terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu apóio a educação financeira infantil




Fui convidada por Cybele Meyer do Falando Sobre... a participar da blogagem coletiva “Eu apóio a educação financeira infantil”, como sou muito lenta, perdi o prazo que era até dia 3 de Novembro. Mesmo assim decidi publicar o texto que escrevi, pois o tema é bom.


Fiz um comentário no Fio de Ariadne sobre isso:


Também penso que nossa forma de usar o dinheiro é proporcional as nossas emoções e "fomes". Aprendemos que compensa nosso vazio o uso desvairado do dinheiro e luxo material que ele proporciona. Isso nos dá a sensação de importância e segurança coisas que tanto almejamos.
Mas cria um outro buraco o de si mesmo e essa é a pior sensação que alguém pode ter. Falta de si mesmo!



E trouxe esse ponto de vista. Criança aprende com as ações dos adultos que estão perto e são significativos, portanto se os adultos dão tanta importância a bens materiais e dinheiro os pequenos irão trilhar o mesmo caminho. Quando penso em educar crianças sempre penso em reeducar pais, não há uma maneira de ensinar algo só através da fala, e constantemente dizemos uma coisa e fazemos outra. Pais e mães ensinam que o dinheiro não é tudo pelo discurso, mas na hora de provar isso...


Acho que precisamos reformular nossa idéia de felicidade e segurança. Ainda focamos muito no conforto material, não que isso não seja importante ou bom, mas como disse antes usamos o dinheiro com recheio para um vazio e um sentimento de inferioridade antigos. Colocamos isso em primeiro lugar, pensamos que o melhor que temos para dar aos nossos filhos são objetos; nos perdemos aí e desejamos que eles aprendessem algo diferente disso, fica muito difícil.


Outro fator que penso confundir nossa relação saudável com dinheiro é a dubiedade quanto a ele. Ao mesmo tempo em que todo mundo corre atrás, também o rejeita, achando-o sujo e que não devemos nos importar com ele. Até nos ofendemos quando pensam que estamos interessados nele. Fingimos que não o desejamos muito, ele é um tabu, o assunto não é falado abertamente. Ansiamos por ele e ao mesmo tempo disfarçamos. Fica confuso e o conflito se torna invisível, sem percepção somos joguetes dessa força. E de novo sem consciência não há como educar as futuras gerações a lidar com dinheiro de forma saudável.


Para mim não basta ensinar regras e condutas desejáveis; é preciso atuar com sinceridade dessa forma. E isso só pode acontecer quando internalizarmos outras atitudes e pensamentos sobre nós mesmos. Porque o uso do dinheiro é apenas um reflexo de quem nós somos.


Namasté!

Leia também:
Educar um filho exige muita consciência de si

16 comentários:

  1. Excelente sua abordagem, Nanda. Nossas atitudes são reflexo de nós mesmos e as crianças aprendem aquilo que vivenciam.

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. olá, Nanda
    Exato nanda as crianças imitam os pais para o bem e para o mal.é importante quando falamos com os pequenos a coerência entre o dircurso e a atitude.Os atos falam por si só.Se queremos adultos mais conscientes tratemos de ensinar através das atitudes os pequenos agorá..

    beijos no coração!

    ResponderExcluir
  3. Vanessa:

    Obrigada!
    Na verdade a inspiração partiu de seu post sobre o mesmo assunto!
    Bjão!



    Rô CAstro:

    É isso! Sempre acho que primeiro precisamos reeducar pais para depois nos ocupar dos filhos!
    Bjão!

    ResponderExcluir
  4. Nanda!
    Como em outras áreas, criança aprende mais imitando modelos do que com discursos propriamente ditos. Somos um reflexo de nossos pais e nossos filhos serão também nossos reflexos. Não tem como a fruta cair longe do pé, para usar um chavão.
    Bjs

    ResponderExcluir
  5. Nanda, realmente falar sobre dinheiro é tabu.
    Mas minha postura com relacao a isso é que nao devemos perder nossa referencia, ou seja, o dinheiro nao deve estar diante de quem somos. Nao devemos trocar "quem somos" pelo "que temos". Isso é futilidade. Isso é o que causa esse vazio imenso (tb no bolso!!!).

    Estou de acordo de que devemos educar as criancas quanto a isso, prepara-las para o futuro, orientando-las onde está o limite entre uma coisa e outra.
    Quando ela cresca, ela já escolherá o caminho dela.

    No mundo capitalista, ha mtos materialistas e poucos espiritualistas, ainda que hj em dia, sinto que as pessoas estao buscando mais espiritualidade que ha anos atras...
    A cultura oriental parece estar dando um outro clima no nosso dia a dia, o que e positivo, pois td se baseia no trabalho mental.

    Confio que o futuro do mundo sao as criancas.
    E nao podemos isola-las da sociedade, pq somos parte disso.
    O que faz a diferenca sao os nossos VALORES.

    Esperemos que no futuro, as criancas de hj sejam adultos mais conscientes que somos nos, nesse nosso momento.

    Bssssssssssssssss FE

    ResponderExcluir
  6. Claudinha:

    É isso que penso!
    Essas figuras são muito importantes para a estrutura social de uma criança.
    Bjão!



    Fernanda:

    Vc é das minhas! Vê os indícios de mudança e confia mais nisso do que no caos visível... Acho que precisamos dessa postura, focar no que queremos que aconteça não no que acontece e não gostamos.
    O futuro fazemos com nossas condutas de hoje ele é um resultado, então precisamos fazer agora e um pensamento como o seu , para mim, ajuda muito!
    Bjão!

    ResponderExcluir
  7. Vejo que a nova geração está precisando de modelos de adultos corretos e coerentes. Pertinente texto.

    ResponderExcluir
  8. Olá Nanda,

    concordo plenamente com você que não dá para educar a criança sem "reeducar o adulto". Muitos conceitos sobre educação financeira são errados, deturpados, atrasados e continuam preservados. Com isso a visão empreendedora fica ultrapassada. Como se pode ensinar e mesmo dar o exemplo tendo como fato gerador estes conceitos?
    Adorei seu post e já o estou linkando.
    Obrigada por participar. Você enriqueceu ainda mais a blogagem.
    beijinhos com carinho

    ResponderExcluir
  9. Mar e Brisa:

    Acho que já está na hora de só querermos ensinar e não aprender... Só damos aquilo que temos.
    Bjão!



    Cybele:

    Obrigada!
    Acho o empreendedorismo, ou seja, a ideia de que podemos criar nosso próprio meio de subsistência não dependendo só de patrão, ótima!
    E hoje o brasileiro tem que lidar com dinheiro de forma mais inteligente.
    Então nossos conceitos devem ser modificados, modernizados!
    Agradeço vc me colocar na blogagem!
    Bjão!

    ResponderExcluir
  10. NANDA!
    Saudades de vc.
    Aqui se aprende muito.

    AMIGA!
    DEIXEI UM SELINHO PARA VC. NESTE ENDEREÇO:

    http://sandraandrade7.blogspot.com/
    TE ESPERO LÁ.
    COM MUITO CARINHO
    SANDRA

    ResponderExcluir
  11. Olá, tudo bem?

    Concordo com seu ponto de vista, precisamos dar o exemplo. Acredito que esse sentimento de "vergonha" de querer ter dinheiro, deve-se à educação religiosa- catolicismo - no meu caso.

    Abçs

    ResponderExcluir
  12. concordo plenamente.
    bom eu sou mão de vaca graças a GOD, por causa dos meus pais, não q eu não gaste nunca meu dinheiro, mas tenho consciencia de quanto devo gastar e com que devo gastar.
    gostei muito do post.

    ResponderExcluir
  13. Sandra:

    Obrigada!!
    Vou buscar o selo!
    Bjão!



    Adriana:

    Vejo como vc também, a catolicismo fez essa confusão, já nos Estados Unidos a religião incentiva o lucro, veja a diferença!
    Bjão!



    GrandeR@O:

    Somos dois!e eu ainda sou pior que vc, tenho alergia a gastar dinheiro!!! rsrsrs
    Mas isso me ajuda a estar sempre confortável quanto à dívidas.
    Bjão!

    ResponderExcluir
  14. Gosto muito dos artigos de seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver meu Curso de Informática online.Emily Nascimento

    ResponderExcluir
  15. Emily:

    Obrigada!!!
    Não tenho passeado muito por outros blogs... Mas assim que fizer dou uma passada lá!
    Bjão!

    ResponderExcluir

Oi queridos/das, adoro ler comentários, contribuam para o meu prazer! Obrigada.