio do furacão, tempo suficiente para dar um suspiro, o ar extra que entra oferece mais clareza à mente raivosa. Outra coisa: trancar os dentes ajuda a dispersar a energia agressiva e a fechar a boca e por fim correr do lugar, onde a raiva começou e olhar para outras coisas, distrair.

Isso nos dá tempo para não despejar nosso lixo no outro e dissolvê-lo; quase como uma reciclagem. Obviamente, precisa-se treinar inúmeras vezes, para funcionar. Mas acho que vale a pena. Concordo com os pais que expressar raiva magoando os outros é feio. Errado! Sentir raiva, não. É natural para seres imaturos como nós. Podemos nos perdoar e aprender a domar o cavalo chucro.

Feio é o espetáculo que produzimos guiados pela raiva, se conseguirmos acalmá-la com consciência, ela se torna apenas outra emoção. Deviam nos ensinar o que fazer com ela e não a nos reprimir. Ar, consciência e lucidez são a mesma coisa que bombeiros num incêndio, apagam o que destrói.

Lembre-se é o comportamento guiado pela raiva que devemos conduzir melhor e não o próprio sentimento. Ah! Uma corrida também é ótimo para acalmar!

Namasté!

Leia também:
Crueldade
Ciúme
A difícil arte de dizer sim e não
O que é raiva
Afirmação para doma a raiva

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Inteligência Espiritual



Li essa matéria “Você se considera inteligente?” no Yahoo notícias e achei interessante, é bom começarmos a observar a inteligência sob outros ângulos. No texto a terapeuta Reyes Ollero, coordenadora da Asociación Consciência, aponta outros tipos de inteligência, além da puramente racional. Ela diz que essa palavra vem do latim (inter) e legere (escolha) e sugere uma capacidade de escolher as melhores opções para solucionar um assunto.

Comenta também que há outras formas de ser inteligente e aponta a inteligência espiritual e emocional. Ambas foco de trabalho aqui do Múltiplas. Outra coisa legal é que ela sugere conceitos para explorar e desenvolver essas outras formas de inteligência.

Como perceber o presente como o único tempo real no qual você pode agir de verdade, ter coragem de encarar suas sombras inconscientes (emoções reprimidas ira, ciúme, rancor) e aceitar essas “partes feias” reconhecendo-as para elaborá-las melhor; entender a felicidade como algo que não depende de condições externas, nem alheias (alegria sem causa); se conhecer bem “para estar bem com os demais é preciso estar de acordo consigo mesmo”, ou seja, pensar nos aspectos de sua personalidade que o ajudam e os que freiam e conversar consigo, conhecendo os diferentes níveis de seu ser, ser uma espécie de amigo interessado em seu mundo interior, “tomar café consigo”.

Segundo a terapeuta, todos esses passos ajudam a pessoa desenvolver sua inteligência espiritual. E eu concordo, faço isso há algum tempo e ganhei mais qualidade de vida, é isso que me interessa passar aqui. Gostaria de viver num mundo onde a inteligência espiritual estivesse em alta!

E você? O que está fazendo para desenvolver sua inteligência espiritual?

Namasté!

Leia também:
Educação espiritual
Preguiça de crescer
Treinando a emoção para ser feliz

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Crueldade





Segundo o dicionário crueldade é o prazer que uma pessoa pode ter na dor do outro. Aquele que se compraz em atormentar e prejudicar. Também é sinônimo de desumano e desapiedado.

Acho que realmente só podemos ter esse tipo de comportamento em duas situações: ou quando não sentimos empatia (capacidade de imaginar o sentimento de dor e sofrimento alheio) ou quando estamos com muita raiva de algo ou alguém. O primeiro para mim é um tipo de deformação, um aleijão, como um defeito só que no caráter, essa pessoa tem uma limitação séria, hoje se fala muito deles (veja em Mentes Perigosas), mas pelos estudos elas não são em número muito grande.

Então a maioria cai na segunda opção, somos cruéis quando estamos com raiva e queremos o outro sentindo o mesmo que nós; queremos magoar, ferir, fazer o outro sofrer na medida em que sofremos. O prazer que advém daí não é sadismo, é uma sensação de se igualar, de fazer o outro entender, sentindo, o que nós estamos passando. Claro que isso não justifica o ato cruel. O melhor seria se nós pudéssemos apenas explicar a nossa dor e pedir para o outro deixar de fazer o que nos machuca ou então nos afasta da fonte de mágoa.

Penso que crueldade é um ato imaturo, de mentes ainda infantis, que sabem controlar pouco suas emoções. Podemos, pois temos capacidade de, fazer diferente, mas ainda não nos interessamos em aprender, em exercitar e refletir nossos atos. Simplesmente o fazemos e nos justificamos com nossa “humanidade”, afinal somos falhos...

Deitamos-nos nessa cama e nos esforçamos pouco para mudar isso. Preferimos até pensar que isso é inerente à humanidade, é a natureza humana. Não acredito nisso! Nossa natureza não é cruel, esse comportamento é apenas fruto de nossa imaturidade. À medida que evoluímos que nos tornamos realmente adultos, aparece a compaixão e a empatia, que são maneiras mais maduras de compreender a dor do outro e a nossa própria.

Então convido vocês a refletirem sobre nossos atos “cruéis” para começarmos a transformá-los.

Namasté!

Leia também:
Lidar com emoções
Dominar a mente
Infidelidade

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O dia em que a terra parou




Raul Seixas foi um ser muito interessante, suas letras são de uma lucidez fantástica. Nessa música penso que ele fala de nossa interdependência. Todos precisamos de todos, nossas funções e tarefas são sempre para o outro e a do outro para nós. Mas acho que não nos damos conta disso. Pensamos, no fundo, que vivemos sós e fazemos tudo solitariamente. Às vezes até expressamos isso dizendo: “não tem ninguém por mim no mundo”. Porém em uma segunda vista podemos observar que isso não é verdade. E quando um grupo para de executar suas funções sentimos a existência como um corpo doente, funcionando mal. Estamos todos interligados, somos todos de todos.

Está na hora de ter consciência disso, na hora de acordar para entender que todos somos órgãos de um corpo maior, que trabalhamos em conjunto para um equilíbrio que ainda não entendemos bem, pois nosso cérebro não alcança a magnitude.

Somos todos um!

Cantem e dancem!



O Dia em que a Terra Parou

Raul Seixas

Composição: Cláudio Roberto / Raul Seixas
Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar
No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou
E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou
O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou
Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei
No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra parou)


Ouçam também:
Vaca profana
Imagine
Getileza

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Apenas tarefas



Um dia desses estava pensando em como a gente diferencia as pessoas pelo trabalho que elas executam. Refleti porque não chamamos em médico de empregado ou criado, afinal de contas ela está trabalhando para nós é nosso empregado, no momento que contratamos seus serviços, mas não nos referimos a eles dessa forma. Nem a ele, nem a engenheiros, professores, psicólogos, advogados, administradores...

Reservamos essa nominação para aqueles que consideramos inferiores, àqueles que trabalham com o pesado, a sujeira ou que por terem estudado pouco ficaram com as tarefas braçais. Chamamos assim principalmente as pessoas que trabalham nos servindo em casa, a arrumadeira/o, o cozinheiro/a, o porteiro/a, a/o babá... Às vezes nos sentimos magnânimos, então os chamamos “da família” com restrições, é claro.

Porque será que respeitamos tão pouco aqueles que por uma razão ou outra, decidiram ou não servir a humanidade com trabalhos mais simples, porém de vital importância para a ordem mundial? Sim, porque se um presidente não come, nem tem uma casa arrumada ou mesmo vive no lixo, ele não fará seu trabalho bem feito. Se uma médica não tem o suporte de alguém para cuidar de seus filhos, talvez não possa operar com tranqüilidade.

Todo trabalho é honroso e todo ele é necessário para a ordem e harmonia do todo. Poderíamos começar aprender a admirar esse tipo de trabalhador e não achar que eles estão naquela situação por serem inferiores, menores, menos inteligentes, mais preguiçosos. Poderíamos começar a olhá-los com respeito e gratidão entendendo que fazemos parte de uma grande equipe e que todos somos importantes e necessários para que a terra flua com perfeição.

Afinal é apenas uma tarefa e isso não deveria dizer sobre o valor da pessoa; ser presidente de um país e ser um gari são duas tarefas, que por hora devem ser executadas por alguém, ambas são importante, se pensarmos bem, a humanidade precisa, ainda, das duas para viver bem. Então porque olhamos uma com respeito e admiração, mesmo quando esse um não é tão honesto e ao outro com vergonha mesmo que este outro seja uma pessoa com princípios bons?

Namasté!

Leia também:
Santo de casa não faz milagre
Mulheres descartáveis
Um mundo solidário

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Orgulho e Preconceito



Este filme é baseado no livro de Jane Austen, é um romance, uma história de amor. Mas também traz uma reflexão interessante... Como a gente se prende à primeira impressão e como esta pode ser toldada por conceitos equivocados, rígidos e pré-estabelecidos. Fazendo com que sejamos injustos e atuemos com desrespeito.

O casal principal sofre com o desencontro causado por essa falha de percepção. Principalmente a garota, que além de cega pelo preconceito, ainda fica magoada com o mocinho no início, deixando de aprofundar-se no conhecimento da personalidade dele, o conhecendo melhor.

Achei interessante ela colocar a confusão tão clara! Elizabeth se encanta com um farsante que é charmoso, de cara, e se afasta do virtuoso Sr. Darcy por ele ser fechado e um tanto carrancudo. Como fazemos isso! Nos iludimos com a “fachada” e perdemos o recheio... Muitas vezes julgamos pela aparência e julgamos mal. Segundo o livro de Jane Austen isso não é de agora, não é fruto de uma sociedade visual como costumamos dizer.

Podemos começar a observar isso. Quanto perdemos por uma avaliação rápida e superficial? Nem todo mundo mostra seu tesouro ou veneno no primeiro momento, é preciso tempo para conhecer um ser humano, é preciso uma segunda vista, um terceiro encontro. E é preciso coragem para se mostrar, pois às vezes, dói muito.

De qualquer forma é uma história muito interessante e vale a pena vê-la sobre esse aspecto. Inicialmente o nome do livro seria: “Primeiras Impressões”, bem sugestivo, hein?

Bom filme!

Assista também:
Simplesmente Alice
Nell
Banquete do amor

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Senhora globalização



Pergunta de Fernanda Medeiros no Orkut (02/03/10)

“Até que ponto o processo de globalização afeta os relacionamentos? Você acha que os relacionamentos perderam sua qualidade por causa da globalização, desse processo de integração entre todo mundo? Estamos vivendo melhor ou pior?"


Penso que tudo afeta tudo, então ao facilitarmos o contato entre pessoas, os relacionamentos já existentes foram transformados e novas maneiras de se relacionar foram criadas. E isso por si só, nem é bom nem é ruim. É apenas diferente de antes. O que fazemos com essa diferença para nossas vidas é que são elas!... Eu não tive acesso, ainda, a nenhuma pesquisa ou estudo que possa avaliar o nível de qualidade nas relações em geral, na verdade nem sei se já fizeram algum estudo assim.

Então só posso falar de mim. Devo dizer que depois que entrei na internet tive acesso a um número de pessoas bem maior do que eu teria sem um computador, estendi meus braços além mar e de norte e sul do Brasil. Tive encontros ricos, com pessoas que sofrem, se viram, estão alegres, trabalham, amam, têm desilusões, namoram, contam piadas, discutem política e melhores condições de vida e até filosofam!

Tive conhecimento de sentimentos e ações humanas que ainda não havia visto. Troquei informações e afetos com pessoas de diferentes idades, situações de vida, locais de residência. Percebi uma generosidade incrível! Pessoas colaborando com outras para usar a internet de forma melhor. Fui muito bem recebida no “mundo virtual”. Tão bem recebida que me encantei, como enfeitiçada e grudei na frente da tela do computador... Esqueci que tinha outras coisas para fazer também. Passado um ano e meio eu acordei e refiz meus horários para dar atenção a tudo que me interessa, agora, tive que cortar algumas coisas, ainda não sou onipresente, mas reorganizei a contento, pelo menos para mim.

Li num livro que estamos vivendo melhor e pior ao mesmo tempo. “Estamos vivendo melhor a custa de nos sentirmos pior”(Xavier Guix). Globalização significa, às vezes, querer “abarcar o mundo com as pernas” e isso não é possível; temos limites corporais, e isso não é ruim. Precisamos aprender a fazer escolhas e largar uma ou outra coisa. Somos jovens, bebês mesmo, ainda temos muito que amadurecer, para usar aquilo que inventamos, a nosso favor. Por enquanto ainda nos machucamos muito com nossas criações...

Agora estamos expondo todos os nossos pontos negros que uma educação repressora anterior nos colocou e então é tempo de bagunça, estamos vivendo a desorganização existencial humana, e é desagradável, porém rica em crescimento. O ruim e o bom estão caminhando de mãos dadas. Cabe a cada um escolher como usar as possibilidades para si e em coletividade. E para isso precisamos de maturidade e sabedoria. E neste momento estamos desenvolvendo isso, com a ajuda da tal globalização. Mestres, às vezes, são duros e difíceis, mas nos forçam a crescer!

Namasté!

Leia também:
Perdas e ganhos
A difícil arte de dizer sim e não
O bom e o ruim

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Guia Completo do Tarô


Hajo Banzhaf
Tradução: Harry Meriding e Meile Scoss
São Paulo: Pensamento, 2006
Ed original – 1988, Munique
195p


Conheci este autor há alguns anos e estou gostando muito de sua forma de abordar o tarô. Ele faz uma junção bastante boa entre crescimento pessoal e vida cotidiana, ou seja, através do tarô ele aborda tanto o aprendizado espiritual que podemos obter na situação, com auto responsabilidade, quanto às decisões e enfrentamentos da vida corriqueira (problemas no trabalho, no relacionamento amoroso, na relação familiar).

Neste livro ele trabalha com o tarô de Arthur Edward Waite (tarô Raider) o primeiro tarô a trazer figuras humanas estampadas nas cartas numeradas dos arcanos menores. Acho-o, hoje, um bom tarô para quem está começando, pois além dele ter as cartas numeradas com figuras, ainda tem os desenhos dos arcanos menores feito à maneira clássica, sem grandes modificações, o que facilita muito o estudo e interpretação. Outra coisa interessante foi ele ter dedicado o livro todo a uma “tirada” de tarô, um jogo ou disposição das cartas. Cada carta é explicada de acordo com a posição do jogo. Então para quem está iniciando o estudo, facilita muito já ter uma interpretação pronta é só ler e adicionar sua própria impressão.

Gostei muito também deste sistema de deitar as cartas chamado “O caminho”, por deixar a responsabilidade pelo desenvolvimento futuros por conta do consulente, em vez de colocá-lo diante do arbítrio de um oráculo imaginário. Pois a tirada responde a pergunta: Como devo me conduzir? Em detrimento as perguntas do tipo: O que vai acontecer? Dando uma proposta sobre o que podemos fazer em cada situação. Jogando assim a responsabilidade do fechamento em nossas mãos. Ele sugere perguntas como: “Como devo me comportar diante do meu superior? Ou “Que posso fazer para encontrar um novo emprego (relacionamento, residência, etc.)”

No final do livro ele ainda oferece mais sete jogos diferentes e dá uma dica boa para começar as interpretações: significado da carta + aplicação ao tema + ligação do significado ao lugar que ocupa no jogo. Neste ponto ele traz jogos interessantes para o autoconhecimento como “O ponto Cego” e “O jogo dos parceiros”, também dá uma explicação boa sobre o clássico jogo da Cruz Celta e fecha com uma inovação legal: o jogo “O segredo da Papisa” de sua autoria.

Gostei muito do livro e o recomendo, principalmente para quem está começando a estudar tarô. Indico também o próprio autor que tem muitos livros publicados e que são ótimos.

Boa leitura!
Como atrair seu parceiro ideal 
As sete leis espirituais do sucesso 
Pais brilhantes, professores fascinantes